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Política de gênero, denúncia de assédio e confronto público marcam novo capítulo na Câmara de Cuiabá

A política de gênero voltou ao centro do debate público em Cuiabá após a repercussão de uma denúncia de assédio sexual envolvendo um ex-secretário da administração municipal e os desdobramentos políticos e institucionais que se seguiram no âmbito da Câmara Municipal.

O caso ganhou ampla visibilidade nos últimos dias após manifestações públicas, repercussão nas redes sociais e discussões entre autoridades, ampliando o debate sobre a atuação institucional, a apuração dos fatos e os mecanismos legais relacionados à proteção contra violência política de gênero.

CÂMARA MUNICIPAL APROVA COMISSÃO PARA APURAR OS FATOS

Durante sessão ordinária realizada na terça-feira (10), a Câmara Municipal de Cuiabá aprovou a criação de uma comissão com a finalidade de apurar os fatos relacionados à denúncia e seus desdobramentos no âmbito da administração pública municipal.

A proposta foi apresentada pela Mesa Diretora e aprovada por 22 votos favoráveis. O grupo terá prazo de até 90 dias para conduzir os trabalhos e apresentar um relatório conclusivo.

A medida formaliza o acompanhamento institucional do caso e representa um procedimento previsto dentro das atribuições do Poder Legislativo municipal.

DISCUSSÃO ENTRE PREFEITO E VEREADORA OCORRE DURANTE COLETIVA NA CÂMARA

O debate ganhou novos contornos após uma discussão entre o prefeito de Cuiabá e a vereadora Maysa Leão, registrada durante uma coletiva de imprensa realizada nas dependências da Câmara Municipal.

O episódio ocorreu quando o prefeito foi questionado por jornalistas sobre a denúncia envolvendo o ex-secretário. Durante sua fala, ele mencionou um episódio anterior relacionado à vereadora e à participação de uma instituição que atua no acolhimento de vítimas de violência.

Ao ser citada, a vereadora se dirigiu ao local onde ocorria a coletiva e passou a questionar as declarações, dando início a um confronto verbal diante da imprensa.

Durante a discussão, foram abordados temas relacionados à atuação da parlamentar em sessão anterior do Legislativo e sua relação com uma organização da sociedade civil. A vereadora afirmou que o caso mencionado já havia sido analisado e arquivado pelo Ministério Público.

VEREADORA AFIRMA TER SOFRIDO VIOLÊNCIA POLÍTICA DE GÊNERO

Em meio à discussão, a vereadora Maysa Leão declarou que considera estar sendo alvo de violência política de gênero, afirmando que tem sido frequentemente citada e questionada publicamente em relação à sua atuação.

A legislação brasileira prevê a violência política de gênero como qualquer ação que possa constranger, intimidar ou limitar o exercício do mandato por mulheres em razão de sua condição de gênero.

O prefeito, por sua vez, afirmou que não apresentou acusação formal, mas respondeu a questionamentos feitos durante a coletiva.

MANIFESTAÇÃO NAS REDES SOCIAIS

Após o episódio, a vereadora também utilizou suas redes sociais para se manifestar sobre o caso. Na publicação, ela afirmou que abordou a denúncia de assédio sexual ocorrida no âmbito da prefeitura e contestou informações divulgadas em publicações relacionadas à sua atuação e à sua relação com uma organização da sociedade civil.

Na mesma manifestação, a parlamentar apresentou informações sobre sua atuação voluntária em uma entidade que presta atendimento psicossocial a mulheres e crianças vítimas de violência, destacando que nunca ocupou cargo formal na instituição e que sua participação ocorreu de forma voluntária.

Ela também afirmou que recursos destinados à organização mencionada foram obtidos por meio de seleção em chamamento público nacional e que os projetos seguem os procedimentos formais de prestação de contas junto aos órgãos competentes.

CASO OCORRE NO CONTEXTO DE DENÚNCIA DE ASSÉDIO SEXUAL

O episódio ocorre no contexto da denúncia de assédio sexual envolvendo um ex-secretário da administração municipal, caso que passou a ser debatido no âmbito político e institucional e motivou a criação da comissão legislativa para acompanhamento e apuração dos fatos.

A repercussão ampliou o debate sobre responsabilidade institucional, mecanismos de apuração e o funcionamento das estruturas de proteção previstas na legislação.

CASO SEGUE EM APURAÇÃO E NO DEBATE PÚBLICO

A comissão criada pela Câmara Municipal terá até 90 dias para apresentar suas conclusões, que poderão contribuir para o esclarecimento dos fatos no âmbito institucional.

Enquanto isso, o caso segue em discussão no cenário político local e continua sendo acompanhado por autoridades, representantes públicos e pela sociedade.

O episódio também reforça a relevância do debate sobre violência política de gênero, assédio e os instrumentos legais existentes para apuração e proteção dentro do ambiente institucional.

Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News

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Cuiabá-MT 13.02.2026 17:51

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