Iniciativa alia ensino prático, pesquisa e extensão para fortalecer a agricultura familiar em Tangará da Serra
Um projeto de extensão desenvolvido pela Universidade do Estado de Mato Grosso, no campus de Tangará da Serra, tem transformado a produção de flores tropicais em uma alternativa viável de geração de renda para pequenos produtores rurais. A iniciativa une estudantes, profissionais e agricultores em atividades práticas que vão desde o preparo do solo até a comercialização das espécies.
No campo experimental, são cultivadas variedades como bastão-do-imperador, alpínia e helicônia, utilizadas como base para o ensino de técnicas essenciais, incluindo produção de mudas, manejo e colheita. O projeto, intitulado Unidades Demonstrativas de Flores Tropicais: Canal de Transferência de Tecnologias e Fortalecimento da Agricultura Familiar no Estado de Mato Grosso, é coordenado pela professora e doutora em Botânica, Celice Alexandre Silva, em parceria com a Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Além de promover aprendizado técnico, a iniciativa também desperta o olhar científico dos estudantes. A acadêmica Yasmim Coelho, do segundo semestre de Agronomia, relata que a experiência em campo tem contribuído para ampliar seus conhecimentos, especialmente na observação de polinizadores e no desenvolvimento das plantas. Já a estudante Geisiane Nogueira, do quarto semestre, destaca a importância das atividades práticas para consolidar o conteúdo teórico aprendido em sala de aula.
Com foco no fortalecimento da agricultura familiar, o projeto também realiza visitas a propriedades rurais para identificar produtores com potencial para investir na floricultura. Segundo a coordenadora, o objetivo é oferecer suporte completo, com orientações técnicas que vão do plantio à pós-colheita, garantindo mais segurança para quem deseja diversificar a produção.
Outro ponto destacado é a viabilidade da atividade. A floricultura tropical não exige grandes áreas nem mecanização intensiva, além de apresentar diversidade de espécies que podem ser utilizadas tanto para comercialização quanto para paisagismo.
A parceria com o poder público também reforça os resultados. O engenheiro agrônomo Eder Richardson ressalta que a colaboração com a universidade contribui para a produção de conhecimento técnico e a disseminação de informações aos produtores, ampliando o alcance das ações.
Com 14 anos de atuação, o projeto envolve atualmente estudantes de graduação, pós-graduação, professores, técnicos e produtores rurais de diferentes áreas do conhecimento. Durante as atividades, são distribuídos materiais informativos, como cartilhas, que auxiliam na aplicação prática das técnicas no dia a dia no campo, consolidando a proposta de integração entre ensino, pesquisa e extensão.


