Investimentos superiores a R$ 4,4 milhões, assistência técnica e adoção do café clonal impulsionam produtividade recorde e fortalecem a agricultura familiar no município.
A combinação entre investimentos públicos, inovação tecnológica e assistência técnica tem consolidado Colniza como a principal potência da cafeicultura em Mato Grosso. Atualmente, o município responde por mais da metade de toda a produção estadual de café, resultado de uma política voltada ao fortalecimento da agricultura familiar e ao aumento da produtividade no campo.
Nos últimos anos, o Governo de Mato Grosso destinou mais de R$ 4,4 milhões para incentivar a cadeia produtiva do café no município. Os recursos, aplicados por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), garantiram a entrega de máquinas, implementos agrícolas, mudas clonais, kits de irrigação e diversos equipamentos que ampliaram a capacidade produtiva de centenas de pequenos agricultores.
Além da infraestrutura, o avanço da cafeicultura tem sido impulsionado pelo trabalho da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer). A atuação dos extensionistas leva aos produtores orientações técnicas sobre preparo do solo, correção da fertilidade, irrigação, nutrição das plantas, manejo das lavouras e colheita, permitindo maior eficiência e melhores resultados nas propriedades.
Um dos exemplos desse avanço é o do agricultor familiar Edmar Mutz, proprietário do Sítio Alto Alegre. Ele substituiu a antiga lavoura por variedades clonais de café e, desde 2017, passou a receber acompanhamento técnico da Empaer. A mudança transformou a realidade da propriedade.
Segundo o produtor, a antiga plantação apresentava baixa produtividade e pouca rentabilidade, o que chegou a motivá-lo a converter parte da área em pastagem. Após conhecer o potencial do café clonal e receber orientação especializada, decidiu renovar completamente a lavoura. O resultado veio já na primeira colheita, realizada dois anos e meio após o plantio, com uma produção muito acima das expectativas.
O engenheiro agrônomo e extensionista da Empaer, Ronaldo Benevides, destaca que os resultados são consequência da aplicação de técnicas recomendadas por instituições de pesquisa, como análise e correção do solo, calagem e manejo adequado da fertilidade.
De acordo com ele, enquanto a produtividade média de Colniza girava entre 17 e 18 sacas por hectare em 2017, a propriedade de Edmar ultrapassou 110 sacas por hectare em 2019. Atualmente, um dos talhões alcança cerca de 205 sacas por hectare, índice considerado excepcional para a cultura.
O desempenho evidencia que a adoção de novas tecnologias, aliada ao acompanhamento técnico contínuo, permite aos produtores tomar decisões mais eficientes em relação ao manejo das lavouras, elevando a produtividade, reduzindo custos e aumentando a renda das famílias rurais.
O fortalecimento da cafeicultura também tem ampliado o reconhecimento da qualidade do café produzido em Colniza. Recentemente, o município sediou o lançamento do 1º Concurso de Qualidade do Café, promovido pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Seaf, em parceria com a Empaer e apoio do Sebrae Mato Grosso. A premiação será realizada em 31 de outubro, durante evento em Juína.
Confiante na qualidade da produção obtida em sua propriedade, Edmar Mutz confirmou participação no concurso e acredita que o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos poderá ser reconhecido também pela excelência do café cultivado em Colniza, município que se consolida como referência estadual na produção do grão.


