O vice-governador Otaviano Pivetta assume oficialmente o comando do Governo de Mato Grosso nesta terça-feira (31), em uma cerimônia realizada no Salão Negro da Assembleia Legislativa, em Cuiabá. A posse está prevista para as 14h30, seguida de coletiva de imprensa com transmissão ao vivo pelas redes sociais. Após o ato oficial, Pivetta e o agora ex-governador Mauro Mendes participam de um segundo momento simbólico, no espaço de eventos Allure Hall, onde ocorre a transmissão da faixa governamental, às 16h. Na sequência, o novo chefe do Executivo estadual dará posse aos secretários que irão compor sua equipe de governo. Pivetta esteve à frente da vice-governadoria desde 2019 e passa a ocupar o cargo máximo do Executivo com a saída de Mauro Mendes. A mudança representa uma transição dentro do mesmo grupo político, com expectativa de manutenção de diretrizes administrativas, aliada a possíveis ajustes na condução das políticas públicas. Durante a coletiva, a previsão é de que o novo governador detalhe prioridades da gestão, além de apresentar os nomes que irão assumir as principais pastas do Estado. A cerimônia também deve reunir autoridades políticas, representantes de instituições e convidados.
Operação Ruptura CPX mira facção criminosa e expõe estrutura de poder paralelo na Grande Cuiabá
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (31), a Operação Ruptura CPX com o objetivo de desarticular uma facção criminosa com atuação estruturada na região metropolitana de Cuiabá. Ao todo, são cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e também em São Paulo. As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), apontam que o grupo atuava de forma organizada em diversos crimes, incluindo furtos de defensivos agrícolas, roubos de veículos, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e até furto de armas. Segundo a apuração, a facção possuía uma estrutura hierarquizada, com divisão clara de funções entre seus integrantes, além de um sistema de controle territorial em bairros da Grande Cuiabá. O grupo também utilizava contas bancárias de terceiros para ocultar a origem ilícita dos recursos obtidos com as atividades criminosas. As investigações começaram a partir de um flagrante envolvendo furto e receptação de defensivos agrícolas. A análise do material apreendido revelou um esquema mais amplo, com ramificações em diferentes regiões e forte atuação dentro de comunidades. Entre os alvos da operação está um MC conhecido na região, identificado como O.G.N.C., apontado como responsável por difundir conteúdos que exaltavam a facção criminosa e suas lideranças. Além da atuação artística, ele também é investigado por supostamente prestar apoio logístico ao grupo, incluindo a ocultação de veículos de origem ilícita. Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a tentativa da facção de consolidar domínio territorial no Complexo Residencial Isabel Campos (CPX) e áreas próximas. No local, o grupo teria imposto regras próprias, monitorado a circulação de pessoas e organizado a atuação criminosa por setores, com responsáveis designados para cada área. De acordo com a Polícia Civil, criminosos que atuavam na região precisavam comunicar previamente suas ações aos líderes locais da facção, sob risco de punições internas. A estratégia visava manter o controle absoluto das atividades ilícitas e reforçar a autoridade do grupo. As investigações também identificaram o uso de moradores como informantes, obrigados a repassar informações sobre a presença policial, o que dificultava a atuação das forças de segurança e facilitava a fuga de suspeitos. O nome da operação faz referência justamente à tentativa da facção de estabelecer um poder paralelo na região conhecida como CPX. Com a ação, a Polícia Civil busca romper essa estrutura e restabelecer a autoridade do Estado nas áreas afetadas. A Operação Ruptura CPX integra o planejamento estratégico da instituição para 2026, dentro da Operação Pharus, vinculada ao Programa Tolerância Zero contra facções criminosas. A ação também faz parte da Rede Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas (Renorcrim), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com foco em ações integradas e permanentes de combate ao crime organizado em todo o país.