Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), fez duras críticas ao pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) apresentado pelo vereador Daniel Monteiro (Republicanos), que tem como alvo a atual gestão municipal e o secretário de Trabalho, Willian Campos.
Segundo Abilio, o pedido é tecnicamente frágil, carece de fato determinado, não apresenta provas e se baseia apenas em boatos, o que, na avaliação do prefeito, compromete a credibilidade da iniciativa.
“Faltou técnica, sobrou amadorismo”, diz prefeito
Abilio afirmou que respeita o papel fiscalizador do Legislativo, mas classificou a proposta como mal elaborada e juridicamente inconsistente.
“Eu admiro a proatividade de quem propõe uma CPI, mas isso não pode ser feito com amadorismo. O pedido não tem fato determinado, não tem anexos, não tem provas. É uma investigação baseada em boato”, declarou.
O prefeito reforçou que uma CPI, por exigência legal, precisa estar sustentada em elementos concretos, o que, segundo ele, não ocorre neste caso.
MP arquivou por falta de provas
Outro ponto destacado por Abilio foi o fato de que o próprio Ministério Público já teria analisado o caso e decidido pelo arquivamento, justamente pela ausência de elementos objetivos.
“O Ministério Público foi claro: não se investiga boato. Se houvesse provas, não estaríamos falando em investigação, estaríamos falando em denúncia”, afirmou.
O prefeito alertou ainda que apresentar acusações sem provas pode, inclusive, configurar denunciação caluniosa.
Críticas ao uso de vídeo e ironia sobre falta de preparo
Abilio também criticou o uso de um vídeo como base central do pedido de CPI. Segundo ele, o vereador transformou um conteúdo sem comprovação em fato consumado.
“Ele pegou um vídeo e transformou boato em fato, sem conhecer os fatos reais. Faltou técnica. Se tivesse usado até inteligência artificial, o pedido estaria melhor elaborado”, ironizou.
Comparação com caso Chico 2000 expõe incoerência, diz Abilio
O prefeito foi ainda mais duro ao comparar a postura adotada pela oposição neste caso com a atuação em relação ao ex-vereador Chico 2000.
Segundo Abilio, Daniel Monteiro e outros parlamentares teriam adotado um discurso completamente diferente, mesmo diante de investigações mais robustas.
“O Chico 2000 tem três operações, prints de conversas, comprovantes de PIX, pedido de prisão, e mesmo assim ele passou pano. Ele e a vereadora Maísa defenderam o Chico”, afirmou.
Para o prefeito, a diferença de tratamento revela motivação política e seletividade.
“Show de mídia para ganhar espaço”, afirma prefeito
Na avaliação de Abilio, o pedido de CPI não tem como objetivo principal a fiscalização, mas sim a exposição midiática.
“Aqui tentaram fazer um show de mídia para ganhar destaque na imprensa. Quando é aliado, passam pano. Quando é adversário político, tentam criar fato”, concluiu.
As declarações foram feitas nesta sexta-feira (6), durante a entrega de novos ônibus para o transporte coletivo de Cuiabá.
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