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Prefeito Abilio Brunini diz que desconhecia denúncia de assédio e critica proposta de CPI na Câmara de Cuiabá

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que não tinha conhecimento da denúncia de assédio sexual envolvendo o ex-secretário municipal de Trabalho, William Leite. A declaração foi dada um dia após a ex-servidora da prefeitura tornar público o caso.

Segundo relato da denunciante, a situação teria sido comunicada anteriormente ao secretário de Governo, Ananias Filho. No entanto, de acordo com a jovem, nenhuma providência teria sido tomada na ocasião.

Durante entrevista, o prefeito afirmou que soube da denúncia apenas após o caso ganhar repercussão pública, destacando que a servidora nunca teria levado o assunto diretamente ao seu conhecimento.

“Nunca tive ciência desse caso. Trabalhamos próximos e ela nunca comentou comigo sobre isso”, declarou o gestor.

Prefeito demonstra preocupação com possível uso político

Ao comentar a repercussão do episódio, Abilio Brunini também afirmou estar preocupado com o que classificou como possível uso político da denúncia, alegando que pessoas ligadas à antiga gestão poderiam estar estimulando a exposição pública do caso.

Segundo o prefeito, existe a percepção de que setores políticos estariam incentivando a vítima a tornar o episódio público em um momento de fragilidade.

“Uma das coisas que me preocupam é o uso político disso. Não é a primeira vez que vemos tentativa de transformar uma situação envolvendo vítima em fato midiático. A sensação que temos é de que pode haver um estímulo político para que isso ocorra”, afirmou.

Apesar da avaliação, Brunini destacou que respeita a decisão da vítima de tornar o caso público e afirmou que cabe a ela decidir como conduzir a situação.

Crítica à proposta de CPI na Câmara

Outro ponto abordado pelo prefeito foi a movimentação política na Câmara Municipal de Cuiabá para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar o caso.

Para Brunini, a iniciativa pode criar falsas expectativas de solução, uma vez que a investigação já estaria sendo conduzida pelas autoridades policiais.

“Entendo que dão falsas esperanças para ela de que uma CPI dará a sensação de justiça que ela espera. No final, a CPI ouviria testemunhas e o suposto agressor e encaminharia um relatório para a polícia. A polícia já está fazendo isso”, afirmou.

Defesa das vereadoras da Câmara

Durante a entrevista, o prefeito também saiu em defesa das vereadoras da Câmara de Cuiabá, que vêm sendo alvo de críticas por parte de parlamentares e ativistas pela forma como o caso teria sido conduzido no Legislativo.

Segundo ele, as parlamentares teriam buscado orientação profissional para evitar a exposição pública da denunciante.

“Tentar usar isso para acusar vereadoras só apequena a causa. Pelo que soube, elas buscaram orientação com uma delegada que atua nesse tipo de caso, que recomendou não expor a vítima”, explicou.

Comissão especial acompanha o caso

Brunini afirmou ainda que foi criada no Legislativo municipal uma Comissão Especial de acompanhamento, considerada por ele um mecanismo mais adequado juridicamente para tratar da situação sem ampliar a exposição da vítima.

Apesar da repercussão do caso, o prefeito afirmou que não entrou em contato com a denunciante, reiterando que respeita a decisão dela de tornar a denúncia pública.

“Recomendo que ela faça o que for melhor para ela. Se entende que a exposição é o caminho, torço para que consiga resolver e que a Justiça dê a resposta que ela espera”, concluiu.


Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News

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Cuiabá-MT 06.03.2026 19:26

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