Presidente da Assembleia Legislativa evita projeto pessoal, aposta na expansão partidária e mantém diálogo aberto com grupos políticos de olho em 2030 Em meio à antecipação do calendário eleitoral e à intensificação das articulações políticas em Mato Grosso, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, afirmou publicamente que não pretende disputar o Governo do Estado em 2026. A declaração ocorre em um momento de movimentação estratégica entre lideranças e partidos, que já começam a desenhar o cenário da sucessão ao Palácio Paiaguás. Apesar de reconhecer que possui ambições políticas futuras, Russi destacou que seu foco imediato está no fortalecimento do Podemos no estado. Segundo ele, a prioridade é ampliar a presença da legenda tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara Federal, consolidando o partido como uma força relevante nas decisões majoritárias. Nos bastidores, nomes como Otaviano Pivetta, Wellington Fagundes e Júlio Campos já são citados como possíveis protagonistas da disputa estadual. Diante desse cenário, Russi procurou afastar qualquer leitura de que estaria construindo uma candidatura própria, reforçando que projetos majoritários devem surgir de forma coletiva. De acordo com o parlamentar, o crescimento do Podemos seguirá uma estratégia estruturada e de longo prazo. A meta é eleger ao menos seis deputados estaduais e ampliar a bancada federal, o que garantiria maior peso político à legenda nas negociações e na definição de alianças. Russi também destacou que, embora o exercício de cargos no Legislativo naturalmente desperte o interesse por funções no Executivo, qualquer avanço nesse sentido exige maturidade política, construção partidária sólida e respaldo popular. Ele afirmou que pretende priorizar resultados à frente da Assembleia antes de pensar em projetos mais amplos, mirando, de forma mais clara, o horizonte de 2030. Outro ponto enfatizado foi a cautela na condução das decisões internas. Segundo ele, pesquisas eleitorais não serão determinantes para a definição de posicionamentos do partido. “São retratos momentâneos que não garantem resultado nas urnas”, sinalizou, ao defender que critérios como capacidade de gestão, consistência das propostas e compromisso com o desenvolvimento do estado devem prevalecer. A estratégia adotada pelo Podemos também busca preservar pontes com diferentes grupos políticos. Sem antecipar apoio a qualquer pré-candidato, Russi mantém diálogo aberto com diversas correntes, ampliando o espaço de negociação da legenda em um cenário ainda indefinido. O presidente da Assembleia confirmou que ainda não há conversas aprofundadas sobre composições de chapa, mas indicou que esse processo deve ganhar força nas próximas semanas, com a aproximação das convenções partidárias. Ao final, Russi reforçou que qualquer decisão será tomada de forma coletiva dentro do partido. A legenda pretende avaliar propostas e projetos apresentados pelos pré-candidatos, priorizando aquele que demonstrar maior capacidade de promover desenvolvimento econômico aliado à melhoria da qualidade de vida da população mato-grossense. Com essa postura, o Podemos se posiciona para atuar como peça estratégica na eleição de 2026, apostando no fortalecimento institucional e na construção gradual de protagonismo político no estado.
Estado amplia diagnóstico de tuberculose no sistema penitenciário com exames rápidos e tecnologia
Parceria entre Sejus e SES já realizou mais de 13 mil atendimentos desde 2021 e reforça ações de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento dentro das unidades prisionais Com o objetivo de ampliar o acesso à saúde nas unidades prisionais e reduzir os riscos de transmissão da tuberculose em ambientes coletivos, a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), intensifica a oferta de exames como o Teste Rápido Molecular (TRM) e o raio-X de tórax. A iniciativa garante mais agilidade na identificação da doença e no início do tratamento de pessoas privadas de liberdade. Desde a criação do projeto, em 2021, já foram realizados cerca de 13.435 atendimentos em todo o sistema penitenciário de Mato Grosso, conforme dados da SES. Os atendimentos são realizados por meio da unidade móvel da Secretaria de Saúde, onde também são coletadas amostras para investigação da doença, além do acompanhamento contínuo dos casos diagnosticados pelas equipes de saúde penitenciária. A coordenadora de Saúde Penitenciária da Sejus, Olga Santana, destaca a importância da assistência permanente nas unidades penais e do trabalho integrado com as secretarias municipais de saúde, por meio das vigilâncias epidemiológicas. “A tuberculose exige atenção contínua, especialmente em ambientes de convivência coletiva, como as prisões. A parceria com a SES possibilita um atendimento mais rápido, eficiente e humanizado, garantindo diagnóstico precoce e acompanhamento adequado dos pacientes”, afirmou. O secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado, reforça que a atuação conjunta entre os órgãos fortalece o compromisso do Estado com a saúde pública e a dignidade no sistema penitenciário. “A integração entre Sejus e SES é essencial para assegurar prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado dentro das unidades prisionais. Esse trabalho contribui diretamente para a proteção de reeducandos, servidores e de toda a sociedade”, destacou. Em 2024, o serviço foi ampliado com a inclusão de novos exames e tecnologias integradas ao programa Saúde Digital, proporcionando mais eficiência e agilidade aos atendimentos realizados no sistema penitenciário mato-grossense.
Interdição programada na BR-163 em Sorriso causa retenções temporárias nesta quarta-feira (13)
Bloqueios de até 15 minutos na pista sentido Cuiabá ocorrem para instalação de pórticos de sinalização Motoristas que trafegam pela BR-163, na região de Sorriso, devem redobrar a atenção na manhã desta quarta-feira (13). A Nova Rota do Oeste realiza intervenções entre os quilômetros 768 e 769 da rodovia, com impacto direto no fluxo de veículos no sentido sul, em direção a Cuiabá. A operação prevê interrupções temporárias do tráfego, com duração de até 15 minutos por vez, no período das 9h às 11h. As pausas são necessárias para a implantação de pórticos de sinalização no trecho, estrutura considerada essencial para reforçar a orientação e a segurança viária. Para minimizar os transtornos, o tráfego será liberado de forma alternada ao longo da execução dos serviços, permitindo o escoamento gradual dos veículos. Equipes da concessionária estarão no local para organizar o fluxo e orientar os condutores. Mesmo com a liberação intermitente, a recomendação é que os motoristas reduzam a velocidade ao se aproximarem da área em obras e respeitem a sinalização provisória. A medida visa garantir tanto a segurança dos trabalhadores quanto dos usuários da rodovia. A concessionária também reforça que mantém atendimento contínuo aos usuários. Informações atualizadas sobre as condições da rodovia, além de suporte médico e mecânico, podem ser solicitados pelo telefone 0800 065 0163, que também atende via WhatsApp, com funcionamento 24 horas.
Prefeita aponta vantagem de aliado e critica “articulações pesadas” na disputa pela Câmara de VG
Flávia Moretti afirma que Lucas Chapéu do Sol já tem apoio de 11 vereadores e acusa grupo adversário de práticas irregulares; eleição ocorre nesta quinta-feira (14). A disputa pela presidência da Câmara Municipal de Várzea Grande, para o biênio 2027/2028, ganhou novos contornos nesta quarta-feira (13), após declarações da prefeita Flávia Moretti (PL) sobre o cenário político interno do Legislativo. Segundo a gestora, o vereador Lucas Chapéu do Sol (PL), seu aliado, já teria assegurado o apoio de ao menos 11 dos 23 parlamentares, número considerado estratégico na corrida pelo comando da Casa. A eleição está prevista para ocorrer na quinta-feira (14), quando o atual presidente, Wanderley Cerqueira (MDB), deve tentar a reeleição. Apesar de demonstrar confiança no aliado, a prefeita destacou que o processo de articulação tem sido intenso e marcado por disputas acirradas. Sem detalhar, ela afirmou que o grupo adversário estaria adotando práticas inadequadas para conquistar votos, enquanto a base de Chapéu do Sol buscaria apoio com um discurso pautado na estabilidade política e no interesse público. Flávia também voltou a criticar a atual condução da Câmara, alegando falta de diálogo entre os poderes e dificuldades na tramitação de projetos considerados prioritários pelo Executivo. Entre as pautas citadas estão propostas de reestruturação administrativa, como a criação de novas secretarias e ajustes na área social. De acordo com a prefeita, entraves no Legislativo têm impactado diretamente a gestão municipal, especialmente no que se refere à limitação de remanejamento orçamentário. Ela argumenta que o percentual disponível é inferior ao observado em administrações anteriores, o que, segundo sua avaliação, compromete a execução de políticas públicas e o desenvolvimento do município. O cenário evidencia o acirramento político entre Executivo e Legislativo em Várzea Grande, em um momento decisivo para a definição da nova Mesa Diretora da Câmara.
Câmara debate redução da maioridade penal em meio a pressão por respostas à violência
Audiência na CCJ reúne especialistas e reacende discussão sobre responsabilização de adolescentes por crimes graves A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados promove, nesta quarta-feira (13), uma audiência pública para discutir a redução da maioridade penal no Brasil. O debate foi solicitado pelo deputado federal Coronel Assis (PL-MT) e está marcado para as 14h30, no plenário 1, em Brasília. A proposta em discussão prevê a possibilidade de responsabilização criminal de adolescentes entre 16 e 17 anos em casos de crimes considerados graves, como homicídio doloso, crimes hediondos e lesão corporal seguida de morte. Segundo o parlamentar, o objetivo é atualizar a legislação diante do cenário atual da segurança pública. O deputado defende que a audiência pública servirá para aprofundar o debate sob diferentes perspectivas, reunindo juristas, especialistas, representantes das forças de segurança e integrantes da sociedade civil. A intenção é ampliar a análise técnica e constitucional sobre um tema que, segundo ele, exige atenção do Congresso Nacional. A discussão sobre a redução da maioridade penal não é inédita no Legislativo. Propostas anteriores já avançaram na Câmara, como a PEC 171/93, aprovada em dois turnos e posteriormente enviada ao Senado como PEC 115/2015. No entanto, a matéria acabou sendo arquivada sem conclusão. Durante a justificativa do pedido, o parlamentar argumentou que há preocupação crescente com a participação de menores em crimes violentos e com a resposta do sistema legal a esses casos. Ele também destacou que o debate precisa considerar tanto os aspectos jurídicos quanto os impactos sociais da eventual mudança. Levantamentos de opinião pública citados durante a discussão indicam que há apoio relevante da população à redução da maioridade penal em situações específicas, especialmente em crimes de maior gravidade. Esses dados têm sido frequentemente utilizados como argumento por defensores da proposta. A audiência na CCJ ocorre em um momento em que o tema volta ao centro do debate político e jurídico no país, exigindo análise cuidadosa sobre seus efeitos, limites constitucionais e possíveis desdobramentos no sistema de justiça e na segurança pública.
Polícia Civil atinge núcleo de facção em operação contra tráfico e armas em MT
Mandados são cumpridos em três cidades e miram estrutura responsável por abastecer o crime na região A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (13), a Operação Engrenagem Sombria, com o objetivo de desarticular uma rede criminosa envolvida com tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e apoio logístico a facção criminosa na região oeste do estado. A ação tem como principal foco o município de Mirassol D’Oeste, com desdobramentos em Curvelândia e no distrito de Sonho Azul. Durante a operação, são cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares que incluem a quebra de sigilo telefônico dos investigados. As ordens judiciais foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 – Juízo de Garantias do polo de Cáceres, a partir de investigação conduzida pela Delegacia de Mirassol D’Oeste. As investigações identificaram uma estrutura organizada composta por 16 pessoas, entre integrantes e colaboradores, que atuariam na manutenção do tráfico de entorpecentes e no fortalecimento da atuação da facção criminosa na região. O grupo utilizava imóveis urbanos e rurais como pontos estratégicos para armazenamento, distribuição e comercialização de drogas. O trabalho policial teve início após denúncias anônimas e ganhou força com o compartilhamento de informações entre forças de segurança, incluindo a Polícia Militar. As equipes também realizaram monitoramento de suspeitos, vigilâncias e mapeamento de locais utilizados pela organização criminosa. De acordo com o delegado responsável, Gustavo Ataíde Fernandes dos Santos, a operação busca enfraquecer a base estrutural do grupo, interrompendo suas atividades e ampliando a coleta de provas. A expectativa é apreender drogas, armas, documentos e equipamentos eletrônicos que ajudem a aprofundar as investigações e responsabilizar os envolvidos. A Operação Engrenagem Sombria integra a Operação Pharus, iniciativa estratégica da Polícia Civil dentro do programa Tolerância Zero, que tem como foco o enfrentamento direto às facções criminosas em Mato Grosso.
Impasse judicial trava expansão de Conselhos Tutelares e força Prefeitura de Cuiabá a rever planos
Reunião entre Executivo, Judiciário e Procuradoria aponta entraves legais e financeiros, e discute alternativas para garantir novas unidades na capital Uma reunião estratégica realizada nesta terça-feira (12), em Cuiabá, reuniu representantes do Executivo municipal, do Poder Judiciário e da Procuradoria para enfrentar um dos principais gargalos da política de proteção à infância: a ampliação da estrutura física dos Conselhos Tutelares. O encontro evidenciou um cenário de entraves jurídicos e limitações orçamentárias que têm dificultado o avanço das obras. Participaram da discussão a juíza Gleide Bispo Santos, o prefeito Abilio Brunini, o procurador-geral Luiz Antônio Araújo Jr, a procuradora Bianca Botter Zanardi e a secretária Hélida Vilela. O principal ponto de tensão gira em torno de um processo judicial em andamento, que determina a construção de sedes próprias para os Conselhos Tutelares. A medida, originada a partir de ações do Ministério Público, acaba limitando alternativas mais imediatas, como a locação de imóveis — inicialmente considerada pela gestão municipal como solução mais rápida para ampliar o atendimento. Além do impasse jurídico, a Prefeitura enfrenta dificuldades financeiras para executar as obras no curto prazo. A inclusão de recursos na Lei Orçamentária Anual (LOA) e a definição de um cronograma escalonado foram apontadas como medidas necessárias para viabilizar o projeto ao longo dos próximos anos. Outro desafio relevante é a escassez de imóveis disponíveis que atendam às exigências técnicas, como acessibilidade e infraestrutura adequada, especialmente em regiões mais afastadas da capital. Diante disso, os participantes discutiram alternativas como o uso de áreas públicas e a adoção de modelos de parceria com a iniciativa privada. Entre as propostas analisadas está a realização de chamamentos públicos para que empresas construam unidades sob medida, seguindo critérios definidos pelo poder público, com posterior locação de longo prazo. O modelo já é aplicado em outros estados e pode representar uma saída intermediária diante das restrições atuais. Durante a reunião, o prefeito Abilio Brunini reconheceu que a estratégia inicial da gestão precisará ser revista. Segundo ele, a decisão judicial impõe um novo direcionamento, obrigando o município a buscar soluções que estejam alinhadas às determinações legais, sem comprometer a ampliação dos serviços. O encontro terminou sem definição imediata, mas com o compromisso de alinhar alternativas que garantam segurança jurídica e continuidade administrativa às políticas públicas voltadas à proteção de crianças e adolescentes na capital.
Operação mira facção e desarticula rede de tráfico e armas no interior de MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (13), a Operação Engrenagem Sombria, com foco no combate ao tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e outras atividades ligadas a uma facção criminosa que atua na região oeste do estado. A ofensiva ocorre principalmente no município de Mirassol D’Oeste, com desdobramentos em Curvelândia e no distrito de Sonho Azul. Ao todo, estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, além de medidas judiciais que autorizam o acesso a dados telefônicos dos investigados. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 – Juízo de Garantias do polo de Cáceres, com base em investigação conduzida pela Delegacia de Mirassol D’Oeste. As apurações apontam para a existência de uma estrutura criminosa organizada, formada por pelo menos 16 pessoas, entre integrantes diretos e colaboradores. O grupo seria responsável por manter o comércio de entorpecentes ativo na região, além de atuar no fornecimento de armas e apoio logístico para a facção. De acordo com a investigação, os suspeitos utilizavam imóveis em áreas urbanas e rurais como pontos estratégicos para armazenar, fracionar e distribuir drogas. Alguns desses locais, inclusive, estariam situados próximos a unidades escolares, o que acende um alerta para o impacto social das गतिविधades ilícitas. O trabalho policial teve início a partir de denúncias anônimas e foi reforçado por informações compartilhadas com outras forças de segurança, como o 17º Batalhão da Polícia Militar. Ao longo das diligências, equipes realizaram monitoramento discreto, vigilância de suspeitos e levantamento de imóveis usados pela organização. As apurações iniciaram a partir de denúncias anônimas, informes de colaboradores e troca de informações com outras forças de segurança, especialmente o 17º Batalhão da Polícia Militar, e foram reforçadas por diligências de campo, vigilâncias discretas, monitoramento da movimentação de pessoas e levantamento de imóveis utilizados pelos investigados. Os alvos identificados são apontados como peças fundamentais da estrutura criminosa, especialmente em funções ligadas à logística do tráfico, fornecimento de armas e veículos, armazenamento e distribuição de drogas. A investigação aponta, ainda, que alguns imóveis utilizados pelo grupo estão situados em áreas sensíveis, inclusive nas proximidades de unidade escolar. Segundo o delegado responsável pelo caso, Gustavo Ataíde Fernandes dos Santos, a operação tem como objetivo não apenas apreender materiais ilícitos, como drogas, armas e celulares, mas também aprofundar as investigações e interromper o funcionamento da rede criminosa. A intenção, conforme destacou, é enfraquecer a base que sustenta a atuação da facção e reduzir os índices de violência na região. A Operação Engrenagem Sombria integra a Operação Pharus, iniciativa estratégica da Polícia Civil dentro do programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento de facções criminosas em Mato Grosso. O nome “Pharus”, de origem latina, remete à ideia de um farol — símbolo de orientação e iluminação diante da escuridão —, representando a atuação do Estado no combate ao crime organizado.