Com reforço em tecnologia, inteligência e efetivo policial, grupo especializado causou perdas de R$ 2,5 bilhões às facções criminosas e realizou quase 3 mil prisões nos últimos sete anos.
O trabalho de combate ao crime organizado na faixa de fronteira entre Mato Grosso e Bolívia resultou em um duro golpe contra as facções criminosas nos últimos sete anos. Entre janeiro de 2019 e maio de 2026, as operações do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) provocaram um prejuízo estimado em R$ 2,5 bilhões às organizações criminosas que atuam na região.
O montante é reflexo de uma série de apreensões e ações repressivas realizadas ao longo do período. Foram retiradas de circulação 118 toneladas de entorpecentes, além da apreensão de 77 aeronaves utilizadas em atividades ilícitas, 2.052 veículos, 414 armas de fogo e mais de 14 mil munições. As operações também resultaram na prisão de 2.913 pessoas, entre elas 159 estrangeiros envolvidos em crimes como tráfico de drogas, contrabando, roubos e furtos.
Os resultados são atribuídos aos investimentos realizados pelo Governo de Mato Grosso no fortalecimento da segurança pública na região de fronteira. Dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública apontam que, desde 2019, foram aplicados em média R$ 30 milhões por ano na modernização do Gefron, incluindo aquisição de armamentos, viaturas, sistemas de comunicação, infraestrutura e equipamentos tecnológicos.
Somente nos cinco primeiros meses deste ano, os investimentos já alcançaram R$ 17 milhões, destinados ao fortalecimento das ações preventivas e repressivas ao longo dos cerca de 900 quilômetros de fronteira terrestre e fluvial com a Bolívia.
Segundo a secretária de Estado de Segurança Pública, coronel PM Susane Tamanho, os números refletem uma política permanente de fortalecimento das forças de segurança, com ampliação do efetivo, modernização operacional e atuação integrada das instituições policiais. Ela destaca que as apreensões de drogas, veículos e aeronaves atingem diretamente a estrutura financeira e logística das facções criminosas.
O coordenador do Gefron, tenente-coronel PM Airton Feitosa, afirma que os resultados são consequência de uma estratégia baseada em três pilares: capacitação contínua dos policiais, doutrina especializada de atuação em fronteiras e utilização de tecnologia de ponta nas operações.
Além das ações conjuntas com as Polícias Militar e Civil de Mato Grosso, o Gefron mantém integração com a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e forças de segurança de outros estados, ampliando a capacidade de combate aos crimes transfronteiriços e reforçando a vigilância em uma das principais rotas utilizadas pelo tráfico internacional de drogas no país.


