A possibilidade de reeleição da presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil, segue indefinida e depende diretamente de uma mudança no Regimento Interno da Casa. A atual norma impede a recondução ao cargo dentro da mesma legislatura, o que obriga a construção de um acordo político robusto entre os parlamentares para viabilizar qualquer alteração.
A discussão ganhou força após o prefeito Abilio Brunini defender publicamente a continuidade de Paula na presidência e sugerir que possíveis concorrentes, como Ilde Taques e Dilemário Alencar, reconsiderem suas candidaturas. Apesar do apoio, a presidente reforçou que a decisão não cabe ao Executivo, mas sim ao conjunto dos 27 vereadores.
Segundo Paula, a eventual mudança no regimento exige o voto favorável de dois terços dos parlamentares, o que torna essencial a construção de consenso interno. Ela destacou que, embora exista previsão no artigo 23, o dispositivo estaria desatualizado e não reflete o entendimento jurídico atual, mantendo, na prática, o impedimento à reeleição imediata.
A vereadora afirmou que mantém o projeto de continuar à frente da Casa, mas condiciona qualquer avanço à vontade da maioria e ao diálogo entre os colegas. O cenário para o segundo biênio, segundo ela, será definido com base no relacionamento construído ao longo do mandato e na capacidade de articulação política dentro do Legislativo.
Nos bastidores, a disputa pelo comando da Câmara já mobiliza diferentes grupos, indicando que a eventual mudança na regra interna pode se tornar o principal ponto de tensão nas próximas semanas.


