A Assembleia Legislativa de Mato Grosso apresenta à imprensa o diagnóstico ambiental e social produzido a partir da terceira expedição fluvial realizada ao longo do Rio Cuiabá. A iniciativa, liderada pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD), percorreu aproximadamente 900 quilômetros entre os dias 9 e 13 de março, partindo da região do Manso até áreas do Pantanal mato-grossense.
Durante a coletiva, serão divulgados os principais resultados do levantamento realizado ao longo da bacia hidrográfica, incluindo registros fotográficos e vídeos produzidos pela equipe que participou da expedição. O estudo reúne observações feitas durante o trajeto e aponta situações consideradas críticas para a preservação do rio e para as comunidades que dependem dele.
Entre os principais problemas identificados estão pontos de poluição ao longo do curso do rio, descarte irregular de resíduos nas margens, lançamento de esgoto sem tratamento e a carência de saneamento básico em localidades ribeirinhas. A expedição também observou impactos relacionados à legislação da pesca e às mudanças ambientais decorrentes da implantação da Usina Hidrelétrica de Manso.
Outro aspecto destacado no diagnóstico envolve as dificuldades enfrentadas pelos pescadores profissionais da região, que dependem diretamente das condições ambientais do rio para garantir renda e sustento.
A apresentação contará ainda com informações sobre o Plano da Bacia Hidrográfica do Rio Cuiabá, estudo que está em fase de conclusão por pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso. O documento deve servir como base para o planejamento de ações de preservação, gestão dos recursos hídricos e recuperação ambiental ao longo da bacia.
A expedição reuniu cerca de 25 profissionais e contou com a participação de representantes de instituições como a Marinha do Brasil, o Batalhão da Polícia Militar de Proteção Ambiental, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso, a Associação de Segmento de Pesca de Mato Grosso e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Cuiabá. As instituições integraram o trabalho de campo com o objetivo de ampliar o diagnóstico sobre a situação ambiental do principal rio que corta a região metropolitana de Cuiabá.


