A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e a Empresa Matogrossense de Tecnologia da Informação (MTI) identificaram uma tentativa de invasão aos sistemas financeiros do Estado, no último dia 28 de junho. A Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) da Polícia Civil foi acionada e já está investigando o caso. Na ocasião, as equipes da Sefaz e MTI encontraram uma ordem de pagamento atípica, encaminhada à instituição bancária no mesmo dia, e a bloquearam imediatamente. Ou seja, a ação foi contida na origem e não gerou nenhum tipo de perda financeira ou ônus ao erário do Estado. É importante destacar que o ponto de vulnerabilidade utilizado na tentativa de fraude foi prontamente desativado, e os ambientes do Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças do Estado (Fiplan) foram isolados, revisados e reconfigurados mantendo os padrões internacionais de segurança. O sistema opera em ambiente seguro e monitorado, garantindo a continuidade do processamento financeiro e das atividades do Estado com total estabilidade. As equipes técnicas da MTI e da Sefaz permanecem atuando de forma ininterrupta no monitoramento preventivo de todo o ecossistema digital corporativo do Estado.
Prefeito de Campo Verde nega protagonismo em investigação e diz colaborar com Operação Gomorra
Alvo de busca e apreensão, Alexandre Lopes afirma que disponibilizou documentos ao Ministério Público e defende apuração sem prejulgamentos. O prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes de Oliveira, afirmou que tem colaborado com as investigações da segunda fase da Operação Gomorra, conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal (Naco), do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). A operação apura suspeitas de irregularidades em licitações e contratos firmados pela administração municipal. Alexandre foi um dos alvos de mandado de busca e apreensão durante a ação. Além dele, o secretário municipal de Obras, Rubens Anunciação Júnior, também foi alvo de busca e acabou afastado do cargo por decisão da Justiça. Outros servidores ligados à Prefeitura de Campo Verde também foram atingidos por medidas judiciais, que incluem afastamento das funções, quebra de sigilos telemáticos e fiscais e indisponibilidade de bens. As diligências foram realizadas em Cuiabá e Campo Verde. Na capital, os mandados foram cumpridos em residências e empresas. Já no município, as equipes estiveram na sede da Prefeitura e nas casas de servidores investigados. Segundo o Ministério Público, as medidas buscam ampliar a coleta de provas e esclarecer a eventual participação de agentes públicos e particulares em supostas fraudes envolvendo processos licitatórios e contratos administrativos. Em manifestação divulgada nas redes sociais, o prefeito afirmou que, desde o início das investigações, determinou total transparência e acesso às informações solicitadas pelos órgãos responsáveis. Segundo ele, toda a documentação requisitada foi entregue de forma integral. Alexandre também contestou a interpretação de que seria o principal foco da investigação. De acordo com o prefeito, a referência ao seu nome nos autos decorre da condição de chefe do Poder Executivo e responsável pela administração municipal, e não de uma suposta posição central nas irregularidades apuradas. O gestor afirmou ainda que irá adotar as medidas cabíveis para contestar qualquer entendimento que considere equivocado e defendeu que a investigação seja conduzida com responsabilidade, equilíbrio e respeito aos fatos, evitando julgamentos antecipados. Ao finalizar o pronunciamento, Alexandre Lopes reafirmou o compromisso de sua gestão com a ética, a transparência e o interesse público, destacando que continuará trabalhando em benefício da população de Campo Verde enquanto acompanha o andamento das investigações.