Senador afirma que ampliar o acesso à informação fortalece a rede de proteção às vítimas e defende ações permanentes de prevenção, acolhimento e responsabilização dos agressores. A sanção da lei que torna obrigatória a ampla divulgação do Ligue 180 em todo o país foi destacada pelo candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), como um avanço importante no fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres. A legislação, publicada no Diário Oficial da União, determina que o serviço seja divulgado em meios de comunicação e em espaços públicos e privados de grande circulação, ampliando o acesso das vítimas às informações sobre os canais de denúncia e acolhimento. Para Wellington, facilitar o conhecimento sobre o Ligue 180 representa uma ferramenta essencial no enfrentamento da violência doméstica e do feminicídio, especialmente em regiões onde o acesso à rede de proteção ainda enfrenta desafios. O canal funciona gratuitamente, 24 horas por dia, oferecendo atendimento por telefone, WhatsApp, e-mail e também em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Ao comentar a nova legislação, o senador ressaltou que a defesa das mulheres sempre esteve entre as prioridades de sua atuação parlamentar. Segundo ele, o combate à violência deve ir além das medidas punitivas, envolvendo ações permanentes de prevenção, orientação e acolhimento às vítimas. Durante a tramitação da proposta no Senado, Wellington defendeu a aprovação do projeto e afirmou que a proteção das mulheres deve ser tratada como uma causa suprapartidária. Para ele, ampliar os mecanismos de informação e acesso aos serviços de atendimento pode fazer a diferença na preservação de vidas e no rompimento do ciclo da violência. Além de apoiar iniciativas voltadas à ampliação da rede de proteção, Wellington também tem defendido medidas voltadas à responsabilização dos agressores. Entre elas estão a criação de programas de reeducação para homens autores de violência, o monitoramento eletrônico de investigados submetidos a medidas protetivas e o endurecimento das regras para presos que continuem ameaçando vítimas e testemunhas mesmo após o encarceramento. Na avaliação do candidato, a efetividade da nova lei dependerá da sua implementação em todos os municípios brasileiros, garantindo que a divulgação do Ligue 180 alcance principalmente mulheres que vivem no interior e em localidades com menor acesso aos serviços públicos. Segundo ele, ampliar a informação significa ampliar as possibilidades de proteção, acolhimento e acesso aos direitos das vítimas.
Mato Grosso registra menor número de focos de calor em julho desde 1998 e reforça alerta para prevenção de incêndios
Estado reduziu em mais de 78% os focos de calor em relação à média histórica, mas autoridades alertam que estiagem exige vigilância e colaboração da população. O mês de julho de 2026 entrou para a história de Mato Grosso com o menor número de focos de calor já registrado desde o início do monitoramento realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em 1998. O Estado contabilizou 746 ocorrências, resultado que representa uma queda de 78,15% em relação à média histórica do período, estimada em 3.414 registros, consolidando os efeitos das ações preventivas desenvolvidas ao longo do ano. Além de superar a média das últimas quase três décadas, o desempenho também ficou abaixo do registrado em julho de 2025, quando foram identificados 1.017 focos de calor, até então o menor índice para o mês. A redução foi de aproximadamente 26,6%, evidenciando a continuidade das estratégias de prevenção, fiscalização e monitoramento adotadas pelo Governo do Estado. Apesar do cenário favorável, as autoridades destacam que a estiagem ainda inspira cuidados. A combinação de baixa umidade do ar, altas temperaturas e ventos intensos cria condições propícias para a rápida propagação do fogo, o que exige atenção permanente da população durante os próximos meses. Segundo o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel Heitor Alves de Souza, o resultado demonstra que o trabalho integrado entre órgãos públicos vem produzindo efeitos positivos, mas não elimina os riscos característicos deste período do ano. Ele ressalta que a prevenção continua sendo a principal ferramenta para evitar incêndios de grandes proporções e reforça a importância de denunciar queimadas irregulares pelos telefones 190, da Polícia Militar, e 193, do Corpo de Bombeiros. Os dados também mostram uma mudança no comportamento dos registros ao longo do trimestre. Enquanto maio somou 831 focos de calor e junho apresentou aumento para 1.440 ocorrências, julho registrou redução significativa, indicando que as medidas preventivas implementadas começaram a produzir resultados mais expressivos. Outro dado relevante é que cerca de 60% dos focos identificados em julho ocorreram em áreas sob responsabilidade da União, como terras indígenas e assentamentos federais. Nesses locais, as ações de combate dependem da atuação dos órgãos federais, uma vez que o Estado não possui autorização legal para intervir diretamente. Desde 1º de julho está em vigor o período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, medida que permanecerá até 30 de novembro. Durante esse intervalo, ficam suspensas as queimadas para limpeza e manejo de áreas rurais, e o descumprimento da norma pode resultar em responsabilização por crime ambiental, além de multas e outras penalidades previstas em lei. Para fortalecer o enfrentamento aos incêndios florestais em 2026, o Governo de Mato Grosso destinou R$ 134 milhões às ações de prevenção e combate. O planejamento operacional prevê o emprego diário de 483 bombeiros militares, 105 brigadistas estaduais e apoio de equipes municipais, além de uma estrutura composta por 80 viaturas, 28 máquinas, seis aeronaves do Grupamento de Aviação Bombeiro Militar e da Defesa Civil, um helicóptero do Ciopaer e um veículo anfíbio SHERP. Esse reforço busca garantir resposta rápida às ocorrências e preservar vidas, o patrimônio e os recursos naturais durante o período mais crítico da estiagem.
Michelle Bolsonaro entra nas articulações em Mato Grosso e defende Janaína Riva na chapa de Wellington Fagundes
Ex-primeira-dama passa a atuar diretamente nas negociações do PL e fortalece projeto de Wellington Fagundes ao Governo; deputada Janaína Riva ganha protagonismo nas principais articulações para 2026 A sucessão estadual em Mato Grosso ganhou um novo e importante capítulo neste sábado (1º). A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro passou a atuar diretamente nas articulações políticas do Partido Liberal (PL) e defendeu que a deputada estadual Janaína Riva (MDB) integre a chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes, pré-candidato ao Governo do Estado. A movimentação, revelada por veículos da imprensa estadual, representa um novo momento dentro das negociações eleitorais e evidencia que as decisões sobre a composição da chapa majoritária deixaram de ser tratadas apenas pela direção estadual do partido e passaram a contar com o envolvimento das principais lideranças nacionais do PL. Michelle reforça projeto de Wellington De acordo com as informações divulgadas, Michelle Bolsonaro considera que Janaína Riva pode agregar força política e eleitoral ao projeto liderado por Wellington Fagundes. Entre os cenários discutidos estão: * Janaína Riva como candidata a vice-governadora na chapa de Wellington Fagundes; * Ou uma composição para o Senado Federal ao lado do deputado federal José Medeiros (PL), formando uma chapa considerada competitiva pela direção nacional do partido. A entrada de Michelle nas negociações demonstra que a construção eleitoral do PL em Mato Grosso passou a ser acompanhada de perto pela executiva nacional, especialmente diante da importância estratégica do Estado para o partido. Direção nacional busca unidade Os bastidores também apontam que a direção nacional do Partido Liberal trabalha para reduzir as divergências internas existentes entre lideranças estaduais. Segundo as informações divulgadas, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, teria orientado a construção de uma composição envolvendo Janaína Riva e José Medeiros, priorizando uma chapa considerada mais competitiva para a disputa de 2026. Até o momento, porém, não houve manifestação oficial do partido confirmando essa orientação. Caso a articulação avance, o desenho eleitoral passaria a contar com: * Wellington Fagundes disputando o Governo do Estado; * Janaína Riva e José Medeiros concorrendo às duas vagas ao Senado Federal. Wellington consolida protagonismo A movimentação também fortalece politicamente o senador Wellington Fagundes. Ao longo dos últimos meses, o parlamentar consolidou sua pré-candidatura ao Governo e passou a ser tratado pelo PL nacional como o principal nome da legenda em Mato Grosso. Nos bastidores, a avaliação é que sua candidatura tem capacidade para reunir diferentes grupos políticos em torno de um projeto único. Caso consiga viabilizar uma aliança envolvendo PL, MDB e outras forças políticas, Wellington poderá ampliar significativamente seu arco de apoio para a disputa estadual. Janaína torna-se a principal peça da sucessão estadual Enquanto as negociações avançam, Janaína Riva permanece no centro das articulações. Mesmo mantendo oficialmente sua pré-candidatura ao Senado pelo MDB, a deputada passou a ser disputada por diferentes grupos políticos. Nos últimos dias, seu nome foi citado em diversos cenários: * possível vice na chapa de Wellington Fagundes; * composição ao Senado pelo PL; * possível vice do governador Otaviano Pivetta (Republicanos); * além de conversas envolvendo outras lideranças estaduais. Essa movimentação evidencia que Janaína deixou de ser apenas uma pré-candidata ao Senado e passou a ocupar posição estratégica na formação das principais chapas que disputarão o Palácio Paiaguás. Novo cenário após o racha no União Brasil As recentes mudanças também ocorrem em meio ao enfraquecimento da base governista após a convenção do União Brasil. O racha interno que impediu a candidatura do senador Jayme Campos ao Governo provocou uma reorganização das forças políticas no Estado. Desde então, diferentes lideranças passaram a discutir novas alianças para a eleição de 2026. Nos bastidores, interlocutores avaliam que parte do grupo político ligado a Jayme poderá migrar para um projeto liderado por Wellington Fagundes, ampliando ainda mais a capacidade de articulação do senador. Embora essas conversas ainda não tenham sido oficializadas, elas demonstram que o cenário eleitoral permanece em intensa transformação. Cenário ainda depende de decisões oficiais Apesar da intensificação das negociações, nenhuma composição foi formalizada. Janaína Riva continua afirmando que seu projeto político é disputar uma vaga no Senado Federal. José Medeiros também não confirmou qualquer mudança em sua posição, e o Partido Liberal ainda não anunciou oficialmente a formação da chapa majoritária. O que já pode ser observado é que a participação de Michelle Bolsonaro nas articulações representa um novo elemento no processo eleitoral de Mato Grosso. Ao defender a presença de Janaína Riva na chapa encabeçada por Wellington Fagundes, a ex-primeira-dama reforça o peso político do senador dentro do PL e amplia as possibilidades de construção de uma ampla aliança para a disputa pelo Governo do Estado. Por: Alex Rabelo Jornalista e estrategista político | MT Urgente News