Na última semana, a Câmara dos Deputados rejeitou a proposta de incluir um imposto sobre grandes fortunas, sugerido pelo PSOL, na reforma tributária. A ideia era cobrar alíquotas progressivas sobre fortunas superiores a R$ 10 milhões, mas a medida foi descartada com um placar de 262 votos contra e 136 a favor. A proposta previa taxas de 0,5% sobre fortunas de R$ 10 milhões a R$ 40 milhões, 1% sobre valores entre R$ 40 milhões e R$ 80 milhões, e 1,5% para fortunas acima de R$ 80 milhões.
O debate sobre a justiça tributária, no entanto, segue aquecido, especialmente após a apresentação do pacote fiscal do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que traz isenções de Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil e novas alíquotas para quem ganha mais de R$ 50 mil. A reforma tributária continua tramitando no Congresso Nacional e promete ser um dos temas centrais do cenário político.
Em uma enquete realizada esta semana, a maioria dos leitores (78%) se mostrou favorável à cobrança de um imposto sobre grandes fortunas. A opção “Acho justa, quem tem mais paga mais” foi escolhida pela grande maioria. Outros 18% se mostraram contrários à ideia, afirmando que a medida seria injusta com os ricos, enquanto 3% disseram não saber opinar sobre o tema.
Esse apoio ao imposto sobre grandes fortunas reflete uma tendência crescente no país, em que a desigualdade social e a concentração de riqueza são cada vez mais debatidas. A sociedade parece buscar um sistema tributário mais progressivo, no qual os mais ricos contribuam de maneira proporcionalmente maior para o bem-estar coletivo.