Por Alex Rabelo
Se alguém ainda tinha dúvidas de que 2026 seria uma das eleições mais quentes dos últimos anos, os últimos dias trataram de deixar tudo claro: a direita mato-grossense entrou oficialmente em ebulição.
O atrito público entre o governador Mauro Mendes e o deputado federal Eduardo Bolsonaro não foi “apenas uma discussão”.
Foi o primeiro terremoto político do ciclo eleitoral, criando impactos imediatos, ruídos estratégicos e um sinal claro de que nada será previsível daqui para frente.
E o eleitor sente isso.
A pergunta que mais ouvi nos últimos dias foi:
“E agora? O que muda para 2026?”
A resposta curta é: muda muita coisa.
A resposta completa está aqui.
A briga que expôs a disputa por comando dentro da direita
Tudo começou quando Eduardo Bolsonaro atacou Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo — hoje um dos nomes mais fortes da direita nacional.
Mauro Mendes não deixou barato:
Chamou Eduardo de “louco” e disse que ele estava “falando bobagem”.
Foi o suficiente para incendiar o debate.
Eduardo respondeu atacando Mauro.
E o país inteiro passou a olhar para MT.
Mas a pergunta é:
👉 Por que esse conflito explodiu agora?
👉 E o que realmente está por trás de tudo isso?
A verdade é simples:
está em jogo quem lidera a direita em Mato Grosso e qual tipo de direita vai comandar o estado nos próximos anos.
Dois projetos diferentes dentro do mesmo campo político
Hoje, existe uma divisão clara:
✔ A direita institucional
Representada por Mauro Mendes e por lideranças como Tarcísio.
Pragmática, técnica, de governo.
✔ A direita ideológica/identitária
Representada pelo bolsonarismo raiz, pelo PL e pelos aliados mais próximos de Eduardo e Jair Bolsonaro.
Esses dois grupos convivem…
Mas não falam a mesma língua política.
Quando Mauro defende Tarcísio e confronta Eduardo, ele envia um recado:
“Eu não sou subordinado ao bolsonarismo.”
E isso mexe com toda a engrenagem.
Impacto direto nas eleições: o que muda para Pivetta?
Agora entra o ponto mais polêmico — e mais importante:
👉 Esse conflito pode ter colocado em risco o apoio que Bolsonaro daria a Otaviano Pivetta.
Quem acompanha política sabe que Pivetta vinha se movimentando com:
-
apoio do governo Mauro Mendes
-
proximidade administrativa
-
e sinalizações discretas de diálogo com setores do PL
A expectativa era que ele pudesse unir direita pragmática e direita ideológica.
Agora?
🔻 Esse caminho ficou muito mais estreito.
🔻 A militância bolsonarista recuou.
🔻 O apoio que parecia possível agora está sob análise.
Em um estado onde a identidade bolsonarista é fortíssima, isso é mais que um problema — é um desafio eleitoral real.
O eleitor sente o cheiro de divisão
E aqui está o ponto que eu, como analista, considero mais relevante:
📌 O eleitor de direita em MT acompanha cada movimento
📌 Ele observa quem está aliado a quem
📌 Ele reage rápido a sinais de conflito
A briga entre Mauro e Eduardo não fica só nas redes sociais.
Ela chega nas conversas, nos grupos de WhatsApp, nas rodas de análise.
E a pergunta que circula é:
👉 De que lado cada candidato estará em 2026?
Quem perde mais com essa crise?
🟥 Mauro perde
Porque deixa de comandar sozinho a direita do estado.
🟥 O bolsonarismo perde
Porque expõe fissuras que antes eram invisíveis.
🟥 Pivetta perde
Porque dependia exatamente dessa ponte entre governo e bolsonarismo.
🟥 E a direita como um todo perde
Porque o que antes era união…
Agora virou disputa interna.
E o eleitor? Está mais atento do que nunca
O eleitor não é mais espectador.
Ele acompanha em tempo real.
2026 será a eleição das redes sociais, das narrativas e da capacidade de se posicionar.
E o que aconteceu nesta crise deixou claro:
👉 Quem não souber ler o momento… vai ficar para trás.
👉 Quem vacilar, perde apoio de um dos lados.
👉 Quem entender o movimento, vira protagonista.
E é isso que torna o cenário tão eletrizante.
Conclusão: o jogo virou — e agora vale tudo pela liderança da direita
O episódio Mauro x Eduardo inaugurou oficialmente a corrida de 2026.
A direita mato-grossense não fala mais como um bloco único.
E os candidatos vão precisar escolher:
quem apoia, quem enfrenta e como se posiciona diante desse novo cenário.
O ambiente político mudou.
E quem está acompanhando percebe que 2026 já começou — e começou pegando fogo.
🔎 Se prepare:
Os próximos meses serão decisivos.
E cada movimento contará pontos para quem quer chegar forte na disputa.
Por Alex Rabelo
Jornalista e Analista Político















