O estacionamento rotativo no Centro de Cuiabá virou motivo de revolta entre motoristas e empresários da região. A empresa CS Mobi, responsável pela cobrança das vagas públicas, já aplicou mais de R$ 5 milhões em multas a condutores que não utilizaram corretamente o sistema via aplicativo ou totens.
Foram exatas 26.555 infrações, segundo revelou o coordenador de infrações da Semob, Adolfo Batista, durante a CPI que apura irregularidades no contrato entre a empresa e a Prefeitura de Cuiabá. A média de R$ 195 por multa fez o valor ultrapassar os R$ 5 milhões, mas o montante ainda não foi totalmente arrecadado.
O que está por trás disso?
Comerciantes da região central da capital vêm reclamando, e muito. Segundo relatos colhidos pela reportagem, o movimento despencou desde a implantação do sistema rotativo. A cobrança tem afastado clientes, que agora preferem ir aos shoppings — onde, mesmo com cobrança de estacionamento, sentem mais segurança e praticidade.
“Antes as pessoas paravam na porta e compravam. Agora, elas evitam o centro para não se incomodar com multa ou dificuldade para pagar o rotativo.” — relatou um empresário, sob anonimato.
Além da queda nas vendas, comerciantes destacam a falta de diálogo e fiscalizações pesadas, que estão desestimulando o fluxo no coração comercial da cidade.
A CPI segue investigando o contrato entre a CS Mobi e a Prefeitura de Cuiabá, e parlamentares prometem apurar a legalidade das multas e os impactos sociais e econômicos do sistema.
Será que era mesmo o momento de penalizar a população e o comércio com mais uma cobrança? Até onde o rotativo vai contribuir para organizar — ou atrapalhar — o trânsito e a economia do Centro de Cuiabá?
O MT URGENTE segue acompanhando.