Em pouco mais de sete anos, Mato Grosso passou por uma transformação estrutural que reposicionou o Estado no cenário nacional. Após enfrentar, em 2019, um quadro de crise fiscal marcado por dívidas bilionárias, salários atrasados e baixa capacidade de investimento, a atual gestão conseguiu reequilibrar as contas públicas e ampliar significativamente os investimentos em áreas estratégicas. O ponto de virada ocorreu com a adoção de medidas fiscais e administrativas que reorganizaram as finanças estaduais. O resultado foi uma evolução consistente na avaliação do Tesouro Nacional: de nota C, considerada de alto risco, para A+ em 2024, classificação máxima que indica solidez fiscal, capacidade de pagamento e credibilidade no mercado. Com as contas em dia, o Estado passou a executar um dos maiores pacotes de investimentos em infraestrutura do país. A malha rodoviária foi ampliada com milhares de quilômetros de asfalto novo, além de recuperação de estradas e substituição de pontes de madeira por estruturas de concreto. A duplicação da BR-163, assumida pelo governo estadual, também se tornou um marco, com impactos diretos na redução de acidentes e no escoamento da produção. Na saúde, obras históricas foram finalmente concluídas, como o Hospital Central, que ficou décadas inacabado. A rede hospitalar foi ampliada, com aumento expressivo no número de leitos clínicos e de UTI, além da construção de novos hospitais regionais. Programas como o Fila Zero ajudaram a reduzir a demanda reprimida por cirurgias. A educação também apresentou avanços relevantes. O Estado subiu posições no ranking nacional do ensino médio, impulsionado por investimentos em infraestrutura escolar, tecnologia e ampliação de unidades. Escolas reformadas, novas construções e a implantação de modelos cívico-militares contribuíram para a melhoria do desempenho educacional. Na área social, programas de transferência de renda e habitação ampliaram o atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade. Iniciativas voltadas às mulheres vítimas de violência e o acesso facilitado à casa própria reforçaram a rede de proteção social e contribuíram para a redução da pobreza. A segurança pública registrou queda significativa nos índices criminais, resultado de investimentos em equipamentos, tecnologia e valorização das forças policiais. Ao mesmo tempo, houve aumento nas apreensões de drogas, indicando maior efetividade no combate ao crime organizado. Cultura e esporte também passaram por descentralização de recursos, permitindo que projetos e atletas de diferentes regiões tivessem acesso a incentivos e oportunidades antes concentradas nos grandes centros. Para os servidores públicos, o cenário também mudou. Com a estabilidade financeira, os salários passaram a ser pagos em dia, e políticas de valorização e modernização do ambiente de trabalho foram implementadas. O conjunto dessas ações consolidou Mato Grosso como um dos estados que mais investem no Brasil, com reflexos diretos na qualidade de vida da população e na capacidade de crescimento sustentável.
Pivetta assume Governo de Mato Grosso e inicia nova fase com posse de secretariado
O vice-governador Otaviano Pivetta assume oficialmente o comando do Governo de Mato Grosso nesta terça-feira (31), em uma cerimônia realizada no Salão Negro da Assembleia Legislativa, em Cuiabá. A posse está prevista para as 14h30, seguida de coletiva de imprensa com transmissão ao vivo pelas redes sociais. Após o ato oficial, Pivetta e o agora ex-governador Mauro Mendes participam de um segundo momento simbólico, no espaço de eventos Allure Hall, onde ocorre a transmissão da faixa governamental, às 16h. Na sequência, o novo chefe do Executivo estadual dará posse aos secretários que irão compor sua equipe de governo. Pivetta esteve à frente da vice-governadoria desde 2019 e passa a ocupar o cargo máximo do Executivo com a saída de Mauro Mendes. A mudança representa uma transição dentro do mesmo grupo político, com expectativa de manutenção de diretrizes administrativas, aliada a possíveis ajustes na condução das políticas públicas. Durante a coletiva, a previsão é de que o novo governador detalhe prioridades da gestão, além de apresentar os nomes que irão assumir as principais pastas do Estado. A cerimônia também deve reunir autoridades políticas, representantes de instituições e convidados.
Operação Ruptura CPX mira facção criminosa e expõe estrutura de poder paralelo na Grande Cuiabá
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (31), a Operação Ruptura CPX com o objetivo de desarticular uma facção criminosa com atuação estruturada na região metropolitana de Cuiabá. Ao todo, são cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e também em São Paulo. As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), apontam que o grupo atuava de forma organizada em diversos crimes, incluindo furtos de defensivos agrícolas, roubos de veículos, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e até furto de armas. Segundo a apuração, a facção possuía uma estrutura hierarquizada, com divisão clara de funções entre seus integrantes, além de um sistema de controle territorial em bairros da Grande Cuiabá. O grupo também utilizava contas bancárias de terceiros para ocultar a origem ilícita dos recursos obtidos com as atividades criminosas. As investigações começaram a partir de um flagrante envolvendo furto e receptação de defensivos agrícolas. A análise do material apreendido revelou um esquema mais amplo, com ramificações em diferentes regiões e forte atuação dentro de comunidades. Entre os alvos da operação está um MC conhecido na região, identificado como O.G.N.C., apontado como responsável por difundir conteúdos que exaltavam a facção criminosa e suas lideranças. Além da atuação artística, ele também é investigado por supostamente prestar apoio logístico ao grupo, incluindo a ocultação de veículos de origem ilícita. Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a tentativa da facção de consolidar domínio territorial no Complexo Residencial Isabel Campos (CPX) e áreas próximas. No local, o grupo teria imposto regras próprias, monitorado a circulação de pessoas e organizado a atuação criminosa por setores, com responsáveis designados para cada área. De acordo com a Polícia Civil, criminosos que atuavam na região precisavam comunicar previamente suas ações aos líderes locais da facção, sob risco de punições internas. A estratégia visava manter o controle absoluto das atividades ilícitas e reforçar a autoridade do grupo. As investigações também identificaram o uso de moradores como informantes, obrigados a repassar informações sobre a presença policial, o que dificultava a atuação das forças de segurança e facilitava a fuga de suspeitos. O nome da operação faz referência justamente à tentativa da facção de estabelecer um poder paralelo na região conhecida como CPX. Com a ação, a Polícia Civil busca romper essa estrutura e restabelecer a autoridade do Estado nas áreas afetadas. A Operação Ruptura CPX integra o planejamento estratégico da instituição para 2026, dentro da Operação Pharus, vinculada ao Programa Tolerância Zero contra facções criminosas. A ação também faz parte da Rede Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas (Renorcrim), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com foco em ações integradas e permanentes de combate ao crime organizado em todo o país.