A base governista decidiu acionar o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, para tentar invalidar a sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O colegiado aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Parlamentares alinhados ao governo sustentam que houve falhas procedimentais durante a condução da reunião, apontando supostas inconsistências no rito adotado para apreciação e votação dos requerimentos. Segundo integrantes da base, a deliberação não teria observado etapas regimentais consideradas essenciais, o que, na avaliação do grupo, comprometeria a validade da decisão.
Diante do impasse, os governistas formalizaram recurso à Presidência do Congresso, instância responsável por zelar pelo cumprimento das normas legislativas em sessões conjuntas e comissões mistas. A estratégia busca suspender os efeitos da aprovação até que haja manifestação oficial sobre a legalidade do ato.
Por outro lado, parlamentares da oposição defendem a legitimidade da sessão e afirmam que todos os procedimentos seguiram as regras previstas. Para esse grupo, a quebra de sigilo é instrumento fundamental para aprofundar as investigações e esclarecer eventuais responsabilidades.
A CPMI do INSS foi instalada com o objetivo de apurar denúncias de irregularidades envolvendo benefícios previdenciários e possíveis desvios. O caso deve intensificar o embate político no Congresso nos próximos dias, com expectativa de novos questionamentos regimentais e disputas em torno dos rumos da investigação.















