O Governo de Mato Grosso conquistou o terceiro lugar no ranking nacional de transparência em obras públicas, conforme levantamento divulgado nesta semana pela Transparência Internacional. Com nota 81,8, o Estado foi classificado no nível “Ótimo”, superando com folga a média brasileira, que ficou em 63,6 pontos.
O desempenho coloca Mato Grosso entre os seis estados considerados de excelência no país, ao lado de Goiás, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Espírito Santo e Paraná. A avaliação leva em conta dados referentes ao exercício de 2025 e analisou critérios como execução orçamentária, andamento físico das obras, planejamento de contratações, identificação de fiscais, licenciamento ambiental e mecanismos de participação social.
Entre os principais destaques positivos, o relatório aponta a ampla disponibilização de informações sobre execução financeira das obras, contratos e estudos de impacto ambiental. Os dados foram coletados em plataformas oficiais, como o Portal da Transparência estadual e os sites da Secretaria de Infraestrutura (Sinfra-MT) e da Secretaria de Meio Ambiente (Sema-MT).
Segundo o chefe da Unidade de Gerenciamento de Projetos da Sinfra, Paulo Fernandes, ferramentas digitais têm ampliado o acesso da população às informações. Ele cita o sistema Sinfralog e a adoção de QR Codes em placas de obras, que permitem ao cidadão consultar detalhes atualizados diretamente pelo celular.
No recorte da Amazônia Legal, Mato Grosso também se destacou como o estado mais transparente no quesito licenciamento ambiental. A média regional foi classificada como “Regular”, com 55,6 pontos, enquanto o Estado apresentou desempenho superior, especialmente na divulgação de Estudos de Impacto Ambiental (EIA/RIMA).
Outro diferencial apontado pelo levantamento é a disponibilização de informações sobre participação social no planejamento de obras públicas — prática ainda pouco comum entre os estados da região, embora haja espaço para aprimorar a divulgação das contribuições recebidas em audiências públicas.
O avanço na transparência é atribuído, em parte, à atuação da Controladoria-Geral do Estado (CGE-MT), que coordena políticas de acesso à informação e orienta os órgãos estaduais quanto às exigências de padrões nacionais e internacionais. De acordo com a coordenadora de Ouvidoria e Transparência da CGE, Aline Landini, o trabalho fortalece o controle social e contribui para aumentar a confiança da população na gestão pública.


