A Nova Rota do Oeste registrou novos casos de vandalismo nas barreiras instaladas sob passarelas de pedestres ao longo da BR-163, em Mato Grosso. As estruturas, implantadas para impedir travessias irregulares em trechos onde há passarela, têm sido danificadas ou removidas, comprometendo a segurança de quem circula pela rodovia.
As barreiras foram projetadas para desestimular a travessia no meio da pista e direcionar os pedestres ao uso das passarelas, estruturas construídas justamente para garantir uma travessia segura. Quando essas proteções são quebradas, o risco aumenta: pedestres voltam a cruzar a rodovia entre os veículos, em pontos de intenso fluxo e alta velocidade.
Alguns locais têm chamado a atenção pela frequência dos danos. Na passarela do km 688 da BR-163, no perímetro urbano de Lucas do Rio Verde, a estrutura já precisou de três reparos somente em 2026.
Situação semelhante ocorre na passarela do km 203 da BR-364, em Rondonópolis, onde a barreira de proteção também tem sido alvo de depredação. Apenas neste ano, o dispositivo passou por três intervenções. Em 2025, foram registradas 13 manutenções nas telas instaladas no local. Em alguns casos, os danos ocorreram poucas horas após o reparo anterior, exigindo a mobilização constante de equipes para restabelecer a proteção.
Para o gerente de Conservação da concessionária, Thiago Colombo, a instalação das barreiras tem como objetivo incentivar o uso das passarelas e reduzir o risco de atropelamentos.
“Cada dispositivo foi implantado após estudos técnicos que identificaram a necessidade de oferecer uma travessia segura aos pedestres. Quando a barreira é destruída, não estamos falando apenas de um dano ao patrimônio, mas de uma situação que expõe vidas ao perigo. A passarela existe para salvar vidas e precisa ser utilizada”, afirmou.
Atualmente, a Nova Rota do Oeste conta com nove passarelas instaladas em trechos urbanos das rodovias nos municípios de Rondonópolis, Campo Verde, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop, em pontos com alto índice de travessia de pedestres. Novas estruturas devem ser implantadas conforme o avanço das obras de duplicação da rodovia.
A concessionária reforça que atravessar fora da passarela coloca em risco não apenas o pedestre, mas também motoristas e passageiros, que podem se envolver em acidentes graves ao tentar desviar de pessoas na pista. A Nova Rota segue monitorando os pontos mais críticos e realizando a recomposição das estruturas danificadas.
A população também pode colaborar denunciando atos de vandalismo e optando sempre pela travessia segura. Usar a passarela é um gesto simples que pode fazer a diferença na preservação de vidas.
















