Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
A decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que aprovou o acordo de repactuação da concessão da BR-163 nos trechos de Mato Grosso e Pará, representa um divisor de águas para a infraestrutura do estado. Segundo o senador Wellington Fagundes, o aval autoriza um novo contrato capaz de viabilizar a duplicação de 245,8 quilômetros da rodovia em Mato Grosso, além de um pacote de investimentos estimado em R$ 10,6 bilhões.
Na prática, a decisão destrava definitivamente as obras de duplicação no Nortão, região estratégica para o escoamento da produção e historicamente marcada por gargalos logísticos e altos índices de acidentes.
Vitória histórica e impacto humanitário
Para Wellington Fagundes, a aprovação do TCU vai além da infraestrutura e representa uma vitória humanitária.
“A BR-163 é estratégica para o Brasil e essencial para Mato Grosso. Essa decisão corrige um modelo que se mostrou inviável e abre caminho para uma rodovia mais segura, moderna e compatível com o crescimento do nosso agronegócio”, afirmou o senador.
A rodovia é considerada uma das mais importantes do país, conectando regiões produtoras aos portos do Arco Norte e sustentando parte significativa da economia nacional.
Atuação direta e permanente em Brasília
Presidente da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (FRENLOGI), Wellington Fagundes teve papel central na articulação política e técnica que culminou na decisão do TCU.
Ao longo do último ano, o senador intensificou a agenda institucional em Brasília, com:
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Reuniões no TCU
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Audiências públicas
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Encontros técnicos
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Articulações com o Ministério dos Transportes, ANTT e DNIT
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Diálogo com o setor produtivo, concessionárias e lideranças regionais
O objetivo era encontrar uma solução definitiva para a BR-163, especialmente diante da não concretização da Ferrogrão, projeto que inicialmente era visto como alternativa logística.

Trabalho de longo prazo e avanços concretos
O resultado agora anunciado é fruto de um trabalho construído ao longo de anos, conduzido por Wellington Fagundes em conjunto com a bancada federal de Mato Grosso, órgãos de controle e entidades do setor de infraestrutura.
Entre os principais marcos dessa trajetória estão:
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Elaboração do projeto de duplicação entre Rondonópolis e Cuiabá, iniciada em março de 2006;
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Avanço das obras entre Rondonópolis e a divisa com Mato Grosso do Sul;
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Obras em andamento no trecho entre Cuiabá e Sinop;
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Análise, no TCU, da autorização para duplicação entre Sinop e Guarantã do Norte, considerada uma das etapas mais aguardadas.
Pressão institucional e urgência reconhecida
Em julho do ano passado, Wellington esteve pessoalmente no TCU em reuniões com os ministros Augusto Nardes e Antônio Anastasia, cobrando celeridade na análise da repactuação do contrato da Via Brasil no trecho entre Sinop e Guarantã do Norte.
Na ocasião, o senador foi enfático ao classificar a duplicação como uma urgência humanitária:
“Cada quilômetro duplicado representa uma vida preservada. O que está em jogo é a segurança de quem produz, de quem trabalha e de quem move o Brasil.”
Construção de consenso no TCU
A articulação envolveu ainda o Painel de Referência da Comissão de Solução Consensual da Via Brasil, promovido pelo próprio TCU, que reuniu:
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Órgãos de controle
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Representantes do governo federal
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Prefeitos do Norte de Mato Grosso
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Parlamentares e lideranças regionais
O consenso foi claro: a duplicação da BR-163 é inadiável.
Novo contrato e próximos passos
O novo modelo aprovado pelo TCU prevê:
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Duplicação em trechos estratégicos de Mato Grosso;
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Implantação de faixas adicionais no Pará;
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Melhorias nos acessos aos portos do Arco Norte;
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Execução de obras já no período de transição, antes mesmo do leilão da concessão.
Segundo Wellington Fagundes, o contrato anterior se tornou ultrapassado diante do crescimento do tráfego pesado.
“Sempre defendemos uma repactuação responsável, com investimentos reais, fiscalização rigorosa e foco absoluto na segurança dos usuários”, destacou.
Reconhecimento ao TCU
O senador fez questão de reconhecer o papel institucional do Tribunal de Contas da União na construção da solução.
“Quero registrar meu agradecimento ao presidente do TCU, ministro Bruno Dantas, ao ministro Antônio Anastasia e, de forma muito especial, ao ministro Augusto Nardes, que teve papel fundamental tanto na Nova Rota do Oeste quanto agora no novo contrato da Via Brasil. Houve sensibilidade, responsabilidade e compromisso com o país.”
Ganho para o Brasil e para Mato Grosso
Para Wellington Fagundes, a decisão demonstra maturidade institucional e foco no interesse público.
“É uma vitória da articulação, do diálogo e da responsabilidade com a infraestrutura nacional. Mato Grosso e o Brasil ganham em competitividade, logística e, principalmente, em vidas preservadas”, concluiu.















