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Após racha com Botelho, Dilmar assume CCJ e mudança de blocos acende disputa política na ALMT

Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News

A eleição do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União Brasil) para a presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, oficializada nesta quarta-feira (4), escancarou um racha político dentro do próprio partido e movimentou os bastidores da Casa de Leis.

A disputa pela presidência da principal comissão do Legislativo provocou um embate público entre Dilmar e o deputado Eduardo Botelho (União Brasil), que não escondeu a insatisfação com a condução das articulações internas.

Durante o episódio, Botelho chegou a classificar Dilmar como “traidor” e “sorrateiro”, ampliando a tensão dentro da bancada do União Brasil.

Diante do desgaste interno, Dilmar chegou inclusive a cogitar deixar o partido, movimento que gerou preocupação entre aliados do governo.

Apesar da turbulência política, a eleição foi confirmada e Dilmar passa agora a comandar a comissão considerada a mais estratégica da Assembleia Legislativa.

Mudança de bloco abriu espaço para Botelho na CCJ

No auge do embate político, Eduardo Botelho tomou uma decisão que acabou alterando o cenário dentro da Assembleia.

O parlamentar deixou o Bloco Assembleia Forte e Democrática, liderado por Dilmar Dal Bosco, e migrou para o Bloco Movimento Democrático Brasileiro, comandado pela deputada Janaina Riva (MDB).

A mudança abriu caminho para uma articulação política importante dentro da Casa.

Ao receber Botelho no bloco, Janaina Riva abriu mão da indicação que caberia ao MDB na CCJ para garantir espaço ao novo aliado.

Para preservar o espaço do partido e evitar desgaste interno, a deputada manteve o deputado Thiago Silva (MDB) como suplente de Botelho na comissão.

Com isso, Botelho passou a integrar a CCJ com o respaldo do bloco liderado por Janaina.

A movimentação fortalece o grupo político do MDB dentro da Assembleia e altera o equilíbrio de forças entre os blocos da Casa.

Como ficam os blocos na Assembleia

Com a reorganização política, os blocos da Assembleia passam a ter a seguinte composição:

Bloco Assembleia Forte e Democrática

Liderado por Dilmar Dal Bosco (União)

Integram o bloco:

Paulo Araújo (PP)

Sebastião Rezende (União)

Gilberto Cattani (PL)

Elizeu Nascimento (Novo)

Faissal Calil (PL)

Bloco Movimento Democrático Brasileiro

Liderado por Janaina Riva (MDB)

Composto por:

Eduardo Botelho (União)

Thiago Silva (MDB)

Juca do Guaraná (MDB)

Doutor João (MDB)

Bloco Experiência e Trabalho

Liderado por Lúdio Cabral (PT)

Integram o grupo:

Valdir Barranco (PT)

Wilson Santos (PSD)

Júlio Campos (União)

Bloco Parlamentares Unidos

Liderado por Dr. Eugênio (PSB)

Composto por:

Max Russi (PSB)

Fábio Tardin (PSB)

Valmir Moretto (Republicanos)

Chico Guarnieri (PRD)

Bloco Avante Mato Grosso

Liderado por Beto Dois a Um (PSB)

Integram o bloco:

Nininho (Republicanos)

Diego Guimarães (Republicanos)

Carlos Avallone (PSDB)

Beto Dois a Um deve assumir liderança do governo

Em meio às movimentações internas da Assembleia, outra mudança começa a ganhar força nos bastidores.

Tudo indica que o deputado Beto Dois a Um (PSB) deverá assumir ainda neste mês a liderança do governo Mauro Mendes na Assembleia Legislativa.

A possível escolha é resultado da aproximação política entre o governador Mauro Mendes e o vice-governador Otaviano Pivetta, além da avaliação de que Beto vem crescendo politicamente dentro da Casa e demonstrando lealdade à atual gestão.

Nos corredores da Assembleia, muitos parlamentares já tratam o deputado como o “líder informal” do governo, papel que agora pode se tornar oficial.

Por que a CCJ é tão disputada

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação é considerada a mais importante da Assembleia Legislativa.

Isso porque todos os projetos de lei apresentados pelos deputados passam obrigatoriamente pela comissão antes de serem votados em plenário.

É na CCJ que são analisados:

a constitucionalidade das propostas;

a legalidade dos projetos;

a redação final das matérias.

O presidente da comissão possui forte influência política, pois é responsável por definir relatores e ajudar a estabelecer quais propostas terão prioridade na tramitação.

Bastidores apontam que disputa está só começando

As movimentações dentro da Assembleia são vistas por analistas políticos como os primeiros sinais da formação de chapas e alianças para as eleições de 2026.

Com deputados mudando de bloco, disputas internas ganhando visibilidade e novos líderes surgindo, o clima no Parlamento indica que o jogo político já começou.

Nos bastidores da ALMT, a avaliação é clara:

o tabuleiro político está sendo reorganizado — e o fogo está apenas começando a esquentar.

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Cuiabá-MT 05.03.2026 16:52

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