Em menos de 100 dias de gestão, o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), exonerou a secretária municipal de Educação, Evanilda Solange Dias, após uma onda de críticas da sociedade e, principalmente, dos próprios vereadores da base e oposição. O motivo? A lista é extensa: adiamento do ano letivo, demora na entrega de uniformes, falta de planejamento e um verdadeiro apagão logístico logo nos primeiros meses do ano.
O que será que deu tão errado assim em tão pouco tempo?
Desde fevereiro, pais, professores e até parlamentares vêm denunciando a falta de estrutura nas escolas, alunos sem merenda, material escolar encalhado, e diretores sem suporte da Secretaria. O que era para ser um começo promissor se tornou um dos maiores desgastes do atual governo.
Agora, Abílio nomeia o adjunto da pasta, Amauri Monge Fernandes, para tentar reorganizar a casa. Monge tem experiência — foi secretário-adjunto da Educação estadual, onde ajudou a elevar Mato Grosso do 22º para o 8º lugar no IDEB. Ele também é ligado ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o que reforça a leitura de bastidor de que essa troca também serve para aproximar a prefeitura do governo estadual.
A ex-secretária Evanilda, embora exonerada, será reaproveitada em outra secretaria, levantando questionamentos sobre os critérios de gestão e os reais motivos da mudança.
📢 “Precisamos de políticas públicas sérias, não de improvisos”, disse a vereadora Maysa Leão (Republicanos), após apontar a lentidão da secretaria e a falta de preparo da equipe para iniciar o ano letivo.
Currículo não falta para o novo secretário: é advogado, tem mestrado pela FGV e faz doutorado em Gestão Pública em Lisboa. Mas o problema da educação em Cuiabá vai muito além de diplomas — é falta de gestão, planejamento e prioridade.
📌 Enquanto isso, quem paga o preço são os alunos, os professores e milhares de famílias cuiabanas.
📍 Será que agora vai?