Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, foi claro e objetivo ao avaliar o cenário envolvendo a possível instalação da CPI da Saúde. Segundo ele, independentemente do resultado da votação dentro da Assembleia, o caso deve acabar sendo levado ao Judiciário por uma das partes envolvidas.
A declaração reforça o nível de tensão e divisão política dentro da Casa de Leis e sinaliza que o embate não deve se encerrar com a decisão do plenário.
Judicialização é vista como caminho inevitável
Max Russi afirmou que o tema é polêmico, controverso e com forte divergência entre os parlamentares, o que naturalmente abre espaço para questionamentos judiciais.
“A decisão que for tomada vai ter judicialização, tanto de um lado como do outro. Independentemente da decisão, a judicialização provavelmente será o caminho para quem entender que não foi atendido ou se sentir prejudicado”, afirmou o presidente.
A fala demonstra que, neste momento, o conflito já ultrapassa o campo político e passa a ter também um caráter jurídico.
Presidente reconhece que judicialização não é o ideal, mas é um direito
Apesar de reconhecer que o Judiciário deve ser acionado, Max Russi destacou que esse não é o cenário desejado, principalmente quando se trata de decisões do próprio Legislativo.
“Ninguém gosta de ter uma demanda sendo resolvida na Justiça. Quanto mais a gente evitar, melhor para a sociedade e para o Legislativo. Mas quando alguém se sente prejudicado por uma decisão, tem o direito de buscar a Justiça”, explicou.
Segundo ele, esse tipo de movimento é comum em situações onde há forte divergência e interesses distintos dentro do Parlamento.
Questionamentos sobre o processo aumentaram a tensão na Assembleia
A discussão sobre a CPI da Saúde ganhou novos contornos após surgirem questionamentos sobre a legalidade do requerimento apresentado para sua criação.
Entre os principais pontos levantados estão:
assinaturas coletadas ainda em 2023 e reapresentadas posteriormente,
dúvidas sobre a validade formal do documento,
e questionamentos sobre o cumprimento dos critérios exigidos pelo regimento interno.
Esses fatores contribuíram para aumentar a divisão entre os parlamentares e fortalecer o entendimento de que o caso poderá ser analisado pelo Judiciário.
Decisão pode marcar novo capítulo político e jurídico
A avaliação de Max Russi deixa claro que a votação da CPI não será o ponto final do processo, mas possivelmente o início de uma nova fase, agora no campo judicial.
Com o cenário dividido e a possibilidade de contestação formal, o caso pode sair do plenário da Assembleia e ganhar desdobramentos fora da Casa de Leis.
O posicionamento do presidente reforça a complexidade do momento e indica que a disputa em torno da CPI da Saúde deve continuar mesmo após a decisão dos deputados.















