Veículo tombou nas proximidades do distrito de Boa Vista, em Rondonópolis; bombeiros utilizaram cerca de 30 mil litros de água para controlar as chamas O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na noite desta quinta-feira (10.9), um incêndio em uma carreta na rodovia BR-364, em Rondonópolis (a 218 km de Cuiabá). A equipe do 3º Batalhão Bombeiro Militar (3º BMM) foi acionada pelo telefone de emergência 193, por volta das 23h, para atender à ocorrência de um veículo em chamas na rodovia, nas proximidades do distrito de Boa Vista. Ao chegar ao local, os bombeiros localizaram a carreta tombada e com o fogo atingindo toda a carga de algodão. Em seguida, os militares iniciaram os trabalhos de combate ao incêndio. Durante a ação, foram utilizados aproximadamente 30 mil litros de água para a extinção das chamas e o resfriamento da estrutura, com o objetivo de evitar novos focos. O trabalho foi encerrado por volta das 4h desta sexta-feira (11.9). Uma equipe da concessionária que administra a rodovia prestou apoio aos bombeiros e ficou responsável pela sinalização e segurança da via, além do monitoramento do veículo e da limpeza do local. Não há informações sobre as causas do incêndio. Não houve registro de feridos.
Max Russi lança campanha em Confresa nesta sexta (11)
O deputado estadual Max Russi (Podemos), candidato à reeleição, lança nesta sexta-feira (11) sua campanha na região Nordeste de Mato Grosso. O encontro será realizado às 19h, na Rua Industrial, em Confresa, a cerca de 1.160 km de Cuiabá, e reunirá apoiadores, lideranças políticas e moradores do município. Ao retornar a Confresa para iniciar mais uma etapa da campanha eleitoral, Max destaca uma relação construída ao longo dos últimos anos por meio de ações diretas e articulação política em benefício da população. “Confresa e toda a região Nordeste têm crescido muito, e esse desenvolvimento precisa vir acompanhado de saúde, infraestrutura, educação e cuidado com as pessoas. Nosso trabalho é estar presente, ouvir as demandas e ajudar a transformar essas necessidades em ações que façam diferença na vida da população”, afirmou Max Russi. CUIDADO COM AS PESSOAS Na saúde, a atuação do parlamentar inclui a articulação de recursos para custeio dos serviços públicos e investimentos para ampliar a estrutura disponível à população. Entre as iniciativas estão recursos para aquisição de cadeiras de rodas, implantação de sala sensorial e veículos destinados ao atendimento das demandas do município. Na área de habitação, Max atua para viabilizar a construção de 50 casas populares em Confresa. A iniciativa já foi autorizada e segue os procedimentos necessários para execução. A infraestrutura também está entre as prioridades. Uma das principais frentes é a duplicação de 4,074 quilômetros da MT-430, projeto que avança na etapa de licitação. O município também recebeu equipamentos para reforçar os serviços públicos e atender o setor produtivo, entre eles um caminhão e um trator. Para Max, os investimentos precisam acompanhar o crescimento de Confresa, que se consolidou como um dos principais polos econômicos do Vale do Araguaia. “Quando a população vê uma obra avançar, um equipamento chegar ou um serviço melhorar, ela sente o resultado do trabalho. É isso que queremos continuar fazendo: transformar as demandas dos municípios em ações concretas que cheguem até as pessoas”, ressaltou. Na educação, está em andamento a construção da Escola Estadual Waldir Bento, projetada com oito salas de aula. Max também trabalha pela viabilização de uma nova unidade do Colégio Estadual Integrado Militar Tiradentes Cabo PM José Martins de Moura, prevista para contar com 24 salas. O lançamento em Confresa será realizado após atos políticos em Jaciara e Cuiabá, que reuniram milhares de pessoas. SERVIÇO O quê: Lançamento da campanha de Max Russi à reeleição na região Nordeste de Mato Grosso Quando: sexta-feira, 11 de setembro, às 19h Onde: Rua Industrial, residência do prefeito Ricardo Babinski, em Confresa
TRE-MT dá 48 horas para ex-prefeito responder a denúncia contra Wellington Fagundes
Juíza rejeitou retirada imediata de entrevista do ar e decidiu ouvir ex-prefeito, sites envolvidos e Ministério Público antes de analisar o mérito da representação A Justiça Eleitoral de Mato Grosso determinou que o ex-prefeito de Juara, Priminho Riva, seja citado para apresentar, no prazo de 48 horas, sua defesa em uma representação que questiona acusações feitas por ele contra o senador Wellington Fagundes (PL) envolvendo suposta cobrança de propina relacionada a emendas parlamentares destinadas ao município. A decisão é da juíza Glenda Moreira Borges, do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), que também negou o pedido de liminar apresentado pela Coligação Coração da Gente, formada por MDB, PL, Novo, Federação Renovação Solidária, PRD e Solidariedade. A ação foi protocolada contra o ex-prefeito e dois sites de notícias de Cuiabá que divulgaram entrevista na qual as acusações foram apresentadas. A coligação pediu a retirada do conteúdo do ar sob o argumento de que as declarações seriam falsas e poderiam interferir no processo eleitoral. Segundo a representação, não existiriam registros de inquéritos, ações penais ou denúncias anteriores relacionadas aos fatos narrados por Priminho Riva, que esteve à frente da Prefeitura de Juara há cerca de duas décadas. Ao analisar o pedido, porém, a magistrada entendeu que não havia elementos suficientes para determinar, de forma imediata, a retirada da entrevista. Para a juíza, a análise sobre a veracidade das declarações exige uma apuração mais aprofundada, já que o ex-prefeito afirma ter presenciado diretamente os acontecimentos mencionados. Com isso, Glenda Moreira Borges optou por ouvir os envolvidos antes de tomar uma decisão definitiva sobre o caso. Além da manifestação de Priminho Riva, deverão ser considerados os argumentos dos demais representados e o posicionamento do Ministério Público Eleitoral. A decisão não representa, neste momento, uma conclusão da Justiça sobre a veracidade ou falsidade das acusações contra Wellington Fagundes. O processo seguirá para análise do mérito após a apresentação das manifestações e dos elementos que possam esclarecer os fatos.
RETA DECISIVA: pesquisas embaralham disputa pelo Governo, Senado tem líderes fora dos debates e Max Russi desponta na corrida pela ALMT
A menos de um mês das urnas, Mato Grosso vive uma eleição marcada por mudanças nas pesquisas, disputa intensa pelas duas vagas ao Senado e uma corrida aberta pelas 24 cadeiras da Assembleia; Max Russi aparece na liderança entre os estaduais e já admite preparar voo majoritário Por Alex Rabelo — MT Urgente News A campanha eleitoral entrou em uma fase em que cada movimento passa a ter peso maior. Em Mato Grosso, as disputas pelo Governo do Estado, pelas duas vagas ao Senado e pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa começam a desenhar seus favoritos, mas apresentam também um ingrediente que exige atenção do eleitor: os números das pesquisas nem sempre contam a mesma história. Nos últimos dias, levantamentos realizados por diferentes institutos produziram fotografias bastante distintas da corrida pelo Palácio Paiaguás. Enquanto pesquisas divulgadas durante agosto e no início de setembro colocaram Wellington Fagundes (PL) numericamente à frente de Otaviano Pivetta (Republicanos), a mais recente rodada do Paraná Pesquisas trouxe uma inversão expressiva desse cenário. Ao mesmo tempo, no Senado, Mauro Mendes (União Brasil) e Janaina Riva (MDB) seguem ocupando as duas primeiras posições dos principais levantamentos, embora as ausências dos dois em debates tenham começado a se transformar em pauta da própria campanha. Na Assembleia Legislativa, a disputa continua extremamente pulverizada, mas Max Russi (Podemos) aparece novamente no topo da pesquisa espontânea e chega à reta decisiva como um dos principais favoritos a terminar a eleição entre os deputados estaduais mais votados. MAX RUSSI LIDERA E JÁ OLHA PARA UMA ELEIÇÃO MAJORITÁRIA A mais recente pesquisa Data Index para deputado estadual mostra Max Russi numericamente na primeira colocação, com 2,56% das citações espontâneas. Na sequência aparecem Beto Dois a Um, com 1,94%; Lúdio Cabral, com 1,88%; Samantha Iris, com 1,81%; e Léo Bortolin, com 1,75%. O levantamento ouviu 1.600 eleitores entre 28 e 31 de agosto, tem margem de erro de dois pontos percentuais e está registrado no TSE sob o número MT-07360/2026. Um dado fundamental é que 25,29% dos entrevistados ainda não souberam ou preferiram não apontar candidato a deputado estadual. Isso significa que seria precipitado transformar a liderança atual em resultado antecipado. Mas, quando a pesquisa é analisada junto com a capilaridade política construída por Max nos municípios, sua condição de presidente da Assembleia e o número de alianças reunidas ao seu redor, surge um cenário que hoje o coloca entre os nomes com maior potencial de votação para a ALMT. Nos bastidores da política mato-grossense, Max chegou a ser citado ao longo do processo pré-eleitoral por lideranças políticas e setores empresariais como um possível nome para disputar o Governo. Em conversa com o MT Urgente News, Max reconheceu que vontade não faltou, mas deixou claro que uma candidatura ao Governo não poderia nascer somente de uma decisão pessoal. Segundo ele, uma disputa dessa dimensão precisa ser construída coletivamente e, dentro do grupo político do qual participa, o projeto de sucessão de Mauro Mendes já estava direcionado para o então vice-governador Otaviano Pivetta. Agora, Max deixa outra porta aberta. No lançamento de sua caminhada pela reeleição, voltou a afirmar que esta deverá ser sua última disputa para deputado estadual e que pretende trabalhar para disputar uma eleição majoritária no futuro. A declaração não é isolada. Em julho, Max já havia afirmado publicamente que 2026 seria sua última eleição para deputado e que seu planejamento político mira uma candidatura majoritária em 2030, ainda sem definir se para Governo ou Senado. É um movimento que merece ser observado. Uma votação expressiva em 2026 poderá servir não apenas para garantir mais um mandato, mas também como demonstração de força para o próximo ciclo eleitoral. GOVERNO: DUAS FOTOGRAFIAS MUITO DIFERENTES EM MENOS DE UMA SEMANA É na disputa pelo Governo que as pesquisas mais exigem atenção. Durante agosto, Wellington Fagundes apareceu numericamente à frente em três levantamentos importantes. Na Percent Brasil, Wellington tinha 32%, contra 21% de Pivetta. Na pesquisa Real Time Big Data, divulgada em 12 de agosto, aparecia com 34% contra 26%. Já na Quaest, divulgada em 25 de agosto, Wellington marcava 27%, contra 23% de Pivetta, situação de empate técnico considerando a margem de erro de três pontos. O mês mudou e a primeira grande pesquisa de setembro manteve a tendência. Em 3 de setembro, o Real Time Big Data mostrou Wellington com 34%, Pivetta com 27% e Natasha Slhessarenko (PSD) com 13%. A pesquisa ouviu 1.600 eleitores entre 29 de agosto e 2 de setembro e teve margem de erro de dois pontos percentuais. O mesmo levantamento colocou Wellington à frente também numa eventual disputa de segundo turno: 45% contra 33% de Pivetta. Então veio uma fotografia completamente diferente. No dia 9 de setembro, apenas seis dias depois da divulgação do Real Time, o Paraná Pesquisas apresentou Otaviano Pivetta com 40,8% e Wellington Fagundes com 30%. Natasha apareceu com 12%. O levantamento ouviu 1.352 eleitores entre os dias 6 e 8 de setembro, em 52 municípios, com margem de erro de 2,7 pontos percentuais e registro MT-01505/2026. No segundo turno, o Paraná também colocou Pivetta à frente: 47,2% contra 38,3% de Wellington. Ou seja: em menos de uma semana, dois institutos registrados na Justiça Eleitoral apresentaram retratos significativamente diferentes. Isso não significa, por si só, que uma pesquisa esteja certa e outra errada. Pesquisas eleitorais trabalham com amostras, metodologias, distribuição geográfica, datas de campo e critérios estatísticos próprios. Além disso, elas registram a opinião das pessoas entrevistadas naquele período, e não o resultado antecipado das urnas. Mas uma diferença desse tamanho naturalmente merece atenção do eleitor e dos analistas. PESQUISA NÃO É URNA Daqui até o dia da eleição, Mato Grosso ainda deverá assistir à divulgação de inúmeros levantamentos. Alguns vão mostrar um candidato crescendo. Outros poderão mostrar o mesmo candidato caindo poucos dias depois. É justamente nesse momento que o eleitor precisa ter cuidado. Uma única pesquisa não deve ser tratada como sentença eleitoral. O melhor caminho é observar a sequência histórica, a metodologia, o tamanho da amostra, a data em que as
PODE ISSO? Material de campanha de ex-secretário é flagrado em órgão público da Educação
Caixas identificadas com o nome de Alan Porto, além de bandeiras e materiais eleitorais, teriam sido encontradas na Diretoria Regional de Educação de Cáceres; legislação proíbe uso da estrutura pública em benefício de candidaturas Uma denúncia envolvendo a estrutura da Educação estadual levanta uma pergunta que precisa ser respondida: pode um órgão público ser utilizado para armazenar materiais de campanha eleitoral? Imagens encaminhadas com a denúncia mostram dezenas de caixas identificadas com o nome “Alan Resende Porto – DRE Cáceres”, além de bandeiras, estruturas e outros materiais que seriam relacionados à campanha do candidato a deputado estadual Alan Porto, ex-secretário de Estado de Educação. Os itens teriam sido encontrados nas dependências da Diretoria Regional de Educação (DRE) de Cáceres, órgão ligado à estrutura pública estadual. Se a denúncia for confirmada e os materiais estiverem efetivamente sendo armazenados ou utilizados como parte da logística eleitoral dentro de um prédio público, o episódio poderá entrar na mira da Justiça Eleitoral. PODE ISSO? A resposta, pela legislação eleitoral, é: estrutura pública não pode ser utilizada em benefício de uma candidatura. O artigo 73 da Lei nº 9.504/1997, a Lei das Eleições, proíbe aos agentes públicos ceder ou utilizar bens móveis ou imóveis pertencentes à administração pública em benefício de candidato, partido ou coligação. A legislação também estabelece restrições ao uso de servidores, materiais ou serviços custeados pelo poder público para atender interesses eleitorais. Portanto, caso seja comprovado que as dependências da DRE foram utilizadas como ponto de armazenamento, apoio ou distribuição de materiais eleitorais, caberá aos órgãos competentes avaliar as circunstâncias, a responsabilidade dos envolvidos e eventual configuração de conduta vedada ou abuso de poder político. A existência do material no local, por si só, precisa ser devidamente apurada para esclarecer quem colocou os itens no prédio, por quanto tempo permaneceram ali, quem autorizou o armazenamento e se houve participação ou conhecimento de agentes públicos. DENÚNCIA VAI ALÉM DOS MATERIAIS A denúncia aponta ainda que estaria circulando entre servidores da Educação uma suposta lista de compromisso de votos por escola, estabelecendo metas de apoio ao candidato em unidades da rede estadual. O caso ganha ainda mais repercussão porque ocorre após a divulgação de um áudio que também levantou suspeitas sobre possível pressão sobre servidores da Educação em favor de Alan Porto. Segundo reportagem divulgada anteriormente, uma gravação atribuída ao diretor de uma escola estadual de Santo Antônio do Leverger relata a existência de supostas “cotas de votos” por unidade escolar e menciona possíveis consequências a servidores que não apoiassem o candidato. Na gravação, segundo a publicação, o diretor teria afirmado que a escola possuía uma meta de 50 votos, além de fazer referência a possíveis transferências ou outras consequências para servidores que não apoiassem Porto. Também foram levantadas suspeitas de negociações envolvendo benefícios para a unidade escolar em troca de apoio eleitoral. O episódio relacionado ao áudio é alvo de apuração pelo Ministério Público Eleitoral. Diante das novas imagens, a questão agora é saber se existe relação entre os episódios e se uma estrutura pertencente ao Estado realmente foi utilizada em benefício de uma campanha eleitoral. A confirmação ou não das irregularidades caberá aos órgãos de fiscalização e à Justiça Eleitoral. Outro lado Em nota, Alan afirmou que todos os seus atos estão respeitando a legislação eleitoral. Leia abaixo na íntegra, “O candidato a deputado estadual Alan Porto reafirma que todos os seus atos e atividades são realizados com absoluto respeito à legislação eleitoral e às normas estabelecidas pela Justiça Eleitoral. Todas as ações da campanha são conduzidas com orientação jurídica e dentro dos limites previstos em lei. Eventuais questionamentos apresentados durante o período eleitoral serão respondidos nos autos próprios, com tranquilidade e transparência, sempre que houver determinação da Justiça Eleitoral. A campanha seguirá concentrada na apresentação de propostas e no diálogo com a população”. Fonte das informações e denúncia: Gazeta Digital Com informações da Gazeta Digital