Competição reúne ginastas de 10 e 11 anos de diferentes regiões do país e terá treinamento aberto nesta quarta-feira (16), no Ginásio Aecim Tocantins Cuiabá será palco, a partir desta quarta-feira (16), de uma das principais competições nacionais da base da ginástica artística. O Campeonato Brasileiro Pré-Infantil 2026, promovido pela Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), reúne atletas de 10 e 11 anos representantes de 24 clubes de diferentes regiões do país, no Ginásio Aecim Tocantins. A programação de abertura começa às 14h, com um treinamento aberto ao público conduzido pela treinadora da Seleção Brasileira de Ginástica Artística, Adriana Alves. A atividade contará com a participação de crianças de Juína, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e do Centro de Treinamento de Ginástica Artística (CTGA), de Cuiabá. Além de proporcionar contato com atletas e profissionais de destaque da modalidade, o treinamento representa uma oportunidade de incentivo à formação de novos talentos da ginástica em Mato Grosso. As competições oficiais serão realizadas entre sexta-feira (18) e domingo (20), quando os jovens ginastas entram em ação nas diferentes provas da modalidade. No masculino, serão disputadas as provas de solo, cavalo com alças, salto, barras paralelas e barra fixa. Já no feminino, a programação inclui salto, barras assimétricas, trave e solo. A realização do campeonato em Cuiabá coloca Mato Grosso no circuito nacional da ginástica artística e amplia a visibilidade da modalidade entre crianças e adolescentes, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a descoberta de novos talentos.
Max reúne mais de 2 mil pessoas e fortalece campanha em Barra do Garças
Mais de 2 mil pessoas participaram da grande reunião de campanha do deputado estadual Max Russi (Podemos), em Barra do Garças (510 km de Cuiabá). O encontro, que aconteceu na noite de segunda-feira (14), contou com a presença de lideranças políticas, apoiadores e moradores da região, momento em que o parlamentar destacou ações já realizadas e reforçou o compromisso de ampliar o trabalho no município e nas demais cidades do Araguaia. “Podem ter certeza que nós vamos trabalhar muito por todo o Araguaia, por Barra do Garças. Não foi só nos últimos quatro anos que eu trabalhei por essa cidade, mas ao longo de todos os meus mandatos”, afirmou Max. O prefeito de Barra do Garças, Dr. Adilson (União), destacou a parceria mantida com o parlamentar. “Fiz questão de estar aqui com muito carinho e muito respeito. Por gratidão a tudo que Max faz por Barra do Garças e por respeito, eu não poderia deixar de estar presente para te desejar muito sucesso. Eu tenho certeza que vocês vão retribuir tudo que ele tem feito por Barra do Garças”. Também presente, o prefeito de Ribeirãozinho (543 km de Cuiabá), Danilo Domingos (Podemos), ressaltou a atuação de Max nos municípios do estado. “Não importa o tamanho do seu município, pode ter certeza que tem trabalho prestado do Max lá. Um homem que está preocupado com as pessoas mais vulneráveis”, elogiou. O vereador de Barra do Garças, Ronair Nunes (União) reforçou o perfil municipalista do deputado e a relação construída com a região. “Esse homem tem história, trabalho e compromisso com o Araguaia e Barra do Garças. Max não chegou aqui por acaso, foi através de muito diálogo, por isso, peço a vocês o voto de confiança. Em quatro de outubro é 20000.” Durante o encontro, Max anunciou ainda uma novidade em comemoração aos 78 anos de emancipação política de Barra do Garças, celebrados nesta terça-feira (15). Após articulação com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Cezar Pereira Rangel, o parlamentar confirmou a reabertura das unidades do Sesi e Senai no município, fechadas desde 2021, durante a pandemia. A previsão é que as atividades sejam retomadas em fevereiro do próximo ano. “Precisamos qualificar nossos jovens. Pessoas capacitadas atraem mais indústrias e, consequentemente, progresso para a cidade. Isso e muito mais é o que Barra do Garças merece. Todas as vezes que os vereadores e o prefeito estiveram no meu gabinete, receberam as portas escancaradas e a minha disposição para ajudar. O que for prioridade para Barra do Garças será prioridade para o deputado Max”, completou. Entre os recursos e articulações do deputado no município estão ações no custeio da saúde, entrega de ambulância e apoio à reforma emergencial do Hospital Municipal para adaptação ao curso de Medicina. Max também viabilizou investimentos em microrrevestimento de diversas ruas, construção de 50 casas populares e o fortalecimento do setor produtivo, com a entrega de maquinários.
Justiça determina que Estado e município forneçam canabidiol a criança autista de 6 anos
Decisão atende ação da Defensoria Pública e estabelece prazo de 15 dias úteis para entrega do medicamento, considerado essencial para o tratamento da criança A Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso e o Município de Primavera do Leste, a 234 quilômetros de Cuiabá, forneçam canabidiol a uma criança de seis anos diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A decisão, proferida na última sexta-feira (11), atende a um pedido da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) e estabelece prazo de 15 dias úteis para o cumprimento da medida. A ação foi ajuizada após a mãe da criança procurar a Defensoria Pública diante da dificuldade de arcar com os custos do tratamento. Com renda familiar de aproximadamente R$ 2 mil, ela relatou que cada frasco do medicamento custa mais de R$ 800 e não é suficiente para um mês de tratamento, o que comprometeria as despesas básicas da família. Segundo os documentos apresentados à Justiça, a criança já havia sido submetida ao tratamento convencional disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo o uso de Risperidona. No entanto, conforme os laudos médicos anexados ao processo, a evolução clínica e a melhora comportamental mais significativa ocorreram após a introdução do óleo de cannabis, na concentração de 20 mg/ml. A Defensoria Pública iniciou as tentativas de obter o medicamento pela via administrativa ainda em novembro de 2025, quando encaminhou solicitações às secretarias de Saúde do Estado e de Primavera do Leste. Diante da falta de solução, a instituição ingressou com ação judicial e solicitou uma tutela de urgência para garantir o tratamento. Inicialmente, o pedido foi negado com base em manifestação do Núcleo de Apoio Técnico (Nat-Jus), que apontou questões relacionadas ao registro do medicamento na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e à necessidade de comprovação do esgotamento das alternativas terapêuticas oferecidas pelo SUS. Durante o andamento do processo, porém, a Defensoria apresentou documentação médica que demonstrou a utilização prévia de tratamento convencional e a resposta positiva da criança ao canabidiol. Os relatórios também apontaram que a interrupção do medicamento poderia provocar agravamento significativo do quadro clínico e comprometer o desenvolvimento do paciente. Na análise do mérito, o juiz Fabrício Sávio da Veiga Carlota reconheceu o direito da criança ao tratamento e responsabilizou solidariamente o Estado e o município pelo fornecimento do medicamento. A determinação deverá ser cumprida no prazo de 15 dias úteis. A decisão prevê ainda que a continuidade do tratamento dependerá da apresentação, a cada seis meses, de receita médica atualizada pela mãe junto ao órgão responsável pelo fornecimento. O magistrado também estabeleceu que eventual descumprimento injustificado da ordem poderá resultar na adoção de medidas coercitivas, inclusive o bloqueio de recursos públicos para viabilizar a aquisição do medicamento na rede privada.
Operação Circuito Fechado identifica fraude em energia e conduz nove pessoas em Várzea Grande
Fiscalização conjunta da Polícia Civil, Energisa e Politec encontrou ligações clandestinas e adulterações em medidores, com prejuízo estimado em mais de R$ 600 mil A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (15), em Várzea Grande, a Operação Circuito Fechado, voltada à fiscalização de estabelecimentos comerciais suspeitos de envolvimento em fraudes no consumo de energia elétrica. A ação é realizada de forma integrada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG), Energisa e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). As equipes percorreram bares, boates, motéis, empresas de reciclagem, serralherias e outros pontos comerciais, onde foram realizadas inspeções nas instalações elétricas e nos equipamentos de medição. Durante os trabalhos, foram constatadas situações compatíveis com furto de energia mediante fraude, incluindo ligações clandestinas conectadas diretamente à rede e modificações nos medidores para reduzir a quantidade de energia registrada. Ao todo, nove pessoas foram conduzidas à Derf-VG para os procedimentos previstos. Conforme o levantamento realizado durante a operação, as irregularidades encontradas representam um prejuízo estimado superior a R$ 600 mil à concessionária de energia. Mais de 40 profissionais participaram da força-tarefa, entre policiais civis, peritos da Politec e técnicos da Energisa. Além de causar perdas financeiras, as instalações irregulares aumentam os riscos de acidentes, choques elétricos, curtos-circuitos e incêndios, podendo comprometer a segurança de trabalhadores, clientes e moradores das áreas próximas. A prática de furto de energia mediante fraude está prevista no artigo 155 do Código Penal. As investigações continuam com o objetivo de identificar todos os responsáveis, esclarecer as circunstâncias das fraudes e dimensionar a extensão dos prejuízos causados.
Gilmar acusa Mendonça de usar caso Master para interferir em eleição; assista ao vivo
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou nesta terça-feira (15) o ministro André Mendonça de usar sua relatoria do caso Master para interferir na eleição presidencial marcada para 4 de outubro. “Com todas as vênias e toda sinceridade presidente, é evidente e até as pedras sabem que há um inequívoco viés político-eleitoral na forma como o tema foi conduzido”, afirmou Mendes, dirigindo-se ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. “Isso não se faz, pessoas decentes não fazem isso”, acrescentou o decano. Em resposta, Mendonça acusou Mendes de ser “leviano” ao levantar a suspeita. “Não aponte o dedo para mim”, afirmou Mendonça. Mendonça, em seguida, ouviu calado a manifestação do decano, após Fachin assegurar que terá tempo para responder às imputações de Gilmar Mendes. O decano fez a acusação durante sessão plenária extraordinária convocada por Fachin para julgar, pela primeira vez em história na história do STF, se abre a Corte abre uma investigação de cunho criminal contra um de seus membros, no caso o ministro Alexandre de Moraes. O objetivo do julgamento é analisar um relatório da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que vincula Moraes ao ex-banqueiro Daniel Bueno Vorcaro, dono do antigo Banco Master. O sigilo sobre o documento foi levantado por Mendonça em 1º de setembro. Mendes acusou Mendonça, relator do caso Master no Supremo, de ter escolhido deliberadamente a data, de forma a coincidir com manifestações populares do 7 de setembro. “O interesse é evidente, acachapante. Evidente que se trata de um pixuleco, de um boneco eleitoral, é disso que estamos falando”, disse o decano. Gilmar se referiu ao boneco inflável do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que costuma estar presentes em manifestações da oposição, caracterizado como presidiário. Ao final de sua manifestação, Mendes levantou uma questão de ordem para que o Supremo adie o julgamento do caso para o dia 23 de setembro, data em que Fachin agendou o julgamento de um pedido de Moraes para que Mendonça seja investigado por abuso de autoridade na condução do caso Master. Após a fala do decano, a sessão foi suspensa para almoço. Fachin observou que a transmissão pela TV Justiça seria interrompida devido à veiculação do horário eleitoral gratuito, motivo pelo qual sugeria a interrupção. O julgamento deve ser retomado às 14h. Participam do julgamento todos os ministros do Supremo. Moraes e Mendonça sentam lado a lado na sessão. Mais cedo, os ministros Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam impedido e suspeito, respectivamente, de votar no caso. Entenda O relatório com menções a Moraes veio à tona em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça levantou o sigilo sobre o documento. O ato desencadeou uma crise institucional sem precedentes no STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigação. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a Fachin a anulação do relatório parcial. O órgão argumenta que o documento é irregular porque Mendonça permitiu que a investigação avançasse sobre um ministro do Supremo sem comunicar isso ao presidente da Corte ou ao plenário. A PGR sugere que isso pode representa direcionamento por parte de Mendonça, entre outros argumentos. O nome do procurador-geral da República, Paulo Gonet, contudo, também aparece nas mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. O relatório divulgado por Mendonça apresenta 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes. Nelas, o ex-banqueiro aparente ter uma relação de proximidade com o ministro. Em um trecho do que aparenta ser uma conversa, Vorcaro sugere ter enviado para a consideração de Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Em outro trecho, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma operação iminente para prendê-lo. Segundo a PF, as mensagens foram enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, data em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente. Em defesa apresentada na madrugada desta terça (15), o ministro negou ter cometido qualquer tipo de irregularidade e classificou o relatório que contém supostas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a ele como inconstitucional e ilegal. Reação Em reação ao relatório da PF, Moraes divulgou, em 2 de setembro, o que disse ser um relatório de inteligência também da PF, no qual se sugere que Mendonça possa ter direcionado as investigações da Operação Compliance Zero para atingir desafetos políticos. O documento, contudo, não é assinado nem traz o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e “sem valor probatório”. Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro. Vídeo
QUASE MEIO BILHÃO EM BENEFÍCIOS: Wellington coloca empresa ligada a Pivetta no centro da eleição em MT
Durante sabatina na TV Centro América, candidato do PL afirmou que a Natural Pork acumulou R$ 491,97 milhões em renúncias fiscais entre 2019 e 2025; valor chama atenção e coloca transparência dos incentivos do Estado no centro do debate eleitoral A disputa pelo Governo de Mato Grosso ganhou nesta terça-feira (15) um dos temas mais sensíveis da campanha até agora. Durante sabatina no MT1, da TV Centro América, o candidato ao Governo Wellington Fagundes (PL) afirmou que a empresa Natural Pork Alimentos S.A., historicamente ligada ao governador e adversário Otaviano Pivetta (Republicanos), teria acumulado R$ 491,97 milhões em renúncias fiscais entre 2019 e 2025. O número, por si só, chama atenção. Estamos falando de quase meio bilhão de reais em benefícios tributários ao longo de sete anos. E é justamente aí que está o peso político da denúncia apresentada por Wellington. O QUE WELLINGTON DISSE Durante a entrevista, o candidato do PL apresentou os números como informações oficiais e desafiou publicamente que fossem conferidos. “Isso são dados oficiais. Pegue esses dados e confirme. Se isso não for verdade, eu renuncio a minha candidatura”, afirmou Wellington Fagundes. Segundo os dados apresentados pelo candidato, os benefícios destinados à empresa teriam sido os seguintes: 2019: R$ 35,2 milhões 2020: R$ 62,38 milhões 2021: R$ 73,18 milhões 2022: R$ 74,61 milhões 2023: R$ 76,39 milhões 2024: R$ 75,96 milhões 2025: R$ 94,23 milhões A soma chega a R$ 491,97 milhões. O crescimento também chama atenção: o valor informado para 2025 é muito superior ao registrado no início da série, em 2019. MAS O QUE SIGNIFICA RENÚNCIA FISCAL? Aqui está um ponto que precisa ficar claro para o leitor. Renúncia fiscal não significa que o Governo transferiu R$ 491 milhões diretamente para a conta da empresa. Na prática, significa que o Estado deixou de arrecadar parte de determinados impostos porque a empresa estava enquadrada em programas de incentivo tributário. Esses mecanismos existem para estimular investimentos, industrialização, geração de emprego e desenvolvimento econômico. Ou seja: o Estado abre mão de parte da arrecadação esperando receber de volta outros benefícios para a sociedade, como: mais empregos; novas indústrias; mais produção; crescimento econômico; e aumento da atividade empresarial. O problema político levantado por Wellington é outro. Quanto o Estado deixou de arrecadar, quem recebeu esses benefícios e qual retorno foi entregue à sociedade? É essa a discussão. POR QUE R$ 491,97 MILHÕES É UM NÚMERO POLITICAMENTE PESADO? Porque não se trata de um benefício pequeno ou pontual. O montante apresentado se aproxima de meio bilhão de reais. Em qualquer discussão sobre orçamento público, esse é um valor significativo. E quando uma empresa beneficiada possui ligação histórica com quem ocupa o comando do Estado, a necessidade de transparência se torna ainda maior. Isso não significa automaticamente irregularidade. Mas significa que o assunto merece explicação. A pergunta que naturalmente surge é: a empresa recebeu os benefícios seguindo exatamente os mesmos critérios disponíveis para outras empresas do setor? E há outras: Qual investimento foi realizado em contrapartida? Quantos empregos foram gerados? Quanto a empresa recolheu em outros tributos? Quais critérios foram utilizados para concessão dos incentivos? Houve participação direta de Pivetta em alguma decisão relacionada à empresa? São respostas importantes para entender se estamos diante de uma política econômica comum ou de uma situação que merece maior investigação. NATURAL PORK E A LIGAÇÃO COM PIVETTA A relação de Otaviano Pivetta com o empreendimento é anterior à sua chegada ao Governo. Segundo as informações apresentadas na reportagem-base, Pivetta foi presidente da Intercoop, estrutura empresarial que posteriormente passou a operar como Natural Pork Alimentos. Ainda segundo a publicação, em 2022, já ocupando a Vice-Governadoria, Pivetta declarou à Justiça Eleitoral participação na Natural Pork. Também teria declarado valores expressivos relacionados a outras empresas do setor. É justamente essa relação empresarial anterior que Wellington utiliza para questionar os benefícios tributários concedidos pelo Estado. O PONTO CENTRAL NÃO É A EXISTÊNCIA DO INCENTIVO Esse cuidado é fundamental. Empresas receberem incentivos fiscais não significa, por si só, que existe irregularidade. Programas como o Prodeic foram criados justamente para conceder tratamento tributário diferenciado a empresas que atendam determinados requisitos. Segundo os dados apresentados, grande parte dos benefícios recebidos pela Natural Pork estaria ligada ao Prodeic. Somente em 2025, dos R$ 94,23 milhões registrados, cerca de R$ 80,67 milhões seriam relacionados ao programa. Outros R$ 13,55 milhões estariam vinculados a regras do RICMS. Portanto, a questão correta não é perguntar simplesmente: “Por que a empresa recebeu incentivo?” A pergunta mais importante é: “Por que recebeu esse volume de incentivo e qual foi o retorno econômico e social entregue ao Estado?” WELLINGTON AMPLIA A CRÍTICA Durante a sabatina, Wellington também tentou ampliar o debate. Segundo ele, a discussão não envolve apenas uma empresa. O candidato afirma que existe uma concentração de benefícios fiscais em grandes grupos econômicos. Ele resumiu sua crítica assim: “Mato Grosso é um estado muito rico, só que essa riqueza está ficando para poucos.” A estratégia política é clara. Wellington tenta construir uma narrativa de que o modelo econômico do atual grupo político beneficia grandes empresas enquanto pequenos e médios empresários enfrentam impostos, burocracia e dificuldades para crescer. Ao mesmo tempo, o candidato afirma não ser contra incentivos fiscais. A proposta defendida por ele é ampliar o acesso aos benefícios e exigir maior transparência sobre resultados. OS NÚMEROS DO ESTADO TAMBÉM CHAMAM ATENÇÃO A reportagem-base aponta que, entre 2019 e 2025, a renúncia fiscal total de Mato Grosso teria alcançado aproximadamente R$ 65,5 bilhões. Em 2023, segundo dados citados do Tribunal de Contas, 30 beneficiários teriam concentrado R$ 4,6 bilhões, equivalentes a 43,3% das renúncias daquele ano. Os dez maiores teriam recebido cerca de R$ 2,9 bilhões. Se esses dados forem considerados em conjunto, a discussão deixa de envolver apenas Pivetta ou a Natural Pork. Passa a ser uma discussão sobre o próprio modelo de desenvolvimento econômico adotado pelo Estado. POR QUE ISSO PODE PESAR NA ELEIÇÃO? Porque economia costuma decidir eleição. Até agora, boa parte da campanha para o Governo tem girado em torno de
FALA DE VEREADOR CONTRADIZ ABILIO E REACENDE DEBATE SOBRE INTERFERÊNCIA NA ELEIÇÃO DA MESA
Prefeito dizia que não iria interferir na disputa da Câmara, mas Kassio Coelho afirmou ter conversado com ele para “montar uma estratégia” para a eleição A disputa pela próxima Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (15) e colocou novamente o prefeito Abilio Brunini (PL) no centro das articulações políticas do Legislativo. O motivo é uma declaração do vereador Kassio Coelho (Podemos), integrante da base governista, que afirmou ter conversado diretamente com o prefeito sobre a eleição da Mesa e sobre a construção de uma estratégia para a disputa. “Eu até falei com o prefeito ontem, né? A gente vai montar uma estratégia para a eleição”, declarou Kassio. A fala chama atenção porque contrasta com declarações anteriores de Abilio, que vinha afirmando publicamente que não pretendia interferir na escolha do comando da Câmara. Na prática, a declaração do vereador reacende uma pergunta que já circulava nos bastidores: o prefeito está apenas dialogando com sua base ou entrou de vez na articulação para definir quem comandará o Legislativo? ABILIO VINHA NEGANDO INTERFERÊNCIA Em entrevistas anteriores, Abilio sustentou que não pretendia se envolver diretamente na eleição da Mesa Diretora. O prefeito dizia que a escolha caberia aos vereadores e que sua relação com os parlamentares deveria se concentrar em pautas de interesse do município. Esse posicionamento funcionava como uma tentativa de afastar a imagem de ingerência do Palácio Alencastro sobre o Legislativo. Agora, porém, a própria fala de Kassio Coelho coloca esse discurso sob questionamento. Se há uma estratégia sendo discutida diretamente com o prefeito para a eleição da Mesa, a narrativa de que o Executivo está distante do processo passa a enfrentar uma evidente dificuldade política. REVÉS NO TJMT MUDOU O JOGO A nova articulação acontece depois que o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou pedido do Executivo em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade. A ação buscava alterar trechos da Lei Orgânica e abrir caminho para mudanças no Regimento Interno da Câmara, o que poderia facilitar juridicamente uma nova candidatura da atual presidente da Casa, Paula Calil (PL). Com a negativa do Tribunal, a situação de Paula ficou mais incerta. E é justamente a partir daí que surgem nomes alternativos dentro da base. BASE JÁ TRABALHA COM OUTROS NOMES Kassio Coelho confirmou que, caso Paula não consiga superar as barreiras regimentais, o grupo governista possui outras opções para a disputa. Entre os nomes citados estão: Kassio Coelho, Marcos Brito e Kero Kero. O próprio vereador admitiu que esses nomes vêm sendo discutidos como possíveis substitutos. “Ventilou o nome do Kero Kero e Marcos Brito, são dois colegas nossos que estão preparados para também substituir aí a Paula, caso ela não consiga ser candidata”, afirmou. Isso mostra que a base governista já trabalha com cenários alternativos para tentar manter influência sobre o comando da Câmara. TRÊS GRUPOS SE MOVIMENTAM Além do grupo ligado à atual presidente e da base que busca alternativas, outros vereadores também se movimentam. As chapas lideradas por Ilde Taques (Podemos) e Dilemário Alencar (União Brasil) entram nessa disputa e ajudam a formar um cenário de divisão dentro da Casa. Na prática, três blocos começam a disputar espaço: o grupo que tenta viabilizar a continuidade de Paula Calil; o grupo governista que admite trabalhar com nomes alternativos; e os vereadores que constroem candidaturas próprias. ONDE TERMINA O DIÁLOGO E COMEÇA A INTERFERÊNCIA? Esse é o ponto que deve dominar o debate nos próximos dias. Prefeitos dialogarem com vereadores é algo normal na política. Executivo e Legislativo precisam conversar sobre orçamento, projetos, prioridades e governabilidade. Mas a eleição da Mesa Diretora é uma decisão interna da Câmara. É aí que surge a discussão. Se Abilio apenas conversa com aliados, isso pode ser visto como articulação política. Se participa da definição de nomes, estratégias e movimentos para controlar o comando da Casa, a percepção muda. A fala de Kassio não prova, sozinha, nenhuma irregularidade. Mas politicamente coloca o prefeito numa posição desconfortável porque contradiz a imagem que ele vinha tentando passar de neutralidade. “NÃO VOU INTERFERIR” X “VAMOS MONTAR UMA ESTRATÉGIA” Essa é a contradição central. De um lado, Abilio afirmou que não iria interferir. Do outro, um vereador de sua própria base diz que conversou com ele para montar uma estratégia para a eleição. As duas falas agora passam a coexistir no mesmo cenário. E isso abre espaço para uma leitura política inevitável: o prefeito está mais envolvido do que admitia publicamente? Essa resposta ainda não está dada. Mas o debate já está aberto. A DISPUTA VAI ALÉM DA PRESIDÊNCIA A eleição da Mesa Diretora não é apenas uma disputa por cargo. Quem preside a Câmara tem influência sobre a pauta de votações, condução das sessões, organização dos trabalhos e relação institucional com o Executivo. Por isso, o comando da Casa é estratégico para qualquer prefeito. Ter uma presidência alinhada facilita diálogo e governabilidade. Ter uma presidência independente pode aumentar o nível de cobrança. É exatamente por isso que cada movimento nessa eleição ganha peso político. O QUE DEVE ACONTECER AGORA Com a candidatura de Paula ainda cercada de dúvidas jurídicas e com outros nomes sendo ventilados, a tendência é de que as articulações se intensifiquem. Os vereadores precisarão decidir se seguem a orientação de grupos políticos ou se constroem acordos internos. Abilio, por sua vez, terá de administrar um novo problema de discurso: continuar dizendo que não interfere enquanto sua própria base admite que existe estratégia sendo discutida com ele. No fim, a pergunta que fica é simples: se o prefeito não interfere, por que a eleição da Mesa está sendo discutida diretamente com ele? Os próximos dias devem mostrar até onde vai essa participação. Fonte: Gazeta Digital MT Urgente NewsPolítica | Cuiabá
Sine-MT oferta 2,1 mil vagas de emprego em Mato Grosso; Cuiabá e VG concentram 589 oportunidades
Região metropolitana reúne 456 vagas para o público geral e outras 133 destinadas a pessoas com deficiência; oportunidades abrangem diferentes áreas e níveis de escolaridade O Sistema Nacional de Emprego de Mato Grosso (Sine-MT) disponibiliza, nesta semana, 2.128 vagas de trabalho em diferentes municípios do Estado. As oportunidades contemplam diversas áreas profissionais e níveis de escolaridade, incluindo funções como auxiliar de linha de produção, promotor de vendas, carpinteiro, eletricista, farmacêutico, motorista, atendente de padaria, pintor industrial, entre outras. Na região metropolitana, Cuiabá e Várzea Grande concentram 456 oportunidades destinadas ao público em geral. O maior número de vagas é para auxiliar de linha de produção, com 227 postos disponíveis. Também se destacam as oportunidades para promotor de vendas, com 29 vagas; auxiliar geral de conservação de vias permanentes, com 12; instrutor de aprendizagem e treinamento industrial, com oito; carpinteiro e estoquista, com sete vagas cada. O mercado também oferece oportunidades para ajudante de carga e descarga de mercadorias, orientador de tráfego para estacionamento, repositor de mercadorias, eletricista, auxiliar de limpeza e instalador de sistemas eletroeletrônicos de segurança, entre outras funções. Há ainda vagas para motorista entregador, borracheiro, jardineiro, operador de vendas, atendente de lojas, farmacêutico, montador de estruturas metálicas, técnico agropecuário e auxiliar administrativo. Para pessoas com deficiência (PCD), Cuiabá e Várzea Grande contam com outras 133 vagas. Entre os postos disponíveis estão 57 para auxiliar de linha de produção, 15 para auxiliar administrativo, sete para promotor de vendas, sete para motorista de caminhão e sete para auxiliar geral de conservação de vias permanentes. Também há oportunidades para operador de máquinas, ajudante de carga e descarga, auxiliar de expedição, técnico em segurança do trabalho, auxiliar de cobrança e monitor de sistemas eletrônicos de segurança. No interior do Estado, Cáceres reúne 186 vagas nesta semana, com destaque para as funções de vendedor de serviços, operador de produção, auxiliar de linha de produção, trabalhador agropecuário, operador de processo de produção e operador de caixa. Também estão disponíveis oportunidades para vendedor interno, instrumentista de precisão, eletricista de instalações, mecânico de manutenção de máquinas industriais, controlador de pragas, operador de empilhadeira e atendente de lojas e mercados. Em Barra do Garças, são 115 vagas, principalmente para operador de caixa, operador de processo de produção, desossador e repositor de mercadorias. O município também possui oportunidades para magarefe, açougueiro, atendente de padaria, mecânico de automóveis e caminhões, encarregado de expedição, recepcionista, auxiliar administrativo, eletricista e coordenador pedagógico. Rondonópolis aparece com 108 oportunidades, incluindo 17 vagas para servente de obras, 15 para mecânico de veículos automotores e 10 para operador de caixa. A lista também contempla postos para vendedor interno, vaqueiro, auxiliar de limpeza, pintor industrial, motorista entregador, vigilante patrimonial, técnico de planejamento de obras e auxiliar de faturamento. A relação completa das oportunidades da Rede Sine pode ser consultada diariamente no Portal Emprega Brasil e na plataforma Empregos MT. A oferta é atualizada continuamente, conforme novos postos são cadastrados pelas empresas e empregadores. Além da intermediação de mão de obra, as unidades do Sine-MT oferecem serviços como habilitação do seguro-desemprego e orientação para utilização da Carteira de Trabalho Digital. Para atendimento presencial, os candidatos devem apresentar os documentos pessoais e consultar a disponibilidade das vagas no momento do atendimento. Na região metropolitana, as unidades do Ganha Tempo Ipiranga, CPA I e Pedra 90 funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Já a unidade do Sine localizada no Centro Estadual de Cidadania do Várzea Grande Shopping atende o público das 10h às 17h30. Pela plataforma Empregos MT, os trabalhadores podem buscar oportunidades compatíveis com seus perfis, acompanhar o andamento das candidaturas e receber notificações sobre as etapas dos processos seletivos. O sistema também auxilia os empregadores na identificação de profissionais que correspondam aos requisitos das vagas cadastradas.
Coligação de Lula aciona TSE contra Abilio por declarações sobre eleitores do presidente
Representação aponta suposta propaganda eleitoral negativa e pede retirada de conteúdo das redes sociais, além de multa de até R$ 30 mil. A coligação que reúne partidos de esquerda em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), por declarações feitas contra o petista e seus eleitores. O grupo pede a retirada das publicações das redes sociais e a aplicação de multa por suposta propaganda eleitoral negativa irregular. A iniciativa ocorreu após declarações feitas por Abilio no dia 7 de setembro, quando o prefeito afirmou que, entre os principais eleitores de Lula, estariam “presidiários, faccionados, drogados” e dependentes químicos. Na mesma manifestação, ele também relacionou apoiadores do presidente a pessoas que, segundo ele, defendem aborto, prostituição e “promiscuidade”. Na representação, a coligação formada por PT, PCdoB, PV, PSB, PDT, PSOL e Rede sustenta que as declarações extrapolam os limites da crítica política e caracterizam uma tentativa de atingir negativamente a imagem do presidente e de seu eleitorado durante o período eleitoral. Os advogados de Lula afirmam ainda que o conteúdo foi reproduzido por Abilio em seu perfil no Instagram, que possui cerca de 1,7 milhão de seguidores. Para a defesa, o alcance da página amplia o potencial de disseminação das declarações e justifica o pedido de aplicação da multa no valor máximo previsto, de até R$ 30 mil. Segundo a ação, a publicação teria associado diretamente o voto em Lula à criminalidade organizada e à marginalidade social. A defesa argumenta que a manifestação procurou “desumanizar, rotular e agredir” eleitores do presidente, sem apresentar dados ou evidências capazes de sustentar as afirmações. A coligação também afirma que Abilio teria utilizado a reprodução de um conteúdo jornalístico como instrumento de propaganda eleitoral negativa, com o objetivo de ampliar o alcance das declarações e provocar desgaste político à candidatura de Lula. Agora, caberá à Justiça Eleitoral analisar os argumentos apresentados na representação e decidir sobre os pedidos formulados pela coligação.
Saúde vira desafio central para candidatos ao Governo de Mato Grosso
Propostas para reduzir filas, regionalizar atendimentos e ampliar serviços do SUS divergem entre os seis candidatos, mas ainda enfrentam questionamentos sobre recursos, profissionais e prazos Reduzir as filas por consultas, exames e cirurgias, ampliar a oferta de especialistas no interior e garantir atendimento mais próximo da população estão entre os principais desafios colocados para o próximo governador de Mato Grosso. Em um Estado de grandes distâncias territoriais, pacientes ainda enfrentam deslocamentos de centenas de quilômetros em busca de atendimento especializado, enquanto hospitais e unidades regionais convivem com dificuldades relacionadas à estrutura, pessoal e custeio. Os seis candidatos ao Governo de Mato Grosso apresentam propostas distintas para enfrentar os gargalos do Sistema Único de Saúde (SUS). Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL), Natasha Slhessarenko (PSD), Rafaell Milas (Missão), Maurício Coelho (Mobiliza) e Sargento Laudicério (Agir) defendem, em diferentes níveis, a regionalização da saúde, a modernização da regulação, o uso da tecnologia e a redução do tempo de espera. A diferença está principalmente na estratégia adotada por cada candidatura. Enquanto Pivetta aposta na continuidade e ampliação da estrutura construída pela atual gestão, Wellington prioriza a utilização da capacidade instalada da rede privada e ferramentas digitais. Natasha concentra o programa no enfrentamento das filas e na valorização dos profissionais, enquanto Milas estabelece metas quantitativas e prazos. Maurício apresenta como uma das principais promessas a eliminação de esperas superiores a 90 dias, e Laudicério prioriza a atenção básica e a descentralização. Candidato à reeleição, Otaviano Pivetta coloca a expansão da estrutura física como um dos pilares de sua proposta. O plano prevê a conclusão e entrada em funcionamento dos hospitais regionais de Juína, Tangará da Serra e Confresa, além do avanço da segunda etapa do Hospital Central de Cuiabá. Também estão previstos projetos de hospitais ou prontos-socorros em Várzea Grande, Barra do Garças, Rondonópolis e Pontes e Lacerda. Outra frente apresentada pelo candidato é a criação de oito Centros Regionais de Diagnóstico, previstos para Cáceres, Alta Floresta, Tangará da Serra, Juína, Confresa, Cuiabá, Água Boa e Ribeirão Cascalheira. As unidades deverão ampliar a oferta de exames laboratoriais e de imagem de maior complexidade fora da capital. Na área de gestão, Pivetta propõe integrar a regulação estadual e municipal por meio do Regula MT, implantar um prontuário único, utilizar WhatsApp e SMS para comunicação com pacientes, ampliar a telessaúde e levar a cobertura móvel de urgência e emergência a todo o Estado até 2028. O programa também prevê ampliar credenciamentos complementares ao SUS e fortalecer os consórcios intermunicipais. Para Wellington Fagundes, uma das alternativas para acelerar o atendimento é utilizar a capacidade ociosa existente na rede particular. O candidato propõe ampliar a contratação de hospitais e clínicas privadas para a realização de exames e cirurgias, além de criar um sistema integrado de regulação, aplicativo para agendamento e prontuário digital. A proposta inclui ainda uma central estadual para emissão de laudos, criação de uma rede estadual de transplantes com o Hospital Central como referência, regionalização dos centros de reabilitação, ampliação do atendimento domiciliar e garantia de fornecimento contínuo de medicamentos. Wellington também defende a implantação de hospitais universitários em Sinop e Rondonópolis. Na área de recursos humanos, o programa prevê dimensionar a força de trabalho e valorizar os profissionais da saúde. A proposta, entretanto, não estabelece uma quantidade específica de concursos ou novas contratações, deixando em aberto a dimensão necessária para suprir a demanda das unidades existentes e das estruturas previstas. Médica e candidata ao Governo, Natasha Slhessarenko coloca o combate às filas no centro de sua proposta. A candidata defende a criação de uma fila estadual única, pública e auditável para consultas, exames e cirurgias, permitindo ao paciente acompanhar sua posição e ter acesso à estimativa de espera. Entre as medidas apresentadas estão mutirões regionais para exames e procedimentos eletivos, rodízio de especialistas em unidades de atenção primária e hospitais regionais e ampliação da telessaúde. Natasha também propõe concurso público, plano de carreira para os servidores estaduais do SUS e cumprimento do piso da enfermagem. O programa prevê ainda a ampliação de serviços de diálise, oncologia, infusão e quimioterapia, além de novos Centros de Atenção Psicossocial do tipo CAPS III. Outra frente seria a realização de auditorias técnicas e contábeis nos contratos da Secretaria de Estado de Saúde. Apesar do detalhamento de várias ações, nem todas apresentam estimativa individualizada de custos ou cronograma anual de execução. Rafaell Milas também aposta na transparência da regulação e estabelece uma meta de 180 dias para que todas as solicitações reguladas possam ser consultadas digitalmente. A proposta prevê que o cidadão tenha acesso à posição na fila, à previsão de espera e aos critérios de prioridade clínica. O candidato estabelece ainda a meta de reduzir em 45% o tempo médio de espera para exames de alta complexidade. Entre as demais propostas estão a contratação de especialistas para hospitais regionais, ampliação dos consórcios de saúde, criação de centrais integradas para transporte de pacientes e expansão da cobertura aeromédica nas regiões Norte e Araguaia. Outra medida apresentada por Milas é vincular os repasses destinados às organizações responsáveis pela administração de unidades públicas ao cumprimento de metas relacionadas a exames, cirurgias, segurança hospitalar e satisfação dos usuários. Maurício Coelho apresenta uma das metas mais específicas entre os candidatos ao propor zerar as filas de cirurgias eletivas com espera superior a 90 dias. As áreas consideradas prioritárias incluem oftalmologia, ortopedia, ginecologia e urologia. O candidato também propõe modernizar o Laboratório Central de Mato Grosso, descentralizar postos de coleta, apoiar financeiramente os municípios na recuperação das unidades básicas e ampliar o uso da telessaúde. Outra proposta é a adoção de contratos de desempenho para unidades administradas por organizações sociais. O programa inclui ainda o chamado Mato Grosso Sem Dor, voltado ao atendimento multidisciplinar de pessoas com dores crônicas, e uma força-tarefa permanente para fiscalizar contratos, compras, estoques e serviços do SUS. Para financiar parte das medidas, Maurício aponta a revisão de benefícios e renúncias fiscais concedidos pelo Estado. Já Sargento Laudicério concentra a proposta no fortalecimento da atenção básica, na integração entre Estado
