A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, na manhã desta sexta-feira (13), três ordens judiciais contra um empresário do Paraná investigado por aplicar golpes na venda de pneus pela internet. A ação ocorreu após um empresário de Cuiabá denunciar que comprou produtos para sua frota de caminhões, efetuou o pagamento, mas nunca recebeu a mercadoria. As medidas judiciais foram executadas em uma distribuidora de pneus localizada no município de Jardim Alegre, no Paraná. Durante a operação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na sede da empresa, além do bloqueio e sequestro de valores nas contas bancárias da distribuidora e de seu proprietário, limitados ao montante de R$ 25.200, valor correspondente ao prejuízo relatado pela vítima. A investigação começou após o caso ser registrado na Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), em Cuiabá. Segundo o denunciante, a compra foi realizada pela internet e, mesmo após a confirmação do pagamento, os pneus não foram entregues pela empresa. Com o avanço das apurações, os policiais civis identificaram indícios de que o suspeito pode ter adotado a mesma prática com outros clientes, oferecendo produtos por valores elevados em plataformas digitais sem realizar a entrega das mercadorias. Diante dos elementos reunidos, o delegado Rogério Ferreira, responsável pela Decon, solicitou à Justiça a expedição de mandado de busca e apreensão na empresa investigada, além do bloqueio dos valores pagos pela vítima. As medidas foram autorizadas pelo Poder Judiciário. O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio de policiais civis da Delegacia de Polícia Civil de Ivaiporã, no Paraná. As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e esclarecer totalmente a atuação do empresário investigado.
Bombeiros resgatam gado preso em carreta tombada e operação dura cinco horas em rodovia de MT
Uma operação de resgate realizada pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso mobilizou equipes por cerca de cinco horas na tarde desta quinta-feira (12) após o tombamento de uma carreta que transportava gado na MT-325, no município de Juara, a 677 quilômetros de Cuiabá. O chamado foi registrado por volta das 15h50 e levou ao deslocamento de duas equipes do 3º Pelotão Independente Bombeiro Militar para atender a ocorrência. No local, os militares encontraram o veículo tombado às margens da rodovia, com dezenas de bovinos presos na estrutura metálica da carroceria. O motorista da carreta, um homem de 45 anos, já havia conseguido sair do veículo quando os bombeiros chegaram. Ele apresentava escoriações pelo corpo, recebeu atendimento inicial no local e, posteriormente, foi encaminhado ao Hospital Municipal de Juara com apoio de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Para retirar os animais que ficaram presos, os bombeiros precisaram realizar o desencarceramento utilizando técnicas específicas para garantir a segurança da equipe e evitar mais perdas. A carreta transportava cerca de 65 cabeças de gado. Durante o trabalho de resgate, 12 animais morreram em consequência do impacto do acidente. Os demais foram retirados e liberados após a conclusão da operação. Até o momento, não há informações sobre o que teria provocado o tombamento da carreta.
CRAS e Centro de Convivência abrem neste sábado em Cuiabá para ampliar acesso da população à assistência social
Moradores de Cuiabá terão mais uma oportunidade de acessar serviços da assistência social neste sábado (14), quando quatro unidades da rede socioassistencial do município abrirão as portas para atendimento presencial. A ação busca ampliar o acesso da população aos serviços públicos, especialmente para quem encontra dificuldades de procurar atendimento durante a semana. Estarão em funcionamento o CRAS Pedra 90, CRAS Nova Esperança, CRAS Getúlio Vargas e o Centro de Convivência do Idoso (CCI) Aideê Pereira. Durante o período de plantão, equipes técnicas estarão disponíveis para oferecer orientações, realizar atendimentos sociais, atualizar cadastros e encaminhar demandas relacionadas a programas e serviços assistenciais. A abertura das unidades aos sábados faz parte de um cronograma definido pela Secretaria Municipal de Assistência Social, que prevê o funcionamento de equipamentos da rede uma vez por mês em sistema de rodízio. A estratégia tem como objetivo facilitar o acesso da população aos serviços e fortalecer a política pública de assistência social no município. Segundo a secretária de Assistência Social, Hélida Vilela, a iniciativa busca aproximar ainda mais os serviços da comunidade, garantindo novas oportunidades de atendimento e ampliando a presença do poder público nos bairros. A medida segue as diretrizes estabelecidas pela Portaria nº 07/2026, que determina que cada unidade da rede abra presencialmente em um sábado por mês. A programação é organizada de forma equilibrada entre as regionais da cidade, levando em consideração a quantidade de equipamentos existentes em cada área. Para garantir o atendimento à população, as unidades contam com equipes formadas por gestores locais, servidores administrativos e profissionais da área técnica, preparados para acolher e encaminhar as demandas apresentadas pelos moradores. A Prefeitura de Cuiabá reforça que os plantões aos sábados serão realizados todos os meses, sempre em unidades diferentes da rede. A orientação é que a população acompanhe os canais oficiais do município para saber quais equipamentos estarão abertos em cada data.
Coronel Assis se reúne com Eduardo Bolsonaro nos EUA e reforça articulação da direita para 2026
Durante agenda nos Estados Unidos, o deputado federal Coronel Assis se reuniu com o parlamentar Eduardo Bolsonaro para discutir o cenário político nacional e fortalecer a articulação da direita no país. O encontro também abordou estratégias da oposição no Congresso e o projeto político que envolve o senador Flávio Bolsonaro para as eleições de 2026. Segundo Coronel Assis, a reunião foi uma oportunidade de alinhar posicionamentos e reforçar a atuação da oposição no Legislativo federal. O deputado destacou o trabalho que vem desenvolvendo como vice-líder da oposição na Câmara dos Deputados do Brasil, com foco em pautas ligadas à segurança pública, ao enfrentamento do crime organizado e ao endurecimento da legislação para proteção das mulheres. Somente neste ano, o parlamentar afirma ter apresentado 11 projetos de lei relacionados ao combate à criminalidade, à ampliação das medidas de proteção às mulheres e ao fortalecimento das forças de segurança. A agenda também incluiu a apresentação de resultados do mandato, com investimentos destinados a Mato Grosso. De acordo com Assis, mais de R$ 39,3 milhões já foram direcionados para ações voltadas à segurança pública e à infraestrutura no estado. Outro foco tem sido o apoio à produção rural, com mais de R$ 13,2 milhões destinados à aquisição de maquinários para fortalecer o setor produtivo. A passagem pelos Estados Unidos também incluiu a participação na conferência internacional Advancing Prefabrication Structures & Façades 2026, evento voltado ao setor da construção civil. A presença no encontro ocorreu a convite do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini. O deputado informou ainda que a viagem foi custeada com recursos próprios.
STF forma maioria para manter Daniel Vorcaro preso após PF apontar ‘milícia privada’ contra adversários
Os ministros do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques formaram maioria nesta sexta-feira (13) para manter a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Central por falta de dinheiro em caixa para honrar seus compromissos. A partir das 11h desta sexta, a Segunda Turma do Supremo começou a votar se mantém a prisão de Vorcaro, em sessão virtual. Resta apenas o voto do ministro Gilmar Mendes, que têm até a próxima sexta (20) para votar. Preso na terceira fase da Operação Compliance Zero em 4 de março, Vorcaro foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília. Mendonça, atual relator do caso no Supremo, autorizou a medida após receber da Polícia Federal indícios de que Vorcaro mantinha uma estrutura particular para monitoramento e intimidação de pessoas que via como inimigas de seus interesses. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp O ministro Dias Toffoli, que também integra a Segunda Turma e foi o primeiro relator do caso no Supremo, declarou-se suspeito para julgar os processos relativos ao banco, por motivo de foro íntimo. O movimento de Toffoli se deu em razão de polêmicas oriundas de negócios passados de uma empresa de sua família e um fundo ligado ao Master. Decisões controversas no caso também desgastaram o ministro na condução do processo. A PF chegou a produzir um relatório sobre os pontos de contato entre Toffoli e Vorcaro, mas o documento acabou sendo descartado pelo Supremo, que viu nele um movimento ilegal de investigação de um ministro do Supremo sem autorização judicial. Voto Em seu voto, Mendonça não se ateve apenas a reproduzir a liminar em que autorizou a prisão de Vorcaro, mas também buscou rebater argumento apresentados pela defesa do banqueiro após a medida. O relator afastou, por exemplo, o argumento de que um grupo no aplicativo de mensagens WhatsApp de Vorcaro, chamado A Turma, fosse apenas um “mero grupo” do qual o banqueiro fazia parte. “Trata-se, sim, de organização composta por conjunto de indivíduos coordenados pelos investigados Phillipe Mourão (agora falecido) e Marilson Roseno, sob a liderança e comando inequívoco de Daniel Bueno Vorcaro, responsável por dar ordens diretas ao grupo”, escreveu o ministro. Mendonça destacou ainda a “natureza violenta” dos integrantes do grupo, apontando para indícios colhidos pela PF de ameaças concretas a indivíduos. O ministro classificou os integrantes de A Turma como “milicianos” e deu como exemplo uma ameaça de morte feita a um ex-funcionário de Vorcaro. Na mesma decisão em que mandou prender Vorcaro, Mendonça também determinou a prisão de Phillipe Mourão, conhecido como Sicário, e Marilson Roseno, apontados como coordenadores da milícia pessoal do banqueiro. Mourão atentou contra a própria vida pouco após ser preso. Ele foi atendido e levado para um hospital, mas não resistiu. (Agência Brasil)
Lei de autoria de Max Russi fortalece combate à endometriose e amplia atendimento às mulheres em Mato Grosso
A endometriose, doença que provoca dores intensas e pode comprometer a fertilidade feminina, atinge milhões de mulheres no Brasil e ainda enfrenta desafios relacionados ao diagnóstico tardio e ao acesso ao tratamento. Em Mato Grosso, o enfrentamento da doença ganhou reforço com a Lei nº 13.065/2025, proposta pelo deputado estadual Max Russi, que institui o Programa Estadual de Prevenção à Endometriose. A legislação estabelece ações permanentes voltadas à conscientização, ao diagnóstico precoce e ao tratamento da doença na rede pública de saúde. Entre as medidas previstas estão campanhas de orientação à população, avaliações médicas periódicas e a oferta de exames e acompanhamento especializado por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A norma também determina que o Estado estruture unidades especializadas para diagnóstico e tratamento da endometriose, além de promover a capacitação de profissionais de saúde para identificar os sintomas e encaminhar as pacientes para atendimento adequado. A endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao que reveste o interior do útero passa a crescer fora da cavidade uterina, podendo atingir órgãos como ovários, trompas, intestinos e bexiga. A condição provoca inflamação e dores intensas, principalmente durante o ciclo menstrual, e pode afetar diretamente a qualidade de vida das mulheres. Segundo o deputado, a criação do programa estadual representa um avanço nas políticas públicas voltadas à saúde feminina, garantindo mais informação, prevenção e acesso ao tratamento. A iniciativa busca reduzir o tempo para diagnóstico e ampliar o cuidado às pacientes, já que muitas mulheres convivem com os sintomas por anos antes de descobrir a doença. A mobilização também ganha destaque em 13 de março, data dedicada nacionalmente à luta contra a endometriose, que reforça a importância da informação e do acompanhamento médico para identificar precocemente a doença e garantir melhor qualidade de vida às mulheres.
Polícia Civil desmantela trama e identifica mandantes do assassinato do advogado Renato Nery em Cuiabá
A investigação sobre o assassinato do advogado Renato Nery, morto em julho de 2024 em Cuiabá, avançou com a identificação e prisão de mandantes, intermediários e executores do crime. A apuração foi conduzida pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que conseguiu rastrear a movimentação financeira usada para pagar pela execução. Com autorização judicial para quebra de sigilo bancário, os investigadores identificaram um fluxo de aproximadamente R$ 215 mil ligado ao planejamento do homicídio. Parte do dinheiro teria sido transferida ainda em março de 2024 pela suspeita apontada como mandante, que realizou operações que somam cerca de R$ 200 mil. Os valores passaram por contas de terceiros em uma sequência de transações com o objetivo de dificultar o rastreamento da origem e do destino final do dinheiro. Durante a análise das movimentações bancárias, a Polícia Civil verificou que um dos investigados evitou receber diretamente os recursos em sua conta pessoal, orientando que o dinheiro fosse movimentado por intermediários. Uma parte do montante foi usada no dia 5 de março para a compra de um veículo Mercedes-Benz, avaliado em aproximadamente R$ 115 mil e registrado em nome de outra pessoa. Ainda no mesmo dia, R$ 40 mil foram transferidos para a mãe desse investigado. O restante do valor acabou sendo encaminhado posteriormente para a própria conta dele, em 6 de março. A investigação também apontou que, em 8 de março, houve um pagamento direto de R$ 15 mil da suspeita apontada como mandante para esse mesmo investigado, elevando para cerca de R$ 215 mil o total movimentado em razão do crime. Segundo a Polícia Civil, as transações identificadas são compatíveis com os depoimentos prestados por envolvidos no caso, que relataram que o valor combinado para a execução do homicídio seria de aproximadamente R$ 200 mil. Em um dos depoimentos prestados no dia 12 de março, um investigado confirmou a dinâmica de pagamento pelo crime, reforçando as evidências já obtidas por meio da análise bancária. As autoridades também apontam que o investigado responsável por intermediar os valores utilizou diferentes pessoas e transferências fracionadas para ocultar a origem ilícita do dinheiro. Por isso, além do homicídio, ele também deverá responder por suspeita de lavagem de dinheiro. Com base no conjunto de provas reunidas — incluindo rastreamento financeiro, depoimentos e diligências investigativas — a Polícia Civil concluiu que o assassinato foi um crime de mando, encomendado mediante pagamento. Renato Nery tinha 72 anos quando foi baleado em frente ao próprio escritório, em Cuiabá, no dia 5 de julho de 2024. Ele chegou a ser socorrido e passou por cirurgia em um hospital particular da capital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois. Desde então, a DHPP realizou uma série de diligências e análises técnicas para esclarecer a execução do advogado.
Max Russi propõe ação no TJMT e derruba taxa de ICMS sobre geração de energia solar
O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) julgou procedente, nesta quinta-feira (12), a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) movida pela Assembleia Legislativa (ALMT). A decisão proíbe, em definitivo, que o fisco estadual e a concessionária Energisa realizem a cobrança de ICMS sobre o sistema de compensação de energia solar referente ao período de 2017 a 2021. A ação foi uma articulação da Mesa Diretora, sob a liderança do presidente da Casa de Leis, deputado Max Russi (Podemos), e dos deputados Dr. João (MDB) e Faissal Calil (PL). Por meio da Procuradoria Geral da Assembleia, a iniciativa visava derrubar um entendimento da Energisa baseado em uma consulta tributária da Secretaria de Fazenda (Sefaz) de 2021, que permitia a cobrança retroativa do imposto. O caso marca um precedente jurídico no estado, sendo a primeira ADPF (instrumento jurídico de alta complexidade) proposta pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O procurador da ALMT, João Gabriel, destacou a importância técnica da conquista: “Esta é a primeira ADPF feita em Mato Grosso com a participação direta da nossa Procuradoria. É uma conquista institucional enorme que demonstra o fortalecimento da Casa de Leis na defesa técnica e jurídica dos interesses da população”, explicou o procurador. Fim da insegurança jurídica Com a decisão unânime, o Tribunal confirmou a liminar anteriormente concedida e declarou a inconstitucionalidade do ato administrativo que permitia a taxação. A decisão representa um alívio financeiro para milhares de consumidores e empresas que investiram em energia limpa em Mato Grosso. O deputado Max Russi, um dos principais defensores da medida, celebrou o resultado como um marco na defesa do setor produtivo e do cidadão. “Hoje é um dia de vitória para para o bolso do contribuinte mato-grossense. Não era justo punir quem investiu recursos próprios em energia sustentável com uma cobrança retroativa e indevida.” De acordo com ele, a Assembleia Legislativa agiu com firmeza, através da Mesa Diretora e da Comissão do Consumidor. “Essa decisão do TJMT traz segurança jurídica e reforça que Mato Grosso deve incentivar a energia solar, e não taxá-la de forma arbitrária”, finalizou Russi.
Mauro Mendes declara apoio a Otaviano Pivetta para o governo de Mato Grosso
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), declarou nesta sexta-feira (13), em agenda no município de Lucas do Rio Verde, que seu apoio para a disputa ao governo do Estado será do atual vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Durante entrevista, Mendes destacou a experiência administrativa do aliado e afirmou que Pivetta reúne credenciais para disputar o comando do Palácio Paiaguás nas próximas eleições. Segundo ele, o vice-governador tem trajetória consolidada na gestão pública e participou diretamente da condução do atual governo estadual desde 2019. “O Otaviano é o cara mais preparado. Está há sete anos no governo e foi três vezes prefeito de Lucas do Rio Verde. Basta olhar a qualidade que tem Lucas do Rio Verde hoje para entender o que ele pode oferecer para Mato Grosso”, afirmou o governador. Na mesma declaração, Mendes também mencionou o senador Jayme Campos (União Brasil), que é apontado como outro possível nome para a disputa ao governo dentro do grupo político. O governador disse respeitar a trajetória do parlamentar, mas avaliou que o espaço político dele pode ser uma candidatura ao Senado. Apesar da manifestação pública de preferência, Mendes ressaltou que a definição oficial da candidatura do União Brasil ao governo deverá ocorrer somente durante a convenção partidária. “Na convenção vamos disputar voto a voto. Mas o meu apoio, não tenha dúvida, será do Otaviano Pivetta”, declarou. Empresário do agronegócio e uma das principais lideranças políticas do norte de Mato Grosso, Pivetta foi prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos e construiu a imagem de gestor ligado ao desenvolvimento econômico e à modernização administrativa do município, que se tornou referência em indicadores de qualidade de vida e crescimento regional. Desde 2019, ele ocupa o cargo de vice-governador na gestão de Mauro Mendes e já assumiu o comando do Estado interinamente diversas vezes durante afastamentos do titular. Nos bastidores da política estadual, o nome de Pivetta aparece com frequência entre os possíveis candidatos ao governo de Mato Grosso nas eleições de 2026, cenário que deve envolver articulações dentro da base governista e entre diferentes partidos aliados.
Operação Argos revela centro de treinamento de facção em aldeia de MT
A Polícia Civil deflagrou nesta sexta-feira (13) a Operação Argos para desmantelar um centro de treinamento mantido por uma facção criminosa em uma aldeia indígena no município de Santo Antônio de Leverger. O local era utilizado para preparar integrantes do grupo em técnicas de sobrevivência na selva e táticas de guerrilha. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. A investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Rondonópolis e começou após denúncias de tráfico de drogas na área indígena conhecida como Aldeia Tereza Cristina (Korogedo Paru), nas proximidades do Rio São Lourenço. Segundo as informações, um homem branco conhecido como “Pescador”, casado com uma indígena, seria responsável por receber grandes quantidades de entorpecentes transportadas pelo rio e levá-las até uma casa localizada em área mais isolada da aldeia. No imóvel, outro suspeito, conhecido como “Corola” ou “Fininho”, faria a distribuição da droga para traficantes de Rondonópolis. O transporte ocorreria por embarcações através do Rio Vermelho e também por via terrestre pela rodovia MT-270. Durante as investigações, a Polícia Civil identificou que os dois suspeitos também atuavam como instrutores de cursos clandestinos voltados a membros da facção. As aulas incluíam treinamento com armamento de uso restrito, como fuzis calibre .556 e .762, pistolas .40 e .9 mm, metralhadora e até uma arma de fogo calibre .30 com tripé. Nos treinamentos, os instrutores eram chamados de “01” e “02”. Eles ensinavam os participantes a montar e desmontar armas longas e curtas, realizar disparos em diferentes distâncias e aplicar técnicas de sobrevivência na mata em caso de fuga após confrontos com forças de segurança ou facções rivais. Relatos sobre a existência do curso começaram a aparecer em diversas delegacias do Estado. Policiais de diferentes cidades informaram que integrantes de facções presos afirmavam ter participado de treinamento de sobrevivência na selva e manutenção de armamento em uma área indígena. As investigações também apontaram que o suspeito identificado como “02” utilizava um barco com motor para transportar os alunos e o outro instrutor até regiões de mata às margens do Rio Vermelho, onde eram realizados os disparos de arma de fogo. Para evitar que a comunidade indígena ouvisse os tiros, o grupo seguia pelo Rio São Lourenço por alguns quilômetros antes de iniciar o treinamento. Com base nas provas reunidas, o delegado Fábio Nahas solicitou quatro mandados de busca e apreensão, que foram autorizados pela Justiça e cumpridos nesta sexta-feira. Durante a operação, foram apreendidas duas armas de fogo — uma espingarda calibre .22 e uma espingarda de dois canos calibre .20 — além de dezenas de munições de diversos calibres.