Uma operação integrada entre forças de segurança e órgãos de controle fiscal foi deflagrada nesta quarta-feira (8) com o objetivo de desarticular um esquema estruturado de sonegação de ICMS no setor pecuário, com atuação nos estados de Mato Grosso e Rondônia. Coordenada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Rondônia, a ação contou com o apoio da Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz) e equipes do interior. Ao todo, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em 14 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, distribuídos em municípios dos dois estados. As investigações apontam que o grupo simulava operações comerciais envolvendo cerca de 30 mil cabeças de gado. O esquema utilizava a emissão de documentos fiscais ideologicamente falsos e o uso de intermediários para ocultar os verdadeiros responsáveis pelas transações. De acordo com os indícios reunidos, propriedades rurais eram usadas para dar aparência de legalidade a negociações que não correspondiam à real circulação dos animais. A movimentação financeira já identificada ultrapassa R$ 44 milhões, com prejuízo tributário estimado em mais de R$ 7 milhões, valores já formalizados por meio de autos de infração e certidões de dívida ativa. As apurações seguem em andamento no âmbito da Secretaria de Estado de Finanças de Rondônia, e indicam que tanto o volume comercializado quanto o montante devido podem ser ainda maiores. A operação também busca aprofundar a identificação dos envolvidos e a real dimensão econômica do esquema. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos documentos, dispositivos eletrônicos e determinados bloqueios de bens, incluindo valores, veículos, imóveis e criptoativos, como forma de garantir a recuperação dos prejuízos aos cofres públicos. Em Mato Grosso, um homem foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Batizada de Operação Ganatum, em referência à ideia de lucro associado à atividade investigada, a ação reuniu ainda o Ministério Público do Estado de Rondônia, a Procuradoria-Geral do Estado e a Polícia Civil de Rondônia. A ofensiva reforça a atuação conjunta dos órgãos no combate à fraude fiscal e na recuperação de ativos públicos, com foco na proteção da ordem tributária e no enfrentamento de práticas ilícitas que impactam diretamente a economia.
ALMT aprova PEC histórica e transforma assistentes penitenciários em policiais penais em Mato Grosso
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou, nesta terça-feira (7), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2023, que promove uma mudança significativa na estrutura do sistema penitenciário estadual ao reconhecer o cargo de assistente penitenciário como policial penal. A votação ocorreu em sessão antecipada devido ao feriado municipal desta quarta-feira (8), que celebra os 307 anos de Cuiabá. De autoria do presidente da Casa, o deputado Max Russi, com coautoria de Elizeu Nascimento, a proposta foi aprovada após mobilização da categoria, que acompanhou a votação diretamente da galeria do plenário. Ao todo, 15 projetos foram apreciados na sessão. A PEC altera a Constituição Estadual para permitir o enquadramento de servidores que atuam como assistentes penitenciários administrativos na carreira de policial penal. A mudança busca valorizar os profissionais e alinhar a legislação estadual às normas federais já vigentes. Segundo Max Russi, a aprovação representa uma conquista histórica para a categoria e um avanço na segurança pública. O parlamentar destacou que a medida corrige uma distorção e garante melhores condições de carreira aos servidores, reconhecendo a importância da função desempenhada dentro do sistema prisional. O presidente do Sindicato dos Policiais Penais de Mato Grosso, Lucivaldo Vieira de Sousa, afirmou que a proposta beneficia diretamente 149 profissionais e contribui para reduzir o déficit de pessoal. Atualmente, o sistema conta com cerca de 2,7 mil servidores. Para ele, a mudança reforça o efetivo e permite que esses trabalhadores passem a atuar de forma mais direta nas atividades operacionais, desde que devidamente capacitados. Já a presidente da Comissão dos Assistentes Penitenciários, Josi Muniz, avaliou que a medida também trará mais organização ao funcionamento das unidades prisionais. Segundo ela, muitos policiais penais já desempenham funções administrativas por falta de efetivo, e a reestruturação permitirá melhor distribuição das atividades. Na justificativa da proposta, os autores ressaltam que a transformação do cargo garante aos servidores os mesmos direitos e benefícios da carreira de policial penal, sem prejuízo de nível, classe ou continuidade funcional. O impacto financeiro, conforme o texto, é considerado baixo. Além da PEC 12/2023, os deputados também aprovaram outros projetos relevantes, entre eles propostas voltadas à identificação de portadores de fibromialgia e à regulamentação da contratação de serviços técnicos em eventos públicos.
Cuiabá 307 anos: da corrida do ouro à força do agro, uma história de resistência e reinvenção
A partir deste 8 de abril, Cuiabá inicia mais um capítulo de sua história ao completar 307 anos. Mais do que uma data comemorativa, o aniversário da capital mato-grossense convida a um olhar sobre sua trajetória marcada por desafios, transformações e, sobretudo, pela capacidade de adaptação ao longo dos séculos. Fundada no início do século XVIII, em meio às expedições bandeirantes que avançavam pelo interior do Brasil em busca de riquezas, Cuiabá nasceu sob o signo do ouro. Em 1719, às margens do rio Coxipó, surgiram os primeiros sinais de ocupação permanente após a descoberta de jazidas na região. Poucos anos depois, em 1722, o episódio envolvendo o sorocabano Miguel Sutil e a descoberta de pepitas no córrego da Prainha ajudaria a consolidar o território como promissor polo minerador. O ouro, naquele período, representava mais que riqueza: era sinônimo de esperança. Famílias inteiras enfrentaram longas jornadas, isolamento geográfico, clima extremo e inúmeras incertezas para construir uma nova vida. Assim, a cidade foi tomando forma de maneira espontânea, com ruas e espaços surgindo a partir da vivência de seus алғашқы habitantes. Com o passar do tempo, no entanto, o ciclo do ouro entrou em declínio. A partir do século XIX, a cidade enfrentou um período de estagnação econômica e desafios sociais, agravados por conflitos políticos, epidemias e reflexos de eventos históricos como a Guerra do Paraguai. Ainda assim, Cuiabá não desapareceu com o fim da mineração. Ao contrário, reinventou sua base econômica. A virada veio com a valorização do território e o desenvolvimento da agropecuária. O cerrado, antes visto como improdutivo, revelou seu potencial nas mãos de quem investiu em tecnologia e conhecimento. Aos poucos, o campo passou a assumir protagonismo, impulsionando o crescimento econômico e reposicionando a cidade no cenário regional. Hoje, Cuiabá carrega uma identidade singular: é uma capital que preserva suas raízes históricas ao mesmo tempo em que avança como polo estratégico do agronegócio e de serviços. Essa dualidade se reflete tanto na paisagem urbana, onde convivem construções históricas e novos empreendimentos, quanto na cultura local, marcada por tradições e inovação. Além de sua importância econômica, a cidade ocupa posição estratégica no Centro-Oeste brasileiro, sendo referência política e administrativa de Mato Grosso. Localizada às margens do rio Cuiabá e próxima ao Pantanal, também se destaca por sua relevância ambiental e geográfica, sendo considerada o centro geodésico da América do Sul. Ao longo de mais de três séculos, Cuiabá demonstrou que sua força vai além dos ciclos econômicos. Se o ouro marcou seu início, foi a resiliência de seu povo que garantiu sua permanência e evolução. Entre passado e presente, a capital segue viva, pulsante e preparada para escrever novos capítulos de sua história.
Cuiabá 307 anos: Governo destaca R$ 6,7 bilhões em investimentos e obras estruturantes na capital
No aniversário de 307 anos de Cuiabá, comemorado nesta quarta-feira (8), o governador em exercício Otaviano Pivetta destacou o volume de investimentos realizados pelo Governo de Mato Grosso na capital ao longo dos últimos sete anos. Segundo ele, os aportes somam R$ 6,7 bilhões e contemplam diversas áreas estratégicas, como infraestrutura, mobilidade urbana, saúde, educação e agricultura familiar. De acordo com Pivetta, os investimentos refletem uma política de atuação integrada, que busca fortalecer tanto a capital quanto os demais municípios do estado. “Cuiabá é a maior cidade e concentra a maior população. Desde 2019, o Governo atua com uma visão ampla, garantindo atenção a todas as regiões, sem deixar de priorizar a capital como um polo acolhedor e estratégico”, afirmou. Na área de infraestrutura, os investimentos ultrapassam R$ 2 bilhões e incluem obras como a construção de pontes de concreto — entre elas a do Parque Atalaia —, viadutos, pavimentação e recuperação de avenidas. Também fazem parte do pacote a implantação do BRT, a duplicação de corredores viários e a ampliação da iluminação pública, com cerca de 93 mil luminárias instaladas por meio do programa MT Iluminado. Intervenções no Distrito Industrial e em acessos estratégicos também foram executadas. O governador ressaltou que essas obras contribuem diretamente para o desenvolvimento urbano, geração de empregos e melhoria da mobilidade. “São ações que conectam Cuiabá ao interior e fortalecem a economia, além de impactar positivamente a vida da população”, pontuou. Na educação, o Estado investiu cerca de R$ 500 milhões desde 2019, com a entrega de sete novas unidades escolares — incluindo quatro Centros de Educação Infantil (CEIs) —, além da reforma de 25 escolas e obras em outras seis. Segundo Pivetta, os avanços refletem na qualidade do ensino e no desempenho educacional do estado, que subiu posições no ranking nacional do IDEB. A agricultura familiar também foi contemplada com programas de incentivo, como a implantação de quintais produtivos, distribuição de kits de ferramentas, mudas e equipamentos, além de capacitação técnica e apoio logístico aos produtores. A iniciativa busca fortalecer a produção local e garantir renda para famílias cuiabanas. Na saúde, Cuiabá segue como referência em atendimentos de média e alta complexidade. Entre as ações destacadas estão a entrega do Hospital Central, a retomada das obras do Hospital Júlio Müller, a modernização do Centro Médico Infantil e a ampliação dos serviços no Hospital Estadual Santa Casa. “Estamos estruturando uma rede de saúde moderna e eficiente, capaz de atender não apenas a capital, mas toda a população mato-grossense com qualidade”, concluiu Pivetta.
ASSOF-MT questiona nomeação no Governo e aponta possível violação à lei militar em Mato Grosso
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News A Associação dos Oficiais da Polícia e do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (ASSOF-MT) publicou uma nota pública nesta semana levantando questionamentos sobre uma nomeação realizada para a função de assessor militar na estrutura do Governo do Estado. Segundo a entidade, a indicação teria sido feita em desacordo com a legislação vigente, o que, na avaliação dos oficiais, pode comprometer princípios fundamentais da administração pública e da organização das corporações militares. 📌 O ponto central da contestação De acordo com a ASSOF-MT, a legislação estadual é clara ao determinar que a função de assessor militar da Secretaria do Gabinete Militar deve ser ocupada exclusivamente por um oficial do último posto da carreira — ou seja, um coronel da ativa. A exigência está prevista na Lei Complementar nº 466/2012, que alterou a estrutura organizacional das funções militares no Estado. Na avaliação da associação, a nomeação recente não atende esse requisito legal, o que caracteriza, segundo a entidade, uma irregularidade. Legalidade é obrigação, não opção Na nota, a ASSOF-MT reforça que a administração pública está submetida ao princípio da legalidade, previsto no artigo 37 da Constituição Federal. Isso significa que qualquer nomeação deve seguir rigorosamente o que está previsto em lei. Para a entidade, o descumprimento dessa regra pode resultar em: Desvio de função Insegurança jurídica Fragilização das normas institucionais Risco à hierarquia e à disciplina Outro ponto de preocupação levantado pelos oficiais é o impacto direto dentro das corporações militares. Segundo a associação, a ocupação de cargos fora dos critérios legais pode: Comprometer a hierarquia militar Enfraquecer a disciplina Gerar desequilíbrios na cadeia de comando A entidade destaca que a estrutura militar é baseada em regras rígidas, e qualquer flexibilização pode trazer reflexos internos significativos. Carreira exige critérios técnicos e legais A ASSOF-MT também chama atenção para o fato de que a carreira de oficial segue critérios específicos de ingresso, formação e progressão, definidos por lei. Nesse sentido, a ocupação de cargos estratégicos por profissionais fora dessas exigências pode, segundo a entidade, desvalorizar a carreira e comprometer a lógica funcional das instituições. Entidade reafirma posição firme No documento, a associação reforça seu compromisso com: A defesa da legalidade A preservação das prerrogativas dos oficiais O fortalecimento institucional da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros A entidade afirma que está aberta ao diálogo, mas deixa claro que manterá posição firme na defesa da ordem jurídica. O que a nota revela, na prática A manifestação da ASSOF-MT sinaliza três pontos centrais: 👉 Há questionamento sobre a legalidade da nomeação 👉 Existe preocupação com impactos institucionais 👉 E há cobrança por cumprimento rigoroso da legislação Possíveis desdobramentos Embora a nota não anuncie medidas imediatas, o posicionamento público indica que o caso pode evoluir para: Revisão administrativa da nomeação Questionamentos formais Ou até medidas judiciais, caso não haja adequação à legislação 📢 Debate aberto O episódio abre espaço para discussão sobre os limites da administração pública e o respeito às normas legais. 👉 A lei deve ser seguida de forma rígida? 👉 Há margem para interpretação? 👉 Esse tipo de situação pode impactar a estrutura das instituições? O caso agora passa a ser acompanhado de perto e pode ganhar novos capítulos nos próximos dias.
Combate ao bullying avança nas escolas de MT com milhares de ações preventivas
No Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, celebrado em 7 de abril, a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) destacou os avanços nas estratégias de prevenção e enfrentamento à violência no ambiente escolar. Ao longo de 2025, a rede estadual promoveu milhares de ações voltadas à conscientização, escuta e fortalecimento da convivência entre estudantes. De acordo com dados do Núcleo de Mediação Escolar, foram realizadas 4.760 iniciativas específicas contra o bullying e o cyberbullying. As atividades incluíram mediação de conflitos, círculos de construção de paz, rodas de conversa e ações de acolhimento, envolvendo não apenas alunos, mas também famílias e profissionais da educação. O trabalho contou com a atuação de 111 professores mediadores distribuídos em todo o Estado. Juntos, eles foram responsáveis por 7.984 práticas restaurativas, com destaque para mais de 2,9 mil mediações com estudantes e cerca de 1,3 mil com familiares, além de atendimentos e articulações com a rede de proteção. A adesão das escolas às ações também chamou atenção. Cerca de 78% das unidades participaram das atividades ao longo do ano, índice que se manteve elevado durante a Semana de Prevenção ao Bullying, alcançando 76% das escolas e chegando a 85% nas áreas urbanas. Para a equipe do Núcleo de Mediação Escolar, o avanço demonstra uma mudança na forma como o problema vem sendo tratado. A abordagem, agora mais estruturada, deixa de enxergar o bullying como um episódio isolado e passa a tratá-lo como uma questão que exige resposta pedagógica e institucional contínua. A estratégia adotada pela Seduc-MT prioriza práticas restaurativas, baseadas no diálogo, na responsabilização e na reconstrução das relações. Ao longo do ano, também foram feitos mais de 7,2 mil encaminhamentos para a rede de proteção social, com apoio de órgãos como Conselho Tutelar, CRAS e serviços de saúde. No total, cerca de 63 mil estudantes foram acompanhados pelas ações, reforçando o compromisso da educação estadual com a promoção de uma cultura de paz e de respeito dentro das escolas.
Max Russi articula “time de peso” com cúpula nacional do Podemos
Presidente da ALMT reúne pré-candidatos à Câmara Federal em encontro com Renata Abreu e Pastor Everaldo; filiação de Nelson Barbudo é celebrada como “presente” para a sigla. O deputado estadual Max Russi, presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e comandante do Podemos no estado, demonstrou força política na capital federal nesta terça-feira (7). Em reunião com a cúpula nacional do partido, representada pela presidente Renata Abreu e pelo vice-presidente Pastor Everaldo, Russi apresentou a “bancada federal” que deve disputar o pleito de outubro. O encontro serviu para selar o compromisso da nacional com as pré-candidaturas de Mato Grosso. Entre os nomes que acompanharam Max na comitiva e que já se posicionam como pré-candidatos a deputado federal, destacam-se figuras com forte densidade eleitoral em diferentes setores. Sendo o ex-deputado federal e ex-ministro da Agricultura, Neri Geller. Marcos Ritella, pastor que já foi candidato ao Governo do Estado. Fernando Gorgen, ex-prefeito de Querência. E Elson Ramos, empresário em Cuiabá. “O PRESENTE DE MAX” A presidente nacional classificou o grupo de pré-candidatos como um “time de peso” que fará a diferença no Congresso Nacional a partir do próximo ano, caso eleitos. E a adesão do deputado federal Nelson Barbudo ao Podemos, na véspera do fechamento da janela partidária foi motivo de elogios de Abreu, que destacou o trabalho de Russi à frente do Podemos estadual. A filiação de Nelson Barbudo foi vista pela cúpula nacional como um “presente” articulado por Max, o que posiciona o partido como um forte pólo de direita e centro-direita no estado.