O mercado financeiro global entrou em estado de atenção máxima nesta quinta-feira (27), após o ouro atingir a maior cotação de sua história. A onça troy (unidade de medida do metal) chegou a US$ 3.071,30 no pregão intradiário e fechou o dia em US$ 3.061,00, com valorização de 1,27%.
Esse salto histórico não é por acaso. O estopim foi o anúncio do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que confirmou tarifas de 25% sobre a importação de automóveis — uma medida considerada extremamente agressiva e que gerou reflexos imediatos na economia mundial.
🔧 O que foi anunciado por Trump?
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Tarifas de 25% sobre carros importados;
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A medida também atinge caminhões, motores, transmissões e peças automotivas;
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Trump ainda ameaçou aplicar novas sanções caso países como Canadá e União Europeia reajam de forma contrária aos interesses dos EUA.
💰 Por que o ouro disparou? Com o risco de novas guerras comerciais, investidores migraram para o ouro — considerado um ativo de proteção (hedge) em momentos de incerteza política e econômica. O ouro é um dos únicos ativos que se valoriza quando tudo parece ruir no mercado tradicional.
📉 Quais os efeitos disso?
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Aumento da tensão econômica internacional;
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Risco de recessão global se as tarifas se expandirem;
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Desaceleração no comércio internacional e alta nos preços de produtos importados;
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Reflexos diretos para países emergentes como o Brasil, principalmente na indústria automotiva e agroexportadora.
🌎 E o Brasil no meio disso tudo? O Brasil pode ser indiretamente atingido com:
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Redução de exportações para países afetados;
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Aumento da inflação com valorização do dólar;
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Desconfiança dos investidores internacionais, o que dificulta crédito e investimentos;
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Pressão sobre o Banco Central para rever projeções e decisões sobre taxa de juros.
📌 O alerta está aceso: o ouro brilhou, mas o motivo é preocupante.
O mundo está diante de uma nova ameaça econômica — uma tempestade pode estar se formando, e todos os países, inclusive o Brasil, estão no radar.