Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
A passagem do presidente nacional do Partido Novo, Eduardo Ribeiro, por Cuiabá, na noite desta segunda-feira (23), não foi apenas protocolar.
O dirigente esteve na capital mato-grossense cumprindo agendas estratégicas de fortalecimento da sigla, alinhamento com lideranças locais e construção do cenário político visando as eleições de 2026.
E deixou um recado claro: o Novo já tem um nome definido para a disputa presidencial.
ZEMA NA PRESIDÊNCIA: DECISÃO CONSOLIDADA
Durante sua agenda, Eduardo Ribeiro afirmou que a pré-candidatura do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, à Presidência da República é definitiva.
“A candidatura do Zema é um caminho sem volta”, declarou.
A fala ganha peso em um momento de reorganização do campo da direita, especialmente após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Junior, de disputar o Palácio do Planalto.
Segundo Ribeiro, o cenário passa a se tornar ainda mais favorável para Zema, consolidando seu nome como uma das principais apostas nacionais.
SEM CHAPA COM BOLSONARO
O presidente do Novo também tratou de encerrar especulações sobre uma possível composição com o senador Flávio Bolsonaro.
De acordo com ele, nunca houve convite formal para que Zema ocupasse posição de vice em uma eventual chapa.
“Ele se sente lisonjeado por ser lembrado, mas nunca houve convite oficial. Nosso caminho é a candidatura própria”, afirmou.
O “OUTSIDER” QUE VIROU PROJETO NACIONAL
Ribeiro destacou o histórico político de Zema como um diferencial estratégico.
Ele relembrou que o governador foi eleito em 2018 “contra tudo e contra todos” e reeleito em 2022, consolidando-se como uma liderança fora do eixo tradicional da política.
“É o outsider que deu certo. Agora queremos levar esse modelo de gestão para o Brasil”, pontuou.
A estratégia do Novo é clara: transformar a gestão de Minas Gerais em vitrine nacional.
ESTRATÉGIA DO NOVO PARA 2026
Durante a passagem por Cuiabá, Eduardo Ribeiro também reforçou a importância de o partido manter candidatura própria.
Segundo ele, a multiplicidade de candidaturas no primeiro turno fortalece o campo ideológico e amplia o alcance das propostas.
“Partido tem que ter candidato. É assim que mostramos nossas ideias. No segundo turno, todos se unem”, afirmou.
O dirigente ainda sinalizou que não vê adversários dentro do mesmo campo político, mas sim aliados em uma disputa maior.
A presença do presidente nacional do Novo em Cuiabá mostra que Mato Grosso entra no radar estratégico da legenda para 2026.
Mais do que uma visita, o movimento indica articulação, construção de base e posicionamento antecipado no cenário eleitoral.
Ao cravar Zema como candidato irreversível, o partido tenta ocupar espaço e consolidar protagonismo em um campo político ainda em formação.


