Limite de gastos autorizado pela Justiça Eleitoral chega a R$ 7,1 milhões no primeiro turno e supera em mais de R$ 5 milhões a remuneração que o eleito receberá durante os quatro anos no comando do Estado. A corrida pelo Palácio Paiaguás em 2026 poderá consumir recursos muito superiores à remuneração do futuro governador durante todo o mandato. De acordo com os limites de gastos estabelecidos pela Justiça Eleitoral, cada candidato ao Governo de Mato Grosso poderá investir até R$ 7,1 milhões na campanha do primeiro turno, valor que representa mais de quatro vezes o total que o eleito receberá em salários ao longo dos quatro anos de gestão. Atualmente, o salário mensal do governador é de R$ 34.100,55. Considerando os 48 meses de mandato e os quatro décimos terceiros salários, a remuneração acumulada chega a aproximadamente R$ 1,7 milhão. A diferença entre esse montante e o teto de gastos autorizado para a campanha ultrapassa R$ 5,3 milhões. Caso a disputa seja decidida em segundo turno, os candidatos ainda poderão utilizar mais R$ 3,5 milhões, elevando significativamente o custo total permitido para a eleição ao Executivo estadual. A disparidade também aparece na disputa pela Presidência da República. Os presidenciáveis terão limite de R$ 88,9 milhões em despesas no primeiro turno, enquanto o salário do presidente da República, atualmente em R$ 46.366,19 por mês, totaliza cerca de R$ 2,4 milhões durante os quatro anos de mandato. Se houver segundo turno, o teto poderá ser ampliado em mais R$ 44,4 milhões. Na eleição para o Senado, cada candidato poderá gastar até R$ 3,8 milhões. Como os senadores exercem mandato de oito anos e recebem remuneração mensal de R$ 46.366,19, os vencimentos acumulados no período alcançam aproximadamente R$ 4,8 milhões, valor superior ao limite autorizado para a campanha. Entre os candidatos à Câmara Federal, o teto de gastos foi fixado em R$ 3,17 milhões. O valor supera em cerca de R$ 765 mil a remuneração estimada de um deputado federal ao longo dos quatro anos de mandato, calculada em aproximadamente R$ 2,4 milhões. Já para os candidatos à Assembleia Legislativa, o limite de despesas é de R$ 1,2 milhão. Os deputados estaduais recebem atualmente R$ 34.774,64 por mês, o que representa cerca de R$ 1,8 milhão em salários durante os quatro anos de mandato, valor superior ao permitido para investimentos na campanha eleitoral. Os limites de gastos são definidos pela Justiça Eleitoral e têm como objetivo estabelecer regras para o financiamento das campanhas, promovendo maior controle sobre as despesas e buscando garantir equilíbrio entre os concorrentes durante o processo eleitoral.
Operação Cidade Limpa retira mais de 60 anúncios irregulares de vias públicas em Cuiabá
Ação da Secretaria Municipal de Ordem Pública recolheu placas, banners e faixas instalados de forma irregular em postes, árvores, calçadas e áreas verdes; responsáveis serão autuados e multas começam em R$ 1,5 mil. A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), realizou mais uma etapa da Operação Cidade Limpa, recolhendo mais de 60 peças de publicidade instaladas irregularmente em áreas públicas. A ação ocorreu no trecho compreendido entre a Avenida Engenheiro Itamar Marcondes Filho e a Rua Martim Pescador, do Parque Tia Nair ao Jardim Imperial. As equipes de fiscalização encontraram placas, banners e outros materiais fixados em postes de iluminação, postes de sinalização, áreas verdes e até diretamente em árvores, prática que configura crime ambiental. Também foram identificados materiais abandonados em calçadas e terrenos, contribuindo para a poluição visual e o descarte irregular de resíduos. De acordo com a secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, os responsáveis pelas publicidades irregulares identificadas durante a operação serão autuados conforme a legislação municipal. As penalidades variam de acordo com o tamanho da peça e começam em R$ 1,5 mil para anúncios com até cinco metros quadrados. “Qualquer publicidade instalada em área pública está sujeita à aplicação de multa, independentemente de notificação prévia. Os estabelecimentos que conseguimos identificar já começaram a ser autuados, e a ação de fiscalização terá continuidade na próxima semana”, afirmou Juliana. A diretora de Atividades Econômicas da Sorp, Claudia Borges Bertoldo, destacou que a publicidade irregular vai além da poluição visual e pode colocar em risco a segurança da população. Segundo ela, faixas instaladas sobre vias públicas podem cair e provocar acidentes, principalmente com motociclistas. Já placas e banners colocados em calçadas comprometem a mobilidade urbana, dificultando a circulação de pedestres, especialmente de pessoas com deficiência visual. Outro problema observado durante a operação foi a instalação de materiais em postes de iluminação e de sinalização, prejudicando a visibilidade e a segurança no trânsito. As equipes também encontraram fios e arames antigos utilizados na fixação das peças, que representam risco de ferimentos à população. “Percebemos que muitas pessoas instalam a publicidade e depois simplesmente a abandonam. Com o tempo, um material vai sendo colocado sobre o outro, formando um excesso de informações visuais que prejudica motoristas e pedestres”, explicou a diretora. A fiscalização também identificou casos em que empresas substituíram anúncios antigos e descartaram os materiais diretamente em calçadas e terrenos baldios. Além de causar sujeira, esses resíduos podem obstruir bocas de lobo e contribuir para alagamentos durante o período chuvoso. A Secretaria Municipal de Ordem Pública orienta que anúncios de venda ou locação de imóveis são permitidos apenas quando instalados no próprio imóvel anunciado, em formato de banner com dimensão máxima de um metro quadrado. A instalação desse tipo de material em postes, áreas públicas ou imóveis de terceiros é considerada irregular e passível de multa.
Prêmio de Jornalismo de MT passa a receber inscrições apenas por e-mail durante período eleitoral
Site oficial da premiação foi retirado do ar para atender à legislação eleitoral; prazo para inscrição segue até 5 de novembro e premiação chega a R$ 50 mil por categoria. As inscrições para a 2ª edição do Prêmio de Jornalismo do Governo de Mato Grosso passaram a ser realizadas exclusivamente por e-mail em razão do período eleitoral. A partir deste sábado (4), o site oficial da premiação ficará temporariamente indisponível para atender às determinações da legislação eleitoral, sem prejuízo ao cronograma do concurso. Com a mudança, jornalistas interessados em participar deverão encaminhar os trabalhos para o endereço eletrônico premiojornalismo2026@secom.mt.gov.br. As inscrições continuam gratuitas e permanecem abertas até o dia 5 de novembro. Cada profissional poderá inscrever trabalhos em até duas categorias. Nesta edição, o prêmio tem como tema “Ações do Estado de Mato Grosso que o tornam um exemplo de Brasil que dá certo”. As reportagens deverão abordar iniciativas relacionadas a áreas como infraestrutura, educação, saúde, segurança pública, desenvolvimento econômico, meio ambiente, agricultura familiar, cultura, esporte, turismo, empreendedorismo, ciência e tecnologia ou ações sociais. A premiação contempla as categorias Impresso, Internet, Vídeo, Áudio e Fotografia. Os trabalhos inscritos devem ter sido publicados ou veiculados em veículos de comunicação ou plataformas digitais, conforme as regras previstas no edital. Uma das novidades desta edição é a possibilidade de inscrição de fotografias que façam parte de reportagens concorrentes em outras categorias. Os três melhores colocados em cada categoria receberão premiação em dinheiro. O primeiro lugar será contemplado com R$ 50 mil, o segundo com R$ 35 mil e o terceiro com R$ 20 mil. Os valores são líquidos e serão pagos por meio de transferência via Pix.