O cenário político da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) foi significativamente alterado após o encerramento da janela partidária, no último sábado (4), com destaque para o avanço do Republicanos, que passou a liderar a maior bancada da Casa. A movimentação também consolidou o crescimento do Podemos, que surge como uma nova força política com ambições claras para as eleições de 2026.
Antes das mudanças, havia um empate entre União Brasil, MDB e PSB, cada um com quatro deputados. O Republicanos e o PL vinham logo atrás, com três parlamentares cada. Com a janela, 11 deputados trocaram de legenda, provocando uma reconfiguração no peso político dos partidos.
A principal mudança foi protagonizada pelo Republicanos, legenda ligada ao governador Otaviano Pivetta, que ampliou sua bancada de três para cinco deputados, assumindo a liderança isolada. Permaneceram na sigla Diego Guimarães, Nininho e Valmir Moretto, enquanto Dr. Eugênio e Paulo Araújo chegaram para reforçar o grupo.
Outro movimento relevante foi o esvaziamento do PSB, que perdeu protagonismo ao ver nomes importantes deixarem o partido. Max Russi, Beto Dois a Um e Fabinho Tardin migraram para o Podemos, fortalecendo a nova bancada da sigla. Já Dr. Eugênio seguiu para o Republicanos.
No União Brasil, a saída de Eduardo Botelho para o MDB reduziu a bancada, enquanto o MDB ganhou fôlego político ao incorporar o parlamentar, passando a figurar entre as maiores forças da Casa.
O PSDB também ampliou sua presença com a chegada de Juca do Guaraná e Chico Guarnieri. Já o Novo passou a ter representação com Elizeu Nascimento, enquanto o PL encolheu para duas cadeiras. O PT manteve seu tamanho, e o PSD seguiu com um único representante.
Com o novo desenho, o Republicanos lidera com cinco deputados, seguido pelo MDB com quatro. Podemos, PSDB e a federação União-Progressistas aparecem com três parlamentares cada. PT e PL têm duas cadeiras, enquanto PSD e Novo completam o quadro com um deputado cada.
O rearranjo confirma o enfraquecimento do PSB e evidencia o crescimento de partidos alinhados ao campo governista e conservador, que segue predominante na Assembleia.
De olho no futuro, o Podemos já articula expansão para 2026. Sob liderança de Max Russi, o partido projeta eleger até dois deputados federais e ampliar sua bancada estadual para até seis nomes. A estratégia inclui o lançamento de uma chapa robusta à Câmara Federal, reunindo lideranças políticas e nomes com potencial eleitoral em diferentes regiões do estado.
O novo cenário indica que, além da atual legislatura, a disputa política em Mato Grosso já começa a ser desenhada com foco nas próximas eleições, com partidos reorganizando forças e ampliando suas bases de influência.


