Promotoria de Defesa do Consumidor recomenda que a Águas Cuiabá suspenda o reajuste de 11,93%, instaura inquérito civil para apurar os critérios da medida e cobra providências da concessionária. O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) recomendou que a concessionária Águas Cuiabá suspenda a aplicação do reajuste de 11,93% nas tarifas de água e esgoto previsto para entrar em vigor nesta sexta-feira (27). A medida foi adotada pela 6ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa do Consumidor, que também abriu um inquérito civil para investigar os fundamentos utilizados na definição do índice. A iniciativa é conduzida pela promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos, que considera necessário avaliar os impactos do aumento sobre a população antes da entrada em vigor da nova tarifa. Segundo o Ministério Público, o reajuste pode comprometer o orçamento de milhares de famílias, sobretudo das que se encontram em situação de vulnerabilidade social, já que o abastecimento de água é um serviço essencial. Embora o aumento tenha sido autorizado por decisão arbitral, que reconheceu o direito da concessionária ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão, o MPMT entende que os efeitos da medida precisam ser analisados sob a ótica da proteção ao consumidor e do interesse público. Na recomendação encaminhada à Águas Cuiabá, o órgão orienta que a empresa reavalie a aplicação do reajuste e suspenda sua implementação de forma voluntária. Caso isso não seja possível, a Promotoria defende que a concessionária e o poder concedente adotem medidas capazes de reduzir os impactos financeiros para os consumidores. Além da investigação já instaurada, o Ministério Público concedeu prazo de cinco dias para que a empresa informe se irá acatar a recomendação e detalhe quais providências pretende adotar em relação ao reajuste. Para a Promotoria, a revisão da medida é necessária para assegurar que qualquer alteração tarifária respeite os princípios da razoabilidade, da transparência e da proteção aos direitos dos consumidores.
Defensoria Pública oferece atendimento jurídico gratuito durante a Parada do Orgulho LGBTQIA+ em Cuiabá
Serviços incluem orientação jurídica, acolhimento, medidas protetivas, acompanhamento processual e esclarecimentos sobre retificação de nome e gênero. Neste sábado (27), a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) realizará atendimento jurídico gratuito durante a 23ª Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Mato Grosso, em Cuiabá. Os atendimentos acontecerão na Praça Ipiranga, a partir das 13h. Além de orientações jurídicas, a instituição oferecerá acolhimento às pessoas que necessitarem de serviços como solicitação de medidas protetivas, acompanhamento processual e esclarecimentos sobre retificação de nome e gênero, entre outras demandas. Com o tema “Envelhecer com Orgulho – Democracia, Resistência e Memória”, a 23ª Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Mato Grosso propõe uma reflexão sobre os desafios enfrentados pela população LGBTQIA+ ao longo da vida. O evento é considerado o maior em defesa dos direitos humanos e da visibilidade da população LGBTQIA+ no Estado. Serviço O que: Atendimento jurídico da DPEMT durante a 23ª Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Mato Grosso. Quando: Sábado (27), a partir das 13h. Onde: Praça Ipiranga, em Cuiabá.
PL reage, garante Wellington Fagundes e avisa: “Não terá W.O. em Mato Grosso”
O Partido Liberal (PL) decidiu colocar um ponto final, pelo menos por enquanto, nas especulações sobre uma possível desistência da candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso. Após uma reportagem nacional revelar que o Republicanos teria condicionado uma aliança com o PL ao apoio do partido à candidatura de Otaviano Pivetta em Mato Grosso, a direção nacional e estadual do PL reagiu rapidamente e divulgou uma nota oficial reafirmando que Wellington continua sendo o nome do partido para disputar o Palácio Paiaguás. Na prática, o recado foi claro: não haverá W.O. na eleição para o Governo do Estado. Esta já é a décima vez que lideranças do PL precisam vir a público para desmentir rumores de que Wellington Fagundes poderia abrir mão da disputa. O que provocou a reação? Segundo a reportagem nacional, o Republicanos teria apresentado uma condição para apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República ainda no primeiro turno. Em troca, o PL precisaria apoiar candidatos do Republicanos ao governo em quatro estados, entre eles Mato Grosso, onde o partido pretende lançar Otaviano Pivetta. Caso não houvesse acordo, uma das alternativas discutidas seria a neutralidade de Flávio Bolsonaro no Estado, evitando subir no palanque de candidatos locais. A divulgação dessas informações movimentou os bastidores políticos e levou o PL a emitir uma resposta imediata. “Projeto próprio e candidatura mantida” Na nota assinada pelo presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, e pelo presidente estadual, Ananias Filho, o PL afirma que possui um projeto político próprio para Mato Grosso e que a definição da chapa majoritária já está consolidada. O documento reafirma os nomes de: Flávio Bolsonaro para a Presidência da República; Wellington Fagundes para o Governo de Mato Grosso; José Medeiros para o Senado. Além disso, a direção partidária afirma que qualquer discussão envolvendo uma possível substituição de Wellington Fagundes está encerrada. Segundo o texto, o assunto envolvendo o Republicanos já foi tratado entre as lideranças nacionais e não existe nenhuma negociação em andamento para retirar Wellington da disputa. Recado ao mercado político Mais do que responder à reportagem, a nota tem um objetivo político claro: transmitir segurança a prefeitos, lideranças e aliados que acompanham os movimentos da pré-campanha. O PL procura mostrar que seu projeto permanece inalterado e que Wellington Fagundes segue como pré-candidato ao Governo de Mato Grosso. Em outras palavras, o partido deixou um recado direto aos bastidores: não haverá candidatura única do grupo governista e não existe possibilidade de W.O. na disputa pelo Palácio Paiaguás. Com isso, a pré-campanha em Mato Grosso ganha mais um capítulo e reforça que a corrida pelo Governo do Estado promete ser uma das mais disputadas dos últimos anos.
“Não vamos fechar as portas para ninguém”, diz Max sobre alianças para 2026
O presidente do Podemos em Mato Grosso, Max Russi, afirmou que o partido “não irá fechar as portas para ninguém” e segue em conversações sobre a formação de alianças para a composição das chapas majoritárias nas eleições de 2026. Em entrevista à imprensa, na manhã desta quinta-feira (25), o também presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) revelou que já recebeu diversas lideranças em seu gabinete e afirmou buscar, junto ao grupo político, um consenso em torno das melhores opções para o estado. Entre os nomes com quem se reuniu, Max citou os pré-candidatos ao Palácio Paiaguás: o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o senador Wellington Fagundes (PL) e, mais recentemente, o senador Jayme Campos (União). “Agora começaram as conversas, né? O Jayme esteve aqui no gabinete falando que vai ser candidato, pedindo como é que está o Podemos, a gente foi procurado também pelo pessoal do Pivetta, o pessoal do Wellington também através do Ananias [presidente do Partido Liberal em Mato Grosso], agora eu vou encaminhar”, contou. O grupo liderado por Max, que reúne 25 pré-candidatos a deputado estadual, nove a deputado federal, pretende eleger até seis deputados estaduais e dois federais. Embora o partido ainda não tenha definido apoio a candidatos da chapa majoritária, a força da nominata proporcional tem colocado o Podemos no centro das articulações políticas, tornando a sigla peça importante nas negociações. Max também revelou que tem mantido diálogo com pré-candidatos ao Senado, entre eles a deputada estadual Janaina Riva (MDB), o deputado federal José Medeiros (PL), o ex-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso Antônio Galvan (Avante), a empresária Margareth Buzetti (PSD) e o ex-governador Mauro Mendes (União), a quem já sinalizou apoio. “A Janaina nos procurou e nós não estamos fechando portas para ninguém. Medeiros esteve aqui também, o Mauro. Galvan também esteve aqui e nós temos conversado. A Margareth também. Vamos conversar, eu vou apresentar o que o pessoal está trazendo e o grupo todo vai decidir o encaminhamento”, finalizou.
Paula Calil articula mudança no Regimento para viabilizar reeleição, enquanto oposição aposta em derrota da proposta
Presidente da Câmara de Cuiabá busca reunir 18 votos para alterar regra que impede recondução à Mesa Diretora; grupo de Ilde Taques acredita que impasse pode mudar o rumo da sucessão. A sucessão da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá entrou em uma fase decisiva. A presidente da Casa, vereadora Paula Calil (PL), intensificou as articulações para aprovar uma alteração no Regimento Interno que permita sua candidatura à reeleição. A proposta precisa ser aprovada antes do recesso parlamentar e depende do apoio de pelo menos 18 dos 27 vereadores. Pelas regras atuais, os integrantes da Mesa Diretora não podem ser reconduzidos ao mesmo cargo no mandato seguinte. Para disputar novamente a presidência, Paula Calil depende da aprovação de um projeto de resolução que modifica esse dispositivo. Segundo a parlamentar, a medida busca garantir segurança jurídica ao processo eleitoral da Casa. A proposta foi apresentada pelo vereador Max, conhecido como Maxita, após semanas de negociações entre os parlamentares. Apesar das articulações em andamento, Paula afirma que ainda não pode se considerar oficialmente candidata, já que sua participação na eleição está condicionada à aprovação da mudança regimental. Nos últimos dias, a presidente ampliou sua base política com a aproximação do vereador Dilemário Alencar (União Brasil) e da vereadora Baixinha Giraldelli. O objetivo é consolidar um grupo capaz de reunir os votos necessários tanto para alterar o Regimento quanto para disputar o comando do Legislativo. Paula Calil afirma que a construção da maioria ocorre por meio do diálogo e reforça que a disputa não deve ser encarada como uma questão pessoal. Como alternativa, caso a mudança nas regras não seja aprovada, ela admite integrar a chapa como primeira-secretária, tendo Dilemário Alencar como candidato à presidência. Enquanto isso, o vereador Ilde Taques (Podemos) mantém sua candidatura e acompanha de perto o andamento das negociações. Nos bastidores, aliados afirmam que o parlamentar conta atualmente com o apoio de 13 vereadores e aposta justamente na possibilidade de a proposta de alteração do Regimento não alcançar os 18 votos exigidos. A avaliação do grupo de Ilde é de que, caso Paula Calil fique impedida de disputar a presidência, parte dos vereadores que hoje compõem sua base poderá não migrar automaticamente para uma eventual candidatura de Dilemário Alencar, abrindo espaço para uma nova composição política e fortalecendo sua candidatura. Apesar do cenário de intensa movimentação, Paula Calil evita fazer projeções sobre o resultado da eleição. Segundo ela, a definição da futura Mesa Diretora dependerá exclusivamente da capacidade de diálogo e da construção de consensos entre os vereadores. Com a proximidade do recesso parlamentar, a votação da proposta que altera o Regimento Interno passa a ser considerada o principal divisor de águas da sucessão na Câmara de Cuiabá. A aprovação abrirá caminho para a reeleição de Paula Calil. Caso contrário, a disputa poderá ganhar um novo desenho, com Dilemário Alencar e Ilde Taques assumindo protagonismo na corrida pelo comando do Legislativo municipal.
Lei Seca na Avenida do CPA remove 25 veículos, mas não registra nenhum caso de embriaguez ao volante
Fiscalização abordou mais de 100 condutores durante operação realizada em Cuiabá; irregularidades em documentação e segurança dos veículos lideraram autuações Duas operações da Lei Seca realizadas simultaneamente nos dois sentidos da Avenida Historiador Rubens de Mendonça, a Avenida do CPA, em Cuiabá, terminaram sem registro de motoristas dirigindo sob efeito de álcool. A fiscalização ocorreu na noite desta quinta-feira (25.6) e contou com a abordagem de 106 condutores. Apesar do resultado positivo em relação à alcoolemia, as equipes identificaram diversas irregularidades e retiraram de circulação 25 veículos, sendo 23 carros e duas motocicletas. Ao todo, foram emitidos 28 autos de infração por problemas relacionados às condições de segurança, documentação e habilitação dos condutores. Entre as principais ocorrências encontradas estavam veículos sem registro ou licenciamento, motoristas sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e automóveis e motocicletas sem condições adequadas para trafegar. A ação foi realizada sob o viaduto da Avenida do CPA, com início às 21h e duração aproximada de duas horas. A operação faz parte das medidas de fiscalização coordenadas pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), por meio do Gabinete de Gestão Integrada (GGI). Participaram da mobilização equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Polícia Penal, Sistema Socioeducativo e demais instituições parceiras.
CBMMT convoca candidatos para teste físico de seleção de brigadistas temporários em MT
Processo seletivo oferece 150 vagas em 29 municípios; aprovados vão atuar no combate e prevenção aos incêndios florestais durante a estiagem O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) divulgou o resultado definitivo das inscrições, da análise de títulos e a convocação dos candidatos habilitados para o Teste de Aptidão Física (TAF) do processo seletivo para contratação de brigadistas temporários. A convocação foi publicada na noite desta quinta-feira (25). Ao todo, o certame disponibiliza 150 vagas para atuação em 29 municípios mato-grossenses, com o objetivo de reforçar as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais durante o período de estiagem. O TAF será realizado neste sábado e domingo (27 e 28), nos locais definidos no edital de convocação. A etapa consiste em uma caminhada de 2,4 quilômetros, em que os candidatos deverão transportar uma bomba costal utilizada no combate ao fogo, com peso de até 24 quilos quando abastecida. A avaliação física tem caráter eliminatório e terá peso dois na nota final do processo seletivo. A classificação dos candidatos será formada pela soma da pontuação obtida na análise de títulos e no desempenho no teste físico. Após a aprovação, os selecionados passarão por um curso de capacitação oferecido pelo CBMMT antes do início das atividades nos municípios de lotação. Os brigadistas temporários irão atuar no apoio às operações de combate aos incêndios florestais, manutenção de aceiros, abertura de acessos, rondas preventivas em áreas rurais e conservação dos equipamentos utilizados pelas equipes. A contratação terá duração de quatro meses, com jornada em escala de 12 horas de serviço por 36 horas de descanso. A remuneração será de R$ 2,6 mil, com acréscimos proporcionais referentes ao 13º salário e ao terço constitucional de férias. As vagas contemplam municípios como Cuiabá, Poconé, Cáceres, Barra do Garças, Alta Floresta, Colíder, Juara, Tangará da Serra, entre outros.
Sema monitora 402 planos autorizados e busca ampliar áreas manejadas em Mato Grosso
Estado possui 5,2 milhões de hectares em manejo sustentável e pretende alcançar 6,5 milhões até 2040; atividade técnica apresentou etapas de exploração responsável da floresta A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) monitora atualmente 402 planos de manejo autorizados e em execução. Mato Grosso possui 5,2 milhões de hectares em áreas de manejo florestal e a meta é ampliar esse número para 6,5 milhões de hectares até 2040. Nesta quinta-feira (25.6), equipes do órgão ambiental participaram de uma imersão prática na Fazenda Leonel Bedin, em Ipiranga do Norte, onde cerca de 150 pessoas acompanharam, em campo, as etapas do manejo em uma área de 300 hectares. A atividade integrou a programação da 6ª edição do Dia na Floresta, promovida pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem). “Quando nós olhamos para as áreas de manejo, a incidência é de menos de 10% de desmatamentos posteriores e também não há incidência de incêndios florestais, porque essas áreas possuem acessos e mantêm toda uma estrutura”, destacou a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti. Ela explicou que o manejo florestal não se confunde com a supressão de vegetação. “A incidência de ilegalidade nos desmatamentos é superior à registrada em manejos florestais sustentáveis”, assegurou. No manejo florestal, conforme a secretária, existem critérios que devem ser seguidos para o levantamento florestal e a realização do inventário dos indivíduos existentes na área contemplada pelo projeto. A partir desses dados, e considerando a renovação da floresta, é estabelecida uma matriz com a indicação do volume que pode ser extraído. “O Brasil tem critérios técnicos muito mais especializados do que outros países, que não possuem um regramento capaz de considerar a especificidade de cada área. Em Mato Grosso, possuímos várias matrizes, pois as regiões são diferentes. Mas, ao final, todos esses critérios levam ao objetivo principal, que é manter a floresta para um novo ciclo”, ressaltou Lazzaretti. O processo para autorização do manejo florestal, segundo a secretária, começa com a elaboração do projeto pelo empreendedor. O órgão ambiental recebe todos os dados de forma digital, com 100% do inventário realizado e georreferenciado. Na sequência, as informações são analisadas pelos técnicos que atuam no licenciamento. Se tudo estiver de acordo com a legislação, incluindo o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado, a Sema emite a autorização de exploração florestal. “Com a emissão da autorização, nós temos uma estrutura de monitoramento e passamos a confrontar as imagens das áreas com a exploração que acontece em campo e com a comercialização desses produtos no nosso sistema Sisflora 2.0, que acompanha o corte, a secção, o transporte e o comércio de todo o produto florestal deste manejo”, explicou. Segundo a secretária, o monitoramento contínuo permite ao órgão ambiental acompanhar se a exploração está ocorrendo exatamente onde foi autorizada e se a árvore cortada e informada no sistema é compatível com a apresentada no projeto. Para o presidente do Cipem, Gleisson Tagliari, o manejo representa um compromisso de longo prazo com a manutenção da floresta em pé, capaz de manter a área produtiva e preservada nas décadas seguintes. “Quando você faz manejo florestal, assume um compromisso de garantir que aquela propriedade permaneça com floresta e que, daqui a 25 ou 30 anos, exista um novo ciclo de madeira. Ou seja, você promove também a conservação das nossas florestas. Levar esse conhecimento adiante traz mais credibilidade, mais visibilidade e gera mais confiança sobre o trabalho desenvolvido pelo setor.” Nas áreas de manejo, o corte das árvores é feito de maneira seletiva, respeitando o ciclo de vida dos indivíduos. Árvores que já cumpriram seu papel na natureza são colhidas de forma estratégica, minimizando o impacto ambiental e dando espaço para que novas árvores possam crescer e garantir a proliferação das espécies. Imersão na floresta Durante a trilha técnica, os participantes percorreram trechos da floresta acompanhados por especialistas. A atividade contou com apoio tecnológico do aplicativo Madereiro, da G2R Soluções Tecnológicas, que fornece em tempo real o mapa da área, árvores catalogadas e a classificação das espécies por meio de um sistema de cores. Encerrando o ciclo, os participantes visitaram a Madeireira São Miguel, em Sinop, para conhecer de perto as etapas da indústria, acompanhando a transformação de toras brutas em matéria-prima pronta para uso na construção civil, fabricação de móveis ou outros setores. O Dia na Floresta 2026 contou com o apoio de diversas entidades, entre elas, a Sema, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec), a Universidade Federal de Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar, a Associação Mato-grossense dos Engenheiros Florestais (AMEF) e vários sindicatos.
Jayme questiona empréstimo de R$ 1,5 bilhão; Pivetta rebate e promete 100 mil moradias em 10 anos
A disputa política entre o senador Jayme Campos (União Brasil) e o vice-governador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), ganhou um novo capítulo e promete dominar os debates políticos nas próximas semanas. O motivo da nova queda de braço é o projeto enviado pelo Governo do Estado à Assembleia Legislativa que pede autorização para contratar um empréstimo de R$ 1,5 bilhão destinado a investimentos na área da habitação. Jayme Campos fez duras críticas à proposta e questionou por que o Estado pretende buscar mais um financiamento se o próprio governo afirma constantemente que Mato Grosso vive uma das melhores situações financeiras da sua história. Segundo o senador, o Executivo divulga que possui bilhões de reais em caixa e que a arrecadação continua crescendo. Diante desse cenário, ele afirma que não faz sentido recorrer a novos empréstimos. “Onde está esse dinheiro? Falam todos os dias que o caixa está cheio. Como é que agora precisam fazer mais um empréstimo? Daqui a pouco o Estado estará endividado até a boca”, criticou. Outro ponto levantado por Jayme foi a promessa de construção de 60 mil novas moradias. Para ele, a meta é irreal. “Em oito anos o governo não entregou 20 mil casas. Como vai construir 60 mil em poucos meses? Isso precisa ser melhor explicado”, afirmou. Pivetta responde Durante entrevista ao Jornal do Meio-Dia, Pivetta rebateu as críticas e disse que o senador está interpretando os números de forma equivocada. Segundo o vice-governador, o empréstimo não é para construir todas as casas imediatamente nem será executado apenas nos últimos meses da atual gestão. Ele explicou que o objetivo é garantir recursos para a infraestrutura dos conjuntos habitacionais, já que, segundo o governo, não existem linhas específicas de financiamento para esse tipo de investimento estadual. Pivetta lembrou ainda que o Estado encontrou mais de 12 mil moradias paradas de governos anteriores e afirmou que parte delas foi concluída pela atual administração. De acordo com ele, o planejamento prevê a construção de 100 mil moradias ao longo de dez anos. Desse total: cerca de 40 mil unidades já estariam viabilizadas; outras 60 mil seriam contempladas com o novo financiamento de R$ 1,5 bilhão. A meta, segundo o vice-governador, é entregar aproximadamente 10 mil casas por ano. Debate deve ganhar força A discussão sobre o empréstimo deve movimentar a Assembleia Legislativa nos próximos dias e tende a se transformar em um dos principais temas da pré-campanha ao Governo de Mato Grosso. Enquanto Jayme questiona a necessidade de contrair novas dívidas diante do caixa bilionário anunciado pelo Estado, Pivetta defende que o financiamento é essencial para ampliar os investimentos em habitação e resolver um déficit histórico. Com a aproximação das eleições de 2026, o confronto entre os dois líderes políticos está apenas começando e promete esquentar ainda mais o cenário eleitoral nos próximos meses.
Abilio anuncia definição de novo secretário da Educação após conclusão de balanço financeiro
Com Reginaldo Teixeira acumulando interinamente as secretarias de Educação e Obras, prefeito afirma que escolha do titular deve ocorrer ainda neste mês. O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, afirmou que deve anunciar ainda neste mês o nome do novo secretário municipal de Educação. A definição, segundo ele, ocorrerá após a conclusão de um levantamento financeiro realizado na pasta pelo atual secretário interino, Reginaldo Teixeira. Desde a saída de Amaury Monge, em abril, Reginaldo Teixeira passou a responder temporariamente pela Educação, enquanto continua à frente da Secretaria de Infraestrutura e Obras. De acordo com o prefeito, a missão do gestor foi concentrada na análise da situação econômica da pasta antes da definição do novo titular. Abilio explicou que o levantamento está em fase final e que, concluído esse trabalho, a administração municipal decidirá quem assumirá definitivamente a Secretaria de Educação. O prefeito também adiantou que a definição envolverá a reorganização do comando da Secretaria de Obras, atualmente acumulada por Teixeira. A escolha do novo secretário ocorre em meio a um cenário de pressão política e administrativa. A Secretaria de Educação, que possui o segundo maior orçamento da Prefeitura de Cuiabá, está sob investigação após a identificação de indícios de um possível déficit estimado em R$ 80 milhões, referente ao período em que Amaury Monge esteve à frente da pasta. Com Reginaldo Teixeira prestes a completar três meses no comando interino da Educação, aliados da gestão vinham cobrando uma definição para garantir maior estabilidade administrativa em uma das áreas consideradas estratégicas do município.