O senador Wellington Fagundes participou nesta sexta-feira do lançamento do Selo Pantanal Sustentável e do Prêmio Pantanal, iniciativa que busca reconhecer boas práticas ambientais e incentivar pesquisas voltadas à preservação do bioma. O evento foi realizado no Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal, dentro da Universidade Federal de Mato Grosso, reunindo autoridades, pesquisadores, representantes do setor produtivo e lideranças ligadas à preservação ambiental. A proposta do selo é valorizar produtores, empreendedores e operadores de turismo que adotam práticas sustentáveis, ao mesmo tempo em que incentiva o desenvolvimento de soluções tecnológicas e científicas voltadas à proteção do Pantanal. Estatuto do Pantanal fortaleceu políticas para o bioma Durante o encontro, Wellington Fagundes destacou que a construção de políticas públicas específicas para o Pantanal ganhou força após os grandes incêndios registrados em 2020, quando mais de 4 milhões de hectares do bioma foram atingidos. Na época, o Senado Federal criou uma comissão externa para discutir medidas permanentes de proteção ao Pantanal. O trabalho reuniu parlamentares e mais de 50 instituições, entre pesquisadores, ambientalistas, produtores rurais e representantes de comunidades tradicionais. As discussões resultaram na criação do Estatuto do Pantanal, aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado no ano passado. A legislação estabelece regras específicas de proteção ambiental, ao mesmo tempo em que busca garantir segurança jurídica para quem vive, produz e preserva na região. Selo reconhecerá boas práticas ambientais Segundo o senador, o novo selo passa a ser um instrumento oficial para identificar iniciativas comprometidas com a sustentabilidade no bioma. “A partir de agora nós teremos um selo reconhecido pelo Governo Federal, que é lei e regulamentado. Quem vai administrar o Selo Pantanal é o INPP. Empresas que quiserem ter o carimbo da sustentabilidade do maior bioma e da maior área alagada do mundo terão que contribuir, pagando royalties. Esses recursos serão aplicados na ciência, na tecnologia e no desenvolvimento socioeconômico do Pantanal”, afirmou Wellington Fagundes. De acordo com o parlamentar, a expectativa é que o programa também consiga atrair investimentos nacionais e internacionais voltados à preservação e ao desenvolvimento sustentável da região. Ciência e inovação na preservação do Pantanal A ministra da Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, ressaltou que o projeto fortalece a integração entre ciência, inovação e preservação ambiental. Segundo ela, o Selo Pantanal Sustentável Inovador nasce como um instrumento de reconhecimento técnico e internacional para iniciativas que contribuam com o desenvolvimento sustentável do bioma. “Preservar o Pantanal não é apenas uma responsabilidade ambiental, é também uma estratégia de desenvolvimento baseada em conhecimento científico, inovação e uso responsável dos recursos naturais”, destacou a ministra. Iniciativa fortalece proteção ambiental O secretário de Meio Ambiente e Agricultura de Várzea Grande, Ricardo Amorim, também destacou a importância da iniciativa. Segundo ele, o Pantanal é um dos biomas mais importantes do planeta e precisa de políticas permanentes de proteção. “Temos um bioma essencial para o mundo. Hoje vemos as consequências do processo acelerado de devastação ambiental, e essa medida proposta pelo senador vem para dar base à preservação desse patrimônio natural”, afirmou. Fundo do Pantanal também foi debatido Durante o encontro, também foi defendida a criação do Fundo do Pantanal, mecanismo que poderá financiar ações permanentes de: prevenção de incêndios monitoramento ambiental pesquisa científica recuperação de áreas degradadas A proposta busca garantir recursos contínuos para a preservação do bioma e para o desenvolvimento de tecnologias voltadas à proteção da região. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Medeiros questiona legitimidade de Alexandre de Moraes após revelações sobre empresário do Banco Master
O deputado federal José Medeiros (PL) afirmou que as recentes revelações divulgadas pelo Jornal Nacional sobre mensagens do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, levantam dúvidas sobre a legitimidade do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para permanecer na Corte e manter decisões relacionadas aos atos de Ataques de 8 de janeiro de 2023 no Brasil. De acordo com reportagem exibida pela TV Globo, mensagens obtidas nas investigações indicam que Vorcaro relatou encontros com Moraes e chegou a enviar uma mensagem diretamente ao ministro no dia em que foi preso. As conversas também apontam que o empresário participou de uma reunião no Palácio do Planalto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministros do governo. Para Medeiros, o conteúdo divulgado reforça questionamentos sobre a atuação do ministro em processos que envolvem prisões e investigações conduzidas após os atos de 8 de janeiro. “O que o ministro Alexandre tem revelado tira sua legitimidade tanto para continuar no STF quanto para sustentar as decisões que ele tomou em relação ao 8 de janeiro”, afirmou o parlamentar. Medeiros também criticou o Senado Federal do Brasil por, segundo ele, insistir em proteger ministros da Suprema Corte que deveriam ser investigados. De acordo com o deputado, existe uma interpretação equivocada de que qualquer tentativa de apuração representaria um ataque institucional ao Judiciário. “Hoje existe um pensamento no Senado de que investigar um ministro do STF seria atacar o Supremo. Isso não está certo. O ministro Alexandre não tem mais condições de sustentar essa narrativa que ele criou para prender milhares de pessoas”, disse. O deputado afirmou ainda que esse cenário só poderá mudar após as eleições de 2026, quando, segundo ele, poderá haver uma renovação no Senado. “Essa situação só pode mudar depois de 2026, quando tivermos um Senado diferente”, declarou. Diante das revelações e das críticas às decisões judiciais relacionadas aos atos de 8 de janeiro, Medeiros voltou a defender a anistia dos presos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
ALMT inicia semana com expedição no Rio Cuiabá, debate sobre oncologia e agenda intensa de reuniões
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) inicia a semana entre os dias 9 e 14 de março com uma agenda marcada por atividades institucionais, debates sobre saúde pública, ações ambientais e reuniões temáticas. A programação reúne parlamentares, representantes de órgãos públicos e da sociedade civil em uma série de encontros voltados à discussão de políticas públicas e temas estratégicos para o estado. A abertura da agenda acontece na segunda-feira (9), às 7h, com o início da 3ª Expedição Fluvial pelo Rio Cuiabá. A iniciativa tem como objetivo atualizar o diagnóstico ambiental do principal curso d’água da região metropolitana e ampliar o diálogo com comunidades ribeirinhas. A expedição percorrerá o trajeto desde a barragem da Usina Hidrelétrica de Manso até o Pantanal, passando por municípios como Rosário Oeste, Acorizal, Cuiabá, Várzea Grande, Santo Antônio de Leverger, Barão de Melgaço e Poconé, com encerramento previsto para sexta-feira (13), em Porto Jofre. A comitiva será liderada pelo deputado estadual Wilson Santos. Ainda na segunda-feira, às 10h, ocorre a reunião da Câmara Setorial Temática (CST) da Atenção Psicossocial, solicitada pelo deputado Carlos Avalone. O encontro será realizado na sala de reuniões das Comissões Deputada Sarita Baracat. À noite, às 19h, a Assembleia promove sessão especial para entrega de honrarias à sociedade local na Câmara Municipal de Lucas do Rio Verde, por iniciativa do deputado Diego Guimarães. Na terça-feira (10), às 10h, a Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social realiza audiência pública para debater o processo de estadualização da oncologia em Mato Grosso e acompanhar a execução do contrato da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso com o Hospital de Câncer de Mato Grosso. O debate será na sala das Comissões Deputado Oscar Soares. Ainda na terça-feira, às 14h30, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) realiza reunião ordinária, de forma presencial e remota, para análise e deliberação de matérias em tramitação na comissão. A quarta-feira (11) será dedicada às sessões ordinárias no plenário da ALMT. Estão previstas duas reuniões legislativas, com início às 9h e às 13h, no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour. Na quinta-feira (12), a agenda começa às 10h com reunião dos facilitadores do Projeto 10S do planejamento estratégico do Poder Legislativo, realizada de forma presencial e remota. No mesmo horário também acontece reunião do Grupo de Trabalho de Proteção dos Animais, sugerido pelo presidente da Assembleia, deputado Max Russi. À tarde, às 14h, será realizada a reunião do Grupo de Trabalho da Mineração, também proposta por Max Russi, com participação de parlamentares e representantes de setores envolvidos no tema. Já na sexta-feira (13), às 10h, ocorre a instalação da Câmara Setorial Temática da Docência na Educação, com o tema “Cuidar e Educar: Docência na Educação Infantil”. A iniciativa também foi sugerida pelo presidente da Assembleia. Às 19h, haverá sessão especial para entrega de honrarias no plenário da Casa, por requerimento do deputado Sebastião Rezende. Encerrando a programação, no sábado (14), às 16h, a Secretaria de Integração Social e Cidadania da Assembleia promove o 3º Congresso Estadual de Mulheres Poderosas 2026, que será realizado no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, no complexo da Assembleia Legislativa. A ALMT destaca que a programação institucional pode sofrer alterações ao longo da semana.
Fim de semana será de calor e pancadas de chuva em Mato Grosso
O fim de semana em Mato Grosso será marcado por calor, muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas em diferentes regiões do estado. A previsão indica tempo instável até domingo (8), com possibilidade de trovoadas em algumas localidades. Na capital, Cuiabá, a temperatura pode atingir até 33°C nesta sexta-feira, enquanto as mínimas devem ficar em torno de 24°C ao longo do fim de semana. O céu deve permanecer com muitas nuvens e previsão de chuvas isoladas. Em Chapada dos Guimarães, a cerca de 67 quilômetros da capital, o cenário será semelhante. A previsão aponta céu nublado, ventos fracos e pancadas de chuva, com temperaturas variando entre 21°C e 32°C. No município de Cáceres, localizado a oeste do estado, o calor deve ser ainda mais intenso, com máximas que podem chegar a 35°C e mínimas de 24°C. A região também deve registrar pancadas de chuva ao longo do fim de semana. Já em Rondonópolis, no sul mato-grossense, o tempo permanece instável, com muitas nuvens, chuva e possibilidade de trovoadas. As temperaturas devem oscilar entre 24°C e 31°C. No norte do estado, em Sinop, a previsão indica chuvas mais intensas e maior probabilidade de trovoadas. A umidade relativa do ar pode variar entre 70% e 100%, enquanto as temperaturas devem ficar entre 23°C e 33°C. De forma geral, a recomendação é que a população fique atenta às mudanças no tempo, principalmente durante as pancadas de chuva que podem ocorrer de forma rápida e isolada em diferentes regiões do estado.
Várzea Grande avança na inovação e anuncia inauguração de Parque Tecnológico para 30 de março
Várzea Grande dá um passo importante rumo à inovação e ao desenvolvimento tecnológico. O município terá seu Parque Tecnológico inaugurado no próximo dia 30 de março, iniciativa que promete transformar a cidade em um novo polo de pesquisa, tecnologia e geração de oportunidades em Mato Grosso. O anúncio foi reforçado nesta sexta-feira (6) durante a assinatura do convênio para execução de propostas aprovadas na chamada pública Proinfra Desenvolvimento Regional – Norte, Nordeste e Centro-Oeste (NNECO 2024), realizada em Cuiabá. O evento reuniu representantes de instituições de pesquisa, universidades e autoridades estaduais e federais ligadas à área de ciência e tecnologia. A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, participou da cerimônia e destacou que o município vive um momento de retomada do protagonismo econômico, agora com foco em inovação e desenvolvimento tecnológico. Segundo ela, a criação do Polo de Inovação e Tecnologia e a implantação do Parque Tecnológico representam um marco para o município, abrindo espaço para a criação de soluções e novos negócios voltados ao desenvolvimento regional. “Várzea Grande já tem grande importância econômica, mas ainda precisa avançar em inovação e tecnologia. Com o parque tecnológico e o polo de inovação, passamos a ser protagonistas nesse cenário. É muito gratificante saber que soluções para desafios reais poderão nascer dentro do nosso município”, afirmou a prefeita. Flávia Moretti também ressaltou que a iniciativa simboliza um novo momento para a cidade, que historicamente teve forte vocação industrial. “É um resgate da chamada cidade industrial. Em determinado momento, Várzea Grande acabou ficando um pouco à margem do crescimento que ocorreu em outras áreas do Estado, principalmente com o avanço do agronegócio e da agroindústria. Agora vemos um novo olhar para o município, trazendo inovação, tecnologia e novas oportunidades”, pontuou. O projeto faz parte de um conjunto de investimentos voltados à expansão da infraestrutura científica e tecnológica em Mato Grosso. Ao todo, serão aplicados R$ 33,85 milhões em recursos federais, somados a R$ 11,28 milhões de contrapartida estadual, totalizando mais de R$ 45 milhões destinados a projetos de pesquisa e inovação. O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, reforçou a importância da iniciativa e confirmou a data de inauguração do novo espaço tecnológico em Várzea Grande. “O evento reúne parceiros nacionais estratégicos para fortalecer a ciência e a inovação em Mato Grosso. Dentro desse avanço, temos uma conquista importante para o município: a inauguração do Parque Tecnológico de Várzea Grande no dia 30 de março, consolidando a cidade como um novo centro de desenvolvimento tecnológico no Estado”, destacou. Durante o encontro também foi realizada mais uma edição do programa Finep pelo Brasil, com o anúncio de novas chamadas públicas voltadas ao financiamento de projetos nas áreas de ciência, tecnologia e inovação. A iniciativa integra a segunda rodada de seleções do Programa Mais Inovação, que reúne 13 editais e soma cerca de R$ 3,3 bilhões em investimentos em todo o país. Em Mato Grosso, dez subprojetos foram contemplados, envolvendo universidades, institutos federais e órgãos estaduais em municípios como Cuiabá, Cáceres, Tangará da Serra, Nova Xavantina, Barra do Garças e Campo Novo do Parecis. Com a implantação do Parque Tecnológico, Várzea Grande passa a integrar de forma mais ativa o ambiente de inovação e pesquisa científica, ampliando as perspectivas de crescimento econômico, geração de empregos qualificados e desenvolvimento regional.
Proteger nossas mulheres se tornou uma urgência civilizatória
Este ano vamos comemorar o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, bem em meio a um tempo que a violência de gênero deixou de ser apenas uma tragédia individual para se tornar uma crise estrutural de segurança pública e de direitos humanos. No Brasil e no mundo, os dados mostram que o ambiente social tem se tornado cada vez mais hostil à presença, à liberdade e à autonomia feminina. Os números são alarmantes. Em 2025, o Brasil registrou cerca de 1.518 feminicídios, uma média brutal de quatro mulheres assassinadas por dia. O mais grave é que, em grande parte dos casos, o crime ocorre dentro de casa, cometido por quem deveria proteger: companheiros ou ex-companheiros. Em Mato Grosso, o cenário é ainda mais preocupante, pois enquanto a média nacional gira em torno de 1,6 mortes para cada 100 mil mulheres, o estado chega a aproximadamente 2,7 feminicídios por 100 mil, uma taxa superior à média brasileira. Entre 2022 e 2025, 195 mulheres foram mortas por companheiros ou ex-companheiros em Mato Grosso. Dessas vítimas, 161 não possuíam medida protetiva ativa e 18 estavam sob proteção judicial no momento do crime. Os números expõem algo que não podemos ignorar: há falhas na articulação da rede de proteção que precisam ser enfrentadas com coragem e urgência. Reconheço que o Estado tem reagido. As ações conduzidas pelo Executivo estadual, especialmente pela Secretaria de Segurança Pública e pela Coordenadoria de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e Vulneráveis, demonstram atenção ao crescimento dos registros de violência de gênero. Um exemplo recente é a operação ‘Legado de Maria’, que desde fevereiro mobiliza forças policiais em uma ampla força-tarefa para localizar agressores e cumprir mandados judiciais. Iniciativas que são fundamentais, contudo, são parte da resposta, não a solução completa diante de uma realidade que revela que estamos longe de oferecer às mulheres a proteção que a lei promete. Hoje, o Estado possui apenas oito Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher, com atendimento 24 horas restrito à capital. E a Patrulha Maria da Penha conta com 45 núcleos para atender 111 municípios, o que evidencia uma desigualdade territorial significativa no acesso à proteção. Relatórios produzidos por instituições como o Observatório Caliandra e auditorias do Tribunal de Contas de Mato Grosso apontam problemas estruturais preocupantes: subexecução de recursos destinados às políticas de proteção, falta de planejamento integrado e desarticulação institucional. Um conjunto de fragilidades que cria um terreno fértil para a continuidade da violência. Muitos estudiosos interpretam essa escalada de violência como uma reação do patriarcado ao avanço das mulheres. À medida que ampliamos nossa presença em espaços de poder – no mercado de trabalho e na vida pública -, setores conservadores e machistas respondem com violência. Com a misoginia ganhando novos canais de disseminação nas redes sociais, onde ataques à dignidade, à aparência e à intimidade de mulheres tornaram-se comuns. Esse ambiente hostil tem servido também como instrumento de intimidação, especialmente contra mulheres negras, parlamentares e ativistas. Assim, não é coincidência que também estejamos presenciando o aumento da violência política de gênero. Um fenômeno que busca claramente afastar as mulheres da participação pública por meio de ameaças, difamação e agressões. Como deputada federal e líder da bancada feminina do União Brasil na Câmara, tenho concentrado parte significativa da minha atuação em Brasília na construção de protocolos nacionais. Em ações que padronizem o atendimento às vítimas de violência, pois a mulher que decide denunciar um agressor não pode depender da sorte de viver em um município com mais ou menos estrutura pública. A proteção precisa ser um direito garantido em qualquer lugar, sobretudo, em um país que tem como referência a Lei Maria da Penha, uma das legislações mais avançadas do mundo no enfrentamento à violência doméstica. No entanto, sua eficácia ainda esbarra em um problema clássico do Brasil: a implementação desigual das políticas públicas. É por isso que tenho defendido, em entrevistas, debates e reuniões institucionais, uma medida concreta e de aplicação imediata para Mato Grosso: a implantação de delegacias especializadas com atendimento 24 horas em todas as regiões do estado. Sei que ampliar a rede física de Delegacias da Mulher é uma meta fundamental e inegociável. Mas também precisamos reconhecer nossa dimensão territorial, com muitos municípios distantes entre si e muitas vezes sem estrutura permanente. Por isso, proponho uma alternativa pragmática e tecnológica: delegacias virtuais especializadas para atendimento às mulheres, funcionando 24 horas por dia. O modelo pode seguir a lógica já consolidada da telemedicina, que hoje salva vidas ao oferecer atendimento remoto especializado. Nas delegacias virtuais, mulheres poderiam registrar ocorrências, receber orientação jurídica imediata, solicitar medidas protetivas e ser encaminhadas à rede de proteção sem precisar percorrer longas distâncias. Seria uma ferramenta essencial para garantir acesso rápido, acolhimento inicial e resposta institucional, especialmente em cidades onde ainda não há estrutura física de atendimento. Mas nenhuma política pública será suficiente se não enfrentarmos igualmente as raízes culturais da violência. Assim, precisamos investir, paralelamente, às medidas legislativas e policiais, em processos educativos capazes de transformar mentalidades. Isso significa desconstruir, de forma responsável e dialogada, a ideia ainda presente em muitos lares de que o homem é o provedor absoluto e, por isso, detém maior pode. É necessário cristalizar que poder não se enfraquece quando é compartilhado, ao contrário, ele se fortalece quando se transforma em parceria. Também precisamos ampliar as oportunidades econômicas para as mulheres. A autonomia financeira é um dos fatores mais importantes para romper o ciclo da violência doméstica. Mulheres que têm renda própria e acesso ao mercado de trabalho possuem mais condições de romper relações abusivas e reconstruir suas vidas. Mas, acima de tudo, precisamos reafirmar algo simples e essencial: conflitos não podem ser resolvidos pela violência. As grandes mudanças começam dentro de casa, no modo como educamos nossos filhos, no respeito às diferenças e na construção de relações baseadas no diálogo. Entendendo que defender a vida das mulheres não é uma pauta ideológica, é uma responsabilidade civilizatória. Pois enquanto houver uma mulher vivendo com medo, nenhuma sociedade poderá se considerar verdadeiramente segura.
Carreta tomba na BR-163 e motorista fica preso às ferragens na Serra do Cachimbo
Uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso realizou, na noite de quinta-feira (5), o desencarceramento de um motorista que ficou preso às ferragens após o tombamento de uma carreta na BR-163, na região conhecida como Serra do Cachimbo, no município de Guarantã do Norte, a cerca de 710 quilômetros de Cuiabá. A ocorrência foi atendida por militares do 4º Núcleo Bombeiro Militar, acionados por volta das 18h45 para prestar socorro em um acidente registrado a aproximadamente 50 quilômetros do perímetro urbano da cidade. Ao chegarem ao local, os bombeiros encontraram a carreta tombada e constataram que o motorista estava preso na cabine do veículo. A vítima apresentava múltiplos traumas e já não apresentava sinais vitais. Diante da situação, a equipe iniciou o trabalho de desencarceramento para remover o corpo que permanecia preso às estruturas da cabine destruída. Após a retirada, o corpo foi encaminhado aos cuidados da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsáveis pelos procedimentos legais e pela investigação do caso. Até o momento, as circunstâncias que levaram ao tombamento da carreta ainda não foram esclarecidas.
Cuiabá prepara grande festa de 307 anos com shows nacionais, festival de baguncinha e programação cultural
A capital mato-grossense já entrou no clima das comemorações pelos seus 307 anos de fundação. Com uma programação que reúne cultura, gastronomia, esporte e música, a Prefeitura de Cuiabá prepara uma série de eventos para celebrar o aniversário da cidade ao longo do mês de abril. O anúncio oficial foi feito nesta sexta-feira pelo prefeito Abílio Brunini, durante coletiva de imprensa realizada no Palácio Alencastro. Na ocasião, também foi lançado o tradicional projeto Peixe Santo, iniciativa ligada à Semana Santa que integra o calendário festivo da capital. Segundo o prefeito, o ponto central das comemorações será o Parque das Águas, onde ocorrerá um grande festival voltado à valorização da cultura cuiabana. Entre as atrações previstas está o Festival de Baguncinha, dedicado ao tradicional sanduíche popular da cidade, além de um festival gastronômico com pratos típicos da culinária regional. Durante os dias de evento, o público poderá experimentar iguarias tradicionais como farofa de banana, pintado e outras receitas que fazem parte da identidade cultural da região. A programação também dará destaque às manifestações culturais que marcam a história da cidade. Estão previstas apresentações de ritmos tradicionais como rasqueado, lambadão, cururu e siriri, além de shows de artistas locais ligados ao samba e ao sertanejo. Além da valorização da cultura regional, a festa contará com atrações de alcance nacional. Entre os nomes já confirmados ou em fase final de contratação estão o cantor Dilsinho e a dupla sertaneja César Menotti & Fabiano, que devem se apresentar nos dias 7 e 8 de abril no palco principal montado no Parque das Águas. A prefeitura também negocia a contratação de outros artistas conhecidos do público brasileiro, incluindo uma dupla sertaneja revelação e um sambista de destaque no cenário nacional. De acordo com o prefeito, a escolha das atrações levou em consideração o perfil musical predominante entre os cuiabanos, com forte presença do sertanejo, seguido por músicas religiosas e ritmos regionais como rasqueado e lambadão. A programação de aniversário da capital, fundada em 1719, não se limita apenas aos shows. Diversas atividades culturais e esportivas estão previstas ao longo do mês. Entre elas está a tradicional Corrida do Bom Jesus, além de eventos organizados por entidades privadas com apoio institucional da prefeitura, como festivais de música eletrônica, apresentações de rock e outros movimentos culturais independentes. No próprio dia 8 de abril, data oficial do aniversário da cidade, também estão previstas apresentações musicais no Cine Teatro Cuiabá, além de celebrações religiosas promovidas pela Igreja Católica. A agenda inclui ainda eventos culturais diversos, como festival japonês, rodeio indoor e outras atividades promovidas por diferentes segmentos da sociedade. Mesmo diante das limitações financeiras enfrentadas pelo município, o prefeito destacou que a realização das festividades foi possível graças a parcerias institucionais e apoio parlamentar, incluindo emendas de vereadores e deputados estaduais. Para Abílio Brunini, celebrar os mais de três séculos de história de Cuiabá representa também valorizar a identidade cultural e o sentimento de pertencimento da população. A expectativa é de que a programação atraia grande público e transforme abril em um dos períodos mais movimentados do calendário cultural da capital mato-grossense.
Podemos reúne lideranças em Cuiabá para anunciar estratégias políticas e fortalecer atuação em Mato Grosso
Lideranças do Podemos promovem neste sábado (7), em Cuiabá, uma coletiva de imprensa para discutir o cenário político e apresentar ações e estratégias da sigla em Mato Grosso. O encontro está marcado para as 8h15, no Hotel Fazenda Mato Grosso, e reunirá dirigentes e parlamentares do partido. Entre os participantes confirmados estão o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Max Russi, o deputado estadual Beto Dois a Um, o deputado estadual Fabinho Tardin e a deputada federal Renata Abreu, que também preside nacionalmente o partido. Durante a coletiva, os parlamentares devem abordar o atual momento político do estado, além de tratar da organização e do fortalecimento do Podemos em Mato Grosso. A expectativa é que também sejam apresentadas diretrizes e iniciativas voltadas à ampliação da atuação partidária e à articulação com lideranças regionais. O encontro ocorre em Cuiabá e deve reunir profissionais da imprensa para acompanhar os posicionamentos das lideranças e eventuais anúncios relacionados à agenda política da sigla no estado.
Prefeito Abilio Brunini diz que desconhecia denúncia de assédio e critica proposta de CPI na Câmara de Cuiabá
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que não tinha conhecimento da denúncia de assédio sexual envolvendo o ex-secretário municipal de Trabalho, William Leite. A declaração foi dada um dia após a ex-servidora da prefeitura tornar público o caso. Segundo relato da denunciante, a situação teria sido comunicada anteriormente ao secretário de Governo, Ananias Filho. No entanto, de acordo com a jovem, nenhuma providência teria sido tomada na ocasião. Durante entrevista, o prefeito afirmou que soube da denúncia apenas após o caso ganhar repercussão pública, destacando que a servidora nunca teria levado o assunto diretamente ao seu conhecimento. “Nunca tive ciência desse caso. Trabalhamos próximos e ela nunca comentou comigo sobre isso”, declarou o gestor. Prefeito demonstra preocupação com possível uso político Ao comentar a repercussão do episódio, Abilio Brunini também afirmou estar preocupado com o que classificou como possível uso político da denúncia, alegando que pessoas ligadas à antiga gestão poderiam estar estimulando a exposição pública do caso. Segundo o prefeito, existe a percepção de que setores políticos estariam incentivando a vítima a tornar o episódio público em um momento de fragilidade. “Uma das coisas que me preocupam é o uso político disso. Não é a primeira vez que vemos tentativa de transformar uma situação envolvendo vítima em fato midiático. A sensação que temos é de que pode haver um estímulo político para que isso ocorra”, afirmou. Apesar da avaliação, Brunini destacou que respeita a decisão da vítima de tornar o caso público e afirmou que cabe a ela decidir como conduzir a situação. Crítica à proposta de CPI na Câmara Outro ponto abordado pelo prefeito foi a movimentação política na Câmara Municipal de Cuiabá para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar o caso. Para Brunini, a iniciativa pode criar falsas expectativas de solução, uma vez que a investigação já estaria sendo conduzida pelas autoridades policiais. “Entendo que dão falsas esperanças para ela de que uma CPI dará a sensação de justiça que ela espera. No final, a CPI ouviria testemunhas e o suposto agressor e encaminharia um relatório para a polícia. A polícia já está fazendo isso”, afirmou. Defesa das vereadoras da Câmara Durante a entrevista, o prefeito também saiu em defesa das vereadoras da Câmara de Cuiabá, que vêm sendo alvo de críticas por parte de parlamentares e ativistas pela forma como o caso teria sido conduzido no Legislativo. Segundo ele, as parlamentares teriam buscado orientação profissional para evitar a exposição pública da denunciante. “Tentar usar isso para acusar vereadoras só apequena a causa. Pelo que soube, elas buscaram orientação com uma delegada que atua nesse tipo de caso, que recomendou não expor a vítima”, explicou. Comissão especial acompanha o caso Brunini afirmou ainda que foi criada no Legislativo municipal uma Comissão Especial de acompanhamento, considerada por ele um mecanismo mais adequado juridicamente para tratar da situação sem ampliar a exposição da vítima. Apesar da repercussão do caso, o prefeito afirmou que não entrou em contato com a denunciante, reiterando que respeita a decisão dela de tornar a denúncia pública. “Recomendo que ela faça o que for melhor para ela. Se entende que a exposição é o caminho, torço para que consiga resolver e que a Justiça dê a resposta que ela espera”, concluiu. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News