A endometriose, doença que provoca dores intensas e pode comprometer a fertilidade feminina, atinge milhões de mulheres no Brasil e ainda enfrenta desafios relacionados ao diagnóstico tardio e ao acesso ao tratamento. Em Mato Grosso, o enfrentamento da doença ganhou reforço com a Lei nº 13.065/2025, proposta pelo deputado estadual Max Russi, que institui o Programa Estadual de Prevenção à Endometriose.
A legislação estabelece ações permanentes voltadas à conscientização, ao diagnóstico precoce e ao tratamento da doença na rede pública de saúde. Entre as medidas previstas estão campanhas de orientação à população, avaliações médicas periódicas e a oferta de exames e acompanhamento especializado por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
A norma também determina que o Estado estruture unidades especializadas para diagnóstico e tratamento da endometriose, além de promover a capacitação de profissionais de saúde para identificar os sintomas e encaminhar as pacientes para atendimento adequado.
A endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao que reveste o interior do útero passa a crescer fora da cavidade uterina, podendo atingir órgãos como ovários, trompas, intestinos e bexiga. A condição provoca inflamação e dores intensas, principalmente durante o ciclo menstrual, e pode afetar diretamente a qualidade de vida das mulheres.
Segundo o deputado, a criação do programa estadual representa um avanço nas políticas públicas voltadas à saúde feminina, garantindo mais informação, prevenção e acesso ao tratamento. A iniciativa busca reduzir o tempo para diagnóstico e ampliar o cuidado às pacientes, já que muitas mulheres convivem com os sintomas por anos antes de descobrir a doença.
A mobilização também ganha destaque em 13 de março, data dedicada nacionalmente à luta contra a endometriose, que reforça a importância da informação e do acompanhamento médico para identificar precocemente a doença e garantir melhor qualidade de vida às mulheres.


