Bloqueios de até 15 minutos na pista sentido Cuiabá ocorrem para instalação de pórticos de sinalização Motoristas que trafegam pela BR-163, na região de Sorriso, devem redobrar a atenção na manhã desta quarta-feira (13). A Nova Rota do Oeste realiza intervenções entre os quilômetros 768 e 769 da rodovia, com impacto direto no fluxo de veículos no sentido sul, em direção a Cuiabá. A operação prevê interrupções temporárias do tráfego, com duração de até 15 minutos por vez, no período das 9h às 11h. As pausas são necessárias para a implantação de pórticos de sinalização no trecho, estrutura considerada essencial para reforçar a orientação e a segurança viária. Para minimizar os transtornos, o tráfego será liberado de forma alternada ao longo da execução dos serviços, permitindo o escoamento gradual dos veículos. Equipes da concessionária estarão no local para organizar o fluxo e orientar os condutores. Mesmo com a liberação intermitente, a recomendação é que os motoristas reduzam a velocidade ao se aproximarem da área em obras e respeitem a sinalização provisória. A medida visa garantir tanto a segurança dos trabalhadores quanto dos usuários da rodovia. A concessionária também reforça que mantém atendimento contínuo aos usuários. Informações atualizadas sobre as condições da rodovia, além de suporte médico e mecânico, podem ser solicitados pelo telefone 0800 065 0163, que também atende via WhatsApp, com funcionamento 24 horas.
Prefeita aponta vantagem de aliado e critica “articulações pesadas” na disputa pela Câmara de VG
Flávia Moretti afirma que Lucas Chapéu do Sol já tem apoio de 11 vereadores e acusa grupo adversário de práticas irregulares; eleição ocorre nesta quinta-feira (14). A disputa pela presidência da Câmara Municipal de Várzea Grande, para o biênio 2027/2028, ganhou novos contornos nesta quarta-feira (13), após declarações da prefeita Flávia Moretti (PL) sobre o cenário político interno do Legislativo. Segundo a gestora, o vereador Lucas Chapéu do Sol (PL), seu aliado, já teria assegurado o apoio de ao menos 11 dos 23 parlamentares, número considerado estratégico na corrida pelo comando da Casa. A eleição está prevista para ocorrer na quinta-feira (14), quando o atual presidente, Wanderley Cerqueira (MDB), deve tentar a reeleição. Apesar de demonstrar confiança no aliado, a prefeita destacou que o processo de articulação tem sido intenso e marcado por disputas acirradas. Sem detalhar, ela afirmou que o grupo adversário estaria adotando práticas inadequadas para conquistar votos, enquanto a base de Chapéu do Sol buscaria apoio com um discurso pautado na estabilidade política e no interesse público. Flávia também voltou a criticar a atual condução da Câmara, alegando falta de diálogo entre os poderes e dificuldades na tramitação de projetos considerados prioritários pelo Executivo. Entre as pautas citadas estão propostas de reestruturação administrativa, como a criação de novas secretarias e ajustes na área social. De acordo com a prefeita, entraves no Legislativo têm impactado diretamente a gestão municipal, especialmente no que se refere à limitação de remanejamento orçamentário. Ela argumenta que o percentual disponível é inferior ao observado em administrações anteriores, o que, segundo sua avaliação, compromete a execução de políticas públicas e o desenvolvimento do município. O cenário evidencia o acirramento político entre Executivo e Legislativo em Várzea Grande, em um momento decisivo para a definição da nova Mesa Diretora da Câmara.
Câmara debate redução da maioridade penal em meio a pressão por respostas à violência
Audiência na CCJ reúne especialistas e reacende discussão sobre responsabilização de adolescentes por crimes graves A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados promove, nesta quarta-feira (13), uma audiência pública para discutir a redução da maioridade penal no Brasil. O debate foi solicitado pelo deputado federal Coronel Assis (PL-MT) e está marcado para as 14h30, no plenário 1, em Brasília. A proposta em discussão prevê a possibilidade de responsabilização criminal de adolescentes entre 16 e 17 anos em casos de crimes considerados graves, como homicídio doloso, crimes hediondos e lesão corporal seguida de morte. Segundo o parlamentar, o objetivo é atualizar a legislação diante do cenário atual da segurança pública. O deputado defende que a audiência pública servirá para aprofundar o debate sob diferentes perspectivas, reunindo juristas, especialistas, representantes das forças de segurança e integrantes da sociedade civil. A intenção é ampliar a análise técnica e constitucional sobre um tema que, segundo ele, exige atenção do Congresso Nacional. A discussão sobre a redução da maioridade penal não é inédita no Legislativo. Propostas anteriores já avançaram na Câmara, como a PEC 171/93, aprovada em dois turnos e posteriormente enviada ao Senado como PEC 115/2015. No entanto, a matéria acabou sendo arquivada sem conclusão. Durante a justificativa do pedido, o parlamentar argumentou que há preocupação crescente com a participação de menores em crimes violentos e com a resposta do sistema legal a esses casos. Ele também destacou que o debate precisa considerar tanto os aspectos jurídicos quanto os impactos sociais da eventual mudança. Levantamentos de opinião pública citados durante a discussão indicam que há apoio relevante da população à redução da maioridade penal em situações específicas, especialmente em crimes de maior gravidade. Esses dados têm sido frequentemente utilizados como argumento por defensores da proposta. A audiência na CCJ ocorre em um momento em que o tema volta ao centro do debate político e jurídico no país, exigindo análise cuidadosa sobre seus efeitos, limites constitucionais e possíveis desdobramentos no sistema de justiça e na segurança pública.
Polícia Civil atinge núcleo de facção em operação contra tráfico e armas em MT
Mandados são cumpridos em três cidades e miram estrutura responsável por abastecer o crime na região A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (13), a Operação Engrenagem Sombria, com o objetivo de desarticular uma rede criminosa envolvida com tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e apoio logístico a facção criminosa na região oeste do estado. A ação tem como principal foco o município de Mirassol D’Oeste, com desdobramentos em Curvelândia e no distrito de Sonho Azul. Durante a operação, são cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares que incluem a quebra de sigilo telefônico dos investigados. As ordens judiciais foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 – Juízo de Garantias do polo de Cáceres, a partir de investigação conduzida pela Delegacia de Mirassol D’Oeste. As investigações identificaram uma estrutura organizada composta por 16 pessoas, entre integrantes e colaboradores, que atuariam na manutenção do tráfico de entorpecentes e no fortalecimento da atuação da facção criminosa na região. O grupo utilizava imóveis urbanos e rurais como pontos estratégicos para armazenamento, distribuição e comercialização de drogas. O trabalho policial teve início após denúncias anônimas e ganhou força com o compartilhamento de informações entre forças de segurança, incluindo a Polícia Militar. As equipes também realizaram monitoramento de suspeitos, vigilâncias e mapeamento de locais utilizados pela organização criminosa. De acordo com o delegado responsável, Gustavo Ataíde Fernandes dos Santos, a operação busca enfraquecer a base estrutural do grupo, interrompendo suas atividades e ampliando a coleta de provas. A expectativa é apreender drogas, armas, documentos e equipamentos eletrônicos que ajudem a aprofundar as investigações e responsabilizar os envolvidos. A Operação Engrenagem Sombria integra a Operação Pharus, iniciativa estratégica da Polícia Civil dentro do programa Tolerância Zero, que tem como foco o enfrentamento direto às facções criminosas em Mato Grosso.
Impasse judicial trava expansão de Conselhos Tutelares e força Prefeitura de Cuiabá a rever planos
Reunião entre Executivo, Judiciário e Procuradoria aponta entraves legais e financeiros, e discute alternativas para garantir novas unidades na capital Uma reunião estratégica realizada nesta terça-feira (12), em Cuiabá, reuniu representantes do Executivo municipal, do Poder Judiciário e da Procuradoria para enfrentar um dos principais gargalos da política de proteção à infância: a ampliação da estrutura física dos Conselhos Tutelares. O encontro evidenciou um cenário de entraves jurídicos e limitações orçamentárias que têm dificultado o avanço das obras. Participaram da discussão a juíza Gleide Bispo Santos, o prefeito Abilio Brunini, o procurador-geral Luiz Antônio Araújo Jr, a procuradora Bianca Botter Zanardi e a secretária Hélida Vilela. O principal ponto de tensão gira em torno de um processo judicial em andamento, que determina a construção de sedes próprias para os Conselhos Tutelares. A medida, originada a partir de ações do Ministério Público, acaba limitando alternativas mais imediatas, como a locação de imóveis — inicialmente considerada pela gestão municipal como solução mais rápida para ampliar o atendimento. Além do impasse jurídico, a Prefeitura enfrenta dificuldades financeiras para executar as obras no curto prazo. A inclusão de recursos na Lei Orçamentária Anual (LOA) e a definição de um cronograma escalonado foram apontadas como medidas necessárias para viabilizar o projeto ao longo dos próximos anos. Outro desafio relevante é a escassez de imóveis disponíveis que atendam às exigências técnicas, como acessibilidade e infraestrutura adequada, especialmente em regiões mais afastadas da capital. Diante disso, os participantes discutiram alternativas como o uso de áreas públicas e a adoção de modelos de parceria com a iniciativa privada. Entre as propostas analisadas está a realização de chamamentos públicos para que empresas construam unidades sob medida, seguindo critérios definidos pelo poder público, com posterior locação de longo prazo. O modelo já é aplicado em outros estados e pode representar uma saída intermediária diante das restrições atuais. Durante a reunião, o prefeito Abilio Brunini reconheceu que a estratégia inicial da gestão precisará ser revista. Segundo ele, a decisão judicial impõe um novo direcionamento, obrigando o município a buscar soluções que estejam alinhadas às determinações legais, sem comprometer a ampliação dos serviços. O encontro terminou sem definição imediata, mas com o compromisso de alinhar alternativas que garantam segurança jurídica e continuidade administrativa às políticas públicas voltadas à proteção de crianças e adolescentes na capital.
Operação mira facção e desarticula rede de tráfico e armas no interior de MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (13), a Operação Engrenagem Sombria, com foco no combate ao tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e outras atividades ligadas a uma facção criminosa que atua na região oeste do estado. A ofensiva ocorre principalmente no município de Mirassol D’Oeste, com desdobramentos em Curvelândia e no distrito de Sonho Azul. Ao todo, estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, além de medidas judiciais que autorizam o acesso a dados telefônicos dos investigados. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 – Juízo de Garantias do polo de Cáceres, com base em investigação conduzida pela Delegacia de Mirassol D’Oeste. As apurações apontam para a existência de uma estrutura criminosa organizada, formada por pelo menos 16 pessoas, entre integrantes diretos e colaboradores. O grupo seria responsável por manter o comércio de entorpecentes ativo na região, além de atuar no fornecimento de armas e apoio logístico para a facção. De acordo com a investigação, os suspeitos utilizavam imóveis em áreas urbanas e rurais como pontos estratégicos para armazenar, fracionar e distribuir drogas. Alguns desses locais, inclusive, estariam situados próximos a unidades escolares, o que acende um alerta para o impacto social das गतिविधades ilícitas. O trabalho policial teve início a partir de denúncias anônimas e foi reforçado por informações compartilhadas com outras forças de segurança, como o 17º Batalhão da Polícia Militar. Ao longo das diligências, equipes realizaram monitoramento discreto, vigilância de suspeitos e levantamento de imóveis usados pela organização. As apurações iniciaram a partir de denúncias anônimas, informes de colaboradores e troca de informações com outras forças de segurança, especialmente o 17º Batalhão da Polícia Militar, e foram reforçadas por diligências de campo, vigilâncias discretas, monitoramento da movimentação de pessoas e levantamento de imóveis utilizados pelos investigados. Os alvos identificados são apontados como peças fundamentais da estrutura criminosa, especialmente em funções ligadas à logística do tráfico, fornecimento de armas e veículos, armazenamento e distribuição de drogas. A investigação aponta, ainda, que alguns imóveis utilizados pelo grupo estão situados em áreas sensíveis, inclusive nas proximidades de unidade escolar. Segundo o delegado responsável pelo caso, Gustavo Ataíde Fernandes dos Santos, a operação tem como objetivo não apenas apreender materiais ilícitos, como drogas, armas e celulares, mas também aprofundar as investigações e interromper o funcionamento da rede criminosa. A intenção, conforme destacou, é enfraquecer a base que sustenta a atuação da facção e reduzir os índices de violência na região. A Operação Engrenagem Sombria integra a Operação Pharus, iniciativa estratégica da Polícia Civil dentro do programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento de facções criminosas em Mato Grosso. O nome “Pharus”, de origem latina, remete à ideia de um farol — símbolo de orientação e iluminação diante da escuridão —, representando a atuação do Estado no combate ao crime organizado.