A formação das chapas proporcionais em Mato Grosso já provoca movimentações intensas nos bastidores políticos e impõe desafios para novos pré-candidatos, especialmente dentro do União Brasil. A sigla conta atualmente com quatro deputados federais com votação consolidada, na faixa entre 30 mil e 40 mil votos, o que eleva o grau de competitividade interna e reduz o espaço para novas candidaturas.
Diante desse cenário, lideranças reconhecem que a chamada “matemática eleitoral” pesa diretamente nas decisões. A análise é considerada simples, tanto para eleitores quanto para os próprios políticos, e acaba desestimulando interessados em disputar vagas por chapas já consideradas fortes.
Nos bastidores, há também cobrança por maior articulação entre os próprios parlamentares. Uma liderança do grupo afirmou que tem se colocado à disposição para colaborar na construção da chapa, inclusive dialogando com possíveis nomes e promovendo reuniões, mas ressaltou que essa responsabilidade deve ser compartilhada.
Segundo Mauro Mendes, a organização da nominata não pode recair sobre uma única figura, sendo essencial que deputados e pré-candidatos atuem de forma conjunta para fortalecer o partido. A avaliação é de que, sem esse esforço coletivo, a montagem de uma chapa competitiva se torna ainda mais difícil.
Apesar das tratativas em andamento, o foco principal segue na gestão e nos compromissos institucionais. A mesma liderança reforçou que continuará priorizando suas funções até o fim do mandato, sem deixar de contribuir, dentro do possível, com o processo de articulação política.
A expectativa agora é pelas próximas movimentações do grupo, que devem indicar se haverá consenso interno ou se a disputa por espaço continuará sendo um obstáculo para a formação da chapa.


