Projeto prevê benefício para profissionais com 65 anos ou mais, pelo menos 25 anos de atuação na imprensa e renda per capita inferior a dois salários mínimos. O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) apresentou, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), uma proposta que prevê a concessão de pensão especial mensal de R$ 5 mil a jornalistas idosos em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa busca reconhecer a contribuição dos profissionais para a comunicação mato-grossense e oferecer amparo àqueles que chegam à velhice sem condições financeiras adequadas. Para ter acesso ao benefício, o interessado deverá ter idade mínima de 65 anos, comprovar pelo menos 25 anos de exercício profissional, possuir registro na área e apresentar renda per capita inferior a dois salários mínimos. Também será necessário comprovar residência em Mato Grosso há, no mínimo, dez anos. Conforme o texto, o valor da pensão será reajustado anualmente com base na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O projeto permite a acumulação do benefício com outras modalidades previdenciárias, mas estabelece que a pensão será intransferível e não poderá gerar direito a pagamento por morte do beneficiário. A proposta foi lida durante a sessão ordinária de quarta-feira (21) e ainda precisa passar pela análise das comissões legislativas antes de seguir para votação. Caso seja aprovada pelos deputados estaduais, será encaminhada ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), a quem caberá sancionar ou vetar o texto. Na justificativa, Júlio Campos argumenta que a medida tem caráter assistencial e busca valorizar profissionais que dedicaram décadas à imprensa, mas que, em razão da informalidade e da falta de proteção previdenciária adequada, podem enfrentar dificuldades financeiras na terceira idade. O projeto, no entanto, ainda não define qual secretaria ou órgão do Poder Executivo ficará responsável pela gestão e pelo pagamento do benefício.
Bailarinos de Alta Floresta levam talento de Mato Grosso a campeonato internacional no México
Com apoio do Governo do Estado, delegação do Expressão Centro de Artes disputa o Universal Dance World Championship, em Cancún, e representa o Brasil em competição que reúne talentos das Américas O talento da dança mato-grossense vai ganhar projeção internacional nesta semana. Uma delegação de Alta Floresta representa o Brasil no Universal Dance World Championship (UDWC), competição que reúne companhias de dança de todo o continente americano, realizada em Cancún, no México, entre esta quinta-feira (22) e domingo (25). A participação do grupo Expressão Centro de Artes conta com apoio parlamentar e investimento do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). A equipe é formada por 10 bailarinos, quatro integrantes da equipe técnica e 16 familiares. O grupo embarcou no domingo (18) e chegou ao México na terça-feira (20). A apresentação está marcada para sábado (24), às 19h, no segundo bloco da grande final. A classificação para o campeonato é resultado de pelo menos três anos de preparação e participação em festivais regionais, nacionais e internacionais. Segundo o produtor Fernando Zílio, chegar à disputa representa uma conquista construída com dedicação e persistência. “Chegamos ao ponto de disputar com equipes de todas as Américas e defender o Brasil e Alta Floresta nessa competição”, destaca. Para a coreógrafa e bailarina Cassiane Leite, a experiência internacional representa uma oportunidade de ampliar conhecimentos, trocar experiências e valorizar a produção artística desenvolvida no município. Mais do que conquistar um título, a participação permite que bailarinos e familiares tenham contato com diferentes culturas e apresentações, contribuindo para o aprimoramento do trabalho realizado em Mato Grosso. A viagem dos bailarinos e da equipe técnica foi viabilizada com apoio parlamentar e recursos da Secel-MT. As despesas com hospedagem, inscrições e outros custos da viagem foram assumidas pela Associação de Pais Arte em Movimento, que mobilizou a comunidade por meio de espetáculos, bazares e vendas de pizzas e camisetas, além de contar com o patrocínio de empresas locais. A mobilização foi fundamental para tornar a participação possível, como destaca Pollyana Scalco, mãe de uma das bailarinas. Segundo ela, a união de apoiadores e familiares demonstrou que o esforço coletivo pode transformar sonhos em realidade. A expectativa é que os jovens aproveitem a oportunidade e levem consigo uma experiência marcante para a vida pessoal e artística. Entre os integrantes da delegação, a bailarina Sarah Scalco vive um momento especial: a estreia em competições de dança. Ela conta que a preparação foi marcada por disciplina, dedicação, ensaios e superação, e agora aguarda com entusiasmo a oportunidade de subir ao palco em um evento internacional. Além das apresentações, a programação do UDWC inclui oficinas, palestras e etapas preliminares, com encerramento no domingo (25), durante a gala de premiação. O retorno da delegação a Mato Grosso está previsto para quinta-feira (29). A população pode acompanhar os bastidores da viagem e as apresentações pelos perfis do Instagram do Expressão Centro de Artes, @expressao.art, e da Associação de Pais Arte em Movimento, @a.arteemmovimento.af.
Operação Vestígios mira suspeitos de furtos e roubos e cumpre seis mandados em Cuiabá
A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (22.10), a Operação Vestígios, para cumprir seis mandados de busca e apreensão domiciliar relacionados a crimes de furto qualificado e roubo praticados em Cuiabá. As investigações da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá apuram o furto em uma residência no bairro Jardim Jockey Club e um roubo ocorrido em uma sorveteria localizada dentro de um shopping center. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá e cumpridas simultaneamente por equipes de investigadores nas residências dos investigados. A operação tem como objetivo localizar os produtos subtraídos que ainda não foram recuperados, identificar outros envolvidos nos crimes e obter novas provas que contribuam para o avanço das investigações conduzidas pela Derf de Cuiabá. Furto a residência No primeiro alvo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão referentes a um furto registrado na madrugada de 15 de março de 2025. Na ocasião, os moradores estavam fora da cidade quando três pessoas entraram no imóvel e furtaram diversos objetos, entre eles notebooks, joias e uma arma de fogo. Durante as investigações, a equipe da Derf analisou imagens de câmeras de segurança da residência e das proximidades, o que possibilitou identificar o veículo utilizado no crime e dois dos envolvidos. Entre os objetos subtraídos, uma arma de fogo com a numeração suprimida foi apreendida posteriormente pela Polícia Militar. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) conseguiu recuperar a numeração da arma, que correspondia àquela informada pela vítima no registro da ocorrência. Roubo a sorveteria Os policiais civis cumpriram o sexto mandado de busca e apreensão contra o suspeito de roubar uma sorveteria localizada em um shopping center, no dia 7 de junho deste ano. O suspeito, de 22 anos, está preso preventivamente em decorrência da investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cuiabá. Nesta quinta-feira (22), foi cumprida a ordem judicial de busca e apreensão expedida pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá, com o objetivo de localizar objetos e provas relacionados ao crime. Conforme apurado, o homem se aproximou do caixa, afirmou estar armado e ameaçou a funcionária para exigir o dinheiro do estabelecimento. Ele levou aproximadamente R$ 554 e fugiu pelo estacionamento. Identificação e prisão A comparação das características físicas e das tatuagens registradas nas imagens auxiliou na identificação do investigado, que também foi reconhecido pela vítima. Com o avanço das investigações, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do suspeito. A medida foi deferida pela Justiça e devidamente cumprida. Durante o interrogatório, o homem confessou o crime e relatou que simulou estar armado utilizando um boné junto à cintura, sendo indiciado por roubo.
Gaeco investiga suspeita de pagamento de R$ 10 mil mensais a vereadores de Várzea Grande
Relatórios citam suposta distribuição de dinheiro, indicação de cargos comissionados e uso de gravações para garantir apoio político à presidência da Câmara Municipal. Informações são baseadas em depoimento de testemunha e ainda estão sob investigação. Por: Alex Rabelo — jornalista | MT Urgente News O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) investiga a suspeita de um esquema de pagamento mensal de R$ 10 mil a vereadores de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, em troca de apoio político ao presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB). As informações constam em relatórios de investigação obtidos pelo portal Gazeta Digital. Os documentos reúnem depoimentos e materiais analisados pelos investigadores e apontam possíveis irregularidades envolvendo pagamentos em dinheiro, distribuição de cargos públicos e pressão sobre parlamentares. Uma testemunha, cuja identidade foi preservada, relatou que o suposto esquema teria como finalidade garantir a permanência de Wanderley no comando do Legislativo municipal e manter uma base de apoio à Mesa Diretora. Como funcionaria o suposto pagamento de R$ 10 mil? Segundo o depoimento, vereadores integrantes do grupo político receberiam aproximadamente R$ 10 mil por mês para manter apoio às decisões da presidência da Câmara. A testemunha afirmou que as entregas ocorreriam de duas maneiras: na residência da mãe de Wanderley Cerqueira, nas proximidades da Unidade Básica de Saúde (UBS) Água Limpa, ou por intermédio de um secretário da Câmara que utilizaria um Toyota Corolla preto blindado. Essas informações fazem parte das suspeitas investigadas pelo Gaeco. Até o momento, os elementos divulgados não permitem afirmar que os pagamentos tenham sido efetivamente realizados ou identificar todos os possíveis beneficiários. Indicação de cargos também estaria ligada ao apoio político Outro ponto mencionado no relatório é a suposta utilização de cargos comissionados para garantir sustentação política à Mesa Diretora. De acordo com a testemunha, cada vereador que integrasse o grupo poderia indicar entre dois e quatro servidores para funções comissionadas. Os cargos teriam remuneração mensal de R$ 5 mil, acrescida de R$ 2,5 mil em verba indenizatória, totalizando R$ 7,5 mil por servidor. A investigação busca esclarecer se essas indicações ocorreram e se teriam sido utilizadas como contrapartida por apoio político, em vez de atender às necessidades administrativas do Legislativo. Relato menciona cartas de renúncia assinadas por vereadores Os investigadores também analisam informações sobre uma reunião que teria ocorrido entre o final de 2024 e o início de 2025, em uma chácara atribuída ao vereador Dr. Miguel (Cidadania). Segundo a testemunha, o encontro teria sido realizado durante as articulações para a eleição de Wanderley Cerqueira à presidência da Câmara Municipal. Na ocasião, parlamentares teriam assinado cartas de renúncia aos próprios mandatos, que permaneceriam sob o controle do grupo político. Conforme o relato, os documentos seriam utilizados como uma espécie de garantia para evitar mudanças de posicionamento dos vereadores. Não há, nas informações divulgadas, confirmação independente de que essas cartas tenham sido assinadas ou utilizadas. Gravações clandestinas também são investigadas Outro aspecto apurado pelo Gaeco envolve a possível utilização de gravações feitas sem o conhecimento de vereadores. A testemunha afirmou que parlamentares teriam sido gravados supostamente recebendo dinheiro e que esses registros poderiam ser utilizados para pressionar aqueles que ameaçassem retirar o apoio ao presidente da Câmara. O relato indica que a prática teria sido retomada durante as articulações para a eleição antecipada da Mesa Diretora, prevista para maio de 2026. Os investigadores procuram esclarecer a existência dessas gravações, as circunstâncias em que teriam sido produzidas e se houve efetivamente ameaças ou constrangimento de parlamentares. Mudanças nas regras da Câmara também aparecem na investigação O depoimento ainda menciona alterações no Regimento Interno da Câmara Municipal e na Lei Orgânica de Várzea Grande. Segundo a testemunha, mudanças atribuídas a Wanderley teriam dificultado a tramitação de determinados projetos apresentados ao Legislativo. A suspeita é de que eventuais atrasos poderiam ser utilizados como instrumento de negociação política com o Poder Executivo municipal. A legalidade das alterações e uma possível relação com o esquema investigado dependem de análise documental e de outros elementos de prova. O que está confirmado e o que ainda precisa ser esclarecido? A existência dos relatos nos documentos investigativos não significa que todas as acusações tenham sido comprovadas. Entre os pontos que ainda precisam ser esclarecidos estão a ocorrência dos supostos pagamentos, a origem do dinheiro, a eventual participação de servidores públicos, a existência das cartas de renúncia e o possível uso de gravações para pressionar vereadores. A reportagem da Gazeta Digital utilizada como base para esta matéria não apresenta manifestação de Wanderley Cerqueira sobre essas alegações específicas. O espaço permanece aberto para que o presidente da Câmara Municipal e outros citados apresentem esclarecimentos. As investigações seguem sob responsabilidade do Gaeco. Até que haja conclusão das apurações, as informações relatadas devem ser tratadas como suspeitas, sem atribuição antecipada de culpa aos envolvidos. Fonte: Gazeta Digital — reportagem de Thiago Novaes, publicada em 21 de outubro de 2026, com informações atribuídas a relatórios e depoimentos reunidos pelo Gaeco. MT Urgente News — Informação com responsabilidade.
Polícia Militar identifica atuação de nova facção criminosa em MT; operação apreende 385 tabletes de drogas
Terceiro Comando Puro (TCP), organização criminosa originária do Rio de Janeiro, é apontado como responsável por estruturas de armazenamento de drogas e armas em Pontes e Lacerda. Dois suspeitos foram presos durante operação na região de fronteira. Por: Redação MT Urgente News A Polícia Militar de Mato Grosso identificou indícios da atuação de uma nova facção criminosa no estado. Trata-se do Terceiro Comando Puro (TCP), organização originária do Rio de Janeiro que, segundo as autoridades, estaria tentando ampliar sua presença na região de Pontes e Lacerda, a aproximadamente 450 quilômetros de Cuiabá. A descoberta ganhou força durante a Operação Território Livre, realizada na terça-feira (20 de outubro), que terminou com dois suspeitos presos, duas casas utilizadas para armazenar drogas e armas localizadas e a apreensão de 385 tabletes de entorpecentes. A Polícia Militar estima que a ação tenha provocado um prejuízo superior a R$ 2 milhões às organizações criminosas. A possível expansão do TCP preocupa as autoridades devido à localização estratégica de Pontes e Lacerda, município situado na região de fronteira com a Bolívia, área utilizada como rota para o tráfico internacional de drogas. Suspeito apontado como liderança da facção está entre os presos Um dos detidos é conhecido pelo apelido de “Menor” e foi apontado pela polícia como uma das possíveis lideranças do TCP na região. Durante a identificação, os policiais descobriram que havia contra ele um mandado de prisão expedido pela Justiça de Goiás pelo crime de roubo. As investigações também buscam esclarecer a possível participação dos suspeitos em homicídios registrados em Pontes e Lacerda, incluindo uma tentativa de chacina ocorrida em 3 de outubro. Segundo a Polícia Militar, o aumento da violência e as suspeitas de disputas territoriais já haviam motivado o monitoramento de integrantes de organizações criminosas na região. Polícia encontrou duas casas usadas para guardar drogas e armas Durante a operação, equipes da Força Tática e da Rotam localizaram dois imóveis apontados como depósitos utilizados por integrantes da facção. Nos locais, foram encontrados 385 tabletes de drogas, distribuídos da seguinte forma: 338 tabletes de maconha; 40 tabletes de cloridrato de cocaína; 6 tabletes de pasta-base de cocaína; 1 tablete de maconha do tipo dry. Os militares também apreenderam duas pistolas calibre 9 milímetros, das marcas Glock e Browning, além de 150 munições, sendo 113 de calibre 9 mm e 37 de calibre .40. A operação ainda resultou na apreensão de três motocicletas que, conforme a investigação, podem ter sido utilizadas na prática de homicídios. Nos imóveis, também havia ferramentas e equipamentos que seriam empregados na adulteração das características originais dos veículos, dificultando a identificação pelas forças de segurança. Por que Pontes e Lacerda atrai organizações criminosas? A localização do município é um dos principais fatores considerados pelas autoridades. Pontes e Lacerda integra uma região próxima à fronteira brasileira com a Bolívia, considerada estratégica para o transporte de entorpecentes. Segundo o tenente-coronel Wesmensandro Auto Rodrigues, responsável pelo 12º Comando Regional da Polícia Militar, criminosos de outros estados se deslocam até a região devido às oportunidades de atuação em rotas de tráfico. O oficial explicou que as drogas que passam pela região podem abastecer diferentes estados brasileiros e até mercados internacionais. Nesse cenário, a possível chegada de integrantes do TCP representa mais um desafio para a segurança pública, principalmente diante das suspeitas de disputas entre organizações criminosas pelo controle de atividades ilegais. Facção tem origem no Rio de Janeiro O Terceiro Comando Puro é uma organização criminosa surgida no Rio de Janeiro e historicamente associada ao tráfico de drogas e a conflitos territoriais com grupos rivais. Agora, as forças de segurança investigam sua estrutura de atuação em Mato Grosso e possíveis conexões com homicídios, armazenamento de entorpecentes e movimentação de armas na região oeste. Embora a presença do TCP tenha sido identificada na operação, a extensão de sua atuação no estado ainda depende do avanço das investigações. Operação busca enfraquecer estrutura das facções A Operação Território Livre contou com a participação da Força Tática do 12º Comando Regional, do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) e de equipes de inteligência da Polícia Militar. Segundo a corporação, o objetivo é atingir não apenas os responsáveis pela comercialização de drogas, mas também os locais de armazenamento, os armamentos e os veículos utilizados por organizações criminosas. Os dois suspeitos presos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Pontes e Lacerda, juntamente com os materiais apreendidos. As investigações deverão esclarecer a participação individual dos detidos nos crimes apurados, identificar outros possíveis integrantes do grupo e verificar a relação da organização com os episódios recentes de violência na região. Fonte: Polícia Militar de Mato Grosso — comunicado oficial da Operação Território Livre, divulgado em 21 de outubro de 2026. Informações complementares: Diário de Cuiabá e CBN Cuiabá. MT Urgente News — Informação com responsabilidade.
