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Déficit bilionário expõe realidade dura: desafio de Abilio para recuperar Cuiabá pode ser maior do que o imaginado

Durante audiência pública no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), realizada nesta quarta-feira (9), o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), fez um balanço dos seis primeiros meses de gestão e reconheceu: a recuperação das finanças do município pode levar pelo menos dois anos. A constatação é que o problema herdado da administração anterior é mais profundo do que se imaginava durante a campanha eleitoral.

Ao lado de técnicos e secretários, Abilio apresentou dados que revelam um cenário de colapso fiscal, agravado por dívidas milionárias, restos a pagar e retenções não repassadas. O prefeito chegou a decretar estado de calamidade financeira no início da gestão, mas afirmou que o dispositivo não será prorrogado, pois acaba travando áreas essenciais, como a Saúde.

“Não vamos conseguir resolver esse rombo em menos de dois anos. Encerramos o decreto para não comprometer ainda mais os serviços públicos, mas os ajustes continuam e serão duros”, disse o prefeito ao TCE.

Os números que assustam

Durante a audiência, Abilio fez uma dura comparação com as transições anteriores. Ele afirma que, enquanto Mauro Mendes entregou a prefeitura com superávit de R$ 104 milhões, o ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) deixou um rombo de R$ 1,15 bilhão.

Os dados apresentados incluem:

  • 📌 Dívida a longo prazo: de R$ 647 milhões (em 2016) para R$ 1,6 bilhão

  • 📌 Restos a pagar: saltaram de R$ 62 milhões para R$ 530 milhões

  • 📌 Retenções pendentes: valores de INSS, FGTS e IR de prestadores de serviços não foram quitados

“São números oficiais, encaminhados ao Tribunal. Estamos diante de um cenário que compromete seriamente a capacidade de investimento da Prefeitura”, alertou o prefeito.

Um cenário que parece ter sido subestimado

Para muitos analistas e até mesmo membros da própria administração, a dimensão da crise fiscal só se tornou clara após o início da gestão. O que antes era visto como má gestão ou falta de planejamento, agora se revela uma crise estrutural que exigirá não apenas cortes e contenções, mas revisão profunda na forma de conduzir as finanças públicas.

“A sensação é de que o buraco é muito mais fundo do que o próprio prefeito imaginava. A campanha falava em reequilíbrio e gestão eficiente, mas a realidade impõe desafios que vão muito além da vontade política”, avaliou um técnico da área econômica que acompanha a situação.

Mesmo com o fim do decreto de calamidade, o prefeito admite que o “aperto” seguirá até pelo menos 2026. A meta é reestruturar as contas e resgatar a confiança nos serviços públicos, começando pela retomada gradual de investimentos nas áreas prioritárias.


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