O vice-governador Otaviano Pivetta assume, nesta terça-feira (31), o comando do Governo de Mato Grosso em uma série de cerimônias oficiais que marcam a transmissão do cargo pelo governador Mauro Mendes. A programação tem início às 14h30, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, onde ocorre o ato formal de posse de Pivetta como governador. Em seguida, às 16h, será realizada a transmissão da faixa governamental, em evento no Allure Hall, espaço onde também ocorrerá a posse dos novos secretários de Estado. As solenidades serão transmitidas ao vivo pelo canal oficial do Governo de Mato Grosso no YouTube. Natural de Caiçara (RS), Pivetta construiu sua trajetória no estado a partir da década de 1980, com atuação nos setores agrícola e industrial. Na vida pública, ganhou destaque ao ser eleito prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos, período em que alcançou altos índices de aprovação. Também exerceu mandato como deputado estadual e, desde 2019, ocupa o cargo de vice-governador. Ao lado de Mauro Mendes, participou diretamente de ações voltadas ao equilíbrio fiscal e à ampliação de investimentos em áreas estratégicas, como educação, infraestrutura e apoio ao setor produtivo. A gestão conjunta garantiu a reeleição da chapa em 2022, com ampla vantagem nas urnas. Agora, à frente do Executivo estadual, Pivetta assume a missão de dar continuidade às políticas em andamento e conduzir a administração pública em um novo ciclo de governo.
PIX E GOLPES DIGITAIS: POR QUE O PREJUÍZO QUASE SEMPRE CAI NO COLO DO CIDADÃO?
O PIX revolucionou a forma como o brasileiro lida com dinheiro. Rápido, gratuito e disponível 24 horas por dia, tornou-se indispensável. Mas, junto com a praticidade, cresceu um problema que ainda é tratado com naturalidade excessiva: a explosão dos golpes digitais. Hoje, não se trata mais de episódios isolados. Golpes via PIX se tornaram comuns, repetitivos e previsíveis. O que muda é apenas a vítima. O roteiro, quase sempre, é o mesmo: uma transferência fora do padrão do cliente, realizada em poucos minutos, muitas vezes durante a madrugada, seguida de uma resposta automática do banco negando qualquer responsabilidade. E é justamente aí que mora o problema. Quando o sistema falha, o cidadão paga As instituições financeiras conhecem profundamente o comportamento de seus clientes. Sabem quanto movimentam, para quem transferem, em quais horários e com qual frequência. Quando ocorre uma sequência de operações totalmente atípicas, ignorar esse sinal não é normal, é falha. Mesmo assim, a justificativa costuma ser simples e padronizada: “a operação foi realizada com uso de senha”. Como se isso, por si só, fosse suficiente para afastar qualquer dever de cuidado. O próprio Banco Central do Brasil, ao estruturar o sistema PIX, estabeleceu diretrizes claras de segurança, rastreabilidade e prevenção a fraudes. Isso demonstra que a proteção do usuário não é opcional, nem um favor institucional. É parte do risco da atividade bancária. A inversão perigosa da responsabilidade Não é razoável exigir vigilância absoluta do cidadão comum enquanto sistemas altamente sofisticados operam sem barreiras eficazes contra fraudes evidentes. A lógica atual é desequilibrada: a tecnologia é instantânea para transferir o dinheiro, mas lenta ou inexistente para impedir o golpe. Quando o banco falha em detectar ou bloquear uma movimentação claramente fora do perfil do cliente, empurrar automaticamente o prejuízo para a vítima é inverter a lógica da responsabilidade. Golpe não pode ser tratado como sinônimo de culpa. O que o consumidor raramente é informado Poucos sabem, mas: Bancos têm dever legal de segurança; nem toda fraude decorre de descuido do cliente; operações atípicas deveriam gerar alertas ou bloqueios preventivos; a negativa inicial da instituição não encerra o direito do consumidor; cada caso precisa ser analisado de forma concreta, e não automática. Aceitar o prejuízo como algo inevitável é normalizar falhas sistêmicas. Tecnologia exige responsabilidade Inovação não pode ser defendida apenas quando aumenta a eficiência e o lucro. Se o sistema é moderno para movimentar valores em segundos, também precisa ser moderno para proteger em segundos. Caso contrário, o chamado avanço tecnológico se transforma apenas em transferência de risco. O crescimento dos golpes digitais via PIX não é apenas um problema criminal. É um problema jurídico e social. O cidadão não pode continuar arcando sozinho com prejuízos causados por sistemas que não controla. Quando há desequilíbrio entre poder econômico e vulnerabilidade do consumidor, cabe ao Direito reequilibrar a relação. Tecnologia sem responsabilidade não é inovação. É empurrar o prejuízo para quem menos pode suportá-lo. Diogo Fernandes Advogado – Proprietário do escritório Diogo Fernandes Advocacia Colunista em Justiça & Sociedade – MT Urgente
Espetáculo “Auto da Paixão de Cristo” leva fé, cultura e serviços gratuitos à Arena Pantanal
O Governo de Mato Grosso promove, entre os dias 30 de março e 4 de abril, o espetáculo “Auto da Paixão de Cristo”, na Arena Pantanal, em Cuiabá. Com entrada gratuita, a iniciativa une manifestações culturais, religiosidade e acesso a serviços públicos em um único espaço aberto à população. A programação tem início neste domingo (30), às 18h. Nos demais dias, as apresentações começam a partir das 19h. A expectativa é de grande público ao longo da semana, reunindo famílias e visitantes em um ambiente de reflexão e emoção. Além da encenação, o evento contará com uma estrutura preparada para receber os participantes, incluindo praça de alimentação e feira de artesanato. A proposta também incentiva a economia local, ao gerar oportunidades de renda para pequenos empreendedores. A ação reforça a estratégia do Governo do Estado de aproximar os serviços públicos da população, utilizando a cultura como ferramenta de inclusão social, fortalecimento comunitário e promoção da cidadania.
Moraes mantém restrições e nega acesso irrestrito de filhos a Bolsonaro em prisão domiciliar
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu negar o pedido de “livre acesso” dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro à residência onde ele cumpre prisão domiciliar temporária, em Brasília. Bolsonaro retornou para casa na última sexta-feira (27), após receber alta hospitalar. Ele estava internado havia cerca de duas semanas para tratar um quadro de broncopneumonia bacteriana. A autorização para cumprir a pena em casa foi concedida por um período de 90 dias, com base em razões médicas. Na decisão assinada no sábado (28), Moraes destacou que a medida tem caráter “excepcionalíssimo” e não representa qualquer flexibilização do regime de cumprimento da pena. Segundo o ministro, a transferência para a residência ocorreu exclusivamente por questões de saúde, mantendo-se inalterado o regime fechado. O magistrado também reforçou que a mudança de local não deve ser interpretada como progressão de regime ou concessão de benefícios adicionais. Com isso, permanecem válidas as restrições impostas anteriormente, incluindo o controle de visitas. A decisão reafirma o entendimento do STF de que situações excepcionais, como problemas de saúde, podem justificar adaptações temporárias no cumprimento da pena, sem alterar sua natureza jurídica.
Conta de luz segue sem taxa extra em abril e alivia bolso dos brasileiros
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a manutenção da bandeira tarifária verde para todo o mês de abril, garantindo aos consumidores brasileiros a continuidade da conta de luz sem cobrança adicional. A medida reforça um cenário positivo que vem sendo observado desde o início do ano, com condições favoráveis para a geração de energia no país. O principal fator para a decisão foi o bom volume de chuvas registrado em março, que contribuiu diretamente para a recuperação dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas. Com maior disponibilidade de água, a geração de energia se torna mais eficiente e econômica, reduzindo a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado. Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias funciona como um indicativo dos custos reais de produção de energia elétrica. As cores — verde, amarela e vermelha — refletem as condições de geração, considerando fatores como a disponibilidade hídrica, o uso de fontes renováveis e a necessidade de recorrer a alternativas mais caras. Apesar do cenário favorável, a Aneel reforça a importância do consumo consciente. A orientação é evitar desperdícios e adotar práticas de economia no dia a dia, contribuindo não apenas para a redução de gastos individuais, mas também para a sustentabilidade do sistema elétrico nacional.