Equipes abriram aceiros e utilizaram sopradores para conter o avanço das chamas e evitar que o fogo atingisse áreas preservadas O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, nesta terça-feira (8.9), um incêndio que atingiu uma propriedade rural e uma área de mata em Mirassol D’Oeste. As equipes do 7º Núcleo Bombeiro Militar (7º NBM) foram acionadas por volta das 14h45, após chamados de emergência alertarem sobre o avanço do fogo na zona rural do município. No local, os militares constataram que as chamas haviam atingido uma área de pastagem e avançavam em direção à mata. A equipe iniciou o combate com a abertura de aceiros e o uso de sopradores, evitando que o incêndio se alastrasse para áreas preservadas. Após a extinção das chamas, os militares realizaram o rescaldo no local para evitar uma possível reignição. Não há informações sobre as causas do incêndio. Não houve registro de feridos.
OAB-MT cobra investigação rigorosa sobre Caso Master e pede afastamento cautelar de Alexandre de Moraes
Conselho Seccional e Colégio de Presidentes das Subseções aprovaram por unanimidade medidas para garantir apuração independente, célere e transparente sobre os fatos O Conselho Seccional da OAB-MT e o Colégio de Presidentes das Subseções, reunidos nesta terça-feira (8), em sessões extraordinárias, deliberaram, por unanimidade, pela necessidade de uma investigação rigorosa, independente, célere e transparente sobre os fatos relacionados ao chamado Caso Master e eventual envolvimento de autoridades públicas, inclusive ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A deliberação inclui o pedido para que sejam adotadas as medidas cautelares juridicamente cabíveis, entre elas o afastamento cautelar do ministro Alexandre de Moraes e a suspeição do procurador-geral da República, Paulo Gonet, diante de circunstâncias que possam comprometer a necessária imparcialidade institucional. A OAB-MT adota uma posição firme, incisiva e inegociável na defesa do Estado Democrático de Direito. Diante de fatos que possam atingir a credibilidade das mais altas instituições da República, não cabe à Ordem assistir passivamente, silenciar ou relativizar a necessidade de esclarecimento. A sociedade brasileira exige respostas. A OAB-MT entende que nenhuma autoridade, independentemente da posição que ocupe, pode estar imune à apuração e às consequências jurídicas de seus atos. A iniciativa não representa prejulgamento. Representa, ao contrário, o exercício pleno da responsabilidade institucional da OAB de cobrar transparência, independência e efetividade na apuração de fatos que possam comprometer a confiança da sociedade nas instituições. A deliberação será apresentada em Brasília, durante reunião do Colégio de Presidentes de Seccionais com a diretoria do Conselho Federal.
Operação Insídia mira servidores suspeitos de facilitar entrada de celulares para facção em presídio de VG
Polícia Civil cumpre oito ordens judiciais e investiga policial penal e professora por suposto esquema de corrupção e entrada clandestina de objetos no Centro de Ressocialização de Várzea Grande A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (9.9), a Operação Insídia, que investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo servidores públicos suspeitos de facilitar a entrada clandestina de aparelhos celulares e outros objetos ilícitos para integrantes de uma facção criminosa no sistema prisional. Ao todo, são cumpridas oito ordens judiciais em Cuiabá, entre elas dois mandados de prisão preventiva, dois de busca e apreensão, dois bloqueios de ativos financeiros e duas medidas de suspensão cautelar do exercício das funções públicas. As determinações foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias da Capital e têm como alvo um policial penal efetivo e uma professora contratada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), que atuava em salas anexas de uma escola estadual instalada no Centro de Ressocialização de Várzea Grande. As investigações são conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco). Os servidores são investigados por suspeita de corrupção passiva continuada, facilitação e intermediação da entrada de aparelhos telefônicos em estabelecimento prisional e associação criminosa. Segundo a apuração, a atuação dos investigados estaria inserida na logística utilizada por integrantes de uma facção criminosa. A investigação teve início em junho de 2025, a partir da análise de materiais apreendidos que apontaram transferências realizadas por meio de Pix para a professora investigada. Os pagamentos teriam sido feitos por reeducandos, familiares ou visitantes cadastrados na unidade prisional. As movimentações financeiras foram confrontadas com uma denúncia que relatava a participação da professora e do policial penal na introdução clandestina de celulares e outros itens proibidos no presídio, mediante o recebimento de vantagens indevidas. No decorrer da apuração, os investigadores também identificaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a atividade funcional dos servidores. Conforme os levantamentos, o policial penal cobraria entre R$ 7 mil e R$ 10 mil por aparelho celular introduzido na unidade para integrantes da facção. Em determinado período, ele teria utilizado a conta bancária da companheira para receber os valores, numa tentativa de dificultar o rastreamento das transações. A professora, por sua vez, teria se aproveitado do acesso autorizado ao interior da unidade prisional para facilitar a entrada de celulares e outros objetos em benefício da organização criminosa. O policial penal também teria utilizado as prerrogativas decorrentes da função para viabilizar a entrada dos materiais. De acordo com a Polícia Civil, o acesso privilegiado proporcionado pelos cargos ocupados pelos investigados teria sido fundamental para a execução das condutas apuradas. Além das prisões preventivas, a Justiça determinou o afastamento cautelar dos dois servidores de suas funções durante o período das investigações. As buscas realizadas nesta quarta-feira têm como objetivo localizar novos elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos e identificar eventuais outros envolvidos. Também foram determinados bloqueios de ativos financeiros de R$ 14,6 mil em relação à professora e de R$ 25,5 mil referentes ao policial penal. O cumprimento das medidas judiciais é acompanhado pela Corregedoria da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus). O nome da operação faz referência ao termo “insídia”, associado à traição e à falta de lealdade. A denominação remete à suspeita de que os agentes públicos teriam utilizado as próprias funções e o acesso privilegiado ao sistema prisional para favorecer atividades criminosas, violando a confiança depositada pelo Estado e pela sociedade. As investigações permanecem em andamento para identificar possíveis novos envolvidos e dimensionar toda a estrutura e extensão do esquema investigado.
ALMT adia para outubro votação de veto sobre reajuste de servidores do TJMT
Sindicato recorre à Justiça e pede que Assembleia cumpra determinação para realizar, em votação aberta e nominal, nova análise do veto ao reajuste de 6,8% A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) transferiu para o dia 7 de outubro a votação do veto ao Projeto de Lei nº 1.398/2025, que prevê reajuste de 6,8% aos servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A decisão da Presidência da Casa provocou nova reação do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso (SINJUSMAT), que acionou o Tribunal de Justiça para questionar o adiamento. O presidente da Assembleia, deputado Max Russi (Podemos), justificou a mudança de data com base em questões relacionadas à organização da agenda legislativa, convocação dos parlamentares, formação de quórum e calendário eleitoral. Para o sindicato, entretanto, a postergação não estaria de acordo com a determinação judicial que obrigou o Legislativo a refazer a apreciação do veto. A entidade sustenta que a nova votação deveria ocorrer na sessão legislativa subsequente à intimação da Assembleia. A Presidência da ALMT foi oficialmente comunicada da decisão em 14 de agosto e, segundo o sindicato, existe sessão prevista para esta quarta-feira (9), o que permitiria a realização da análise antes da data definida para outubro. Diante disso, o SINJUSMAT pediu ao Judiciário que determine a realização da votação na primeira oportunidade possível e solicitou a aplicação de multa diária caso a decisão não seja cumprida. O sindicato também apontou a possibilidade de convocação de uma sessão extraordinária para garantir o cumprimento da ordem judicial. A determinação para uma nova análise do veto surgiu após o Tribunal de Justiça considerar irregular a votação realizada anteriormente pela Assembleia. Em 3 de dezembro de 2025, os deputados haviam analisado o veto do então governador Mauro Mendes ao projeto de reajuste em votação secreta, que terminou com 12 votos pela manutenção do veto e 10 pela rejeição. O SINJUSMAT contestou judicialmente o procedimento, alegando que a votação sigilosa contrariava as regras estabelecidas pela Constituição Federal após a Emenda Constitucional nº 76/2013. O caso avançou no TJMT e, posteriormente, o Órgão Especial da Corte declarou inconstitucional o dispositivo da Constituição Estadual que dava respaldo à votação secreta. Com a decisão, a Justiça determinou que o veto fosse novamente submetido aos deputados, desta vez por meio de votação aberta e nominal. Cada parlamentar deverá registrar individualmente sua posição sobre a matéria. Ao analisar questionamentos apresentados pela Assembleia, o desembargador Márcio Vidal destacou que uma determinação judicial deve ser cumprida e não pode ter sua execução adiada unilateralmente pelo agente público responsável. A Assembleia chegou a apresentar embargos de declaração, mas o recurso, conforme entendimento do relator, não suspende a obrigação de cumprir a decisão. A discussão também envolve os argumentos apresentados pelo governo estadual quando o veto foi encaminhado ao Legislativo. Mauro Mendes havia rejeitado integralmente o projeto sob a justificativa de que o reajuste representaria aumento permanente de despesas e exigiria demonstração de capacidade financeira para sua manutenção. O Executivo também apontou possíveis impactos sobre a folha de pagamento do Tribunal de Justiça e sobre os limites estabelecidos pela legislação fiscal. No processo judicial, o Tribunal afastou o entendimento de que a nova votação configuraria, por si só, criação de uma nova despesa ou concessão automática do reajuste. Para a Corte, trata-se da repetição de uma etapa do processo legislativo que foi anulada em razão do procedimento adotado anteriormente. Com isso, a decisão sobre o veto ainda permanece pendente. Caso seja mantido o calendário anunciado pela Assembleia, os deputados voltarão a analisar o projeto no dia 7 de outubro, em votação aberta e nominal, conforme determinado pelo Tribunal de Justiça.