Foi aprovado nesta quarta-feira (25), em segunda votação, o Projeto de Lei nº 699/2023 de autoria do deputado Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A proposta regulamenta o funcionamento das casas de apoio destinadas a pacientes e acompanhantes que realizam tratamento de saúde fora de seu domicílio (TFD), estabelecendo padrões de qualidade, segurança e direitos para os usuários. O projeto abrange unidades urbanas, rurais, públicas, privadas, comunitárias ou filantrópicas que acolhem temporariamente pessoas de outras cidades para cuidados médicos. Segundo o deputado Max Russi, o objetivo é humanizar o atendimento em um momento de vulnerabilidade. “Nosso objetivo é fortalecer os direitos do cidadão mato-grossense. Sabemos que não é fácil enfrentar uma doença e ainda precisar se deslocar para outra cidade, longe do convívio familiar, muitas vezes sem condições de arcar com transporte, alimentação e estadia”, explicou o parlamentar. O texto deixa claro que as casas de apoio possuem caráter estritamente de acolhimento. Fica proibida a execução de procedimentos de natureza clínica ou hospitalar nessas unidades, que devem se dedicar exclusivamente à hospedagem e suporte. A lei também cria a figura do Veículo de Transporte de Usuários (VTU): automóveis terrestres com no mínimo cinco lugares, devidamente identificados para o transporte exclusivo dos pacientes das casas, que passarão a gozar dos mesmos direitos e benefícios de uma ambulância em termos de trânsito e prioridade. Para garantir a segurança, as casas deverão contar com infraestrutura mínima, incluindo depósitos de materiais de limpeza (DML), ambientes especializados e banheiros adequados. Além disso, a regularização exige licença sanitária atualizada e visível ao público; Certificado de Vistoria do Corpo de Bombeiros; Alvará de Localização e Funcionamento; Certificado de enquadramento na nova Lei estadual. O texto segue agora para sanção do governador Mauro Mendes (UB).
Wellington lidera com folga, Jayme ganha peso estratégico e cenário já indica favorito ao governo de MT
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News A mais recente pesquisa do instituto Real Time Big Data começa a desenhar, com mais clareza, o cenário da disputa pelo Governo de Mato Grosso em 2026. O levantamento, realizado entre os dias 21 e 23 de março, com 1.600 entrevistas por telefone e margem de erro de 2 pontos percentuais, aponta uma liderança consolidada, uma disputa aberta pela segunda vaga e um fator político que pode ser decisivo no segundo turno. Liderança consolidada no primeiro turno No principal cenário estimulado, o senador Wellington Fagundes (PL) aparece na frente com 37% das intenções de voto, seguido por Otaviano Pivetta (22%) e Jayme Campos (20%), que estão tecnicamente empatados na disputa pela segunda colocação. Em um segundo cenário, sem a presença de Jayme, Wellington amplia ainda mais sua vantagem e chega a 43%, enquanto Pivetta registra 25% e Natasha Shlessarenko aparece com 12%. Os números mostram que, neste momento, Wellington não apenas lidera — ele se distancia. Força no segundo turno confirma favoritismo A pesquisa reforça o cenário de vantagem do senador também nas simulações de segundo turno: Wellington Fagundes 47% x 29% Otaviano Pivetta Wellington Fagundes 50% x 26% Jayme Campos Wellington Fagundes 55% x 20% Natasha Shlessarenko Em todos os cenários, Wellington aparece como vencedor, com margem confortável. Disputa real está na segunda vaga Se a liderança parece definida, a briga pelo segundo turno segue completamente aberta. Em um eventual confronto sem Wellington, Pivetta marca 33% contra 31% de Jayme, dentro da margem de erro. O dado evidencia que a segunda vaga ainda não tem dono. Baixa definição do eleitor ainda mantém jogo aberto Outro dado relevante está na pesquisa espontânea: 70% dos eleitores não souberam ou não responderam em quem votariam. Isso indica que, apesar da liderança, ainda há um grande espaço para crescimento e mudança de cenário, principalmente para candidatos que conseguirem aumentar visibilidade e conexão com o eleitor. Análise: cenário atual aponta Wellington como favorito A leitura política, neste momento, é objetiva: Se a eleição fosse hoje e o cenário se mantivesse sem grandes alterações, Wellington Fagundes desponta como o principal favorito ao Governo de Mato Grosso. Ele reúne três fatores decisivos: ✔ Liderança no primeiro turno✔ Vitória em todos os cenários de segundo turno✔ Baixa rejeição comparativa no cenário atual Jayme Campos pode ser o fator decisivo Mais do que um concorrente direto, o senador Jayme Campos surge como peça-chave na definição da eleição. Caso não avance ao segundo turno, a tendência natural do seu eleitorado — e do seu grupo político — é caminhar para Wellington Fagundes, o que pode ser determinante na consolidação da vitória. Na prática, Jayme pode não apenas disputar — mas influenciar diretamente o resultado final. Pivetta enfrenta o desafio da popularidade Mesmo com o apoio da estrutura do governo estadual e de uma gestão bem avaliada, Otaviano Pivetta ainda enfrenta um obstáculo importante: baixo nível de conhecimento junto à população. A atuação discreta ao longo dos últimos anos, focada nos bastidores, agora se transforma em desafio eleitoral. E o tempo para reverter esse cenário passa a ser um fator decisivo. Tendência de consolidação, mas cenário ainda em construção O cenário atual aponta três movimentos claros: • Wellington lidera e se consolida como favorito• A segunda vaga segue indefinida• Jayme pode ser o fiel da balança Apesar disso, o alto número de indecisos ainda mantém a eleição em aberto. Mas, se não houver mudanças relevantes no cenário político, crescimento expressivo de outros nomes ou reconfiguração de alianças, a tendência é de consolidação de Wellington Fagundes como principal nome para assumir o governo de Mato Grosso em 2026. 💬 E você, acredita que esse cenário muda ou já está definido?
Várzea Grande garante R$ 266 milhões em investimentos para educação, moradia e infraestrutura
Várzea Grande será contemplada com um amplo pacote de investimentos públicos que somam R$ 266 milhões, anunciado nesta quarta-feira (25) pelo Governo de Mato Grosso. As ações abrangem áreas estratégicas como educação, habitação, infraestrutura urbana e agricultura familiar, com foco na melhoria da qualidade de vida da população e no desenvolvimento do município. Na educação, um dos principais eixos do investimento, estão previstas a construção de seis novas unidades no modelo Colégio Estadual Integrado, distribuídas em diferentes bairros da cidade. Além disso, três escolas já existentes receberão quadras poliesportivas, ampliando a estrutura para atividades físicas e recreativas. A escola Dunga Rodrigues, entregue durante a agenda oficial, contará ainda com uma piscina, reforçando a proposta de espaços mais completos para os estudantes. Na área de infraestrutura, o Estado autorizou a recuperação asfáltica de ruas e avenidas, além de novos projetos de mobilidade urbana. Entre eles, a construção da Alameda Júlio Müller, que terá quatro faixas de circulação, iluminação pública e ciclovia, ligando importantes pontos da cidade. Também está prevista a construção de uma nova ponte sobre o Rio Cuiabá, com acessos que devem melhorar a ligação entre regiões estratégicas de Várzea Grande e Cuiabá. O setor habitacional também será fortalecido com a inclusão de 2.435 unidades do Residencial Madri no programa SER Família Habitação – Entrada Facilitada. A iniciativa permite que famílias tenham apoio financeiro do Estado para custear a entrada do imóvel, facilitando o acesso à casa própria. Já para a agricultura familiar, o pacote prevê a entrega de equipamentos como tratores, resfriadores de leite, distribuidores de calcário e enxadas rotativas, contribuindo para o aumento da produtividade e fortalecimento do setor rural no município. Durante o evento, autoridades destacaram a importância da parceria entre Estado e município para a viabilização das ações. A prefeita Flávia Moretti ressaltou o impacto direto dos investimentos, especialmente na educação, enquanto o governador Mauro Mendes enfatizou o planejamento e a execução de políticas públicas como pilares para o avanço do Estado. A iniciativa também inclui a entrega de dois novos ônibus escolares, ampliando o transporte de alunos da rede pública. Segundo o Governo, o conjunto de obras e convênios reforça uma estratégia de expansão de serviços e infraestrutura, com reflexos diretos no cotidiano da população de Várzea Grande.
Pivetta admite baixa popularidade e expõe desafio de sucessão de Mauro, mesmo com força da máquina estadual
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), reconheceu publicamente um dos principais entraves para sua pré-candidatura ao Governo do Estado: a baixa popularidade junto à população. Apesar de estar há sete anos ao lado do governador Mauro Mendes (União), cuja gestão mantém bons índices de aprovação, Pivetta ainda enfrenta dificuldades para se tornar um nome conhecido e competitivo no cenário eleitoral. A declaração escancara um ponto sensível da sucessão estadual: mesmo com um governo bem avaliado e com toda a força da máquina pública, o grupo político ainda não conseguiu transferir capital político suficiente para consolidar Pivetta como sucessor natural. 🗣️ “Sou pouco conhecido ainda. Trabalhei muito, apareci pouco”, admitiu o vice-governador. A estratégia adotada ao longo dos anos — de atuação discreta, focada nos bastidores da gestão — agora cobra seu preço em visibilidade e conexão com o eleitor. Máquina forte, mas nome ainda fraco Nos bastidores políticos, a leitura é clara: o peso da máquina estadual é, sim, um dos maiores ativos do grupo governista. No entanto, apenas estrutura administrativa e apoio institucional não têm sido suficientes, até o momento, para impulsionar Pivetta como favorito na disputa. O próprio vice-governador aposta que esse cenário pode mudar caso assuma o comando do Estado, com a possível saída de Mauro Mendes para disputar o Senado. A expectativa é que, à frente do governo, Pivetta ganhe visibilidade, protagonismo e, consequentemente, mais aceitação popular. 🗣️ “A gente cresce na medida que é conhecido”, afirmou. Aposta no tempo e na vitrine do governo Pivetta também destacou sua trajetória como fator de preparo para o cargo, citando experiências como prefeito por três mandatos, deputado estadual e empresário. 🗣️ “Se vier para mim, eu vou dar conta. Me preparei para isso a vida toda.” Ainda assim, o cenário atual indica um desafio claro: transformar experiência administrativa em reconhecimento popular — algo essencial em uma eleição majoritária. Cenário em construção Com a proximidade do calendário eleitoral, mudanças no primeiro escalão do governo já começam a ocorrer, movimento considerado natural pelo vice-governador. Porém, mais do que ajustes administrativos, o grupo governista terá como missão principal nos próximos meses construir imagem, presença e conexão popular para um nome que, até aqui, ainda não conseguiu ocupar esse espaço de forma consolidada. A sucessão em Mato Grosso segue aberta — e o tempo, neste momento, passa a ser um dos principais aliados (ou adversários) de Otaviano Pivetta.
Feira internacional em Cuiabá conecta estudantes a universidades do exterior
Estudantes, universitários e profissionais interessados em estudar fora do Brasil terão uma oportunidade direta de acesso a instituições estrangeiras nesta quinta-feira (26), em Cuiabá. A capital mato-grossense recebe, a partir das 18h, no Centro de Eventos da CDL, uma feira internacional que reunirá representantes de universidades de diversos países. Organizado pela Gold Tassel, o evento contará com a presença de 20 representantes internacionais, que juntos representam cerca de 100 instituições de ensino superior de oito países. A proposta é aproximar o público das universidades, oferecendo informações detalhadas sobre cursos, critérios de admissão, valores, prazos de inscrição e possibilidades de bolsas de estudo. De acordo com o especialista em educação internacional e proprietário da empresa, Gavur Kirst, a iniciativa busca facilitar o acesso a orientações qualificadas, especialmente para quem deseja planejar uma formação acadêmica fora do país, mas ainda tem dúvidas sobre o processo. Durante a feira, os participantes poderão conversar diretamente com representantes oficiais das universidades, o que permite esclarecer questões específicas e compreender melhor as etapas necessárias para ingressar em cursos no exterior. A expectativa é que o contato direto torne o processo mais acessível e transparente. Além do evento aberto ao público, a programação inclui visitas dos representantes internacionais a escolas de Cuiabá ao longo da semana. A ação tem como objetivo levar informações aos alunos ainda em sala de aula e estimular o envolvimento das famílias no planejamento acadêmico internacional. Com mais de 15 anos de atuação na área, a Gold Tassel mantém parcerias com instituições no Brasil e no exterior. Segundo a organização, trazer a feira para Cuiabá é uma forma de descentralizar o acesso a esse tipo de oportunidade, geralmente concentrado em grandes capitais. A participação é gratuita e aberta ao público. A expectativa é reunir centenas de interessados em dar os primeiros passos rumo a uma formação internacional. Durante o evento, também serão oferecidas condições especiais para quem optar por iniciar o processo de candidatura com apoio de assessoria educacional.
Wellington defende quebra de sigilo e cobrança de provas durante avanço da CPI sobre denúncias em Mato Grosso
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado Federal avançou, nesta quarta-feira (25), nas investigações sobre possíveis irregularidades envolvendo o sistema de crédito consignado em Mato Grosso, além de operações relacionadas ao Banco Master e a um acordo de aproximadamente R$ 308 milhões firmado entre o Governo do Estado e a empresa Oi. Durante a oitiva, o ex-governador Pedro Taques foi ouvido como testemunha e apresentou denúncias baseadas, segundo ele, em dados públicos e movimentações financeiras. Entre os pontos levantados, Taques apontou a possível circulação de recursos por meio de fundos de investimento ligados ao Banco Master, com destino a empresas associadas a pessoas do entorno político estadual. O ex-governador também citou suspeitas envolvendo o funcionamento de operações de crédito consignado, afirmando que milhares de servidores públicos podem ter contratos vinculados a empresas ligadas ao grupo investigado, com possíveis irregularidades no acesso às informações e na formalização dos contratos. Outro ponto abordado foi o acordo firmado com a empresa Oi, que, de acordo com Taques, pode ter envolvido repasses financeiros por meio de fundos administrados por instituições como Banco Master, Royal Capital e Lotte Word, levantando questionamentos sobre a destinação final dos recursos. Diante da gravidade das declarações, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) destacou a necessidade de cautela e responsabilidade na condução das investigações, principalmente em um contexto pré-eleitoral. Segundo ele, é fundamental que todas as denúncias sejam acompanhadas de provas concretas. “Isso não pode ficar apenas na fala. É preciso apresentar documentos e esclarecer os fatos”, afirmou o senador. Wellington também defendeu a quebra de sigilo dos envolvidos como medida essencial para o avanço das investigações e para garantir transparência à sociedade. Para o parlamentar, somente com acesso a dados e documentos será possível confirmar ou descartar as suspeitas levantadas. “Não há outro caminho que não seja a quebra de sigilo, para que possamos mostrar a verdade, doa a quem doer”, reforçou. A CPI segue com os trabalhos e deve analisar novos requerimentos nos próximos dias, com o objetivo de aprofundar as apurações e apresentar respostas à população. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Casal é condenado por morte brutal de bebê em Barra do Bugres; penas somam 23 anos
Um casal investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso foi condenado nesta terça-feira (24) pelo homicídio de um bebê de apenas um mês e nove dias, em julgamento realizado pelo Tribunal do Júri de Barra do Bugres. Somadas, as penas ultrapassam 23 anos de prisão. De acordo com a decisão do Conselho de Sentença, ambos foram considerados culpados por homicídio qualificado e fraude processual. Os jurados reconheceram a materialidade do crime, a autoria e a circunstância que dificultou qualquer possibilidade de defesa da vítima. A mulher, de 27 anos, recebeu a pena mais severa: 14 anos de reclusão pelo homicídio qualificado, além de seis meses de detenção e pagamento de multa pela fraude processual, devendo iniciar o cumprimento da pena em regime fechado. A Justiça também determinou sua prisão preventiva imediata. Já o homem, de 44 anos, foi condenado a oito anos de reclusão pelo homicídio, com redução de um terço da pena devido à participação considerada de menor importância, além de seis meses de detenção e multa pelo mesmo crime acessório. Ele deverá cumprir a pena inicialmente em regime semiaberto e poderá recorrer em liberdade, caso não haja outro impedimento judicial. O crime aconteceu em janeiro de 2021, no bairro Pronav. Inicialmente, o casal relatou que havia ingerido bebida alcoólica, alimentado o bebê e o colocado para dormir, encontrando-o sem vida pouco depois. No entanto, a versão começou a ruir após a perícia identificar manchas de sangue na residência e indícios incompatíveis com uma morte acidental. Durante as investigações, a mulher confessou ter derrubado a criança, alegando que tudo não passou de um acidente. Contudo, laudos técnicos apontaram que os ferimentos eram graves e incompatíveis com uma simples queda, indicando que o bebê foi lançado com violência. A perícia também revelou sinais de agressões anteriores, reforçando a suspeita de maus-tratos recorrentes. Diante das evidências e das contradições nos depoimentos, o delegado responsável pelo caso concluiu pelo indiciamento do casal. O julgamento encerra um processo marcado por forte comoção e destaca a gravidade da violência contra crianças, especialmente em ambiente familiar.
Carreta é flagrada com apenas dois pneus na BR-364 e coloca vidas em risco em MT
Uma carreta foi interceptada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na última terça-feira (24), na BR-364, em Rondonópolis (MT), após ser flagrada circulando em condições consideradas extremamente perigosas. Durante a abordagem, os agentes constataram que o semirreboque operava praticamente sem pneus, comprometendo de forma grave a segurança nas rodovias. De acordo com a PRF, o veículo deveria contar com 16 pneus obrigatórios, mas trafegava com apenas dois — ambos em estado precário — além de não possuir estepe. A situação chamou a atenção dos policiais pelo alto risco de acidentes, já que a ausência dos equipamentos compromete diretamente a estabilidade do conjunto e a capacidade de frenagem. Ainda segundo a corporação, a irregularidade também provoca sobrecarga nos eixos restantes, o que pode gerar danos mecânicos e até falhas estruturais no veículo. Outro problema apontado é o impacto no asfalto, uma vez que o peso fica concentrado em poucos pontos, acelerando o desgaste da rodovia. Diante das infrações, a carreta foi retirada de circulação e encaminhada ao pátio para regularização. O responsável foi autuado por ausência de equipamento obrigatório e outras irregularidades constatadas durante a fiscalização.
STF concede prisão domiciliar a Bolsonaro e decisão repercute no cenário político nacional
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de conceder prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro foi fundamentada em critérios jurídicos que consideram tanto o andamento das investigações quanto as condições de saúde do ex-chefe do Executivo. A medida substitui o regime anterior por uma forma de cumprimento mais branda, sem interromper o curso dos processos em análise na Corte. Nos bastidores, a avaliação entre ministros é de que a decisão atende aos princípios de proporcionalidade e cautela, preservando as apurações em curso ao mesmo tempo em que leva em conta a situação clínica do investigado. O entendimento segue precedentes já adotados pelo STF, como no caso do ex-presidente Fernando Collor, que também obteve benefício semelhante por razões médicas. As investigações envolvendo Bolsonaro permanecem em andamento e abrangem fatos posteriores ao período eleitoral, além de possíveis desdobramentos institucionais. A concessão da prisão domiciliar, portanto, não representa o encerramento das apurações, mas redefine as condições sob as quais o ex-presidente responderá judicialmente. A decisão também provocou reações no meio político. O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, afirmou ter recebido a notícia com alívio, citando o estado de saúde de Bolsonaro. Segundo ele, a mudança no regime é adequada diante da condição física do ex-presidente. Mendes ainda avaliou que, independentemente do desfecho jurídico, Bolsonaro segue como uma das principais lideranças do campo conservador no país. Para o governador, o ex-presidente mantém forte influência sobre o eleitorado e continua sendo peça relevante nas articulações políticas e eleitorais. Nesse contexto, a decisão do STF, embora de natureza jurídica, deve produzir efeitos diretos no ambiente político nacional, especialmente na reorganização de alianças e estratégias dentro da direita brasileira.
Câmara aprova criação do Dia Nacional da Mulher Rural; projeto segue para o Senado
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (24), o projeto de lei que institui o Dia Nacional da Mulher Rural, a ser celebrado anualmente em 15 de outubro. A proposta agora segue para análise do Senado Federal. De autoria da deputada Coronel Fernanda (PL-MT), o texto tem como objetivo reconhecer oficialmente a importância das mulheres que atuam no campo, responsáveis por parcela significativa da produção de alimentos no Brasil e no mundo. Pelo projeto, a data passa a integrar o calendário nacional, alinhada ao Dia Internacional da Mulher Rural, celebrado na mesma data por iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) . “É o reconhecimento das mulheres que trabalham no campo, que enfrentam dificuldades, e contribuem para o crescimento do nosso país”, comemorou a Coronel Fernanda. A parlamentar destaca que o papel feminino no agro deixou de ser secundário e passou a ocupar posição estratégica, com atuação que vai desde a gestão de propriedades até atividades de pesquisa, tecnologia e crédito rural . O texto também reúne dados que evidenciam a relevância econômica e social dessas trabalhadoras. Segundo a proposta, mulheres rurais respondem por cerca de 45% da produção de alimentos e, em muitos casos, ainda acumulam jornadas maiores que as dos homens, além de enfrentarem dificuldades no acesso à terra, financiamento e reconhecimento profissional. Apesar dos avanços, a desigualdade ainda é um desafio. Dados citados no projeto indicam que apenas cerca de 20% das mulheres são proprietárias das terras onde atuam, embora já liderem quase 1 milhão de estabelecimentos rurais no país. “A problemática inicia-se nas relações de gênero e perpassa o cerne do processo produtivo. A única estatística em que as mulheres lideram é a referente ao trabalho não remunerado: 30,7% de mulheres labutam sem expectativa de ganho monetário, contra 11,1% de homens na mesma situação”, acrescentou a deputada. A proposta também reforça que o fortalecimento da participação feminina no campo pode gerar impactos diretos na produtividade e na segurança alimentar, além de contribuir para a redução da pobreza, caso haja igualdade de acesso a recursos e oportunidades . Com a aprovação na Câmara, o projeto avança para o Senado, onde será analisado antes de seguir para sanção presidencial.