A população cuiabana que espera pela reabertura das policlínicas do Coxipó, Planalto e CPA pode esquecer, pelo menos por enquanto. A secretária de Saúde de Cuiabá, Lucia Helena, afirmou que não há previsão para que essas unidades voltem a funcionar. O motivo? Dívidas acumuladas e falta de recursos para reformas.
Com o fechamento das policlínicas, a pressão sobre as Unidades Básicas de Saúde (UBS) só aumenta. Essas unidades, que deveriam atender casos menos graves, agora enfrentam superlotação e dificuldades para absorver a demanda, enquanto as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) seguem sobrecarregadas.
Sem dinheiro, sem solução
Em entrevista ao Jornal do Meio Dia, Lucia Helena não poupou palavras: a situação da saúde municipal é crítica. Segundo ela, a pasta enfrenta um endividamento tão alto que até a compra de insumos e medicamentos se tornou um desafio.
“Estamos tendo que nos virar para atender as demandas, que aumentaram muito. A situação está muito difícil de levar. Não podemos falar de reformas neste momento, porque temos outras prioridades”, justificou a secretária.
A situação das policlínicas é ainda mais preocupante. De acordo com Lucia Helena, elas foram excluídas do modelo de saúde nacional e não recebem mais financiamento do governo federal. “Esse modelo de atendimento não existe mais. O que temos agora são as UPAs e as Unidades Básicas de Saúde”, explicou.
Cenário de abandono
A secretária chegou a visitar a Policlínica do Coxipó e se chocou com o estado de abandono da unidade. “Eu praticamente inaugurei essa policlínica em 1993. Dá dó de ver uma estrutura dessas completamente sucateada, sem previsão de reabertura”, lamentou.
Enquanto isso, a população continua enfrentando dificuldades para conseguir atendimento médico adequado. Sem solução à vista, resta a pergunta: até quando a saúde pública de Cuiabá seguirá nesse colapso?