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Ministro anuncia 40 novas vagas de Medicina em MT e endurece fiscalização sobre qualidade dos cursos

O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou a abertura de 40 novas vagas para o curso de Medicina na Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) a partir do próximo semestre. A medida faz parte da estratégia do Governo Federal para ampliar a formação de médicos no país e atender à crescente demanda da área da saúde.

O anúncio foi feito durante a inauguração do novo prédio do Instituto Federal de Mato Grosso, em Várzea Grande, evento que marcou uma agenda institucional do ministro em Mato Grosso.

Segundo Camilo Santana, a ampliação das vagas ocorre prioritariamente em universidades públicas bem avaliadas.

“As nossas universidades federais estão bem avaliadas. E estamos criando cursos de Medicina em vários lugares. Onde já existe a oferta, estamos ampliando, como no caso de Rondonópolis, onde assinaremos hoje a autorização para essas 40 novas vagas”, afirmou.

Possibilidade de hospital universitário em Rondonópolis

Durante o anúncio, o ministro também revelou que a UFR passará por uma avaliação técnica futura para analisar a viabilidade da implantação de um hospital universitário em Rondonópolis. A estrutura, caso seja confirmada, poderá fortalecer a formação prática dos estudantes, além de ampliar o atendimento em saúde na região Sul de Mato Grosso.

Fiscalização mais rigorosa após baixo desempenho no Enamed

Além da ampliação de vagas, Camilo Santana destacou que o Ministério da Educação vai endurecer a fiscalização sobre a qualidade dos cursos de Medicina, especialmente após os resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica, que apontaram desempenho insatisfatório em mais de 100 instituições de ensino superior.

De acordo com o ministro, universidades públicas federais, estaduais e comunitárias apresentaram bons resultados, enquanto mais da metade das instituições privadas com fins lucrativos obteve notas insatisfatórias, com conceitos 1 e 2.

“Infelizmente, o resultado mostrou que as universidades públicas estão muito bem avaliadas. Já as universidades privadas com fins lucrativos tiveram, em sua maioria, notas insatisfatórias”, criticou.

Cursos com notas baixas sofrerão restrições

Camilo Santana deixou claro que o objetivo do MEC não é fechar instituições, mas exigir qualidade na formação dos profissionais de saúde.

“Ninguém aqui quer fechar universidade. Elas são importantes para garantir oportunidades. O próprio governo federal financia matrículas por meio do Prouni e do Fies. Mas a sociedade brasileira não pode aceitar profissionais de saúde mal formados, porque eles lidam diretamente com a vida das pessoas”, afirmou.

O ministro também criticou os altos valores cobrados por algumas instituições privadas.

“Muitas vezes, essas universidades cobram R$ 12 mil, R$ 15 mil por mês e não entregam qualidade na formação”, completou.

Como medida imediata, os cursos que obtiveram conceitos 1 e 2 no Enamed terão um prazo para corrigir falhas. Até lá:

  • ficam suspensas novas vagas,

  • pode haver redução do número de vagas existentes,

  • e haverá restrição ao financiamento estudantil (Fies) para novos ingressantes nessas instituições.

“A próxima prova será aplicada em outubro. Até lá, essas medidas serão mantidas para garantir a melhoria da qualidade”, explicou.

Instituições de MT entre as mal avaliadas

Os resultados do Enamed 2025, divulgados no início de janeiro, apontaram desempenho preocupante em instituições de Mato Grosso. O Centro Universitário Estácio do Pantanal, de Cáceres, registrou o pior percentual de concluintes proficientes em Medicina entre as 304 instituições avaliadas no país.

Dos 26 estudantes que realizaram a prova, apenas quatro atingiram a nota mínima exigida pelo MEC. Já a Universidade de Cuiabá obteve conceito 2, considerado insatisfatório.

Expansão com qualidade

Para o MEC, o desafio é ampliar o acesso à formação médica sem abrir mão da qualidade. A combinação entre expansão das vagas em universidades públicas bem avaliadas e rigor na fiscalização das instituições com baixo desempenho busca garantir profissionais mais preparados e maior segurança à população.


Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News

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Cuiabá-MT 04.02.2026 17:35

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