“Procedimento seguiu rigorosamente o regimento interno”, afirma presidente da ALMT
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Após o impasse político envolvendo os deputados Eduardo Botelho e Dilmar Dal Bosco, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso se manifestou nesta segunda-feira (2) sobre o processo de definição dos membros e da presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).
Segundo ele, todo o procedimento adotado na composição da comissão seguiu exatamente o mesmo rito aplicado no ano anterior, conforme determina o regimento interno da Casa de Leis.
De acordo com o presidente, a indicação dos integrantes e da presidência da CCJR foi formalizada por meio de documento contendo as assinaturas dos parlamentares indicados pelos respectivos blocos partidários. Ele reforçou que a condução inicial do processo não partiu da Presidência da Assembleia, mas do líder do governo.
“Esse documento não foi a Presidência que conduziu, não fui eu. Coube ao líder Dilmar fazer esse encaminhamento, exatamente como ocorreu no ano passado. Nós apenas realizamos a publicação”, declarou.
O presidente ainda destacou que, antes da oficialização, houve conferência formal das assinaturas apresentadas.
“Solicitei ao secretário que verificasse se constavam todas as assinaturas dos membros indicados pelos blocos, e ele confirmou.”
Sobre eventuais questionamentos, o chefe do Legislativo estadual afirmou que a Casa está aberta para esclarecimentos.
“Se houver qualquer divergência, vamos chamar os parlamentares para verificar como essas assinaturas foram feitas e tomar a decisão necessária.”
Ele também pontuou que as assinaturas não foram realizadas de forma secreta, mas registradas formalmente pelos deputados responsáveis pela indicação da presidência e vice-presidência da comissão.
Por fim, o presidente relembrou que o mesmo modelo foi utilizado anteriormente, inclusive na ocasião em que o deputado Botelho foi escolhido para função dentro da CCJR, reforçando que o rito adotado segue prática já consolidada no Parlamento estadual.
A declaração ocorre em meio a movimentações internas e articulações políticas na Assembleia, evidenciando que a disputa pela composição das comissões segue sendo um dos principais termômetros do equilíbrio de forças dentro da Casa.
Veja o vídeo:















