Presidente da ALMT diz que proposta contraria avanços na proteção animal e afirma que votará contra mudança na legislação estadual.
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi, manifestou posicionamento contrário ao projeto de lei que prevê o retorno do uso de animais em espetáculos circenses no estado. Durante coletiva concedida nesta quarta-feira (29), o parlamentar classificou a proposta como um retrocesso e reforçou seu compromisso com a causa animal.
Segundo Russi, Mato Grosso deve avançar nas políticas públicas de proteção aos animais, e não rever conquistas já consolidadas. Para ele, o texto atual da proposta representa um passo atrás no debate sobre bem-estar animal. “Tenho defendido essa causa desde o primeiro dia do meu mandato. Não é momento de retroceder, mas de seguir avançando”, afirmou.
A matéria surgiu a partir de um substitutivo ao projeto original apresentado pelo deputado Diego Guimarães. Inicialmente voltada à proibição do uso de animais em circos, a proposta passou a permitir a prática, desde que observadas regras de proteção e cuidados com os animais.
Mesmo reconhecendo a diversidade de opiniões entre os parlamentares, Max Russi acredita que o texto atual dificilmente reunirá apoio suficiente para aprovação. Ele defendeu que o tema seja debatido com responsabilidade, levando em consideração os avanços já conquistados no estado.
O deputado também relembrou sua trajetória em defesa da causa animal dentro do Parlamento estadual. Entre as iniciativas, citou a criação da primeira câmara setorial temática voltada ao bem-estar animal e a inclusão inédita de recursos específicos no orçamento estadual para políticas públicas da área.
Russi destacou ainda a criação do Grupo de Trabalho em Defesa da Causa Animal e de materiais educativos voltados à conscientização de crianças sobre o respeito aos animais. No campo legislativo, mencionou leis já sancionadas, como a campanha Abril Laranja de combate aos maus-tratos e o programa Eco Bike, que associa mobilidade sustentável à conscientização sobre proteção animal.
Ao encerrar, o presidente da Assembleia reafirmou que manterá voto contrário ao projeto caso ele seja apreciado em plenário.


