Deputado intermediou reuniões com a Energisa e o Governo do Estado para atender demandas da comunidade rural de Santo Antônio de Leverger As constantes quedas de energia elétrica e a necessidade de pavimentação preocupam mais de 300 famílias da comunidade Morrinho, na zona rural de Santo Antônio de Leverger, a 30 quilômetros de Cuiabá. Para buscar soluções, o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), articulou reuniões com a Energisa e o Governo do Estado. Os moradores relatam interrupções de energia que chegam a durar 12 horas, além de prejuízos causados pela instabilidade da rede. Diante das reclamações, o gabinete do parlamentar intermediou uma reunião entre representantes da comunidade e da concessionária. O encontro contou com os assessores Aparecido Alves e Danilo Reyes, além das especialistas da Energisa Mayara Rossetto e Emanuele Pinheiro Monteiro Pulcherio. PROBLEMAS NO FORNECIMENTO DE ENERGIA A presidente da Associação de Pequenos Produtores Rurais de Morrinho/Fazenda Velha, Niane Aparecida Oliveira Rosa, relatou que os problemas são antigos. Moradora da região há mais de 20 anos, ela destacou a necessidade de manutenção da rede elétrica. Durante a reunião, Niane e mais moradores entregaram um ofício à Energisa solicitando poda de árvores, limpeza da rede elétrica, manutenção preventiva e corretiva e substituição do transformador. O engenheiro civil aposentado Alfredo Nunes Neto, proprietário de uma chácara na região há cinco anos, relatou prejuízos provocados pelas oscilações de energia. “Realizei o sonho de ter uma chácara no pé do Morro de Santo Antônio”, contou. No entanto, a instabilidade da rede já causou a queima de três bombas de poço e três motores do portão de sua propriedade. Já a professora aposentada Suzete Palombo, proprietária de uma área na região desde 1976, reconheceu a iniciativa do parlamentar. “Ele foi a única pessoa que fez algo por Morrinho”, afirmou. Como encaminhamento, a Energisa se comprometeu a priorizar situações emergenciais que envolvam riscos à segurança. Além disso, deverá apresentar, em até 15 dias após a reunião, uma programação de poda e manutenção da rede. PAVIMENTAÇÃO DA COMUNIDADE Além das demandas de energia, Max também intermediou uma reunião com a secretária adjunta de Cidades, Rafaela Damiani. O objetivo foi acompanhar os projetos de pavimentação de três trechos da região, também articulados pelo parlamentar. Conforme as informações apresentadas, dois trechos, localizados na subida do morro e dentro da comunidade, seguem o cronograma previsto. Já o trecho da MT-040 até o pé do Morro de Santo Antônio precisará de uma nova licitação. A medida é necessária para adequar o projeto, considerando também o potencial turístico da região. A previsão é concluir a licitação até dezembro de 2026, com início das obras em 2027, após o período chuvoso. Reunião de representantes da Associação Morrinho na Sacid, novembro de 2026. Foto: Rodrigo Prates. Crédito: Aline Coêlho/ Foto: Rodrigo Prates Deixe seu comentário Últimas Publicadas QUALIDADE DE VIDA Max Russi articula melhorias na energia elétrica e pavimentação para 300 famílias de Morrinho 04 de novembro de 2026 SETOR MINERAL Mato Grosso ganha mais uma edição da Expominério, com apoio de Max Russi 03 de nov
Polícia Civil investiga desvio de R$ 2,8 milhões em combustíveis de concessionária em MT
Operação Rota Paralela cumpre 23 ordens judiciais em quatro municípios; investigação identificou mais de 6,5 mil abastecimentos suspeitos envolvendo cartões corporativos. A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (4.11), a Operação Rota Paralela, destinada a investigar um suposto esquema criminoso de desvio de combustíveis envolvendo funcionários e terceiros vinculados às atividades de uma concessionária responsável pela administração de rodovias estaduais. Na operação, são cumpridas 23 ordens judiciais, sendo sete mandados de busca e apreensão, seis medidas cautelares diversas da prisão, seis ordens de bloqueio de ativos financeiros e quatro restrições judiciais de veículos, decretadas pela Justiça com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor). A Justiça também autorizou o sequestro e arresto de bens e valores até o limite global de R$ 2.796.942,48, além do acesso aos dados armazenados em dispositivos eletrônicos eventualmente apreendidos. Os mandados são cumpridos nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Colíder e Alto Taquari. O cumprimento das ordens judiciais contra com apoio de equipes das Delegacias de Alto Araguaia e Colíder. O esquema As investigações, conduzidas pela Deccor, iniciaram após a concessionária identificar possíveis irregularidades na utilização de cartões corporativos destinados exclusivamente ao abastecimento de veículos e equipamentos utilizados na conservação e manutenção de rodovias estaduais. Segundo os elementos apurados, o esquema consistia na utilização indevida desses cartões para registrar abastecimentos fictícios ou incompatíveis com as atividades da concessionária, possibilitando o desvio de combustíveis e a geração de créditos em estabelecimentos comerciais. As investigações apontam que os responsáveis pelo gerenciamento dos cartões corporativos teriam se valido de suas funções para viabilizar operações irregulares, com a possível participação de outros envolvidos na destinação dos combustíveis. A análise de 26.113 transações de abastecimento, realizadas entre janeiro de 2024 e julho de 2025, identificou 6.520 operações suspeitas, que totalizam aproximadamente R$ 2,8 milhões. Entre as irregularidades constatadas estão abastecimentos realizados durante a madrugada, operações sucessivas em intervalos incompatíveis com a capacidade dos veículos e utilização de cartões vinculados a equipamentos que não justificariam os volumes registrados. Com base nos elementos apurados, foi representado pelas ordens judiciais que foram decretadas pelo Poder Judiciário. As medidas judiciais têm como objetivo aprofundar a apuração, identificar a participação individual dos investigados, preservar elementos de prova e possibilitar a recuperação dos valores supostamente desviados.
