O melhor desempenho do mercado de trabalho e a expansão de programas de transferência de renda reduziram a pobreza e a miséria no País em 2023 para pisos históricos. Em um ano, 8,7 milhões de brasileiros deixaram a linha de pobreza e 3,1 milhões saíram das condições de miséria. Os dados são da Síntese dos Indicadores Sociais (SIS) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 4. A série histórica da pesquisa do IBGE, que usa dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), teve início em 2012. Em 2023, o Brasil tinha 59 milhões de habitantes vivendo abaixo da linha de pobreza, o equivalente a uma fatia de 27,4% da população sobrevivendo com menos de R$ 22,17 por dia. No ano anterior, em 2022, 31,6% da população vivia em condições de pobreza – o equivalente a 67,7 milhões de pessoas. Já o contingente de miseráveis correspondia a 4,4% da população do País em 2023, o equivalente a 9,5 milhões de brasileiros em situação de pobreza extrema, sobrevivendo com menos de R$ 6,97 por dia. Em 2022, porém, o número de miseráveis somava 12,6 milhões, 5,9% de toda a população. “Há redução da pobreza e da extrema pobreza aos menores patamares da série, em proporção da população e em números absolutos”, disse André Simões, técnico da pesquisa do IBGE. Definição Pelos critérios dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas e recomendações do Banco Mundial, a pobreza extrema é caracterizada por uma renda familiar per capita disponível inferior a US$ 2,15 por dia, o equivalente a um rendimento médio mensal de R$ 209 por pessoa em 2023, na conversão pelo método de Paridade de Poder de Compra (PPC) – que não leva em conta a cotação da taxa de câmbio de mercado, mas o valor necessário para comprar a mesma quantidade de bens e serviços no mercado interno de cada país em comparação com o mercado nos EUA. Já a população que vive abaixo da linha de pobreza é aquela com renda disponível de US$ 6,85 por dia, o equivalente a R$ 665 mensais por pessoa em 2023. “O mercado de trabalho é mais importante para explicar a redução na pobreza, e os benefícios sociais para explicar a redução na extrema pobreza”, disse Simões. Segundo o IBGE, caso não houvesse os benefícios de programas sociais, a extrema pobreza teria subido, passando de 10,6% da população em 2022 para 11,2% em 2023. Ou seja, a população sobrevivendo em condição de miséria no ano passado somaria mais que o dobro dos atuais 4,4% de brasileiros nessa condição. Pretos e pardos estão entre os mais pobres O índice de Gini do rendimento médio domiciliar per capita – indicador que mede a desigualdade de renda, numa escala de 0 a 1, em que, quanto mais perto de 1 o resultado, maior é a concentração de riqueza – manteve-se em 0,518 em 2023, mesmo valor de 2022, “o que indica que não houve redução da desigualdade de rendimento nesse período”, informou o IBGE ontem durante a divulgação dos dados da Síntese dos Indicadores Sociais (SIS). Entretanto, conforme o instituto, foram os benefícios de programas sociais que impediram que a desigualdade aumentasse: se excluída a renda proveniente dessas transferências, o Índice de Gini teria subido de 0,548 em 2022 para 0,555 em 2023. Infância Em 2023, a proporção de crianças menores de 14 anos de idade abaixo da linha de pobreza foi de 44,8%. A proporção de crianças brasileiras vivendo em situação de pobreza extrema foi de 7,3% em 2022. No grupo etário de 15 a 29 anos, 29,9% viviam na pobreza, e 4,6% estavam em situação de miséria. Por outro lado, na população idosa, com 60 anos ou mais, 11,3% viviam em situação de pobreza, e 2,0% sobreviviam na extrema pobreza. “A pobreza e extrema pobreza são menores entre pessoas com 60 ou mais de idade, porque são pessoas que geralmente estão mais cobertas por aposentadoria e pensão”, justificou André Simões, técnico da pesquisa SIS do IBGE. Cor Além da faixa etária, a questão racial também indica vulnerabilidade. Mais de 70% dos pobres e extremamente pobres eram negros, embora essas pessoas representassem cerca de 56,5% do total da população do País. Entre os brasileiros pardos, 35,5% viviam em situação de pobreza em 2023, mais que o dobro da incidência vista entre os brancos, de 17,7% nessa situação. Entre os pretos, a proporção em situação de pobreza também foi mais elevada, 30,8%. A desigualdade se repetiu na incidência de miséria: 6% dos pardos estavam sobrevivendo em condição de pobreza extrema, e 4,7% entre os pretos, enquanto entre os brancos essa incidência era reduzida a 2,6%. Por regiões Entre 2022 e 2023, houve redução da extrema pobreza em todas as grandes regiões do País, com maior impacto no Norte e Nordeste. Porém, essas regiões ainda concentravam fatia expressiva da população vivendo nessas condições. Em 2023, a Região Nordeste detinha 26,9% da população brasileira, mas concentrava 55,5% das pessoas em situação de extrema pobreza e 46,4% dos que viviam em situação de pobreza. Já o Sudeste, com 42,1% de toda a população do País, respondia por 23,9% dos extremamente pobres e 28,4% dos pobres brasileiros. O Norte respondia por 8,8% da população, mas concentrava 12% de todos os miseráveis e 12,4% dos pobres brasileiros. O levantamento mostrou ainda que tanto a extrema pobreza quanto a pobreza são mais elevadas em áreas rurais do que urbanas: nas zonas rurais, 9,9% da população é considerada extremamente pobre, ante uma fatia de 3,6% nas áreas urbanas; a proporção de pessoas em situação de pobreza em domicílios rurais foi de 48,9% em 2023, quase metade dos lares existentes, enquanto em domicílios urbanos foi de 24,2%. Brasil tem 10,3 milhões de jovens nem-nem A pesquisa Síntese dos Indicadores Sociais (SIS) do IBGE divulgada ontem mostra que o País tinha 10,3 milhões de jovens entre 15 e 29 anos que não estudavam nem estavam ocupados no Brasil em 2023, os chamados nem-nem. Desse contingente, as desigualdades
ALMT recebe Selo Diamante de Transparência Pública pelo segundo ano consecutivo
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) recebeu, nesta quarta-feira (4), o Selo Diamante de Transparência Pública. A certificação é concedida pelo Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP), organizado pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e Tribunais de Contas brasileiros. O nível máximo de transparência foi alcançado por 20 instituições em Mato Grosso. Em 2024, 288 unidades gestoras foram avaliadas por meio do PNTP, das quais 69 foram certificadas com os selos Diamante (20), Ouro (30) e Prata (19). No ciclo anterior (2023), o número de unidades certificadas foi de 45. A ALMT alcançou, após a avaliação deste ano, o índice de transparência de 96,76%. Os dados estão disponíveis no Radar da Transparência Pública. O deputado estadual Beto Dois a Um (PSB) representou a Assembleia Legislativa no evento de entrega dos certificados. Ele destacou os esforços da instituição para cumprir as normas de transparência e, com isso, se manter conectada à população. “O Legislativo estadual tem assumido lugar de protagonismo no crescimento de Mato Grosso. Isso exige cada vez mais comunicação, transparência e proximidade com o público, pautando as ações do Parlamento”, disse o deputado. Desde 2015, a Secretaria de Controle Interno da ALMT tem promovido adequações no Portal Transparência para melhorar o acesso às informações. Segundo o secretário, Newton Evangelista, foi necessário mudar todo o site porque a versão anterior não atendia às exigências da Atricon. “Fomos evoluindo aos poucos e a missão é não retroceder. Na primeira edição, em 2022, recebemos o Selo Prata. São dois anos com o Selo Diamante, o que reforça o compromisso de manter a qualidade na prestação dos nossos serviços enquanto instituição”, reforçou Newton. Lançado em 2022, o PNTP completa seu terceiro ciclo de atuação e tem como objetivo avaliar os portais das instituições públicas brasileiras a partir dos critérios da Lei de Acesso à Informação. De acordo com o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) e coordenador nacional do PNTP, Antônio Joaquim, o programa nasceu do reconhecimento de que a lei estava sendo ignorada por muitos órgãos públicos e da necessidade de sensibilizar os gestores para promoverem as adequações. “O PNTP é mais uma forma de fortalecer a participação da sociedade na gestão pública, o que contribui para que o país avance. Em Mato Grosso, o índice de transparência ficou em 65,59% neste ano, enquanto no ano passado a marca foi de 56,72%. É um avanço significativo. Além disso, observamos melhoras em muitos portais, com aprimoramentos em 72,9% deles”, explicou o conselheiro. Em sua fala durante a abertura do evento, o deputado Beto Dois a Um destacou o trabalho pedagógico desenvolvido pelo Tribunal de Contas a partir de cursos, orientações e outros projetos de capacitação para as diversas instituições de Mato Grosso, o que foi reiterado, na sequência, pelo presidente do TCE, conselheiro Sérgio Ricardo. “Não queremos ser apenas um órgão julgador. Por isso, temos trabalhado em parceria com os demais poderes para que todos avancem em eficiência”, disse o presidente. PNTP – O programa é liderado pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), pelos Tribunais de Contas dos estados e pelo Tribunal de Contas da União (TCU), com o apoio do Instituto Rui Barbosa (IRB), da Associação Brasileira de Tribunais de Contas de Municípios (Abracom), do Conselho Nacional de Presidentes dos Tribunais de Contas (CNPTC) e do Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci). A metodologia de avaliação é padronizada nacionalmente e conta com três etapas: autoavaliação, de responsabilidade da própria unidade gestora; validação dos portais que alcançarem níveis de qualidade certificáveis, de responsabilidade dos tribunais de contas (acima de 75% dos 124 critérios) e divulgação dos resultados pelo Radar de Transparência Pública, de responsabilidade da Atricon. Os selos de qualidade são concedidos de acordo com o índice alcançado pela instituição, podendo ser Prata (75% a 84%), Ouro (85% a 94) e Diamante (igual ou superior a 95%).
Ganhador de R$ 201 Milhões da Mega-Sena Morre 24 Dias Após Retirar o Prêmio
O vencedor de um dos maiores prêmios da Mega-Sena da história, no valor de R$ 201 milhões, faleceu nesta quarta-feira (4), 24 dias após retirar o prêmio em Cuiabá, Mato Grosso. Antonio Lopes, de 74 anos, teria morrido por suspeita de mal súbito enquanto fazia um tratamento odontológico em uma clínica local. A informação foi confirmada pela família ao portal g1. Antonio, que era pecuarista e trabalhava com a compra e venda de gado em fazendas do estado, conquistou o prêmio no sorteio 2.795 da Mega-Sena, realizado em 9 de novembro. Ele acertou as seis dezenas com uma aposta simples de R$ 5, tornando-se o vencedor de um dos 10 maiores prêmios da história do sorteio, fora a Mega da Virada. A Polícia Civil de Cuiabá, por meio do delegado Edison Pick, informou que está investigando as circunstâncias da morte, e aguarda o exame de necrópsia para determinar a causa exata do óbito. “Caso tenha sido um mal súbito, não será responsabilidade da clínica, mas precisamos aguardar os laudos”, explicou o delegado. Antonio Lopes, que deixa quatro filhos, retirou o prêmio de mais de R$ 201 milhões no dia 11 de novembro. A lista de prêmios considera apenas os concursos regulares da Mega-Sena e não inclui a Mega da Virada. Números sorteados: 13 – 16 – 33 – 43 – 46 – 55 O prêmio milionário de Antonio entrou para a história, mas a trágica notícia de sua morte inesperada aos 74 anos deixa a comunidade de Mato Grosso e os admiradores do sorteio em luto.
Concursos e seletivos pagam salários de até R$ 11 mil
Concursos públicos e seletivos com inscrições abertas em Mato Grosso pagam salários entre R$ 2 mil e R$ 11 mil. São mais de 900 vagas e 24 certames para contratos efetivos, cadastro reserva, contratação temporária e professores substitutos em diferentes municípios do estado. O MT Urgente listou os editais disponíveis para essa semana. Concursos Públicos Prefeitura de Cotriguaçu Vagas: 30 Cargo: Nível Médio: Assistente Administrativo Estrutura Adm (7 vagas); Auxiliar em Saúde Bucal (2 vagas); Fiscal do Meio Ambiente; Fiscal de Tributos Estrutura Administrativa (1 vaga); Fiscal Sanitário; Orientador Social Administrativo (1 vaga); Condutor de Ambulância; Motorista Cat D (1 vaga); Motorista Cat B (1 vaga); Nível Técnico: Técnico em Radiologia (2 vagas); Técnico em Enfermagem (8 vagas); Nível Superior: Analista de Licitações e Contratos Estrutura Administrativa (1 vaga); Assistente Social Estrutura Administrativa (2 vagas); Auditor Tributário Estrutura Administrativa; Enfermeiro (2 vagas); Engenheiro Civil Estrutura Administrativa (1 vaga); Farmacêutico; Fonoaudiólogo; Biomédico/Bioquímico; Odontólogo (1 vaga); Psicólogo Estrutura Administrativa. Salário: R$ 1.800,00 e R$ 4.800,00 Mais informações aqui. Taxa: R$ 80,00 a R$ 1500,00. Inscrições: 29 novembro a 5 de janeiro. Instituto de Previdência do Servidor Municipal de Alta Floresta – IPREAF Vagas: 4 Cargo: Assistente de Administração (2 vagas); Controlador Interno (1 vaga); Procurador (1 vaga). Salário: R$ 1.525,69 a R$ 11.130,66. Mais informações aqui. Taxa: R$ 50,00 a R$ 80,00. Inscrições: 6 de novembro de 2024 a 8 de dezembro. Prefeitura de União do Sul Vagas: 78 Cargo: Agente de desenvolvimento da educação especial (8 vagas); agente de desenvolvimento infantil (5 vagas); assistente de controle administrativo – quadro geral (1 vaga); assistente social – educação (1 vaga); assistente social – saúde (1 vaga); auditor em saúde pública (1 vaga); auxiliar administrativo (1 vaga); condutor de veículo emergencial (4 vagas); condutor de veículo escolar (9 vagas); educador físico – saúde (1 vaga); enfermeiro (1 vaga); fiscal de tributos (2 vagas); fiscal de vigilância sanitária (1 vaga); fonoaudiólogo (1 vaga); médico clínico geral (2 vagas); merendeira – educação (2 vagas); monitor de transporte escolar (2 vagas); odontólogo (1 vaga); professor da educação básica (21 vagas); psicólogo – educação (1 vaga); psicólogo – saúde (1 vaga); secretário escolar (1 vaga); terapeuta ocupacional (1 vaga); tradutor e intérprete da língua brasileira de sinais-libras (1 vaga); zeladora – quadro geral (1 vaga); zeladora – educação (6 vagas); assistente de controle administrativo – saúde; assistente social – quadro geral; auxiliar em saúde bucal; contador; farmacêutico; gestor administrativo e financeiro; merendeira – quadro geral; ouvidor municipal; psicólogo – quadro geral; técnico de enfermagem; técnico em radiologia; vigia; zeladora – saúde. Salário: R$ 2.138,63 a R$ 4.813,08 Mais informações aqui. Taxa: R$ 50,00 a 120,00. Inscrições: 30 de outubro a 8 de dezembro Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal – INPP Vagas: 7 Cargo: Pesquisador adjunto – especialidade: química de produtos naturais – fitoquímica (1 vaga); pesquisador adjunto – especialidade: biologia molecular (1 vaga); pesquisador adjunto – especialidade: ecologia de áreas úmidas – vegetação (1 vaga); pesquisador adjunto – especialidade: hidrologia (1 vaga); pesquisador adjunto – especialidade: ecologia de áreas úmidas – vertebrados (1 vaga); tecnologista pleno 1 – especialidade: gestão laboratorial (1 vaga); tecnologista pleno 1 – especialidade: analista de banco de dados (1 vaga). Salário: R$ 5.913,57 a R$ 13.844,46. Mais informações aqui. Taxa: R$ 125,00 a R$ 150,00. Inscrições: 19 de novembro a 9 de dezembro. Seletivos Prefeitura de Poxoréu Vagas: Formação de cadastro reserva e contratação de profissionais da educação. Cargo: Professor pedagogo sede; professor leigo sede; professor pedagogo nova poxoréu; professor pedagogo pontal da areia; professor leigo nova poxoréu; professor pedagogo aparecida do leste; professor pedagogo distrito paraíso; professor pedagogo jurudore; professor pedagogo indígena; professor leigo indígena; psicólogo educacional; motorista. Salário: R$ 1.719,03 a R$ 3.576,47 Mais informações aqui. Taxa: Não informado. Inscrições: 10 a 19 de dezembro. Prefeitura de Reserva do Cabaçal Vagas: 75 Cargo: Agente administrativo (7 vagas); agente comunitário de saúde (4 vagas); assistente social (1 vaga); auxiliar de serviços gerais – feminino (4 vagas); auxiliar de serviços gerais – masculino (9 vagas); eletricista (1 vaga); farmacêutico (2 vagas); fisioterapeuta (1 vaga); fonoaudiólogo (1 vaga); merendeira (3 vagas); monitor de creche (6 vagas); monitor de programas sociais (1 vaga); motorista categoria d/e (9 vagas); nutricionista (1 vagas); operador de máquinas agrícolas (1 vagas); pedreiro (1 vaga); professor graduado em pedagogia (9 vagas); professor licenciado em pedagogia com habilitação em educação especial, psicopedagogo ou nas áreas relacionadas ao aee (1 vagas); psicólogo (2 vagas); técnico de enfermagem (1 vaga); menor aprendiz (10 vagas). Salário: R$ 760,80 a R$ 3.985,47. Mais informações aqui. Taxa: R$ 30,00 a R$ 80,00. Inscrições: 2 a 12 de dezembro. Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso (CBM – MT) Vagas: Cadastro reserva Cargo: Soldado BM de Segunda Classe Temporário – Auxiliar; e Soldado BM de Saúde de Segunda Classe Temporário – Técnico de Enfermagem. Salário: R$ 2.863,55 e auxílio-alimentação de R$ 486,14. Mais informações aqui. Taxa: Não informado. Inscrições: 19 de novembro a 11 de dezembro Prefeitura de Apiacás Vagas: Cadastro reserva Cargo: Agente Administrativo; Agente de Manutenção de Estação de Água; Apoio Administrativo Educacional; Auxiliar de Consultório Dental; Auxiliar de Laboratório; Enfermeiro; Engenheiro Florestal; Engenheiro Agrônomo; Fonoaudiólogo; Motorista; Odontólogo; Professor – Nível Superior; Psicólogo; Técnico Administrativo Educacional; Técnico em Enfermagem; Trabalhador Braçal; Motorista; Professor – Nível Superior. Salário: R$ 1.412,00 a R$ 4.991,37. Mais informações aqui. Taxa: Não informado. Inscrições: 25 de novembro a 6 de dezembro Prefeitura de Comodoro Vagas: 96 Cargo: Professor pii – pedagogia (25 vagas); professor pii – pedagogia (5 vagas); professor pii e piii (pedagogia, letras, ciências biológicas, matemática, história, geografia, educação física, entre outros) (24 vagas); professor pii e piii (3 vagas); professor pii e piii – escolas indígenas (pedagogia, letras, ciências biológicas, matemática, história, geografia, educação física, entre outros) (25 vagas); professor indígena anos iniciais (7 vagas); professor indígena anos iniciais – ensino médio (2 vagas); nutricionista (1 vaga); fonoaudióloga (1 vaga); auxiliar administrativo – ensino fundamental (1 vaga); auxiliar de biblioteca (1 vaga); mecânico de veículos pesados (1 vaga). Salário: R$ 1.455,00 e R$ 6.437,77. Mais informações aqui. Taxa: Não informado. Inscrições: 26 de novembro a 9 de dezembro Prefeitura de Comodoro Vagas: 50 Cargo: Farmacêutico (1 vaga); farmacêutico/bioquímico (1 vaga); odontólogo (3 vagas); nutricionista (1 vaga); fonoaudiólogo (1 vaga); fisioterapeuta (1 vaga); enfermeiro (4 vagas); professor de educação física (1 vaga); técnico em enfermagem (14 vagas); técnico de raio x
Operação da PF investiga ‘Caixa 2’ na eleição de Sorriso e apreende R$ 115 mil
Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (4) a Operação Rustius, que tem como objetivo apurar um esquema de ‘Caixa 2’ na campanha eleitoral de um candidato a prefeito de Sorriso (420 km ao norte de Cuiabá). A suspeita começou após a apreensão de R$ 300 mil em espécie dias antes das eleições municipais. Conforme a PF, são 9 mandados de busca e apreensão, além de uma medida cautelar, que são cumpridos em Cuiabá e Sorriso. Um dos alvos deve entregar o passaporte e está proibido de deixar a cidade. Também há o impedimento de contato com outros alvos. A apreensão do dinheiro foi feita pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), dias antes do primeiro turno da eleição, na BR-163. O motorista do veículo Hilux é filho de um agricultor e tentou fugir dos policiais. Segundo a PF, ele era um dos principais apoiadores da campanha eleitoral do candidato. Os elementos de informação colhidos no inquérito policial indicam que o valor seria destinado ilicitamente à campanha eleitoral. Além desse valor, há indícios de que várias transações financeiras, relacionadas a essa mesma campanha, realizadas por empresários locais, foram realizadas de forma ilegal (com a participação de pessoas jurídicas, por meio de “laranjas” e com dinheiro não contabilizado na prestação de contas). Fonte: Gazeta Digital
Moraes autoriza tarde demais, e Bolsonaro não comparece a velório da mãe de Valdemar Costa Neto
Na tarde desta terça-feira (3), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recorreu às redes sociais para explicar sua ausência no velório de Leila Costa Neto, mãe de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do Partido Liberal. Bolsonaro detalhou que a autorização para sua participação, concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, foi recebida apenas às 13h55, inviabilizando sua presença na cerimônia em Mogi das Cruzes (SP). Em uma postagem no X (anteriormente conhecida como Twitter), expressou sua frustração com o atraso da liberação. Agradecendo pela liminar através de seu advogado, informou que já fez um novo pedido para comparecer à missa de 7º dia. Enquanto isso, Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, representou o marido no velório e transmitiu uma mensagem de condolências. A situação gerou grande repercussão, especialmente entre os apoiadores de Bolsonaro, que interpretaram a autorização tardia como um obstáculo à presença do ex-presidente em um momento tão delicado. Esta ausência reabre a discussão sobre as limitações impostas às figuras públicas sob investigação judicial e suas implicações em situações de luto. Além disso, Bolsonaro enfrenta atualmente uma série de desafios políticos e jurídicos, incluindo intensos debates com o STF, o que acentua a ênfase no já conturbado cenário político brasileiro. Até que esses pontos restrições podem interferir em momentos humanos e essenciais, como a despedida de um ente querido?
Embaixadora Mundial do Parajiu-jitsu, primeira-dama de MT fala sobre a inclusão no Dia Internacional da Pessoa com Deficiência
Nesta terça-feira (03.12), é celebrado em diversos países o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de promover a reflexão e o debate sobre a superação, a garantia de direitos, o combate ao preconceito e a inclusão das pessoas com deficiência em todos os aspectos da vida social, cultural, econômica e política. Em Mato Grosso, o tema ganha destaque por meio das ações voluntárias da primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, idealizadora do programa SER Família Inclusivo. O SER Família Inclusivo foi criado para apoiar pessoas com deficiência ou com limitações cognitivas e motoras, oferecendo um auxílio financeiro pago pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc). O programa tem como foco a inclusão social de famílias em situação de vulnerabilidade devido à pobreza e ao risco social. Atualmente, 1.174 pessoas recebem o auxílio do programa no valor de R$ 220, pagos a cada dois meses No entanto, como destaca a primeira-dama Virginia Mendes, o SER Família Inclusivo vai além do apoio financeiro. Ele se baseia em três pilares essenciais presentes em todas as iniciativas que ela idealiza – S – Superação; E – Esperança; R – Respeito (SER). Recentemente, Virginia Mendes foi reconhecida na Grécia como Embaixadora Mundial do Parajiu-jitsu e recebeu, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, o Título Internacional da Inclusão, o que colocou Mato Grosso em evidência no cenário global como um estado exemplar no que diz respeito à inclusão. “O SER Família Inclusivo é muito mais do que um auxílio financeiro. Com esse programa, estamos transformando a vida de muitas pessoas, oferecendo apoio e criando parcerias, como a que temos com o Parajiu-jitsu, que está trilhando o caminho paralímpico para conquistar uma vaga nas Paraolimpíadas. Em parceria com a Secretaria de Estado de Esporte, conseguimos que esses paratletas participassem de competições importantes no Brasil e no exterior, sendo considerada a maior delegação paradesportiva da história do nosso estado”, afirmou Virginia Mendes.A primeira-dama destacou que o debate sobre inclusão deve ser levado a sério e que não se pode falar do tema sem a participação ativa das pessoas com deficiência. “Tem uma frase que gosto muito, que diz: ‘Nada sobre nós, sem nós’. Isso significa que, se vamos debater algo em prol das pessoas com deficiência, elas precisam ter voz e participar de maneira igualitária. Não devemos decidir por elas. Se queremos uma sociedade igualitária, precisamos nos libertar de qualquer dogma que impeça o desenvolvimento humano. Deve haver empatia”, salientou Virginia Mendes. “As pessoas com deficiência querem participar da rotina diária como qualquer outra pessoa. E, quando elas têm esse acesso, que é o mínimo que podemos oferecer, elas encontram seu caminho, se inspiram e encontram motivação para viver”, reforçou Virginia Mendes. O presidente da Federação Brasileira de Jiu-Jitsu Paradesportivo (FBJJP), Elcirley, ressaltou que a inclusão promovida pelo estado, por meio das ações da primeira-dama, é real e tem transformado vidas. “Dona Virginia não tem apenas o título, ela vive o que estamos vivendo. Não tenho dúvida de que, hoje, Mato Grosso não é apenas o estado que mais produz alimentos, mas também o estado da inclusão”, concluiu Elcirley. No mês de dezembro, ainda são celebrados o Dia da Acessibilidade (05.12), o Dia Nacional da Criança com Deficiência (09.12), e o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual (13.12).
Criminoso Morre em Confronto com a ROTAM Durante Cumprimento de Mandado em Cuiabá
Um criminoso, de 30 anos, morreu em um confronto com policiais militares da Rondas Ostensivas Táticas Móveis (ROTA), na tarde desta segunda-feira (2), em Cuiabá. A troca de tiros ocorreu enquanto os policiais cumpriam um mandado de prisão contra o suspeito, que reagiu à abordagem. De acordo com informações da Polícia Militar, Anderson, que estava foragido, possuía um mandado de prisão em aberto por envolvimento no assassinato de um cabeleireiro em Jataí, Goiás. Ele já havia sido condenado a 15 anos de prisão. Durante a operação, o suspeito tentou fugir e reagiu à abordagem policial, sendo baleado no confronto. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para prestar socorro, mas, ao chegar no local, a equipe constatou o óbito do criminoso. A Polícia Militar não divulgou mais detalhes sobre o caso, que segue em investigação.
Proposta da PEC dos Quatro Dias: Uma “Aberração” ou Solução para o Futuro?
O Brasil, conhecido por sua carga de trabalho e jornada intensa, agora enfrenta uma proposta que promete mexer com as estruturas do mercado de trabalho. A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) apresentou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa reduzir a jornada semanal para quatro dias e 36 horas. Para os defensores, trata-se de uma medida revolucionária que busca equilibrar o tempo de trabalho e a qualidade de vida dos trabalhadores. Mas para os críticos, a proposta não passa de uma utopia populista descolada da realidade econômica do país. A ideia central da PEC é abolir a tradicional escala 6×1 — aquela jornada de trabalho de seis dias com um dia de descanso — e substituí-la por uma semana reduzida. A premissa é sedutora: mais tempo livre, menos desgaste, mais produtividade. Mas será que essa mudança tão radical seria realmente benéfica para o Brasil? E o mais importante, como isso seria financeiramente viável? A PEC: Um Passeio no Mundo das Ideias ou um Caminho para o Caos? Quem a defende, como a deputada Hilton, argumenta que a medida é uma resposta às necessidades do trabalhador moderno. Segundo ela, a redução da jornada pode garantir mais qualidade de vida, redução do estresse e até maior produtividade. Mas essa proposta ignora um detalhe crucial: a realidade de muitos setores da economia brasileira, especialmente para aqueles que dependem da mão de obra ativa em setores como comércio, indústria e serviços. E aí surge a grande pergunta: quem vai pagar a conta dessa diminuição de jornada? A PEC não apresenta respostas claras sobre como o governo ou as empresas poderiam arcar com os custos adicionais de três dias não trabalhados. A questão fiscal e a sustentabilidade econômica de um modelo como esse ficam em segundo plano, como se a mágica da redução de jornada fosse automática e sem consequências. Economia Quebrada ou Modernização Trabalhista? Alguns especialistas e políticos apontam para o impacto potencialmente devastador dessa mudança para os empresários. A proposta de redução de jornada sem redução proporcional nos salários pode ser o tipo de “custo insustentável” que muitos não conseguem pagar, especialmente em um país já assolado pela alta carga tributária e instabilidade econômica. A proposta está longe de ser consensual. Mesmo no campo da esquerda, onde se esperava apoio irrestrito, a PEC encontra resistência. Partidos como o PT, que tradicionalmente defendem os direitos dos trabalhadores, ainda não abraçaram a proposta. E mais, há uma dúvida generalizada sobre a viabilidade de um projeto dessa magnitude em um Brasil que luta contra o desemprego e a informalidade. O Que Estaria Por Trás da Proposta? É possível que a PEC dos quatro dias seja, na verdade, uma tentativa de se aproximar do eleitorado, fazendo um “gesto populista” para conquistar a simpatia dos trabalhadores e reforçar a imagem de defensora dos direitos trabalhistas. É uma proposta de impacto, mas com pouca base prática. Afinal, como seria possível convencer empresários a pagar o mesmo salário por menos dias de trabalho? Como garantir que a redução de jornada não leve a um aumento no desemprego ou, pior ainda, a uma aceleração da informalidade? Alternativas e Propostas Mais Viáveis Em vez de uma redução drástica de jornada, que mais parece um experimento social do que uma solução real, alguns defendem alternativas mais realistas. Uma dessas alternativas seria a adoção de um modelo de remuneração baseado nas horas trabalhadas, como o sistema americano. No modelo proposto, o trabalhador seria pago de acordo com o número de horas que efetivamente trabalhasse, sem precisar de uma jornada fixa de 40 horas semanais. Isso traria mais flexibilidade tanto para o trabalhador quanto para o empregador. Conclusão: Sonho ou Pesadelo? A PEC dos quatro dias promete ser o grande ponto de discussão nas próximas semanas, mas o que realmente se coloca em questão é: estamos prontos para essa transformação tão radical? E, mais importante, o Brasil possui a estrutura econômica necessária para sustentar uma mudança tão profunda em sua legislação trabalhista? A PEC, ao mexer em um dos pilares mais consolidados do nosso sistema de trabalho, precisa ser vista com muito mais cautela do que entusiasmo. A redução da jornada de trabalho é um tema nobre, mas sem a devida análise dos impactos econômicos e sociais, pode se tornar apenas mais um discurso populista que, ao invés de resolver problemas, pode criar uma verdadeira tempestade no mercado de trabalho. Em tempos de crise, é melhor continuar com os pés no chão do que se deixar seduzir por propostas que, à primeira vista, soam encantadoras, mas que no fundo podem ser um convite ao caos.
Aumento de 489% em Pontos Vulneráveis à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes em Rodovias de Mato Grosso
Rodovias federais que atravessam Mato Grosso registraram um alarmante aumento de 489% no número de pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes entre 2017 e 2024. O estado passou de 106 para 625 trechos identificados como locais de “prostituição de menores”. Esses pontos são classificados de acordo com o risco: crítico, alto, médio e baixo. O crescimento mais expressivo foi nos pontos classificados como críticos, que aumentaram 118%, saltando de 22 em 2017 para 48 em 2024. Os pontos de alto risco tiveram uma elevação ainda maior, de 545%, passando de 20 para 129. As rodovias que mais registraram esses pontos vulneráveis são a BR-163 e a BR-070, com 287 e 234 pontos identificados, respectivamente. Em Mato Grosso, cinco rodovias federais cortam o estado: BRs 163, 070, 364, 174 e 158. O levantamento que trouxe esses dados foi realizado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pela organização internacional Childhood Brasil, no âmbito do Projeto Mapear 2023/2024. Entre 2017 e 2024, um total de 1.056 pontos vulneráveis foram mapeados em Mato Grosso. Desses, 116 são classificados como críticos (11%) e 221 como de alto risco (20,9%). Os postos de combustíveis são os locais mais vulneráveis à exploração sexual de menores nas rodovias estaduais. Além desses estabelecimentos, hotéis, motéis e outros comércios às margens das rodovias também fazem parte do mapeamento. A pesquisa também aponta as cidades com maior concentração de pontos de risco. Barra do Garças lidera a lista com 51 pontos, seguida por Primavera do Leste (50), Sinop (46), General Carneiro e Pontes e Lacerda (41 cada), e Diamantino e Rondonópolis (31 cada). Cuiabá, a capital do estado, possui 24 pontos registrados, sendo a maioria localizada nas BRs 070, 364 e 163. O Projeto Mapear, desenvolvido pela Childhood Brasil em parceria com a PRF desde 2009, visa retratar a realidade das rodovias federais e orientar ações preventivas e repressivas para combater a exploração sexual de crianças e adolescentes. Na sua 10ª edição, o estudo mapeou 17.687 pontos vulneráveis no Brasil, um aumento de 83,2% em relação ao biênio anterior, que identificou 9.653 pontos de risco. Esse aumento alarmante nos pontos vulneráveis em Mato Grosso e em outras regiões do Brasil destaca a necessidade urgente de ações mais eficazes no combate à exploração sexual de menores, tanto por meio de políticas públicas quanto pela colaboração contínua entre autoridades e organizações da sociedade civil.