Um crime extremo de violência doméstica chocou moradores de Sorriso na madrugada desta segunda-feira (19). Um homem de 61 anos é procurado pela polícia após jogar álcool na esposa, espalhar o combustível pelo apartamento e atear fogo no imóvel onde o casal morava. O incêndio deixou o apartamento completamente destruído e obrigou a evacuação de todo o prédio.
O caso ocorreu por volta das 2h15. A primeira chamada recebida pelo Corpo de Bombeiros Militar informava uma briga de casal. Uma equipe de resgate foi enviada para prestar atendimento à mulher agredida. Minutos depois, uma nova comunicação alertou para o incêndio no apartamento, o que levou ao envio imediato de uma viatura de combate às chamas.
Prédio evacuado e sistema de segurança sabotado
Ao chegarem ao local, os bombeiros evacuaram todos os moradores. Durante a ocorrência, foi constatado que o sistema preventivo contra incêndio do prédio não funcionou: alarmes e hidrantes estavam inoperantes, e a energia elétrica precisou ser desligada para garantir a segurança.
O acesso ao apartamento incendiado — localizado nos fundos do edifício — foi feito pela garagem traseira. As equipes subiram até o 6º andar (um abaixo do foco) e realizaram o combate direto às chamas, içando mangueiras até o local.
Graças à rápida atuação, o fogo foi contido antes de se espalhar para outros apartamentos. Nenhum morador além da vítima ficou ferido, e todos conseguiram sair em segurança, inclusive com seus animais de estimação.
Relatos apontam tentativa de impedir fuga
Segundo moradores e a própria vítima, o agressor espalhou álcool em vários pontos do imóvel e sobre a companheira antes de provocar o incêndio. Testemunhas também relataram que ele danificou equipamentos de combate a incêndio, retirando mangueiras e sabotando botoeiras.
Ainda conforme os relatos, o suspeito teria travado o elevador com uma almofada e estacionado o carro no portão da garagem, dificultando a saída dos moradores — fatos confirmados por testemunhas no local.
O apartamento ficou totalmente destruído, com danos severos em todos os cômodos, especialmente sala e cozinha.
Suspeito foragido
A Polícia Militar esteve no local, isolou a área e colheu informações. O suspeito foi procurado, mas não foi localizado até o momento.
Até quando?
Casos como este escancaram a urgência de medidas mais rigorosas contra crimes de violência doméstica. Até quando agressores continuarão colocando vidas em risco, não apenas das vítimas diretas, mas de famílias inteiras que dividem o mesmo prédio?
A sociedade cobra prisão preventiva, resposta rápida da Justiça e penas mais severas para crimes dessa natureza — antes que novas tragédias aconteçam.
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News















