Por unanimidade, os deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovaram, em primeira e segunda votações, nesta quarta-feira (1º), os projetos de lei encaminhados pelo governo do estado que reestruturam os quadros da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, garantindo a promoção de oficiais e praças das corporações. As matérias, articuladas pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), seguem agora para a sanção do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). As propostas foram encaminhadas pelo Executivo após o anúncio da convocação dos últimos aprovados no concurso da Polícia Militar de 2022 e têm como objetivo valorizar a carreira militar, corrigindo defasagens na estrutura das corporações e garantindo maior equilíbrio no fluxo de promoções. Crédito – Rodrigo Prates Para a Polícia Militar, o projeto promove 45 capitães e majores. Conforme a mensagem encaminhada pelo governo, a medida busca regularizar o fluxo de promoções, evitar a estagnação funcional dos oficiais e corrigir distorções causadas por alterações estruturais anteriores. Já para o Corpo de Bombeiros Militar, a proposta contempla a promoção de 18 capitães ao posto de major e de 50 sargentos ao cargo de subtenente. Com isso, o efetivo da corporação passa a contar com 4.048 militares. Max destacou que a aprovação das matérias representa mais um passo na valorização dos profissionais da segurança pública e reafirma o compromisso do Parlamento com o fortalecimento das instituições. “A Assembleia cumpriu seu papel ao dar celeridade a projetos que valorizam quem dedica a vida à proteção da população. Essas promoções representam reconhecimento profissional, fortalecem as corporações e refletem diretamente na qualidade dos serviços prestados aos mato-grossenses”.
Mato Grosso amplia combate à violência contra a mulher com portal inédito e educação preventiva nas escolas
Novo portal reúne serviços, denúncias e informações em um único ambiente digital, enquanto lei determina que a prevenção à violência contra as mulheres passe a integrar o currículo da rede estadual de ensino. O Governo de Mato Grosso deu mais um passo no fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção das mulheres ao lançar, nesta quarta-feira (1º), o portal Mulher MT, uma plataforma digital criada para centralizar informações, serviços e orientações sobre o enfrentamento à violência de gênero. Na mesma cerimônia, também foi sancionada a lei que torna obrigatória a abordagem pedagógica da prevenção à violência contra as mulheres em todas as escolas da rede estadual de ensino. A nova plataforma foi desenvolvida de forma integrada entre diferentes órgãos estaduais e tem como objetivo facilitar o acesso da população a informações essenciais. O portal reúne endereços e contatos da rede de acolhimento às vítimas, materiais educativos, indicadores sobre violência de gênero, vídeos explicativos, além de disponibilizar acesso a serviços como o registro de ocorrências e denúncias. Durante o lançamento, o governador Otaviano Pivetta destacou que o enfrentamento à violência contra as mulheres exige atuação permanente e integrada entre segurança pública, educação e políticas sociais. Segundo ele, o Estado tem intensificado ações tanto na repressão aos crimes quanto na construção de estratégias preventivas para transformar essa realidade. A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, Mariell Antonini, ressaltou que o portal foi concebido para atender diferentes públicos, desde mulheres em situação de violência até profissionais, pesquisadores e gestores públicos. A proposta é concentrar, em um único ambiente virtual, informações confiáveis que fortaleçam a prevenção, o acolhimento e a formulação de políticas públicas. Outro avanço anunciado foi a sanção da legislação que incorpora o tema da prevenção à violência contra as mulheres ao currículo da educação estadual. A iniciativa prevê que o assunto seja trabalhado de forma interdisciplinar nas diversas disciplinas, promovendo a conscientização dos estudantes desde os primeiros anos da formação escolar. De acordo com a secretária de Estado de Educação, Flávia Soares, a proposta vai além do conteúdo teórico. Os professores já estão sendo preparados para abordar o tema em sala de aula, identificar possíveis situações de violência e orientar estudantes que necessitem de acolhimento. A ideia é utilizar exemplos ligados à realidade, como dados estatísticos nas aulas de matemática e reflexões sobre linguagem e respeito nas atividades de língua portuguesa. As medidas fazem parte do programa Mato Grosso em Defesa das Mulheres, lançado neste ano, que reúne ações integradas voltadas à prevenção da violência, fortalecimento da rede de atendimento e ampliação do acesso das vítimas aos serviços públicos. Com a criação do portal e a inclusão da temática no ambiente escolar, o Governo de Mato Grosso busca fortalecer uma política de enfrentamento que une informação, educação e proteção, apostando na conscientização como instrumento fundamental para reduzir os índices de violência contra as mulheres no Estado.
A INÉRCIA QUE FERE: QUANDO A ESCOLA IGNORA O BULLYING E PUNE A VÍTIMA
O recreio ainda não acabou, mas a criança já não quer mais voltar para a sala de aula. O apelido ofensivo se repete. A risada dos colegas machuca mais que o empurrão. O professor vê, ouve, mas segue a rotina. A coordenação é avisada, mas responde que “isso é coisa de criança”. Até que um dia a provocação passa do limite. A vítima chora, grita, tenta se afastar, pede ajuda. Em alguns casos, num impulso de medo ou desespero, reage de forma inadequada. E é exatamente nesse momento que a escola age, não para corrigir a omissão anterior, mas para punir quem já vinha sofrendo. Advertência. Suspensão. Em situações mais graves, até expulsão. O agressor? Muitas vezes segue intocado. Essa situação, infelizmente, não é exceção. É realidade cotidiana em muitas instituições de ensino. É importante deixar algo muito claro: reagir não é sinônimo de agredir. O que se espera de uma criança ou adolescente não é submissão silenciosa, mas também não é violência. O problema é quando a escola só enxerga o episódio final, ignora todo o histórico de humilhações e transforma a vítima em culpada. O bullying não começa com agressão física. Ele nasce no silêncio. Cresce na omissão. E se fortalece quando o adulto responsável escolhe não intervir. Falo também com a dor de quem já viu isso de perto. Situações semelhantes ao bullying já atingiram pessoas da minha própria família. E talvez por isso eu tenha aprendido, na prática, que a omissão machuca mais do que muitos atos diretos. Quando o adulto responsável silencia, a criança aprende que está sozinha. A escola não é apenas um espaço de aprendizado acadêmico. Ela assume, juridicamente, um dever de cuidado. Ao receber um aluno, assume também a responsabilidade de garantir um ambiente seguro, saudável e livre de violência, inclusive psicológica. Ignorar o bullying é falhar nesse dever. E aqui entra um ponto que muitos pais desconhecem: a relação entre escola e família também envolve responsabilidade jurídica. Quando a instituição se omite diante de agressões reiteradas, ela pode ser responsabilizada. Não apenas por falha pedagógica, mas por negligência. Nesses casos, procurar um advogado não é exagero. É proteção. Um acompanhamento jurídico pode: orientar os pais sobre como formalizar reclamações e registros; exigir providências administrativas da escola; solicitar medidas preventivas para cessar o bullying; impedir punições injustas ou desproporcionais; e, quando necessário, buscar responsabilização civil da instituição. O advogado não entra para criar conflito, mas para restabelecer equilíbrio, proteger a criança e obrigar a escola a cumprir seu dever. Esperar que o problema se resolva sozinho costuma sair caro, emocionalmente e juridicamente. Punir apenas a reação, sem analisar o contexto, é aprofundar a injustiça. É ensinar que pedir ajuda não funciona. É normalizar a violência silenciosa. Bullying se combate com prevenção, escuta ativa, intervenção precoce e responsabilidade institucional. A escola precisa agir antes da agressão física, não depois. Precisa observar padrões, registrar ocorrências, envolver famílias e, sobretudo, não fechar os olhos. Quando a inércia vira regra, o dano ultrapassa o momento. Ele deixa marcas profundas, afeta a autoestima, o aprendizado e a confiança da criança ou do adolescente. E quando o Direito entra em cena, normalmente é porque alguém falhou antes. Proteger não é exagero. Intervir não é perseguição. E agir cedo é sempre melhor do que remediar tarde. Educação também é cuidado. E cuidado não admite omissão. Diogo Fernandes Colunista em Justiça & Sociedade, MT Urgente News Advogado, fundador do escritório Diogo Fernandes Advocacia
Fila Zero reduz espera por cirurgias em 41% e Governo de MT prepara investimento de R$ 400 milhões para ampliar atendimentos
Programa já realizou mais de 718 mil procedimentos desde 2023, diminuiu o tempo médio de espera para cirurgias eletivas de 77 para 45 dias e amplia oferta com nova tabela do SUS e adesão de mais municípios. O programa Fila Zero na Cirurgia, desenvolvido pelo Governo de Mato Grosso, alcançou uma redução de 41% no tempo médio de espera por cirurgias eletivas desde o início de sua execução, em abril de 2023. Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) mostram que o período de espera caiu de 77 para 45 dias até meados de junho deste ano, resultado atribuído à ampliação da oferta de procedimentos e à reorganização dos serviços da rede pública de saúde. A iniciativa entra agora em uma nova etapa, com previsão de investimento de R$ 400 milhões para 2026. Os recursos serão destinados à realização de aproximadamente 588 mil procedimentos eletivos, fortalecendo a capacidade de atendimento em todo o Estado. Segundo o governador Otaviano Pivetta, a prioridade da gestão é garantir mais rapidez no acesso aos procedimentos cirúrgicos e reduzir o tempo de espera dos pacientes. Ele destacou que, após investimentos na estrutura hospitalar e na expansão da rede de saúde, o foco é assegurar maior eficiência no atendimento à população. Crédito: Arquivo pessoal O secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, afirmou que a terceira fase do programa será impulsionada pela nova Tabela SUS Mato Grosso, em vigor desde maio. Com valores superiores aos praticados na tabela nacional, a medida busca ampliar o interesse de hospitais e instituições parceiras na realização de procedimentos pelo Sistema Único de Saúde. Desde sua implantação, o Fila Zero contabiliza 718.025 atendimentos, dos quais 661.331 foram procedimentos ambulatoriais e 56.694 hospitalares. Nesse período também foram realizados 383.324 exames, 225.881 consultas especializadas e 105.923 cirurgias eletivas. De acordo com a SES, o desempenho do programa reflete maior eficiência na organização da rede estadual e amplia a capacidade de resposta do sistema público de saúde para pacientes que aguardavam procedimentos de média e alta complexidade. A nova tabela de remuneração também ampliou a adesão ao programa. Até o momento, foram apresentadas 25 novas propostas de municípios e outras seis de consórcios intermunicipais de saúde. A rede credenciada passou a contar com 90 hospitais, enquanto o número de procedimentos contemplados aumentou de 466 para 556. Cuiabá inicia cirurgias bariátricas pelo programa Entre as novidades do Fila Zero está a inclusão das cirurgias bariátricas em Cuiabá. Em junho, a Prefeitura realizou os dois primeiros procedimentos regulados pela Central de Regulação Municipal por meio do programa estadual. As cirurgias ocorreram no Hospital e Maternidade Santa Helena, pelo SUS. Uma das pacientes atendidas foi a auxiliar de serviços gerais Norma Sueli Rodrigues Viana, de 49 anos, moradora do bairro Altos da Serra I. Ela passou pelo procedimento por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva que proporciona recuperação mais rápida. Após receber alta, a paciente segue em recuperação e espera melhorar significativamente sua qualidade de vida com a perda de peso. Atualmente, o Fila Zero na Cirurgia reúne a participação de 88 municípios mato-grossenses, além de hospitais públicos, filantrópicos e privados conveniados. Desde sua criação, o Governo do Estado já destinou mais de R$ 343 milhões aos parceiros responsáveis pela execução dos procedimentos, consolidando o programa como uma das principais estratégias para reduzir as filas de espera por atendimento especializado em Mato Grosso.
Max Russi celebra convocação que zera cadastro da PM e fortalece segurança pública
Por meio de articulações do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) anunciou o chamamento de 220 soldados aprovados no concurso da Polícia Militar de Mato Grosso, realizado em 2022, zerando a lista de aprovados. Os novos policiais militares atuarão nos municípios de Confresa, Alta Floresta, Juína e Peixoto de Azevedo. Também serão convocados dois oficiais médicos aprovados no certame da corporação. A reunião entre Max, o governador, aprovados no concurso e representantes das forças de segurança ocorreu na manhã desta quarta-feira (1º), no Salão Garcia Neto, no Palácio Paiaguás. “Esse é um resultado que demonstra a importância da relação entre a Assembleia Legislativa e o Governo do Estado. Quero agradecer ao governador por reconhecer essa demanda, que era justa e necessária. A Assembleia seguirá sendo parceira em todas as iniciativas que fortaleçam a segurança pública de Mato Grosso”, destacou Max Russi. Vale lembrar que as articulações para as convocações começaram ainda em maio deste ano. Desde então, o Governo do Estado já havia realizado dois chamamentos, sendo o penúltimo destinado a 420 alunos-soldados e 30 alunos-oficiais. Inicialmente, a previsão era de que os demais aprovados fossem convocados de forma gradativa até o fim deste ano, conforme havia sinalizado o governador. No entanto, diante do avanço das tratativas e da necessidade de reforçar o efetivo da segurança pública, Pivetta decidiu antecipar a convocação de todos os remanescentes. A decisão foi comemorada pela capitã da Polícia Militar, Cláudia Sousa, que acompanhou o anúncio. “Quando recebemos a notícia foi uma festa. Quero aproveitar a oportunidade para agradecer ao presidente da Assembleia, deputado Max, que nunca fechou as portas e sempre esteve aberto a nos receber. Sempre esteve ao nosso lado dizendo que a nossa demanda, se dependesse dele, estaria aprovada”, declarou. Além das convocações, o chefe do Executivo encaminhou à Assembleia Legislativa um projeto de lei que autoriza a promoção de oficiais da Polícia Militar e de oficiais e praças do Corpo de Bombeiros Militar. Conforme o presidente Max, a expectativa é aprovar o projeto ainda nesta quarta. Na Polícia Militar, a proposta prevê a promoção de 45 capitães ao posto de major. Já no Corpo de Bombeiros Militar, o projeto contempla a promoção de 18 capitães ao posto de major e de 50 sargentos à graduação de subtenente. O anúncio também foi celebrado pelo capitão do Corpo de Bombeiros Militar, George de Castro Martins, que destacou a importância da medida tanto como reconhecimento profissional quanto para a valorização e motivação da tropa. “Governador, quero agradecer ao senhor por tudo que tem feito. Queremos aqui agradecer também o presidente da Assembleia, Max Russi. Presidente, sem palavras para agradecer ao senhor por tudo que tem feito. recebeu o Corpo de Bombeiros, atendeu a demanda, sabe que é uma pauta sensível pois depende também da capacidade financeira do estado, muito obrigada”, finalizou.
MT reúne oportunidades com salários de até R$ 16 mil; veja
Mato Grosso está com diversas oportunidades abertas em concursos públicos, com vagas em prefeituras, câmaras municipais e no Tribunal de Justiça. As seleções contemplam cargos de níveis médio, técnico e superior, com salários que podem chegar a R$ 16.346,38, dependendo da função escolhida. As oportunidades estão distribuídas em diferentes municípios e incluem áreas como saúde, educação, administração, jurídico, controle interno, serviços gerais e funções especializadas. Os prazos de inscrição variam conforme o edital, por isso os candidatos devem ficar atentos às datas e aos requisitos de cada processo seletivo. Confira a lista de concursos disponíveis: Concurso Prefeitura de Primavera do Leste Vagas: 33 Cargos: Agente de Monitoramento, Assistente Social, Auxiliar de Consultório Dentário, Cirurgião Dentista 20H – Paciente PNE, Cirurgião Dentista 20H – Periodontia, Controlador Interno (Ciências Contábeis), Enfermeiro Padrão, Fonoaudiólogo, Fonoaudiólogo Educacional, Médico 20H – Cirurgia Oncológica, Médico 20H – Endocrinologia, Médico 20H – Ginecologia, Médico 20H – Mastologia, Médico 20H – Neurologia, Médico 20H – Oncologia Clínica, Médico 20H – Ortopedia, Médico 20H – Psiquiatria, Médico 20H – Urologia, Médico 40H – Clínico Geral, Monitor Serviços Educacionais, Monitor Social, Procurador Municipal, Professor de Educação Física, Professor Pedagogo, Psicólogo, Técnico de Manutenção, Técnico em Higiene Dental, Técnico em Laboratório , Técnico Esportivo – Atletismo, Técnico Esportivo – Canoagem, Técnico Esportivo – Jiu-Jitsu, Terapeuta Ocupacional. Salário: até R$ 16.346,38 Inscrições: de 08/07/2026 até 09/08/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-primavera-do-leste-mt-2026 Câmara Conquista D’Oeste Vagas: 2 Cargos: Advogado, Assistente Administrativo, Auxiliar de Serviços Gerais Salário: até R$ 6.595,08 Inscrições: de 07/07/2026 até 05/08/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-concurso-camara-de-conquista-d-oeste-mt-001-2026 Câmara de General Carneiro Vagas: 4 Cargos: Procurador Jurídico, Auditor de Controle Interno, Agente Administrativo, Assistente de Plenário. Salário: até R$ 4.717,35 Inscrições: de 30/06/2026 até 28/07/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-camara–general-carneiro-mt-2026 Prefeitura de Poconé Vagas: 1 Cargos: Advogado. Salário: até R$ 5.037,51 Inscrições: de 09/06/2026 até 08/07/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-n-01-2026-concurso-prefeitura-de-pocone-mt-advogado Concurso TJ-MT 2026 para Cartórios Vagas: 116 Cargos: Serviços Extrajudiciais do estado, para atuação em delegações de Notas e Registros. Salário: a divulgar Inscrições: de 08/06/2026 até 08/07/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-tjmt-48-2025
Convenções partidárias abrem caminho para as eleições de 2026 e oficializam candidatos a partir de 20 de julho
Partidos e federações terão até 5 de agosto para definir os nomes que disputarão os cargos eletivos; registro das candidaturas deve ser concluído até 15 de agosto. O calendário eleitoral entra em uma das etapas mais importantes rumo às eleições de 2026. A partir do dia 20 de julho, partidos políticos e federações iniciam as convenções partidárias, período destinado à escolha oficial dos candidatos que disputarão os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital. As reuniões deverão ser concluídas até 5 de agosto e representam uma exigência prevista na legislação eleitoral. Somente os nomes aprovados durante essas convenções poderão ter suas candidaturas registradas na Justiça Eleitoral, etapa que deve ser finalizada até o dia 15 de agosto. As convenções funcionam como o momento em que cada legenda define, internamente, quem representará o partido nas urnas. Além da escolha dos candidatos, também são deliberadas questões relacionadas à estratégia eleitoral, formação de coligações para os cargos majoritários e demais decisões previstas nos estatutos partidários. Ao término de cada convenção, os partidos elaboram uma ata oficial contendo todas as deliberações. O documento é obrigatório e integra o processo de registro das candidaturas perante a Justiça Eleitoral, que posteriormente analisará se os candidatos atendem a todos os requisitos legais. No Brasil, a legislação não permite candidaturas avulsas. Por isso, além de estar filiado a um partido político, todo interessado em disputar um cargo eletivo precisa ser oficialmente escolhido durante a convenção da legenda. Caso haja irregularidades no processo ou descumprimento das normas eleitorais, o pedido de registro poderá ser indeferido. As federações partidárias também participam desse processo, observando as regras estabelecidas pela legislação e pelos próprios partidos que as integram. Nas eleições proporcionais, destinadas à escolha de deputados, permanece obrigatória a observância da cota de gênero, que determina o mínimo de 30% e o máximo de 70% de candidaturas de cada sexo. Já para os cargos majoritários, como presidente, governador e senador, continuam sendo permitidas coligações eleitorais. Depois de protocolados os registros, caberá à Justiça Eleitoral verificar se toda a documentação está regular e se os candidatos cumprem os critérios de elegibilidade previstos na Constituição e na legislação, como nacionalidade brasileira, regularidade dos direitos políticos, domicílio eleitoral, filiação partidária e idade mínima exigida para cada cargo. Também permanecem impedidos de concorrer candidatos enquadrados nas hipóteses de inelegibilidade, incluindo aqueles alcançados pela Lei da Ficha Limpa. As eleições gerais estão marcadas para 4 de outubro de 2026. Caso haja necessidade, o segundo turno para presidente da República e governadores será realizado em 25 de outubro. Na ocasião, os brasileiros escolherão o presidente e o vice-presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais e deputados distritais, renovando parte dos cargos do Executivo e do Legislativo em todo o país.
Wellington Fagundes apresenta Mariene como futura primeira-dama e destaca perfil social em pré-campanha ao Governo
Senador intensifica articulação política e aposta na imagem da esposa para reforçar discurso de proximidade com a população e compromisso com ações sociais. Em meio às movimentações que antecedem a disputa pelo Governo de Mato Grosso em 2026, o senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Palácio Paiaguás, utilizou as redes sociais para destacar o papel que a esposa, Mariene Fagundes, poderá desempenhar caso seja eleita primeira-dama do Estado. Na publicação, o parlamentar ressaltou a trajetória de vida de Mariene, afirmando que ela teve origem em uma família humilde e conhece de perto as dificuldades enfrentadas pela população de baixa renda. Segundo Wellington, essa experiência contribuiu para formar uma mulher sensível às demandas sociais e preparada para atuar em projetos voltados às famílias mais vulneráveis. O senador também atribuiu à esposa características como simplicidade, justiça e dedicação ao próximo, afirmando que, na condição de primeira-dama, ela terá um papel ativo na promoção de iniciativas sociais e no atendimento às pessoas que mais necessitam do apoio do poder público. A manifestação ocorre em um momento de fortalecimento da pré-campanha de Wellington Fagundes, que tem intensificado sua presença nas redes sociais e ampliado o diálogo com diferentes segmentos da sociedade. Ao inserir Mariene no discurso político, o pré-candidato busca evidenciar uma proposta de gestão com foco em ações de cunho social e humanitário, reforçando a imagem da família como parte de seu projeto para o Estado. Embora a campanha eleitoral ainda não tenha sido oficialmente iniciada, os principais nomes cotados para a disputa ao Governo de Mato Grosso já ampliam sua exposição pública e a apresentação de propostas, em um cenário de crescente articulação política para as eleições de 2026.
Mais 130 famílias realizam sonho da casa própria em Várzea Grande com apoio do Estado
O Governo de Mato Grosso entregou mais 130 casas do Programa SER Família Habitação, na modalidade Entrada Facilitada, nesta terça-feira (30.6), em Várzea Grande. Ao todo, foram investidos R$ 3,1 milhões em subsídios no empreendimento. Atualmente, 2.448 moradias já foram viabilizadas no município, das quais 1.510 foram entregues. Uma das beneficiadas pelo empreendimento foi a operadora de máquinas Patrícia Conceição Vital, de 37 anos. Ela vai morar na nova residência com a filha de cinco anos e conseguiu uma parcela equivalente ao valor que atualmente paga de aluguel. “A casa em que moro de aluguel hoje é antiga, e eu já precisei gastar com reparos. Agora, na casa nova, vou pagar praticamente o mesmo valor do aluguel para morar no que é meu. O subsídio cobriu quase toda a entrada. Sem ele, eu não conseguiria comprar uma casa agora. Para quem trabalha com carteira assinada, é difícil juntar esse dinheiro”, afirmou. O Programa SER Família Habitação, na modalidade Entrada Facilitada, já aportou R$ 329,8 milhões em subsídios para atender 18,2 mil famílias. As cidades com maior número de moradias viabilizadas são Cuiabá (5.615), Lucas do Rio Verde (2.833) e Sinop (2.452). Segundo o governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, a modalidade Entrada Facilitada está viabilizando cerca de 1,5 mil contratos de novas moradias por mês no Estado. Com esse resultado, a estimativa é alcançar a meta de mais 60 mil unidades habitacionais viabilizadas em aproximadamente três anos. No início deste ano, o Programa SER Família Habitação alcançou a marca de 40 mil unidades viabilizadas. Desde então, uma nova meta foi estabelecida: viabilizar outras 60 mil moradias, totalizando 100 mil unidades até 2029. Durante a entrega das 130 casas em Várzea Grande, o governador acrescentou que, desde 2019, o Governo de Mato Grosso trabalha para estruturar um programa eficiente e adequado às necessidades da população. Jana Pessôa -Secom/MT “Nós vamos conseguir fechar 18 mil contratos por ano graças a uma parceria em que Estado, Governo Federal e prefeituras se uniram em prol da população. E temos que seguir firmes porque as famílias têm pressa. Não é fácil viver de aluguel. Eu já passei por isso e sei como é”, afirmou. O presidente da MT Participações e Projetos (MT Par), Wener Santos, explicou que o principal obstáculo entre os trabalhadores e a conquista da casa própria, em grande parte dos casos, é o valor da entrada. “Muitas famílias têm condições de pagar a parcela do financiamento. O problema é a entrada, que pode chegar a cerca de R$ 50 mil. Foi justamente nesse ponto que o programa atuou. Ele ajudou as pessoas a terem acesso à casa própria e a pagarem uma prestação que, na maioria das vezes, corresponde ao valor do aluguel”, relatou. O programa O Programa SER Família Habitação, na modalidade Entrada Facilitada, já investiu R$ 44 milhões em subsídios no município de Várzea Grande. Os recursos contribuíram para que 2.166 famílias adquirissem a casa própria. Na modalidade, as famílias podem receber subsídio de até R$ 25 mil para aplicação na entrada do primeiro imóvel. O valor pode ser somado aos benefícios do programa habitacional do Governo Federal, o Minha Casa, Minha Vida, além das condições diferenciadas de financiamento oferecidas pela Caixa Econômica Federal (CEF). Em todas as suas modalidades, o Programa SER Família Habitação já viabilizou cerca de 45 mil moradias em Mato Grosso, com investimentos estaduais que somam R$ 404 milhões. Estiveram presentes no evento o assessor especial da Presidência da República, Valtenir Pereira; o superintendente de Rede da Caixa Econômica Federal, João Henrique Cruz; e a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti.
Projeto de Max Russi arrecada 4,7 mil itens para indígenas
O projeto MT+Indígena, liderado pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), arrecadou 4.765 itens durante a campanha solidária realizada no Teatro Zulmira Canavarros, em Cuiabá, na última semana. A ação reuniu doações destinadas a indígenas em situação de vulnerabilidade e em tratamento de saúde fora de seus territórios. Ao todo, a mobilização arrecadou 3.840 peças de roupas, 125 brinquedos, 90 pares de calçados, 580 itens de higiene pessoal e materiais de limpeza, além de 130 quilos de alimentos. O resultado reforça a proposta do MT+Indígena de unir assistência social, acolhimento e respeito à cultura dos povos originários. Doações vão atender CASAI e territórios indígenas Max Russi lançamento CST Indígena. Foto: Gilbeto Leite. Parte das doações será destinada à Casa de Saúde Indígena (CASAI) de Cuiabá. A unidade receberá 800 peças de roupas para reforçar o acolhimento de pacientes indígenas que permanecem na capital durante tratamentos de média e alta complexidade. Além disso, os demais itens seguirão para os territórios indígenas por meio dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). Serão contemplados os DSEIs Xingu, Xavante e Araguaia, que farão a distribuição conforme as necessidades das comunidades atendidas. Para Max, o resultado da campanha mostra a força da solidariedade e o compromisso da Assembleia Legislativa com ações concretas em favor dos povos indígenas. “Essa arrecadação representa cuidado, respeito e responsabilidade social. Muitas famílias indígenas vêm para Cuiabá em busca de tratamento de saúde e enfrentam momentos difíceis longe de suas aldeias. Por isso, cada peça doada ajuda a oferecer mais dignidade, acolhimento e conforto”, destacou o presidente da ALMT. Iniciativa – O programa MT+Indígena integra as ações da Câmara Setorial Temática (CST) da Saúde Indígena da ALMT, de iniciativa de Max. A iniciativa reúne medidas voltadas à proteção, ao fortalecimento e à melhoria da qualidade de vida dos povos indígenas em Mato Grosso.