Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Aquilo que parecia improvável há alguns anos começa a ganhar forma nos bastidores da política mato-grossense.
O menino que nasceu em Salto do Lontra, no Paraná, chegou a Mato Grosso ainda jovem, passou por Jaciara, começou a trabalhar cedo e construiu sua trajetória com base em esforço, articulação e planejamento. Hoje, no terceiro mandato como deputado estadual e ocupando a Presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi se consolida como um dos principais estrategistas políticos do Estado.
O que antes era um projeto distante — pensado para 2030 — pode começar a ser antecipado.
Um nome que cresce naturalmente
Nos bastidores, o cenário mudou.
Com dificuldades apontadas na consolidação da candidatura de Otaviano Pivetta, atual vice-governador, setores importantes do agro, lideranças empresariais e figuras influentes da política estadual passaram a ventilar o nome de Max Russi como alternativa viável para 2026.
Russi nunca afirmou que é candidato ao Governo. Pelo contrário. Sempre que questionado, reforça que seu foco está na Reeleição a Deputado estadual e na organização partidária.
Mas a pergunta começa a circular com mais frequência:
Se o grupo entender que ele é o melhor nome para dar continuidade à gestão Mauro Mendes, ele aceitaria?
Uma coisa é certa: Max é conhecido por respeitar planejamento de grupo. Hoje, o nome natural dentro da base é Pivetta. Porém, política é construção — e construção depende de viabilidade.
Um cenário aberto para 2026
O tabuleiro eleitoral já começa a se desenhar.
Hoje, temos:
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Wellington Fagundes, que lidera pesquisas e está consolidado, mas não pertence ao grupo do atual governador.
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Jayme Campos, do União Brasil, que ainda não viabilizou sua pré-candidatura e pode, no final, compor com Wellington.
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Natasha Slhessarenko, representando a esquerda e fazendo oposição ao governo Mauro Mendes.
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E, no campo governista, o nome de Max Russi, que carrega um diferencial raro: baixa rejeição e boa aceitação entre diferentes setores.
Nos bastidores, muitos avaliam que ele seria o nome mais equilibrado para manter estabilidade política e diálogo institucional.
A força partidária como demonstração de liderança
No próximo sábado, Max Russi dará mais um passo estratégico: assume oficialmente e lidera a reestruturação do Podemos em Mato Grosso.
O evento promete ser um dos maiores atos de filiação já realizados no Estado, reunindo:
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Prefeitos
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Vereadores
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Lideranças regionais
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Empresários
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Representantes do setor produtivo
A meta é ousada: formar uma das maiores bancadas estaduais e federais.
Se conseguir eleger seis deputados estaduais e dois federais, Max não apenas fortalece o partido — consolida seu nome como articulador de peso no cenário estadual.
Um político de centro, mas de estratégia
Desde 2022, Max vem ampliando sua presença no grupo do governador Mauro Mendes. Em 2024, foi considerado um dos grandes vencedores do pleito municipal, ajudando a eleger prefeitos e vereadores em diversas regiões.
Sua migração estratégica de partido também demonstra leitura política: deixou o PSB, que permanece alinhado ao governo federal, e se posiciona agora em um espaço mais alinhado à centro-direita estadual.
Russi costuma se definir como político de centro. E essa posição, hoje, pode ser justamente o que o cenário exige.
Governo ou maior bancada da história?
Há dois caminhos possíveis:
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Construir a maior bancada proporcional do Estado e ampliar sua influência.
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Se as circunstâncias mudarem, voar mais alto.
Max Russi admite que seu nome vem sendo ventilado ao Governo.
“Ser lembrado sempre é bom. Mas, neste momento, nosso foco é fortalecer o partido e fazer uma boa presidência da Assembleia”, declarou recentemente.
Mas política é dinâmica.
E quando lideranças do agro, prefeitos e empresários começam a sondar um nome, isso não acontece por acaso.
Planejamento, grupo e oportunidade
Max sempre foi conhecido por respeitar grupo e planejamento. Hoje, o grupo governista tem um nome posto. Porém, se o cenário mudar e a viabilidade eleitoral apontar outro caminho, a história pode ganhar novo capítulo.
O que parecia distante começa a se tornar possível.
E, na política, quando o desejo encontra oportunidade e viabilidade, o improvável deixa de ser sonho — e passa a ser estratégia.















