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Fechar a Santa Casa é fechar portas para a vida? O drama da saúde pública em Mato Grosso exposto pela possível desativação de um hospital centenário

O sistema de saúde pública em Mato Grosso vive um momento de grande alerta. Com a inauguração prevista do novo Hospital Central, em setembro de 2025, surge um movimento silencioso – mas devastador – que pode culminar no fechamento da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, hospital que há quase dois séculos salva vidas e ampara famílias inteiras em momentos de desespero.

A possível desativação da unidade lança uma sombra sobre o presente e o futuro do atendimento oncológico no Estado. Atualmente, a Santa Casa acompanha 500 adultos em tratamento contra o câncer, além de 100 crianças em quimioterapia. Na radioterapia, são 74 pacientes ativos e outros 70 aguardando avaliação.

“Minha mãe foi cuidada aqui com dignidade. Como pensar em fechar isso?”

O desabafo de Luciana, filha de Dona Marlene, que recentemente passou por tratamento na Santa Casa, sintetiza o sentimento de centenas de famílias mato-grossenses:

“Minha mãe foi tratada com dignidade e humanidade. Saber que este hospital pode fechar é como reviver a dor do diagnóstico. A Santa Casa nos deu esperança, acolhimento. Fechar esse hospital é negar isso a outras famílias.”

Uma estrutura insubstituível

A médica radioterapeuta Maria Elisabeth Meurer Alves afirma que não existe estrutura pronta para substituir o serviço da Santa Casa. O hospital possui um aparelho de radioterapia avaliado em R$ 1,5 milhão, instalado com aprovação da Comissão Nacional de Energia Nuclear.

“Cada aparelho tem capacidade limitada. Se a Santa Casa fechar, simplesmente não haverá como atender a todos. Estamos no limite. A conta não fecha. E o prejuízo é direto na vida das pessoas.”

A fila já chega a 60 dias. E se fechar?

O presidente do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), Diogo Leite Sampaio, destaca que existe uma lei federal que determina que o tratamento de câncer inicie em até 60 dias após o diagnóstico. Mas a realidade é que a fila para iniciar a radioterapia já chega a esse tempo.

“Fechar a Santa Casa é tirar o pouco que já temos. O novo Hospital Central pode ser importante, mas não substitui toda a estrutura da Santa Casa. Oncologia clínica, radioterapia, retaguarda de leitos… tudo isso está lá. E tudo isso está em risco.”

Uma história que não pode ser interrompida

A Santa Casa de Cuiabá tem quase 200 anos de serviços prestados. É mais do que um hospital: é um símbolo da saúde pública mato-grossense. Desativá-la sem um plano estruturado, sem uma rede absorvente, é um atentado contra o presente e o futuro da vida de milhares de pessoas.

A pergunta que fica: se não é possível oferecer mais, por que cogitam tirar o que já existe?

“Talvez os políticos que pensam em fechar este hospital não conheçam a sua história. Talvez nunca tenham passado horas ao lado de alguém fazendo quimioterapia. Talvez não entendam o que é uma mãe ouvir de um médico: ‘vamos tentar mais uma sessão’. Porque se soubessem, **jamais cogitariam apagar essa esperança”, desabafa Luciana.

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